12/07/2022

Publicações em Julho 12

 


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Mc XIV…)

 

Estávamos à mesa em casa de Simão, o leproso quando «entrou uma mulher com um frasco de alabastro cheio de perfume de nardo genuíno, de grande valor e, quebrando o frasco de alabastro, derramou-Lho sobre a cabeça».

O nardo, como o Evangelista expressamente refere, era um perfume de extraordinária fragância e elevado preço, não pude deixar de sentir o aroma que invadiu todo o ambiente. Alguns dos circunstantes, estranharam e nomedamente um deles insurgiu-se criticando tal despesa.

Sinto exactamente o mesmo quando entro numa Igreja e contemplo as obras de arte, as pinturas, os panejamentos e, mesmo nas mais humildes as pinturas singelas e, compreendo que estou na Casa de Deus, onde Ele habita e que, portanto, faz todo o sentido que esta “Casa” esteja ornada de forma singular de acordo com o Hóspede.

Igualmente sinto o mesmo quando dou conta dos detalhes dos objectos próprios do culto, os cálices, os paramentos, as alfaias. Parece-me bem que quanto for possível será sempre pouco para honrar o “Dono da Casa”.

De facto, não interessa se esta “Casa” é um templo grandioso, de arquitectura esplendorosa, recheado de obras de arte notáveis ou, uma humilde Hermida no alto de um monte que tem tão só singelas expressões dos fiéis que a ela acorrem. Considero que se recebo em minha casa alguém ilustre, de grande importância, procuro apresentar a melhor mesa, os mais preciosos bens de que disponho; quanto mais deve ser assim com a “Casa” de Deus, o Dono e Senhor de quanto existe.

Toda a honra, toda a glória, mesmo aparato, me parecem poucos.

O que dou à Igreja deve ser fruto da minha generosidade e não coisas que não preciso, me sobram e não fazem falta.

A Santa Igreja depende dos seus fiéis para manter os Templos e as alfaias destinadas ao culto em boa ordem e conservação daí que, uma forma simples e concreta de contribuir para tal seja a minha generosidade na esmola que dou em cada Santa Missa.

 

Reflexão

O pedestal

 

O título desta reflexão indica o que reflicto acerca de mim.

Considero-me colocado num pedestal de tal forma importante que me leva a sentir-me "cheio de razão" inatacável.

Olho mais detidamente para este pedestal e a única coisa que vejo é um monte de pó!

Sim... pó de coisas inúteis sem qualquer préstimo.

Que coisa!

 

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11/07/2022

Publicações em Julho 11

 


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Mt V, …)

 

O depósito da Fé!

«Não vim substitir e Lei mas adaptá-la» saõ palavras que ouvi o Senhor pronunciar em resposta a perguntas, a maior parte capciosas, dos Escribas e Fariseus que se “agarravam” à letra da Lei para justificar os seus actos.

Mas, não só se agarravam como a tinham ido acrescentando com deveres e prescrições elaborados de acordo com as suas conveniências. Assim, a Lei que Deus tinha dado a Moisés que se resumia, como nela consta, a dois Mandamentos principais: amor a Deus e ao próximo como a si mesmo, foram como que dissolvidos em inúmeras e complexas “alíneas” que melhor lhes convinham sobrecarregando o povo ignaro e submisso.

Jesus declara inequívocamente que o Seu intento é “pôr as coisas no seu lugar” separando liminarmente o que era a Genuína Lei de Deus da prolífica lei dos homens.

A Lei de Deus baseia-se no AMOR, o AMOR Divino que se transmite aos homens de modo a amarem a Deus sobre todas as coisas e amarem os outros por amor de Deus.

Mas… aqui, principalmente, residia a dificuldade, aqueles homens não entendiam, nada de amor, nem estvam interessados em entender, não lhes convinha tal preocupação, não sabiam que fazer com ela caso a tivessem.

De facto, para quem não sabe, não quer saber o que É o Amor de Deus não pode de forma alguma entender o Veradeiro Amor, tudo quanto saia da esfera dos interesses pessoais de cada um, do que pode ser meio de discussão ou dúvida sobre a “legitimidade” do que pretendem impôr aos outros, “tal coisa” como o Amor é algo que tem de ser descartado liminarmente.

O “depósito da Fé” que a Liturgia celebra hoje traz os cristãos à realidade da vida verdadeira que é a Vida com Cristo; Cristo É AMOR,  foi o que pregou, o que ensinou, o que O levou a dar a Própria Vida por todos os homens.

Reflexão

Quando nos referimos a um pássaro e não especificamos qual, todos intuimos que se trata desse "pardal" que vemos esvoaçar de um lado para o outro, a debicar pequenas sementes, a perseguir uma borboleta, ladino, experto, incansável, muito,  muitíssimo rápido; não se detem mais que uns segundos no mesmo lugar. Na sua breve vida, talvez 1... 3 anos, aquele pequenino ser, depois de deixado o ninho, percorre incontáveis distâncias.

Se não acabar num espeto sobre umas brasas, morrerá exausto, sem forças.

Detenho-me a pensar: - Gostaria de ser um pássaro?, para concluir que, sendo, embora, o que sou, "valho mais que muitos passarinhos" e,  como Quem o afirmou foi o Senhor e Criador de quanto existe, fico muito feliz.

 

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10/07/2022

Publicações em Julho 10

 


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Jo XXI…)

 

 

São João termina o “seu” Evangelho dizendo: « Este é o discípulo que dá testemunho destas coisas e que as escreveu. E nós sabemos bem que o seu testemunho é verdadeiro. 25 Há ainda muitas outras coisas que Jesus fez. Se elas fossem escritas, uma por uma, penso que o mundo não teria espaço para os livros que se deveriam escrever.» Ou seja, dá um testemunho pessoal absolutamente credível para quantos o irão ler ao longo dos tempos.

O testemunho de alguém que relata o que viu e ouviu directamente não pode ser comparado com o “eu ouvi dizer… constou-me que…”. Não! É um testemunho presencial e, por isso, absolutamente credível.

A obrigação que os cristãos têm, que eu tenho, de dar testemunho sobre o que acredito ser a verdade autêntica é, deve ser, a minha primeira preocupação, a minha missão de apóstolo. Sim… apóstolo que mais não é que transmitir a outros, tantos quantos se cruzarem conmigo nos caminhos da vida, aquilo que recebi de fonte fidedigna, de confiança.

O que recebi, gratuitamente sem nenhum mérito da minha parte, modificou, moldou a minha vida, tenho a certeza, para melhor.

Os desejos de melhoria pessoal, de colocar a minha vida ao serviço da VERDADE devem ser como que um “motu proprio” que não posso mais que transmitir.

Sou, por graça de Deus, apóstolo, tenho de ser, com a ajuda do Senhor, um bom apóstolo que transmita o que recebeu tal qual sem pôr nada de sua lavra ou parecer mas, apenas, o que recebeu.

 

Reflexão

Sempre à espreita, o tentador, quando me deixo levar nas asas da memória, insinua-se com subtileza: quando foi a última vez que pequei?

O que parece ser um exame útil transforma-se e, se me "deixo ir" não tardam a surgir gráficamente ocasiões, circunstâncias, cenas e, aí... estou perdido... volto a pecar!

 

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09/07/2022

Publicações em Julho 09

  


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Mc XVI…)

 

 

São Marcos termina e “seu Evangelho” com a Ascensão de Jesus ao Céu.

Imediatamente antes, Jesus dá-lhes as últimas instruções e o mandato derradeiro: « Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura».

Recordo que São Marcos escreveu o que São Pedro lhe revelou e não podia ser mais clara essa influência do Príncipe dos Apóstolos. Muitas vezes constam as suas misérias, fraquezas, dúvidas e, até, as suas negações.

A humildade de São Pedro é o fundamento da sua fé em Cristo e o alicerce da Igreja que irá conduzir pelo mundo.

Sem me comparar a São Pedro – como poderia! – também eu tenho de fazer o que devo fazer sem me deter a pensar nopréstimo, qualidades ou predicados que possa ter. Jesus Cristo conhece-me e se me quer para o que for é porque confia em mim e que, com a Sua Graça que nunca me faltará, levarei a cabo a missão que me incumbe.

 

Reflexão

Genericamente reflicto sobre o dinheiro e, mais concretamente a forma como me afecta.

Tenho, por Graça de Deus, a felicidade de ter uma Filha a quem entreguei toda a gestão dos "meus teres e haveres", não só trata desses assuntos com sabedoria como me chama a atenção para gastos desnecessários que tenho de evitar.

Além do mais, e sobretudo, também tenho "gestores" a quem entrego absolutamente estas coisas de dinheiros: São Filipe de Néri e São Nicolau de Bári.

 

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08/07/2022

Publicações em Julho 08

  


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Jo XXX…)

 

 

Considerando o grupo dos Apóstolos, São Tomé tem, sem dúvida, uma actuação muito especial: diz o que pensa, questiona o que não entende, é absolutamente sincero quando diz que não acredita em tudo quanto lhe dizem, ele próprio tem de confirmar para poder acreditar.

Penso que é assim que deve ser a base da verdadeira fé: saber sem qualquer margem para dúvidas se deve ou não acreditar no que lhe é proposto.

Jesus Cristo mostra comprender esta postura de Tomé e por isso lhe mostra os sinais da Sua Paixão e Morte na Cruz, não abre uma excepção, já tinha feito o mesmo aos outros Apóstolos, mas aproveita para consolidar a Fé de todos os homens que, ao longo dos tempos, hão-de acreditar nEle.

Eu compreendo que nas dúvidas que possam assaltar-me, tenho de procurar alguém cujo testemunho e ciência me possam tranquilizar; o Director Espiritual tem essas virtudes porque, inspirado pelo Divino Espírito Santo, me dará as respostas e esclarecimentos que possam fazer-me falta.

 

Reflexão

Considero que enquanto estou vivo a minha principal obrigação é viver, cada dia como se fosse o último, estar preparado, pronto para me apresentar ao meu Pai do Céu.

Este é, deve ser, o "meu trabalho", tudo o resto deverá ser para o conseguir.

 

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07/07/2022

Publicações em Julho 07

  


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Mt XXXVII…)

 

 

Uma vez mais considero o papel relevante da mulher na história da Salvação humana.

 

Movidas pelo amor entranhado que sentem por Jesus, depois do fragor da Paixão, mal o dia desponta, acorrem ao Sepulcro para completar a sepultura de Jesus que, na tarde anterior tinha decorrido a toda a pressa.

 

Precisam ver com os seus olhos se tudo está em ordem, se o Corpo do Senhor se encontra dignamente disposto, se falta algum pormenor.

 

Não sabem se os guardas as deixarão fazer o que se propõem e, muito menos, como hão-de remover a pesada pedra que tapa a entrada mas, essas dificuldades não as detém fazem desistir do seu intento.

 

O verdadeiro amor é assim: determinado, consistente, corajoso, não olha a meios para conseguir o que pretende.

 

O meu amor tem de ser assim!

 

Reflexão

Esta "pressão" que sinto: tenho de escrever qualquer coisa... o que for, é isso mesmo: "uma pressão".

É, presumo, parte integrante da minha idiossincrasia, daí que, penso, tenho duas hipóteses:

- Primeira

Deixo-me ir e escrevo.

- Segunda

Resisto e tento "construir" a escrita na minha cabeça.

Acho que, talvez possa utilizar as duas, se uma for o fruto de uma inspiração genuína, pode ser que valha a pena; se a outra for apenas uma "ideia" a necessitar de elaboração... também pode ser que valha a pena... daí que, talvez o melhor seja... escrever e prontos!

Seja qual for a decisão que bem ou mal irreversíveis virão ao mundo? Tombar-se-á? Alteram-se as órbitas celestes?

"Senhor, diz-me o que hei-de dizer, o que hei-de escrever, para Tua Glória, Bem das almas, da minha Salvação Eterna".

Isto escrevia São Tomé de Aquino...

 

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