12/03/2022

Publicações em Março 12

 


(Re Mt 5, 43-48)

 

Que coisa nos mandas Senhor: «Portanto, sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito»

Como me será possível cumprir tal mandato?

Se, como diz São Josemaria, "perfeitos só no Céu" (re Sulco, 758)!!!, eu que estou na terra, como poderei?

Medito e... concluo:

Se o Reino de Deus está no Céu e em toda a parte, também está na terra, no coração dos homens, no meu coração.

O que tenho a fazer é despertar o meu próximo e ajudá-lo a tomar consciênca dessa realidade vivendo de acordo.

Atingirei a "minha perfeição" quando realmente me empenhar,  sobretudo com o meu exemplo, em que outros, sobretudo os mais próximos e aqueles com quem me vou cruzando nos caminhos da vida, fizerem igual.

Não tenho qualquer dúvida: Temos todos que empenhar-nos numa "guerra" pela paz no mundo.

Contrasenso? Talvez não, "si vis pax para bellum", escreveu Séneca, guerra sem outras armas que a oração perseverantemente empenhada em mover o Coração Misericordioso do PRÍNCIPE DA PAZ a actuar sem demora.

A guerra não é solução para nada nem conquista coisa nenhuma porque o que está na sua raiz, é o desejo infrene do demónio em colocar, os homens em luta uns contra outros.

Só no caos que qualquer guerra provoca, ele consegue reinar.

Queremos Paz? Rezemos sem descanso!

Em Fátima a nossa Mãe do Céu deixou-nos a mensagem, indicou-nos o caminho.

Meditemos, uma vez mais, nessa mensagem.

 

Reflectindo na Quaresma

 

Porque hoje é Sábado, dia dedicado à Senhora da Alegria:

 

É tão bom rir em tempo de Quaresma!

      Hoje o dia acabou com eu a rir ás gargalhadas até ás lágrimas.

Resolvi fazer o meu jantar; seria uma coisa simples, ligeira como convém neste tempo quaresmal.

Resultou em algo intragável, estranho, que só não foi para o lixo porque não gosto, nem devo, atirar comida fora.

      A meu lado, como esteve e está sempre, o Amor da Minha Vida que desde o Céu vem sempre fazer-me companhia, ria-se a bom rir... 'Que cozinheiro... meu amor!!!'

A seu lado, todos os Santos do Céu riam contagiados.

Foi contagiante... não pude mais que rir também.

 

07.03.2022

 

Poemas para a Quaresma

 

Quem sou eu?

 

É inútil considerar-me

e debruçar-me para dentro de mim.

 

Sei que tento enganar-me

que assim

não chego a parte nenhuma.

 

Sei que em suma

o meu avesso

é igual à minha capa.

 

E quando,

de vez em quando,

e à socapa,

me observo,

a conclusão

é a pergunta habitual:

 

- Mas quem sou eu afinal?

 

Bessa Monteiro, 1963

 

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11/03/2022

Publicações em Março 11

 


(Re Mt V, 20-26)

A verdadeira justiça não se encerra exclusivamente em cumprir a Lei,  esta é  uma obrigação de qualquer homem mas, segundo o critério do cristão, ela deve contemplar o Amor.

Limitar-se a observar o que a Lei enuncia é, digamos, uma obrigação mínima, observá-la formatada pelo Amor completa-a.

Por exemplo: Não matar outro ser humano por ser lesivo da Lei mas, de alguma forma desejar a sua morte e, mais, não lhe prestar o auxílio ou o socorro que nos seja possível prestar, revela, além de insensibilidade reprovável, como que uma falta ao Mandamento que vem em segundo lugar: Amar o próximo.

Tomo como exemplo a  pessoa de São José:

A letra da Lei permitia-lhe repudiar, com base em evidências de “má conduta” a sua prometida Esposa Santa Maria.

Mas, como era “Justo”, o Amor prevaleceu, e decidiu cumprir a Lei mas “em segredo”, sem a espôr públicamente.

E, foi este Amor, que moveu o Senhor a enviar o Seu Anjo que, em sonhos lhe revelou a verdade subjacente aos Seus planos.

Ou seja, o Amor prevalece sobre a Lei, e dá-lhe o que possa faltar da verdadeira Justiça.

Que seria da humanidade, se São José não deixasse que a Lei se submetesse ao Amor?

A missão que que lhe estava reservada por Deus… ser o Pai Adoptivo do Seu Divino Filho, guardá-Lo, protegê-Lo, educá-Lo provendo o Seu sustento com o trabalho honrado de simples carpinteiro, o ter arrostado com as dificuldades e imprevistos, da “Fuga para o “Egipto”, a mudança de residência para colocar a Família ao abrigo da perseguição de Herodes, mesmo cumprindo os deveres que a Lei impunha, como a “Apresentação no Templo”, com o coração nas mãos, apertado na preocupação mas, sempre confiante, foram determinantes para que a “História da Salvação Humana” o tivesse, a ele, Varão Justo, como seu “actor” de vulto inolvidável.

Cumprir a Lei? Sim, sem dúvida alguma… mas, cumpri-la como que formatada pelo Amor!

Então, essa Lei pode ser cumprida com a segurança de fazer e cumprir a Vontade de Deus.

 

NOSSA SENHORA DE LOURDES

 

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10/03/2022

Publicações em Março 10

 


 

Dentro do Evangelho

(Re Mt 7, 7-12)

 

Ao meditar nesta passagem do Evangelho surgem-me como que três pontos destacados.

Primeiro:

Insistência perseverante na petição. E, se desistir porque não alcanço o que com a brevidade o que espero, é muito possível que aquele a quem faço o pedido conclua que, afinal, não me faz falta o que peço.

Segundo:

Convém que peça quanto julgue que preciso confiando que aquele a quem faço o pedido decidirá se é conveniente dar-mo.

Terceiro:

Não devo pedir nada igual ao que eu próprio recusei a outro.

Não seria, no mínimo nem justo nem razoável.

 

 

Reflexão na Quaresma

Para que sirvo eu, Senhor?

 

Tantas vezes Te faço esta pergunta que me aperta o coração!

Para que Te sirvo eu?

Que préstimo tenho?

O que esperas de mim?

 

E, Tu, num silêncio ensurdecedor vais-me dizendo: VIVE!’

 

Como?, pergunto com a desfaçatez de quem não compreende a resposta.

 

E respondes: ‘Como sabes e podes, vencendo-te cada segundo do teu dia-a-dia, entregando-te nas Minhas mãos que te amparam e guiam: E repetes: ´Vive!`

 

E, eu, pobre de mim, faço o possível por… viver como queres…

Mas… sem Ti… como poderei?

 

 

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09/03/2022

Publicações em Março 9



 

(Re Lc XI 29-32)

«Quando Deus viu as suas obras e como se convertiam do seu mau caminho, desistiu do castigo com que os ameaçara e não o executou

 

O Antigo Testamento é como que o preâmbulo do Novo Testamento, a sua base e origem. Um Deus “castigador” e implacável como que Se transforma num Senhor Misericordioso e Terno.

De facto Deus não condena o pecador, por mais graves ou mesmo aberrantes que possam ser as suas faltas mas, condena estas, condena o pecado.

Amim, parece-me justissímo porque sujeito como sou à concumpiscência,estou sempre em grande, enorme risco de ceder.

A minha fortaleza, a única possibilidade que terei de não me deixar vencer é confiar absolutamente que o Senhor nunca permitirá que seja tentado além das minhas forças e me dará sempre o que possa faltar-me, embora seja muito, para o conseguir.

 

Reflexão

 

Chegado ao fim do dia verifico que cumpri o "plano de vida diário". Fico contente.

Mas... como cumpri?

De forma como que automática, "cumprir por cumprir" ou vivendo cada passo com serenidade, vagar, entregando-me?

O “Plano de Vida” é algo muito mais sério que um calendário de coisas a fazer; deve ser um compromisso livremente assumido perante Deus Nosso Senhor e ao assumi-lo com a responsabilidade de homem livre não posso, não são admitidas desculpas, quais forem, para o não cumprir.

 

Reflectindo na Quaresma

 

Estou seguro que estou a forma como estou a viver esta Quaresma de 2022 terá algum mérito porque o tentador não pára de me dissuadir de o fazer.

Para quê a Via Sacra diária? Já sabes tudo! Estás a martirizar-te? É doentio!.. e coisas semelhantes

Se não o incomodasse porque perderia tempo a disuadir-me de o fazer?

 

Memória pessoal

 

O Senhor chamou hoje para junto de Si um grande amigo e bemfeitor.

Na dor de o ver partir alegro-me com a certeza que Deus permitiu o que achou melhor.

 

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