18/02/2022

Publicações em Fevereiro 18

 


(Re Lc VIII, 4-15)

O cristão tem o encargo de semear a Palavra de Deus.

Esta é uma tarefa de toda uma vida, sem descanso, perseverante, empenhada.

O objectivo da sementeira é obter searas abundantes, viçosas, com muito fruto.

Talvez que, eu, com idade que tenho e a experiência que julgo ter, me sinta capaz de cumprir satisfatóriamente esta tarefa mas, engano-me.

O mundo é o "terreno" onde devo semear e é lógico que seja o dono do terreno, neste caso Deus Nosso Senhor e Criador de quanto existe, a dizer-me onde quer que semeie.

Se não proceder assim e for andando a semear onde a mim me parece melhor, o que semear poderá cair em terrenos não convenientes e muitas sementes ficarrão estéreis.

O meu Director Espiritual tem a sabedoria, prudência e bom-senso e, sobretudo,  a inspiração Divina, para me indicar quando e onde urge que semeie.

Se seguir as suas indicações a minha sementeira será profícua e produzirá os frutos que o Dono da Seara legítimamente espera colher.

 

2022

 

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17/02/2022

Publicações em Fevereiro 17

 


(Re Lc VIII, 1-3)

São Lucas relata que várias mulheres seguiam Jesus e os Seus discípulos servindo-os.

A maior parte seriam gente humilde mas, pelo menos uma, tinha estatuto social de relevo... Susana, esposa de Gusa procurador de Herodes.

Serviam-nos como? Talvez estendendo toalhas no chão com as refeições que confeccionavam, cuidando das roupas de vestir, enfim muitas outras coisas que aqueles homens em permanente deambulação primariamente necessitavam.

O que recebiam em troca dos seus serviços? O poder acompanhar Jesus e, sobretudo, ficarem para sempre constantes no Evangelho.

Estas mulheres, almas generosas, santas, continuam a existir, muitas em conventos, hospitais e casas semelhantes, outras no meio da sociedade anónima sempre disponíveis para servir quem possa necessitar. Entre elas há muitas "mulheres de Gusa', com graus académicos de relevo, biólogas, matemáticas, filósofas, engenheiras, de famílias notáveis na sociedade mas, todas elas, com uma postura como que apagada, sem destaque, quase anónimas.

Têm , de facto um Esposo, Jesus Cristo a Quem servem e por Quem servem os outros. E, embora sempre ocupadas nos seus trabalhos, mergulhadas em oração - o trabalho é oração - de coração completamente entregue. Não obstante estarem sempre ocupadas parece terem tempo para tudo inclusive para irem duas a duas por esse mundo fora, para terras distantes, hinóspitas onde pacientemente lançam as raízes de novos conventos, constroem escolas, hospitais, centros de acolhimento.  É um trabalho ciclópico, espantoso que, naturalmente, precisa de meios materiais para se desenvolver mas, isso não as preocupa, cada uma quando se entregou a Cristo também entregou quanto tinha, pouco ou muito, deu absolutamente tudo. O extraordinário é ver que o Senhor, que cumpre sempre o que prometeu,  faz surgir apoios, subsídios... o que for, que muitíssimas outras almas generosas prodigalizam com esse fim.

Eu, tenho a graça de conhecer, diria... particularmente, algumas destas santas mulheres e, maior graça, conversar com elas, intimando e, sempre, aprendendo lições de humildade, serviço e doação aos outros.

Porquê? Nos primeiros anos da República o Afonso Costa prometeu, como objectivo, acabar com a Religião Católica em Portugal. Um seu Ministro, António Augusto de Aguiar, tomou a peito esta "missão" e perseguiu padres, lançou nas masmorras Bispos, extiguiu Conventos, uma perseguição cheia de abusos e horrores difíceis de descrever. Algumas destas mulheres foram acolhidas pelos meus Queridos Pais em Monte Real, proporcionaram-lhes guarida nuns anexos das Termas, do Hotel levavam-lhes as refeições. Lembro-me muito bem de as ver nos bancos da Avenida das Termas a venderem peças de roupa e malha que confeccionavam e cestos com biscoitos de água e sal, uma receita do Convento do Louriçal que, como os outros, tinha sido encerrado. Finalmente, não me lembro bem quando, mas julgo que pelos anos 50/60 chegou o grande dia em que os meus Queridos Pais, ofereceram um terreno (e mais alguma coisa) para se construir um Convento... que lá está... O Convento de Santa Clara em Monte Real.

Para terminar, acrescento, se preciso fosse, que desde há uns anos existe também um Convento de Santa Clara, Monte Real, em Timor!

 

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16/02/2022

Publicações em Fevereiro 16

 


(Re Lc VIII, 22-25)

Na passagem do Evangelho acima referida vê-se claramente que os discípulos de Jesus, não obstante andarem com Ele há bastante tempo, não conhecem Jesus e se admiram com o milagre que se relata.

Acompanhar Jesus não basta para O conhecer se não houver essa disposição interior de querer.

Os olhos podem ver e os ouvidos ouvir mas, se ficar por aqui, não conseguirei o que pretendo: Conhecer íntimamente Jesus como um Irmão, um Mestre para que, então sim, possa imitá-Lo.

 

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15/02/2022

Publicações em Fevereiro 15

 


(Re Lc VIII, 18)

 

«Vede, pois, como ouvis. Porque áquele que tem, lhe será dado; e ao que não tem,  ainda aquilo mesmo que julga ter, lhe será tirado».

Estas palavras de Jesus parecem um pouco enigmáticas mas, se atentarmos bem, compreenderemos o que sigificam.

Jesus tinha acabado de pronunciar a Parábola da lâmpada que se acende para iluminar a casa e, é na sequência, que profere a sentença.

Ouvir a Palavra de Deus é, deve ser, como que acender uma lâmpada mas esta só ficará realmente acesa se o que oiço ficar de tal forma arreigado no meu coração que não poderei mais que transmitir a outros essa luz, essa alegria.

Então sim... todos à minha volta ficarão iluminados e, por sua vez, irão iluminando outros.

Se eu o não fizer a minha lâmpada acabará por apagar-se e regressarão as trevas.

Para manter a minha Lâmpada sempre acesa é fundamental ir acrescentando o "azeite" da Oração, sincera, persistente.

 

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14/02/2022

Publicações em Fevereiro 14

 


(Re Jo VII, 7-24)

A pergunta que fazem os circunstantes na Sinagoga sobre as palavras de Jesus - «de onde Lhe vem esta sabedoria» - implica uma realidade: reconhecem que as palavras que Jesus profere encerram Sabedoria.

Daqui que a pergunta seja capciosa e sem sentido porque se reconhecem a Sabedoria desviam o seu implícito dever que é acreditar no que lhes é dito.

Preocupo-me de facto em acreditar no que me é dito ou sugerido e vejo que é sábio ou, pelo contrário, avalio com olhar crítico a pessoa não lhe reconhendo estatuto de Sábio?

Ou, ainda, por outras palavras, reconheço a Sabedoria mas não aceito quem a manifesta?

 

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