20/12/2021

Publicações em Dezembro 20

 


Ao reler o final do Versículo 52 do Capítulo VI do Evangelho escrito por São Lucas fico abismado... os Doze não tinham entendido o milagre portentoso operado por Jesus... a multiplicação dos pães e peixes!?!

Penso melhor e tenho de concluir que exactamente por o milagre ser portentoso não o compreenderam.

Os seus espíritos simples não estavam aptos a entender na sua globalidade coisas portentosas.

Mas o que, como sempre me galvaniza é a sua humildade pessoal e colectiva que quer que estas debilidades constem nos Evangelhos para que fique claríssimo que para compreender é fundamental conhecer e, para conhecer é imprescindível ver e avaliar com olhos puros e despidos de preconceitos ou pré-avaliações.

E... eu... compreendo este milagre da multiplicação de pães e peixes?

Claro que se tenho absoluta certeza que Jesus Cristo é Deus sei que pode absolutamente tudo... com cinco pães e dois peixes alimentar uma multidão ou com o Seu Corpo e Sangue, ou alimentar para todo o sempre milhões e milhões dos Seus filhos.

Só tenho que estar grato ao Evangelista por me ter deixado esta revelação: qualquer milagre operado por Cristo encerra uma verdade absoluta... Ele pode tudo!

Logo após alguns fariseus pediram a Jesus que operasse um prodígio para que pudessem acreditar nEle.

Fica bem expressa a sua cegueira e hipocrisia; então o que acabavam de assistir não tinha sido um prodígio?

Fica patente que fizesse Jesus Cristo que fizesse nada os levaria por outro caminho, e isso mesmo fica demonstrado na resposta que deram a Jesus.

Quando não se quer ver não se vê e, portanto, mesmo que só se acredite no que se pode ver nunca se acreditará.

 

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19/12/2021

Publicações em Dezembro 19

 


Como, num Sábado de Dezembro, exactamente uma Semana antes do dia de Natal, fazer um exame pessoal sobre como foi o meu comportamento durante este ano e extrapolar o que deve ser esta semana que aí vem?

O ano que passou mantive a consciência bem ciente que O meu Salvador nasceu, uma vez mais, dentro de mim?

E foi como que crescendo, tomando vulto todos os dias, momentos, de forma real, substantiva?

Foi, de facto, mais que uma memória mas uma presença viva, actuante?

Tenho de reconhecer que não.

Houve dias, muitos dias, que nem sequer me lembrei do Nascimento de Jesus.

Ocupado com tantas coisas e preocupações fui pondo de lado esse extraordinário acontecimento: há um ano Jesus Cristo nasceu para mim, dentro de mim e, agora, vai nascer outra vez.

O que desejo e quero é viver tão intensamente o próximo dia 25 de Dezembro que fique como um marco inolvidavelmente presente durante o resto dos dias que me forem concedidos viver.

Quero que cada dia seja dia de Natal, que o meu coração seja um Presépio vivo onde Jesus nasça, guardá-Lo, acarinhá-Lo, embalar nos meus braços Esse Menino inerme, Inocente que Se me entrega com total confiança.

"Natal é quando um homem quiser", diz o povo, e, eu quero que todos os dias sejam dias de Natal no meu coração.

Se assim for, como espero e confio, de hoje a um ano, se Ele quiser, poderei concluir: 'Fiz o que devia ter feito; obrigado Menino Jesus,!

 

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18/12/2021

Publicações em Dezembro 18

 


E Dezembro vai "andando" numa sequência de dias sempre diferentes, coisas novas, como fosse a primeira vez que as visse e eu tentando acompanhar o ritmo.

A minha atávica tendência é deixar-me ficar confortavelmente instalado na bruma dos dias que vão passando.

Fazer um esforço por evoluir parece-me estulticía... estou tão bem assim...

A realidade é, porém, outra muito diferente, não estou nada bem!

Se não evolu-o não vivo e, portanto estou morto.

"Técnicamente" estou vivo porque respiro e o coração vai cumprindo o seu trabalho mas... vivo a dormir mesmo estando acordado.

O não participar, como me for real e honestamente possível na vida diária, equivale a abdicar da minha obrigação mais vinculativa que é viver cada momento que me seja concedido viver como se fosse o último, aplicando todas as minhas capacidades nessa tarefa.

O meu Criador espera que eu viva em plenitude e não que me "arraste" pelos dias que vou vivendo como que suportando um peso esmagador.

Tenho muito em conta pensar-me como alguém que se preocupa com os outros, os mais próximos e os que não o são, ora... para estar em sintonia com este desejo tenho, efectivamente que viver já que, morto, não lhes serei de qualquer préstimo.

Mas... este discorrer leva-me a considerar que serei alguém especial?

Sim... leva... e afirmo desde já que está certo: sou alguém especial!

Sou um ser humano criado por Deus à Sua Imagem e Semelhança e é exactamente isso que me torna "especial", porque único e irrepetível.

Deus Criador não tem como que um armazém de modelos de seres humanos no qual vai escolhendo mais ou menos adrede o que Lhe apetece usar.

Não!

Deus cria continuamente e, se criar significa fazer algo a partir do nada, é exactamente isso que faz.

De facto, criar, verdadeiramente... criar, só é possível a Deus, mesmo nós humanos dotados de inteligências ou dons extraordinários não somos capazes de criar coisa nenhuma, utilizaremos sempre uns meios, sejam quais forem, para corporizar uma ideia.

Um pintor utiliza tintas, telas, pincéis... tudo coisas que já existem portanto, segundo o conceito acima expresso,  não cria nada.

Deus Criador não "usa" de nada existente, faz tudo, absolutamente novo!

Quando releio e medito o que escrevi fico siderado com a enormidade da constatação: Do nada absoluto o Criador fez este homem que sou!

Que coisa espantosa... para empregar palavras humanas que são as minhas.

Leio no Antigo Testamento que Deus «olhou para o tinha feito e achou tudo muito bom», e posso, portanto, extrapolar que, eu, "sou muito bom".

Esta conclusão leva-me inevitavelmente a considerar que todos os dias, momentos, têm de ser vividos de acordo com esse "estatuto" e não como outra coisa qualquer, abúlico, desinteressado, acomodado.

Tenho de corresponder e viver de acordo se não... que poderei esperar... talvez... "afasta-te de Mim, não te conheço"...

Deus me livre!!!

 

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17/12/2021

Publicações em Dezembro 17

 


No Tempo do Advento que estamos a viver sou levado a pensar na simplicidade dos planos de Deus para a salvação da humanidade, sim... simplicidade porque ao considerar com o cuidado que me é possível ter concluo que para se obter o perdão do ofendido é absolutamente necessário que seja ele a concedê-lo.

Era, pois, necessário que Ele próprio o concedesse. Poderia tê-lo feito de qualquer forma - Deus pode tudo - mas escolheu esta para que todos os Seus filhos compreendessem sem margem para dúvidas que lhes perdoava.

Com o encarnar-Se como qualquer um de nós ficou patente a Sua genealogia humana e, os escribas e chefes de Israel teriam forçosamente de saber isto e, portanto quando começaram a surgir questões sobre Quem Era Jesus devem ter investigado cuidadosamente as Escrituras e chegado à conclusão que Ele era O Cristo. Esta "descoberta" significava o início de uma nova era e o fim do domínio que exerciam sobre o povo, daí que resolveram ser-lhes conveniente negar, combater e destruir as "provas" que tinham sobre a verdade da pessoa de Jesus; foi o que fizeram dando-Lhe a morte mas, não uma morte qualquer, mas a mais ignominiosa possível naquele tempo: a morte na cruz que era, pensavam, a solução para que o nome de Jesus fosse banido para sempre. Agiram, pois, com pleno conhecimento e calculada artimanha; foram eles e não Pilatos quem crucificou Jesus.

Quem se considera a si mesmo como alguém importante e com estatuto social invejável e deseja manter esse estatuto seja o que for necessário para o manter fica como que cego pelo domínio do seu EU deixando de lado, afastando, o que for que possa ser obstáculo.

Estes fariseus continuam a existir nos tempos de hoje, manipulando as regras, as leis, de acordo com os seus interesses pessoais usando os cargos que exercem em benefício próprio sem qualquer preocupação séria pelo bem comum. Compreendo que exercer um cargo público seja algo que uma "pessoa de bem" seja levado a escusar-se - eu próprio o fiz... e arrependo-me constantemente por o ter feito - mas um cristão tem de estar presente e activo em todas as situações e circunstâncias da vida social, não pode, não deve excusar-se.

Fui convidado para me candidatar à Assembleia Constituinte Portuguesa logo após a revolução de Abril de 1974. Era muito provável ser eleito pelo Círculo escolhido dado o prestígio da Família, do meu Querido Pai. Perguntei o que teria de fazer já que não me achava dotado para o cargo. A resposta que me deram foi: 'Não tem de fazer absolutamente nada, apenas estar presente... nós, quando for oportuno diremos o que terá de fazer'. Não me agradou esta perspectiva de ser como que um "boneco" manipulado pelo seu dono e, por isso... recusei a " honra". Repito que me arrependo da minha decisão porque considero que, a verdade que a enformou reside no meu orgulho pessoal. Talvez... se tivesse aceitado e tivesse sido eleito me surgisse uma oportunidade de ser útil e assertivo... ter feito a "diferença".

Concluo que o que fiz foi exactamente o que critico: coloquei-me a mim e ás minhas conveniências à frente dos outros.

 

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