20/05/2021

NUNC COEPI: Publicações em Maio 20

 


Quinta-Feira

PLANO DE VIDA: (Coisas muito simples, curtas, objectivas)

 

Propósito: Participar na Santa Missa.

Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.

O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?



 

 

História das Aparições de Fátima - 1

Primeira aparição do Anjo

 

Local: Loca do Cabeço, Pregueira nos Valinhos

Data: Primavera de 1916

« – Não temais! Sou o Anjo da Paz. Orai comigo.

E ajoelhando em terra, curvou a fronte até ao chão. Levados por um movimento sobrenatural, imitámo-lo e repetimos as palavras que lhe ouvimos pronunciar:

– Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-vos. Peço-vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam, e não vos amam.

Depois de repetir isto três vezes, ergueu-se e disse: Orai assim. Os corações de Jesus e Maria estão atentos à voz das vossas súplicas.»

 

Notas:

Memórias da Irmã Lúcia I. 14.ª ed. Fátima: Secretariado dos Pastorinhos, 2010, p. 169 (IV Memória). Cf. também Memórias da Irmã Lúcia I, p. 77-78 (II Memória).





Mês de Maio - Santíssima Virgem

 

Meditações de Maio

Confiança

 

Tantas coisas que se entrechocam no meu espírito como que num vendaval que não consigo controlar.

E, sem querer, deixo-me ir, assim, meio tonto, nas asas desse vento impetuoso que me impele não sei para onde.

Quero deter-me e pensar, de facto, no que posso fazer, melhor, no que devo fazer.

Chego à conclusão que não me resta outra coisa que abandonar-me, serena e confiadamente, nos braços dulcíssimos da minha Mãe do Céu.

Ela me levará para onde devo estar, Ela me dirá o que devo fazer.

 

Santo Rosário - Meditação sobre o Quinto Mistério Luminoso

Instituição da Eucaristia

 

  Talvez o maior milagre de Amor que podemos constatar e usufruir. Que outra coisa senão o Amor incomensurável de Cristo Nosso Senhor pelos Seus irmãos os homens poderia estar na origem da Santíssima Eucaristia?

Ficar, verdadeiramente ficar em Corpo, Sangue, Alma e Divindade para sempre, para sempre!

  Estamos em plena Ceia, a última que Jesus celebra com os Seus discí­pulos mais próximos.

  Uma sequência de gestos do Senhor plenos de significado e profunda­mente marcantes.

  Há no ambiente algo inusitado que todos adivinham sério, importante, grave.

  Começa por lavar os pés aos doze o primeiro ensinamento - como di­ríamos hoje - para "memória futura": servir!

  Depois o episódio em que Judas é o protagonista: a traição!

  Jesus tem o coração cada vez mais" apertado " mas, mesmo assim, não revela a terrível verdade.

  Segue-se o longo discurso que é como que uma declaração testamen­tária: o amor!

  Finalmente esse mesmo Amor como que "cede" ante a perplexidade triste dos onze e Jesus institui a Sagrada Eucaristia dando-lhes o poder de renovar - para sempre - esse extraordinário testemunho.

  E, nós, cristãos de hoje, passados mais de dois mil anos, podemos participar nessa Ceia, receber o Santíssimo Corpo Alma e Divindade do nosso Salvador.

  Passados a noite e o dia da Paixão, quando o corpo de Jesus repousa finalmente no sepulcro, o que terão contado a Nossa Senhora?

  Como ela terá compreendido a verdadeira "dimensão" da Eucaristia e, seguramente, como com doçura e paciência de Mãe, a terá explicado aos pobres e inconsoláveis discípulos!

 Ela é o refúgio seguro - o único que têm - e sabem que podem confiar absolutamente nos seus conselhos e orientações.

  A Mãe do Redentor, como que é o traço que une o Filho morto na Cruz aos homens seus irmãos que, nos derradeiros momentos da Sua vida terrena, lhe entregou como filhos.

 


São José Maria textos

Ninguém dá o que não tem

Convence-te: o teu apostolado consiste em difundir bondade, luz, entusiasmo, generosidade, espírito de sacrifício, constância no trabalho, profundidade no estudo, amplitude na entrega, actualização, obediência absoluta e alegre à Igreja, caridade perfeita... Mas ninguém dá o que não tem. (Sulco, 927)

Não o esqueças: convencemos tanto melhor quanto mais convencidos estivermos. (Sulco, 929)

"Não se acende a luz para a pormos debaixo de um alqueire, mas sobre um candeeiro, a fim de que ilumine todos os da casa; assim brilhe a vossa luz diante dos homens, de maneira que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus". E, no final da sua passagem pela Terra, ordena: "euntes docete", ide e ensinai. Quer que a sua luz brilhe na conduta e nas palavras dos seus discípulos. Nas tuas também. (Sulco, 930)

Que essa ideia do catolicismo é velha e, portanto, inaceitável?... Mais antigo é o Sol, e não perdeu a sua luz; mais arcaica é a água, e ainda tira a sede e refresca! (Sulco, 937)

Alguns não sabem nada de Deus..., porque não lhes falaram d'Ele em termos compreensíveis. (Sulco, 941)

Acredita em mim: normalmente, o apostolado, a catequese, tem de ser capilar: um a um. Cada crente com o seu companheiro mais próximo. A nós, filhos de Deus, interessam-nos todas as almas, porque nos interessa cada uma delas. (Sulco, 943)

 


Oração pelos Sacerdotes

Meu Senhor Jesus Cristo:

Dai à Vossa Igreja Sacerdotes Santos que se entreguem ao serviço exclusivo da Igreja e das almas, ao anúncio fiel da palavra de Deus, à administração dos Sacramentos, em especial da Eucaristia e da Penitência, obedientes ao Magistério da Igreja e observando amorosamente a Sagrada Liturgia, para exemplo e guia seguro do Povo de Deus. (AMA, 2009)

Com autorização eclesiástica

 

 

 

 

19/05/2021

NUNC COEPI: Publicações em Maio 19

 



Quarta-Feira 

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)

PLANO DE VIDA: (Coisas muito simples, curtas, objectivas)

 

Lembrar-me: Meu Anjo da Guarda.

 

Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.

 

Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.

Propósito: Ter em especial atenção o Anjo da minha guarda

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?

 


Mês de Maio - Santíssima Virgem

Meditações de Maio

 

Salve Rainha, Mãe de misericórdia, Vida e doçura, Esperança nossa

 

Em ti deposito toda a minha esperança e anseios de santidade.

Não me deixes!

 

Santo Rosário - Meditação sobre o Quarto Mistério Luminoso

Transfiguração do Senhor

 

  Contemplamos neste mistério um dos acontecimentos talvez mais enigmáticos da vida de Jesus na terra.

 Percebemos que houve uma intenção clara de mostrar aos três Após­tolos uma como que antevisão da aparência de Cristo como Segunda Pessoa da Santíssima Trindade. Mas porquê?

  Jesus saberia, por certo, que eles não iriam entender ou sequer aperce­ber-se da realidade que lhes revelava.

  Mais ainda, quando sabemos que os proíbe de falar no assunto até de­pois da Sua Ascensão.

  O facto é que, não obstante, ficou gravado para sempre nas suas me­mórias e, por isso mesmo, consta do Evangelho.

  Seria a Transfiguração necessária para os confirmar na fé em Jesus Cristo como O Filho de Deus? Mas como… se adormecem?

  Aliás é sintomática esta reacção dos três discípulos perante o "peso" ou solenidade de situações que vivem com o Mestre.

  Na agonia em Getsémani perante o indizível sofri-mento do Senhor tam­bém são vencidos pelo sono.
Como se a realidade fosse de tal forma "chocante ou extraordinária" que a sua amizade e carinho pelo Senhor se recusam a admitir o que constatam.

  O sono é muitas vezes desculpa para muitas faltas de coragem em que é necessário mostrar solidariedade, apoio, solicitude.

  Não poucas vezes somos vencidos pelo sono, o torpor que nos leva a não considerar as realidades que não compreendemos. É como que uma "defesa" do nosso espírito recusando-se a encarar algo difícil que se nos apresenta como que fora do comum e, a verdade, é que a nossa Fé cristã necessita debruçar-se continuamente sobre os seus fundamentos num constante exame e estudo para melhor com­preender.

  Temos de vencer uma atávica tendência para a rotina que, na prática da Fé, talvez seja o pior defeito que possamos ter.

  Que a Doutrina não muda sabemo-lo bem, o que deve ser mais uma razão para que não deixemos nunca de aprofundar, esmiuçar, detalhar para alcançar a segurança que é necessária para o seu fiel cumpri­mento.

  Não cedamos ao cansaço ou modorra; são tentações que pretendem levar-nos ao abandono do dever; não deixemos para “mais tarde” o que temos de fazer agora; NUNC COEPI – agora começo -  é, deve ser, a nossa disposição permanente.

  Optar por rezar o Terço no automóvel ou transporte público não é o mais aconselhável, porque será difícil evitar as distracções involuntárias.

  Deixar a recitação do  Santo Rosário para mais tarde, antes de dormir, tem, frequentemente, como consequência que, esse Terço, será recitado de forma atabalhoada, incoerente, sem cuidado.

  Para garantir razoávelmente a recitação diária do Rosário o melhor que pudemos fazer - e os directores espirituais aconselham – é incluir no nosso Plano de Vida Diário uma hora certa em que o poderemos fazer, com tranquilidade, recolhimento e atenção.

  Rosário significa a “Coroa de Rosas” com que desejamos coroar Nossa Senhora.

  Não havemos de querer com todas as veras da nossa alma que essa “Coroa” seja bela, perfeita?

 



São José Maria textos

Nunca actueis por medo ou por rotina

Atravessas uma etapa crítica: um certo vago temor; dificuldade em adaptares o plano de vida; um trabalho angustiante, porque não te chegam as vinte e quatro horas do dia para cumprir todas as tuas obrigações... Já experimentaste seguir o conselho do Apóstolo: "Faça-se tudo com decoro e com ordem", quer dizer, na presença de Deus, com Ele, por Ele e só para Ele? (Sulco 512)

E como é que vou conseguir – parece que me perguntas – actuar sempre com esse espírito, que me leve a concluir com perfeição o meu trabalho profissional? A resposta não é minha. Vem de S. Paulo: Trabalhai varonilmente, sede fortes. Que tudo, entre vós, se realize na caridade. Fazei tudo por Amor e livremente. Nunca actueis por medo ou por rotina: servi ao Nosso Pai Deus. Gosto muito de repetir – porque tenho experimentado bem a sua mensagem – aqueles versos pouco artísticos, mas muito gráficos: Minha vida é toda amor / Se em amor sou entendido, / Foi pela força da dor, / Pois ninguém ama melhor / Que quem muito haja sofrido. Ocupa-te dos teus deveres profissionais por Amor. Faz tudo por Amor – insisto – e comprovarás as maravilhas que produz o teu trabalho, precisamente porque amas, embora tenhas de saborear a amargura da incompreensão, da injustiça, da ingratidão e até do próprio fracasso humano. Frutos saborosos, sementes de eternidade! Acontece, porém, que algumas pessoas – são boas, bondosas – afirmam por palavras que aspiram a difundir o formoso ideal da nossa fé, mas se contentam na prática com uma conduta profissional superficial e descuidada, própria de cabeças-no-ar. Se nos encontrarmos com alguns destes cristãos de fachada, temos de ajudá-los com carinho e com clareza e recorrer, quando for necessário, a esse remédio evangélico da correcção fraterna: Irmãos, se porventura alguém for surpreendido nalguma falta, vós, os espirituais, corrigi-o com espírito de mansidão; e tu, acautela-te a ti mesmo, não venhas também a cair na tentação. Levai os fardos uns dos outros e desse modo cumprireis a lei de Cristo. (Amigos de Deus, 68–69)

 



SÃO JOSÉ

Aqui está a vida interior de São José descrita como uma autêntica peregrinação na fé, em certo sentido, muito semelhante à de Santa Maria. Ambos, Maria e José, vão descobrindo aos poucos a vontade de Deus e estão fazendo sua primeira dedicação uma realidade na fidelidade com a qual se consolam. Ao mesmo tempo, no exercício da paternidade, José transmite a Jesus o seu ofício de artesão, a sua forma de trabalhar, mesmo em tantas coisas a sua visão do mundo: Mas se José aprendeu com Jesus a viver divinamente, atrevo-me a dizer que, em termos humanos, ele ensinou muitas coisas ao Filho de Deus (...) José amava a Jesus como um pai ama a seu filho, ele tratou-o dando-lhe tudo de melhor que eu tinha. José, cuidando daquele Menino, como lhe fora ordenado, fez de Jesus um artesão: ele lhe passou o ofício. Por isso os vizinhos de Nazaré falarão de Jesus, chamando-o indistintamente de  faber e fabri filius  ( Mc 6,3; Mt 13, 55): artesão e filho do artesão. Jesús trabalhou na oficina de José e ao lado de José. Como seria José, como a graça teria agido nele, para poder cumprir a tarefa de trazer o Filho de Deus no ser humano? Porque Jesus tinha que ser parecido com José: na maneira como ele trabalhava, nos seus traços de caráter, na maneira como falava. No realismo de Jesus, no seu espírito de observação, na sua forma de sentar-se à mesa e partir o pão, no seu gosto por expor a doutrina de forma concreta, a exemplo das coisas da vida quotidiana, reflecte-se o que foi a infância e juventude de Jesus e, portanto, sua relação com José.

Cf.  Na oficina de José

 

18/05/2021

NUNC COEPI: Publicações em Maio18

 


Terça-Feira

PLANO DE VIDA: (Coisas muito simples, curtas, objectivas)

 

Propósito: Aplicação no trabalho.

 

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

 

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?

 



Mês de Maio - Santíssima Virgem

 

Meditações de Maio

 

Salve Rainha, Mãe de misericórdia, Vida e doçura

 

Senhora da minha vida, doçura mais terna.

Ajuda-me a ser dócil e dúctil à Vontade do Teu Filho Jesus.

 

Santo Rosário - Meditação sobre o Terceiro Mistério Luminoso

Pregação de Jesus

 

  Neste terceiro mistério contemplamos a vida pública do Salvador.

  Tomamos consciência de quanto nos diz, uma e outra vez, com infinita paciência, para que guardemos com especial cuidado as Suas palavras.

Onde encontrá-las: No Evangelho que o Espírito Santo escreveu pela mão de Mateus, Marcos, Lucas e João.
  Com a leitura diária, pausada, - diria - detida e reflectida, encontraremos sempre algo novo, uma ideia, uma inspiração, um detalhe.

  Quanto o Evangelho contém não é fruto nem do acaso nem da inspira­ção do evangelista.

  Não!

  Cada palavra, expressão ou pormenor, tem um "peso" um objectivo muito concreto: Conduzir-nos pelo Caminho, que conduz à Verdade que nos garante a Vida que É o próprio Jesus Cristo Nosso Senhor e Salvador.

  Fazer do Evangelho o livro da nossa vida de cristãos, lendo e meditando e, como aconselhava São Josemaria Escrivá, tentando introduzir-nos nas cenas que os textos descrevem como um personagem mais.

  E, de facto, não é difícil fazê-lo, bem ao contrário acabamos por envol­ver-nos de tal forma que chegamos a compreender que Jesus Cristo está ali, ao nosso lado acompanhando a nossa leitura-meditação e abrindo-nos a alma e o entendimento para melhor compreender e guar­dar como tesouro precioso o que nos oferece.

  Na Sua pregação Jesus Cristo dirige-se a todos os homens, os de então e todos os outros que se hão-de seguir ao longo dos tempos.

  Dirige-se, também, e de modo especial, aos Apóstolos, os que O acompanhavam e, também, a quantos hão-de ter esse múnus até ao fim dos tempos.

  Estes homens dedicados a um trabalho exigente, cuidado e coeerente, precisam sempre de Conselho, Fortaleza, Sabedoria para que a sua acção arreigue nas almas e o seu exemplo dê abundantes frutos.

  Têm de ter – sempre – bem presente que a palavra que têm de pregar, transmitir, é A Palavra de Deus tal qual é e, nunca, da sua lavra ou fruto de interpretação.

  Por isso mesmo O Senhor lhes explica em “privado” muitas das Suas palavras ou expressões que não entendem ou percebem, para que não tenham dúvidas mas,  sim, certezas.

  O verdadeiro apóstolo – seja quem for – tem de pedir com insistência Luz que ilumine a sua mente para que possa agir em conformidade.

  Sem esta Luz, que só O Senhor pode dar, corre sério risco de ir perdendo o Norte e desviar-se pelo perigoso caminho das idéias próprias e interpretações particulares.

 

 



São José Maria textos

O homem forte sofre, mas resiste

A fachada é de energia e fortaleza. Mas, quanta frouxidão e falta de vontade por dentro! Fomenta a determinação de não transformar as tuas virtudes em disfarce, mas em hábitos que definam o teu carácter. (Sulco, 777)

O caminho do cristão, o de qualquer homem, não é fácil. Certo é que em determinadas épocas parece que tudo se cumpre segundo as nossas previsões; mas isto habitualmente dura pouco. Viver é defrontar dificuldades, sentir no coração alegrias e pesares; e é nesta forja que o homem pode adquirir a fortaleza, a paciência, a magnanimidade e a serenidade. É forte quem persevera no cumprimento do que entende dever fazer, segundo a sua consciência; quem não mede o valor de uma tarefa exclusivamente pelos benefícios que recebe, mas pelo serviço que presta aos outros. O homem forte às vezes sofre, mas resiste; talvez chore, mas traga as lágrimas. Quando a contradição aumenta, não se curva. (Amigos de Deus, 77)

 

 

 

 

 

17/05/2021

NUNC COEPI: Publicações em Maio 17

 


                                        Segunda-Feira

 

Plano de vida: (Coisas muito simples, curtas, objectivas)

Propósito: Sorrir; ser amável; prestar serviço.

Senhor que eu faça "boa cara" que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.

Lembrar-me: Papa, Bispos, Sacerdotes.

Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.

Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.

Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?



Mês de Maio - Santíssima Virgem

Meditações de Maio

Salve Rainha, Mãe de misericórdia

Interpela o teu Divino Filho para que use a Sua Misericórdia infinita para com este filho teu.

Santo Rosário - Meditação sobre o Segundo Mistério Luminoso

 

Bodas de Caná

 

  Este "mistério" evoca dois importantes acontecimentos: O início da vida pública de Jesus Cristo que pela primeira vez nos apa­rece acompanhado de discípulos o que significa que a Sua missão re­dentora começa por formar o escol, o núcleo central dos Seus seguido­res e a instituição formal do matrimónio.

  Com a Sua presença Cristo avaliza a união entre um homem e uma mulher.

  Evidentemente que não pudemos esquecer o primeiro milagre público que, de certo modo, vem "coroar" o dito antes.
  É uma cena comum, familiar e, ao mesmo tempo, de sociedade. E Cristo está presente como que a demonstrar que não Se alheia da vida co­mum dos Seus irmãos os homens por mais trivial ou simples que possa ser.

  Parece haver como que um "repensar" a resposta que deu à Santíssima Virgem e, de facto, o que se pode concluir é que terá querido de forma clara e iniludível sublinhar o "poder intercessor" da Sua Santíssima Mãe.

  Por outro lado, a Santíssima Virgem define de forma lapidar o que, sabe, é o melhor para nós: «Fazei o que Ele vos disser"!

  Assim resume o que realmente deverá ser a nossa postura no caminho da salvação: Fazer em tudo, a Vontade de Deus!

  Nunca estamos entregues a nós mesmos, Jesus Cristo está connosco para nos guiar e conduzir.

E, se acaso, alguma vez não vejamos com suficiente clareza o que fazer bastará perguntar-lhe: Senhor, agora, nestas circunstâncias, com estas condicionantes que surgiram inopinadamente... que queres que faça?

  Sabemos por experiência própria que algumas vezes a vontade de Deus se apresenta como que difusa, pouco clara.

  Outras vezes, trava-se uma luta no nosso íntimo entre aquilo que nos apetece fazer e o que sabemos nos convém que façamos. E, o que nos convém, é sempre actuar com a meridiana certeza que fazemos o melhor que Posso em cada circunstância.

  Os desejos, os propósitos têm sempre de estar estreitamente ligados à nossa consciência segura, bem formada que nunca deixará de nos alertar para o desvio, o desleixo, a comodidade.

  Temos sempre um último recurso que, aliás, é o primeiro: Pedir à Nossa Mãe do Céu que nos indique e leve por um caminho seguro.

  O seu coração de Mãe extremosa não deixará de atender a nossa sú­plica: Cor Maria Dulcíssimo iter para tutum!

 



São José Maria textos

O mandamento novo do amor

Jesus Nosso Senhor amou tanto os homens, que encarnou, tomou a nossa natureza e viveu em contacto diário com pobres e ricos, com justos e pecadores, com novos e velhos, com gentios e judeus. Dialogou constantemente com todos: com os que gostavam dele e com os que só procuravam a maneira de retorcer as suas palavras, para o condenar. – Procura comportar-te como Nosso Senhor. (Forja, 558)

Compreende-se muito bem a impaciência, a angústia, os inquietos anseios daqueles que, com uma alma naturalmente cristã, não se resignam perante a injustiça individual e social que o coração humano é capaz de criar. Tantos séculos de convivência dos homens entre si, e ainda tanto ódio, tanta destruição, tanto fanatismo acumulado em olhos que não querem ver e em corações que não querem amar! Os bens da Terra, repartidos entre muito poucos; os bens da cultura, encerrados em cenáculos... E, lá fora, fome de pão e de sabedoria; vidas humanas – que são santas, porque vêm de Deus – tratadas como simples coisas, como números de uma estatística! Compreendo e compartilho dessa impaciência, levantando os olhos para Cristo, que continua a convidar-nos a pormos em prática o mandamento novo do amor. É preciso reconhecer Cristo que nos sai ao encontro nos nossos irmãos, os homens. Nenhuma vida humana é uma vida isolada; entrelaça-se com as demais. Nenhuma pessoa é um verso solto; todos fazemos parte de um mesmo poema divino, que Deus escreve com o concurso da nossa liberdade. (Cristo que passa, 111)