21/04/2020

El reto del amor




Temas para reflectir e meditar

Esterilidade

O cristão que corta os canais pelos quais lhe chega a graça – a oração, os sacramentos – fica-se sem alimento para a sua alma e esta acaba morrendo às mãos do pecado mortal, porque as suas reservas se esgotam e chega um momento em que nem sequer é necessária uma forte tentação para cair: cai sozinho porque carece de forças para se manter de pé. 
Mas se os canais da graça não estão livres porque uma montanha de desleixo, preguiça, comodidade, respeitos humanos, influências do ambiente, pressas e outros afazeres (...) os obstrui, então a vida da alma vai perdendo o vigor e mal se vive até que acaba por morrer. 
E, então, a sua esterilidade é total porque não dá nenhum fruto.

(F. Suarez, La vid y los sarmientos, Rialp, 2ª ed., Madrid 1980, pg. 41-42, trad ama)

PANDEMIA


PANDEMIA - 19

ORGULHO

“O amor não se orgulha”. (1 Coríntios 13:4-7)

O AMOR não se orgulha precisamente porque é a antítese do orgulho.

Porque o faria?

Acaso Deus Nosso Senhor que É O AMOR, tem algum defeito?

Ora se o nosso amor é – deve ser – o reflexo do AMOR DE DEUS,como poderia orgulhar-se?

O AMOR É:
ENTREGA – DOAÇÃO – RESPEITO – PRUDÊNCIA – UNIVERSAL -TOTAL – SACRIFÍCIO – REFLEXO -  OBEDIÊNCIA – CONFIANÇA – PACIENTE – GENUÍNO – HUMANO – CONSAGRAÇÃO - ALEGRIA – PACIENTE – ESPERANÇA – BONDADE –

O AMOR NÃO É NEM TEM:
INVEJOSO – GLÓRIA – ORGULHO

Com estes predicados o AMOR não será a solução?


(AMA, 2020)

Encherás o mundo de caridade


Não podes destruir, com a tua negligência ou com o teu mau exemplo, as almas dos teus irmãos os homens. – Tens – apesar das tuas paixões! – a responsabilidade da vida cristã dos que te são próximos, da eficácia espiritual de todos, da sua santidade! (Forja, 955)

Longe fisicamente e, contudo, muito perto de todos: muito perto de todos!... – repetias feliz.
Estavas contente, graças a essa comunhão de caridade, de que te falei, que tens de avivar sem cansaço. (Forja, 956)

Perguntas-me o que é que poderias fazer por aquele teu amigo, para que não se encontre sozinho.
Dir-te-ei o que sempre digo, porque temos à nossa disposição uma arma maravilhosa, que resolve tudo: rezar. Primeiro, rezar. E, depois, fazer por ele o que gostarias que fizessem por ti, em circunstâncias semelhantes.
Sem o humilhar, é preciso ajudá-lo de tal maneira que se lhe torne fácil o que lhe é difícil. (Forja, 957)

Põe-te sempre nas circunstâncias do próximo: assim verás os problemas ou as questões serenamente, não terás desgostos, compreenderás, desculparás, corrigirás quando e como for necessário, e encherás o mundo de caridade. (Forja, 958)

Pequena agenda do cristão


TeRÇa-Feira

PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Aplicação no trabalho.

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.

Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?


Orações sugeridas:

salmo ii

Regnum eius regnum sempiternum est et omnes reges servient et obedient. 
Quare fremerunt gentes et populi meditati sunt inania?
Astiterum reges terrae et principes convenerunt in unum adversus Dominum et adversus christum eius.
Dirumpamus vincula eorum et proiciamos a nobis iugum ipsorum.
Qui habitabit in caelis, irridebit eos, Dominus subsanabit eos.
Ego autem constitui regem meum super sion montem sanctum meum.
Praedicabo decretum eius Dominus dixit ad me: filius meus es tu; ego hodie genui te.
Postula a me, et dabo tibi gentes hereditatem tuam et possessionem tuam terminos terrae.
Reges eos in virga ferrea et tamquam vas figuli confringes eos.
Et nunc, reges, intelegite, erudimini, qui indicatis terram.
Servite Domino in timore et exultate ei cum tremore.
Apprehendite disciplinam ne quando irascatur et pereatis via, cum exarcerit in brevi ira eius.
Beati omnes qui confident in eo.
Gloria Patri...
Regnum eius regnum sempiternum est et omnes reges servient et obedient.
Oremus:
Omnipotens et sempiterne Deus qui in dilecto Filio Tuo universorum rege omnia instaurare voluisti concede propitius ut cunctae familiae gentium pecati vulnere disgregatae eius suavissimo subdantur imperio: Qui tecum vivit et regnat in unitate Spiritus Sancti Deus, per omnia saecula saeculorum.

Exame Pessoal

Sabes Senhor, qual é, talvez a minha maior fraqueza? É pensar em demasiado mim, nos meus problemas, nas minhas tristezas, naquilo que me acontece e no que gostaria me acontecesse. Nas voltas e reviravoltas que dou sobre mim mesmo, sobre a minha vida.
E os outros? Sim, os outros que rezam por mim, que se interessam por mim, que têm paciência para comigo, que me desculpam as minhas faltas e as minhas fraquezas, que estão sempre prontos a ouvir-me a atender-me, que não se importam de esperar que eu os compense pelo bem que me fazem, que não me pressionam para que pague o que me emprestam, que não me criticam nem julgam com a severidade que mereço.
Ajuda-me Senhor, a ser, pelo menos reconhecido e a devolver o bem que recebo e, além disso a não julgar, a não emitir opinião, critica ou conceito, vendo nos outros, a maior parte das vezes, os defeitos e fraquezas que eu próprio possuo.[i]

Senhor, ajuda-me a pensar nos outros em vez de estar aqui, mergulhado nos meus problemas, girando à volta de mim mesmo, concentrado apenas no que me diz respeito. Os outros! Todos os outros. Os que conheço, de quem sou amigo ou familiar e aqueles que me são desconhecidos. São Teus filhos como eu, logo, todos são meus irmãos. Se somos irmãos somos também herdeiros, convém, portanto que me preocupe com aqueles que vão partilhar a herança comigo.[ii]

Noverim me

Oh Deus que me conheces perfeitamente tal como sou, ajuda-me a conhecer-me a mim mesmo, para que possa combater com eficácia os enormes defeitos do meu carácter, em particular...
Chamaste-me, Senhor, pelo meu nome e eu aqui estou: com as minhas misérias, as minhas debilidades, com palavras maiores que os actos, intenções mais vastas que as obras e desejos que ultrapassam a vontade.
Porque não sou nada, não valho nada, não sei nada e não posso nada, entrego-me totalmente nas Tuas mãos para que, por intercessão de minha Mãe, Maria Santíssima, de São José, meu Pai e Senhor, do Anjo da Minha Guarda e de São Josemaria, possa adquirir um espírito de luta perseverante.[iii]
   
Meu Senhor e meu Deus, tira-me tudo o que me afaste de Ti.
Meu Senhor e meu Deus, dá-me tudo o que me aproxime de Ti
Meu Senhor e meu Deus, desapega-me de mim mesmo, para que eu me dê todo a ti.
Eu sei que podeis tudo e que, para Vós, nenhum projecto é impossível.[iv]

Faz-me santo, meu Deus, ainda que seja à força.[v]

Nada te perturbe / nada te atemorize Tudo passa / Deus não muda A paciência tudo alcança / Quem a Deus tem Nada falta / só Deus basta.[vi]



[i] AMA orações pessoais
[ii] AMA orações pessoais
[iii] AMA orações pessoais
[iv] AMA orações pessoais
[v] AMA orações pessoais
[vi] Santa Teresa de Jesus

LEITURA ESPIRITUAL

COMENTANDO OS EVANGELHOS

São Mateus

Cap. XXI


1 Quando já se aproximavam de Jerusalém, chegaram a Betfagé, junto ao monte das Oliveiras. Jesus enviou dois discípulos, 2 dizendo-lhes: «Ide à aldeia que está em frente de vós e logo encontrareis uma jumenta presa e com ela um jumentinho. Soltai-os e trazei-mos. 3 E, se alguém vos disser alguma coisa, respondereis: ‘O Senhor precisa deles, mas logo os devolverá.’» 4 Isto sucedeu para se cumprir o que fora anunciado pelo profeta: 5 Dizei à filha de Sião: Aí vem o teu Rei, ao teu encontro, manso e montado num jumentinho, filho de uma jumenta. 6 Os discípulos foram e fizeram como Jesus lhes ordenara. 7 Trouxeram a jumenta e o jumentinho, puseram as suas capas sobre eles e Jesus sentou-se em cima. 8 Uma grande multidão estendia as suas capas no caminho; outros cortavam ramos das árvores e espalhavam-nos pelo chão. 9 E todos, quer os que iam à sua frente, quer aqueles que o seguiam, diziam em altos brados: Hossana ao Filho de David! Bendito seja aquele que vem em nome do Senhor! Hossana nas alturas! 10 Quando Jesus entrou em Jerusalém, toda a cidade ficou em alvoroço. «Quem é este?» - perguntavam. 11 E a multidão respondia: «É Jesus, o profeta de Nazaré, da Galileia.» 12 Jesus entrou no templo e expulsou dali todos os que nele vendiam e compravam. Derrubou as mesas dos cambistas e as bancas dos vendedores de pombas, dizendo-lhes: 13 «Está escrito: A minha casa há-de chamar-se casa de oração, mas vós fazeis dela um covil de ladrões.» 14 Aproximaram-se dele, no templo, cegos e coxos, e Ele curou-os. 15 Perante os prodígios que realizava e as crianças que gritavam no templo: «Hossana ao Filho de David», os sumos sacerdotes e os doutores da Lei ficaram indignados 16 e disseram-lhe: «Ouves o que eles dizem?» Respondeu Jesus: «Sim. Nunca lestes: Da boca dos pequeninos e das crianças de peito fizeste sair o louvor perfeito?» 17 Depois afastou-se deles, saiu da cidade e foi para Betânia, onde pernoitou. 18 Logo de manhã cedo, ao voltar para a cidade, teve fome. 19 Vendo uma figueira à beira do caminho, aproximou-se dela, mas não encontrou senão folhas. Disse então: «Nunca mais nascerá fruto de ti!» E, naquele mesmo instante, a figueira secou. 20 Vendo isto, os discípulos disseram admirados: «Como é que a figueira secou subitamente?» 21 Jesus respondeu: «Em verdade vos digo: Se tiverdes fé e não duvidardes, não só fareis o que Eu fiz a esta figueira, mas, se disserdes a este monte: ‘Tira-te daí e lança-te ao mar’, assim acontecerá. 22 Tudo quanto pedirdes com fé, na oração, haveis de recebê-lo.» 23 Em seguida, entrou no templo. Quando estava a ensinar, foram ter com Ele os sumos sacerdotes e os anciãos do povo e disseram-lhe: «Com que autoridade fazes isto? E quem te deu tal poder?» 24 Jesus respondeu-lhes: «Também Eu vou fazer-vos uma pergunta. Se me responderdes, digo-vos com que autoridade faço isto. 25 De onde provinha o baptismo de João: do Céu ou dos homens?» Mas eles começaram a pensar entre si: «Se respondermos: ‘Do Céu’, vai dizer-nos: ‘Porque não lhe destes crédito?’ 26 E, se respondermos: ‘Dos homens’, ficamos com receio da multidão, pois todos têm João por um profeta.» 27 E responderam a Jesus: «Não sabemos.» Disse-lhes Ele, por seu turno: «Também Eu vos não digo com que autoridade faço isto.» 28 «Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, disse-lhe: ‘Filho, vai hoje trabalhar na vinha.’ 29 Mas ele respondeu: ‘Não quero.’ Mais tarde, porém, arrependeu-se e foi. 30 Dirigindo-se ao segundo, falou-lhe do mesmo modo e ele respondeu: ‘Vou sim, senhor.’ Mas não foi. 31 Qual dos dois fez a vontade ao pai?» Responderam eles: «O primeiro.» Jesus disse-lhes: «Em verdade vos digo: Os cobradores de impostos e as meretrizes vão preceder-vos no Reino de Deus. 32 João veio até vós, ensinando-vos o caminho da justiça, e não acreditastes nele; mas os cobradores de impostos e as meretrizes acreditaram nele. E vós, nem depois de verdes isto, vos arrependestes para acreditar nele.» 33 «Escutai outra parábola: Um chefe de família plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar, construiu uma torre, arrendou-a a uns vinhateiros e ausentou-se para longe. 34 Quando chegou a época das vindimas, enviou os seus servos aos vinhateiros, para receberem os frutos que lhe pertenciam. 35 Os vinhateiros, porém, apoderaram-se dos servos, bateram num, mataram outro e apedrejaram o terceiro. 36 Tornou a mandar outros servos, mais numerosos do que os primeiros, e trataram-nos da mesma forma. 37 Finalmente, enviou-lhes o seu próprio filho, dizendo: ‘Hão-de respeitar o meu filho.’ 38 Mas os vinhateiros, vendo o filho, disseram entre si: ‘Este é o herdeiro. Matemo-lo e ficaremos com a sua herança.’ 39 E, agarrando-o, lançaram-no fora da vinha e mataram-no. 40 Ora bem, quando vier o dono da vinha, que fará àqueles vinhateiros?» 41 Eles responderam-lhe: «Dará morte afrontosa aos malvados e arrendará a vinha a outros vinhateiros que lhe entregarão os frutos na altura devida.» 42 Jesus disse-lhes: «Nunca lestes nas Escrituras: A pedra que os construtores rejeitaram transformou-se em pedra angular? Isto é obra do Senhor e é admirável aos nossos olhos? 43 Por isso vos digo: O Reino de Deus ser-vos-á tirado e será confiado a um povo que produzirá os seus frutos. 44 Quem cair sobre esta pedra, ficará despedaçado; aquele sobre quem ela cair, ficará esmagado.» 45 Os sumos sacerdotes e os fariseus, ao ouvirem as suas parábolas, compreenderam que eram eles os visados. 46 Embora procurassem meio de o prender, temeram o povo, que o considerava profeta.

Comentários:

23-27 -
Não obstante a pergunta não ter razão de ser, Jesus não se escusa à resposta, mas, põe uma condição: quer que, publicamente, que se manifestem sobre o Baptista. Fica, pois, a descoberto a duplicidade e falta de critério dos chefes do povo. Perguntar, pôr em causa, sugerir abuso, malfeitoria, profanação da Lei… isto está ao seu alcance e usam-no com uma frequência só justificada pela inveja e mau carácter, mas… dar respostas que possam comprometer - nem que “fiquem mal” perante o povo – isso de maneira nenhuma!
Não, não é honesto quem faz uma pergunta não com o intuito de ser esclarecido mas, apenas, para provocar quem interroga. Sendo assim, é absolutamente justificável que não se responda mas, se denuncie o capciosismo da questão.

24-27 -
      Tentar enganar Deus é exactamente o que neste trecho se trata. A falsa piedade, as orações sem nexo ou sem sentido profundo, enfim, o que não nasce do coração, do âmago da alma não tem qualquer valor e, bem ao contrário, é “fazer pouco” do Senhor. Mas… isto existe? Sim, infelizmente e é mais comum e frequente que o que possamos julgar. Não falta quem se atreva a invocar o nome de Deus – jurar até – a propósito seja do que for, quem se intitule mestre de algo que não conhece, se dedique a espelhar conceitos e opiniões próprias como se fossem doutrina credível e correcta. Porquê? Não esqueçamos que o demónio é o pai da mentira e usa todos os argumentos para se insinuar no espírito dos homens, sobretudo dos mais débeis, levando-os a acreditar em falsas verdades, em obras humanas como se fossem de Deus.

As consequências da falta de honestidade no nosso proceder para com Deus, são, diz o Senhor, gravíssimas e, até, catastróficas. Pretender amar a Deus sem fazer a Sua Vontade – em tudo – é ser desonesto, pouco sério e mentiroso. Como é possível amar – seja quem for – sem estar permanentemente ao seu lado? Pois, com Deus Nosso Senhor, o mesmo. Não fazendo a Sua Vontade, faremos a nossa, que é fraca, volúvel, sem consistência. Daí que, com a tempestade das tentações, acabe por soçobrar a nossa Fé e, muito provavelmente, haverá uma derrocada total.
      
28-32-
Não há, não pode haver, duas interpretações acerca das palavras de Jesus. A resposta ao convite, ou à ordem, tem de ser pronta, sem dúvida, mas tem de ser também pensada e ser concreta, real, fruto da vontade própria e não do mero desejo de agradar. Talvez que, às vezes, nós próprios digamos que sim, que faremos o que nos pedem ou sugerem só para resolver o assunto e não nos “maçarem” mais. Na verdade, parece ser muito mais difícil dizer que não do que dizer que sim. Examinemo-nos a nós próprios e veremos se é ou não assim.
Temos – os cristãos – de ser homens de palavra, decididos e coerentes, todos têm de ter a certeza que faremos o que dizemos que vamos fazer.
 “De boas intenções está o Inferno cheio”, diz a sabedoria popular. E é bem verdade que as intenções não têm qualquer mérito se não lhes corresponder a acção. Por outras palavras, o que conta – e do que temos de prestar contas – é do que fazemos e não as promessas, intenções ou desejos. Atentemos bem no que o Senhor declara sem qualquer rebuço: que as meretrizes e cobradores de impostos – considerados, naquele tempo, pecadores públicos – entrarão primeiro no Reino dos Céus que os que prometem e não cumprem, apregoam o que não praticam, aconselham o que não fazem.

33-43 -
Durante séculos o Senhor enviou ao povo de Israel inúmeros emissários - profetas e outros – que, cada um ao seu estilo, chamaram a atenção para o cumprimento da Sua Lei. Muitos foram mortos, a maior parte desprezados. Como “último recurso” envia o Seu próprio Filho e todos sabemos como foi recebido, contestado e privado da Sua Própria Vida. A Vontade de Deus cumpre-se sempre, independentemente de ser ou não aceite pelos homens e este “último recurso” tem as consequências que Deus efectivamente quer: Instalar o Seu Reino, converter os homens em Seus filhos, redimindo-os e abrindo-lhes as portas da Vida Eterna.
Quem aduz que, muitas vezes, as palavras de Cristo, os Seus discursos, são algo enigmáticos e pouco claros, tem aqui uma prova que não têm razão: «Os sumos-sacerdotes e os fariseus, ao ouvirem as suas parábolas, compreenderam que eram eles os visados.» Cristo fala para todos e os que não entendem, se na verdade o desejam, procuram uma explicação. E é assim que deve ser, ninguém pode acreditar naquilo que não entende e ninguém pode entender se não tem um bom espírito e um são critério que o leve a solicitar os esclarecimentos que necessita.
O Senhor prepara com desvelo quanto os Seus filhos possam necessitar para viver como Ele deseja: Felizes! Não Se limita a plantar a vinha, constrói o lagar, cerca-a com uma sebe, defende-a com uma torre. Ali poderão trabalhar, ganhar o sustento, sentir-se seguros e tranquilos. Nada falta! O que temos de fazer? Trabalhar a vinha com o melhor do nosso esforço e dedicação para que dê os frutos que o Senhor – legitimamente -, espera receber. Porque é o Seu direito, a vinha é d'Ele, nós somos apenas os usufrutuários. Não nos esqueçamos que o que que recebemos, absolutamente de graça, temos de restituir incólume e acrescentado com as nossas boas obras, o nosso esforço e dedicação.


43-53 -

Os cuidados que o Senhor tem com o Seu povo não tem limites.
Faz tudo, dispõe de tudo para que possam viver como Ele deseja: felizes! Que o homem seja feliz é o Seu desejo. E a felicidade humana consiste em amar a Deus e fazer a Sua Vontade que é, como bem sabemos, que tenhamos a vida eterna na Sua companhia, no gozo dos bens que nos tem reservados.





20/04/2020

Meu Pai do Céu, ajuda-me


A ti, que desmoralizas, repetir-te-ei uma coisa muito consoladora: a quem faz o que pode, Deus não lhe nega a Sua graça. Nosso Senhor é Pai, e se um filho lhe diz na quietude do seu coração: Meu Pai do Céu, aqui estou, ajuda-me... Se recorre à Mãe de Deus, que é Mãe nossa, vai para a frente. Mas Deus é exigente. Pede amor de verdade; não quer traidores. É preciso ser fiel a essa luta sobrenatural, que é ser feliz na terra à força de sacrifício. (Via Sacra, 10ª Estação, n. 3)

Recorrei semanalmente – e sempre que o necessiteis, sem dar lugar aos escrúpulos – ao santo Sacramento da Penitência, ao sacramento do perdão divino. Revestidos da graça, caminharemos por entre os montes e subiremos a encosta do cumprimento do dever cristão, sem nos determos. Utilizando estes recursos com boa vontade e rogando ao Senhor que nos conceda uma esperança cada dia maior, possuiremos a alegria contagiosa dos que se sabem filhos de Deus: Se Deus está connosco, quem nos poderá derrotar? Optimismo, portanto. Incitados pela força da esperança, lutaremos para apagar a mancha viscosa que espalham os semeadores do ódio e redescobriremos o mundo com uma perspectiva jubilosa, porque saiu formoso e limpo das mãos de Deus, e restituir-lho-emos assim belo, se aprendermos a arrepender-nos.
Cresçamos na esperança, que deste modo nos consolidaremos na fé, verdadeiro fundamento das coisas que se esperam e prova das que não se vêem. Cresçamos nesta virtude, que é suplicar ao Senhor que aumente a sua caridade em nós, porque só se confia verdadeiramente no que se ama com todas as forças. E vale a pena amar o Senhor. Vós haveis experimentado, como eu, que a pessoa enamorada se entrega confiante, com uma sintonia maravilhosa, em que os corações batem num mesmo querer. E que será o Amor de Deus? Não sabeis que Cristo morreu por cada um de nós? Sim, por este nosso coração pobre, pequeno, se consumou o sacrifício redentor de Jesus.
Frequentemente, o Senhor fala-nos do prémio que nos ganhou com a sua Morte e Ressurreição. Vou preparar um lugar para vós. Depois que eu tiver ido e vos tiver preparado o lugar, virei novamente e tomar-vos-ei comigo para que, onde eu estou, estejais Vós também. O Céu é a meta do nosso caminho terreno. Jesus Cristo precedeu-nos e ali, na companhia da Virgem e de S. José – a quem tanto venero – dos Anjos e dos Santos, aguarda a nossa chegada. (Amigos de Deus, 219–220)

Temas para reflectir e meditar

Confissão frequente


A Confissão frequente dos nossos pecados está muito relacionada com a santidade, com amor a Deus, pois, ali o Senhor afina-nos e ensina-nos a ser humildes. 

A tibieza pelo contrário, cresce onde aparecem o desleixo e o abandono, as negligências e os pecados veniais sem arrependimento sincero.

(São João Paulo II, Carta aos Fiéis de Roma, 1979.11.28)

Humildade



PANDEMIA


PANDEMIA - 18

GLÓRIA

O amor não se vangloria. (1 Coríntios 13:4-7)

Glorificar- se por amar?

De modo nenhum, seria um absurdo!

Porque, o AMOR autêntico é totalmente despido de orgulho.

O AMOR É:
ENTREGA – DOAÇÃO – RESPEITO – PRUDÊNCIA – UNIVERSAL -TOTAL – SACRIFÍCIO – REFLEXO -  OBEDIÊNCIA – CONFIANÇA – PACIENTE – GENUÍNO – HUMANO – CONSAGRAÇÃO - ALEGRIA – PACIENTE – ESPERANÇA – BONDADE – NÃO INVEJA - GLÓRIA

Com estes predicados o AMOR não será a solução?

(AMA, 2020)

Meu Pai do Céu, ajuda-me


A ti, que desmoralizas, repetir-te-ei uma coisa muito consoladora: a quem faz o que pode, Deus não lhe nega a Sua graça. Nosso Senhor é Pai, e se um filho lhe diz na quietude do seu coração: Meu Pai do Céu, aqui estou, ajuda-me... Se recorre à Mãe de Deus, que é Mãe nossa, vai para a frente. Mas Deus é exigente. Pede amor de verdade; não quer traidores. É preciso ser fiel a essa luta sobrenatural, que é ser feliz na terra à força de sacrifício. (Via Sacra, 10ª Estação, n. 3)

Recorrei semanalmente – e sempre que o necessiteis, sem dar lugar aos escrúpulos – ao santo Sacramento da Penitência, ao sacramento do perdão divino. Revestidos da graça, caminharemos por entre os montes e subiremos a encosta do cumprimento do dever cristão, sem nos determos. Utilizando estes recursos com boa vontade e rogando ao Senhor que nos conceda uma esperança cada dia maior, possuiremos a alegria contagiosa dos que se sabem filhos de Deus: Se Deus está connosco, quem nos poderá derrotar? Optimismo, portanto. Incitados pela força da esperança, lutaremos para apagar a mancha viscosa que espalham os semeadores do ódio e redescobriremos o mundo com uma perspectiva jubilosa, porque saiu formoso e limpo das mãos de Deus, e restituir-lho-emos assim belo, se aprendermos a arrepender-nos.
Cresçamos na esperança, que deste modo nos consolidaremos na fé, verdadeiro fundamento das coisas que se esperam e prova das que não se vêem. Cresçamos nesta virtude, que é suplicar ao Senhor que aumente a sua caridade em nós, porque só se confia verdadeiramente no que se ama com todas as forças. E vale a pena amar o Senhor. Vós haveis experimentado, como eu, que a pessoa enamorada se entrega confiante, com uma sintonia maravilhosa, em que os corações batem num mesmo querer. E que será o Amor de Deus? Não sabeis que Cristo morreu por cada um de nós? Sim, por este nosso coração pobre, pequeno, se consumou o sacrifício redentor de Jesus.
Frequentemente, o Senhor fala-nos do prémio que nos ganhou com a sua Morte e Ressurreição. Vou preparar um lugar para vós. Depois que eu tiver ido e vos tiver preparado o lugar, virei novamente e tomar-vos-ei comigo para que, onde eu estou, estejais Vós também. O Céu é a meta do nosso caminho terreno. Jesus Cristo precedeu-nos e ali, na companhia da Virgem e de S. José – a quem tanto venero – dos Anjos e dos Santos, aguarda a nossa chegada. (Amigos de Deus, 219–220)

Pequena agenda do cristão

SeGUNDa-Feira

PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Sorrir; ser amável; prestar serviço.

Senhor que eu faça "boa cara" que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.

Lembrar-me:
Papa, Bispos, Sacerdotes.

Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.

Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.

Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?







LEITURA ESPIRITUAL

COMENTANDO OS EVANGELHOS

São Mateus

Cap. XX


1 «Com efeito, o Reino do Céu é semelhante a um proprietário que saiu ao romper da manhã, a fim de contratar trabalhadores para a sua vinha. 2 Ajustou com eles um denário por dia e enviou-os para a sua vinha. 3 Saiu depois pelas nove horas, viu outros na praça, que estavam sem trabalho, 4 e disse-lhes: ‘Ide também para a minha vinha e tereis o salário que for justo.’ 5 E eles foram. Saiu de novo por volta do meio-dia e das três da tarde, e fez o mesmo. 6 Saindo pelas cinco da tarde, encontrou ainda outros que ali estavam e disse-lhes: ‘Porque ficais aqui todo o dia sem trabalhar?’ 7 Responderam-lhe: ‘É que ninguém nos contratou.’ Ele disse-lhes: ‘Ide também para a minha vinha.’ 8 Ao entardecer, o dono da vinha disse ao capataz: ‘Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário, começando pelos últimos até aos primeiros.’ 9 Vieram os das cinco da tarde e receberam um denário cada um. 10 Vieram, por seu turno, os primeiros e julgaram que iam receber mais, mas receberam, também eles, um denário cada um. 11 Depois de o terem recebido, começaram a murmurar contra o proprietário, dizendo: 12 ‘Estes últimos só trabalharam uma hora e deste-lhes a mesma paga que a nós, que suportámos o cansaço do dia e o seu calor.’ 13 O proprietário respondeu a um deles: ‘Em nada te prejudico, meu amigo. Não foi um denário que nós ajustámos? 14 Leva, então, o que te é devido e segue o teu caminho, pois eu quero dar a este último tanto como a ti. 15 Ou não me será permitido dispor dos meus bens como eu entender? Será que tens inveja por eu ser bom?’ 16 Assim, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos. Porque muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos.» 17 Ao subir a Jerusalém, pelo caminho, chamou à parte os Doze e disse-lhes: 18 «Vamos subir a Jerusalém e o Filho do Homem vai ser entregue aos sumos sacerdotes e aos doutores da Lei, que o vão condenar à morte. 19 Hão-de entregá-lo aos pagãos, que o vão escarnecer, açoitar e crucificar. Mas Ele ressuscitará ao terceiro dia.» 20  Aproximou-se então de Jesus a mãe dos filhos de Zebedeu, com os seus filhos, e prostrou-se diante dele para lhe fazer um pedido. 21 «Que queres?» - perguntou-lhe Ele. Ela respondeu: «Ordena que estes meus dois filhos se sentem um à tua direita e o outro à tua esquerda, no teu Reino.» 22 Jesus retorquiu: «Não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que Eu estou para beber?» Eles responderam: «Podemos.» 23 Jesus replicou-lhes: «Na verdade, bebereis o meu cálice; mas, o sentar-se à minha direita ou à minha esquerda não me pertence a mim concedê-lo: é para quem meu Pai o tem reservado.» 24 Ouvindo isto, os outros dez ficaram indignados com os dois irmãos. 25 Jesus chamou-os e disse-lhes: «Sabeis que os chefes das nações as governam como seus senhores, e que os grandes exercem sobre elas o seu poder. 26 Não seja assim entre vós. Pelo contrário, quem entre vós quiser fazer-se grande, seja o vosso servo; e 27 quem no meio de vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo. 28 Também o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para resgatar a multidão.» 29 Quando iam a sair de Jericó, uma grande multidão seguiu Jesus. 30 Nisto, dois cegos que estavam sentados à beira da estrada, ao ouvirem dizer que Jesus ia a passar, começaram a gritar: «Senhor, Filho de David, tem misericórdia de nós!» 31 A multidão repreendia-os para os fazer calar, mas eles gritavam cada vez mais: «Senhor, Filho de David, tem misericórdia de nós!» 32 Jesus parou, chamou-os e perguntou-lhes: «Que quereis que vos faça?» 33 Responderam-lhe: «Senhor, que os nossos olhos se abram!» 34 Dominado pela compaixão, Jesus tocou-lhes nos olhos. Imediatamente recuperaram a vista e seguiram-no.

Comentários:

1-16 -
Na verdade, quando lemos este trecho da São Mateus, somos, talvez, invadidos por algum sentimento de injustiça. Quem trabalhou mais deveria receber mais! Mas não nos esqueçamos de algo muito importante: O Senhor paga aos primeiros contratados exactamente o que ajustou, o que prometeu pagar. Aos segundos não prometeu nada, mas, na Sua Sabedoria, entendeu dar-lhes uma paga igual. Actua com suprema justiça porque, de facto, aqueles segundos e terceiros contratados não tiveram oportunidade de trabalhar mais cedo porque «ninguém os contratou».
Parece-nos, talvez, que, perante situação semelhante, teríamos procedido de outra forma: pagaríamos o ajustado com os primeiros e, aos outros, daríamos um salário correspondente ás horas que efectivamente trabalharam. Teríamos sido justos? Não tenho dúvidas em afirmar que sim. Mas, de facto, a justiça divina é diferente da justiça dos homens e ainda bem. Já pensámos que se o Senhor procedesse assim, nós, de agora, que poderíamos esperar receber comparando com os milhões de milhões de homens que nos precederem?

17-28 -
'Posso beber o Teu cálice? Ah, Senhor, não sei se sou capaz! Pobre de mim que, repugnando-me tanto o meu, como vou beber o Teu? Queria tanto dizer-te, do fundo do meu coração: Posso! Só me atrevo a dizê-lo porque sei que me ajudarás e a Tua Graça não me há-de faltar'. (AMA, Reflexões)
As Mães não têm nem peso nem medida quando se trata de pedir para os seus filhos. A nossa Mãe do Céu é uma Mãe extremosa e complacente e não se cansa, nunca, de pedir por nós seus filhos, independentemente do nosso mérito que, é sempre pouco. Ela é a medianeira entre nós e o seu Filho Jesus e, como em Caná, não hesita em "forçar" a Sua Vontade para que atenda o que precisamos. Não temos vinho suficiente para os que nos procuram, não temos fé que baste para convencer os outros, não temos coragem para enfrentar as dificuldades, não temos ânimo para mudar e corrigir o que é preciso, não temos... tanta coisa que realmente precisamos para ser bons filhos, bons cristãos. Peçamos sem descanso, instemos o seu Coração Amantíssimo de Mãe para que interceda por nós. Gritemos com todas as forças do nosso ânimo: Monstra te esse matrem!

20-28 -
O que uma mãe não faz pelos seus filhos!Sem pejo de pedir o impossível, medo, até, do ridículo da petição, a mãe pede, solicita, implora o que pensa pode contribuir para o bem, a felicidade do filho. Imaginemos a nossa Mãe do Céu que, conhecendo as nossas fragilidades e carências, como não há-de interceder por nós junto do seu Filho. E, Ele, não pode resistir aos apelos da Sua  Mãe Santíssima e, não por nosso mérito, que não temos, mas pela sua intercessão, dar-nos-à o que possamos precisar.
Deste trecho de São Mateus podemos pelo menos extrair duas reflexões. A primeira é a confirmação da fé da mãe dos Apóstolos que não duvida que O Senhor pode fazer tudo quanto Se Lhe peça, mesmo que seja algo insólito que só o amor de mãe pode justificar. A segunda é a visão humana, de resto natural, que temos do Reino dos Céus. Consideramos um espaço onde os Santos estão ordenados por categorias que os aproximam, ou afastam, da Santíssima Trindade. Sabemos, porque foi Jesus Quem o disse, que os doze Apóstolos estarão em doze tronos e que, também, há muitas moradas. Mas também sabemos que não já espaço ocupado, por assim dizer, porque nem as almas nem os ressuscitados ocupam lugar porque são espírito ou gozam das propriedades de corpos gloriosos. Ou seja, a vida eterna consiste na visão beatífica da Trindade e, assim sendo, não haverá uns que "vêm menos e outros que verão mais" mas todos gozarão por igual.
Podemos ter absoluta certeza que a nossa Mãe do Céu nunca ouvirá do seu Filho uma resposta semelhante à que deu à mãe de João e Tiago. Em primeiro lugar, porque ela nunca pedirá nada que não seja absolutamente necessário para os seus filhos, os homens e, depois, mesmo que o fizesse, Cristo nunca recusaria o que fosse a Sua Santíssima Mãe. No momento decisivo, quando nos apresentarmos perante o Senhor, Ele ouvirá – seguramente – o que a Sua Mãe tiver dizer a nosso respeito, a nosso favor, evidentemente. Como, por exemplo: ‘Filho, este usou o Escapulário…’.
Não me repugna absolutamente nada o pedido feito pela Mãe dos Apóstolos! Então não devemos pedir quanto acharmos que é melhor para nós? Se, o melhor para nós, é alcançar a santidade de vida, não devemos pedir ao Senhor que nos faça santos? Não se trata de pedir de mais ou pedir de menos, trata-se de pedir com a certeza que, o Senhor ouve os nossos pedidos e endireitará o que estiver enviesado e – sempre – nos dará o que fizer falta. Mais! Dar-nos-à com a abundância e magnanimidade que o Seu Coração misericordioso sempre dá aos que O invocam com Fé e Confiança

32-34 –
«Que quereis que vos faça?» Fica-se como que “estarrecido” com esta pergunta do Senhor! Ele, que sabe tudo, conhece o que precisamos, o que pode faltar-nos, quer que Lhe digamos – claramente e sem rodeios – o que desejamos, com a certeza, que Ele, sabe muito melhor que nós o que nos convém. Quando pedirmos o que seja, pois, devemos acrescentar: ‘Se for da Tua Vontade, Senhor!’.
Não temos, os homens, outro remédio senão pedir já que, por nós mesmos não podemos nada, bem o sabemos e, cada um, tem as suas próprias experiências que o confirmam. O ”nosso poder” não tem expressão nem valor, mas, como diz São Paulo: “posso tudo em Cristo que me conforta”, ou, como São Josemaria: “É verdade: pelo teu prestígio económico és um zero..., pelo teu prestígio social, outro zero..., e outro pelas tuas virtudes, e outro pelo teu talento... Mas, à esquerda desses zeros, está Cristo... E que cifra incomensurável isso dá!” (Caminho, 473). Com este “panorama”, esta evidência, a nossa petição torna-se confiada e cheia de esperança. Atentemos bem que é o Próprio Jesus Cristo Quem nos urge: «Pedi, e ser-vos-á dado; procurai, e encontrareis; batei, e hão-de abrir-vos. Pois, quem pede, recebe; e quem procura, encontra; e ao que bate, hão-de abrir.» (São Mateus, VII, 7-8). Ele que É o Caminho, a Verdade e a Vida, nunca nos negará o Seu auxílio e, se acaso, não nos dá o que pedimos, é porque na Sua Sabedoria e Justiça infinitas, sabe o que muito melhor nos convém em cada circunstância.




(AMA, 2018)