21/01/2020

NUNC COEPI Nota de AMA

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nunc coepi


Ele nos anima, ensina, guia


"Iesus Christus, perfectus Deus, perfectus Homo" – Jesus Cristo, perfeito Deus e perfeito Homem! Muitos são os cristãos que seguem Cristo, pasmado com a sua divindade, mas que O esquecem como Homem... e fracassam no exercício das virtudes sobrenaturais (apesar de todo o aparato externo de piedade), porque não fazem nada por adquirir as virtudes naturais. (Sulco, 652)


Enamora-te da Santíssima Humanidade de Jesus Cristo.

– Não te dá alegria que tenha querido ser como nós? Agradece a Jesus este cúmulo de bondade. (Forja, 547)


Obrigado, meu Jesus, porque quiseste fazer-te perfeito Homem, com um Coração amante e amabilíssimo, que ama até à morte e sofre; que se enche de júbilo e de dor; que se entusiasma com os caminhos dos homens, e nos mostra o que nos leva ao Céu; que se sujeita heroicamente ao dever, e se guia pela misericórdia; que vela pelos pobres e pelos ricos; que cuida dos pecadores e dos justos...

Obrigado, meu Jesus, e dá-nos um coração à medida do Teu! (Sulco, 813)


Nisto se define a verdadeira devoção ao Coração de Jesus: em conhecer a Deus e conhecermo-nos a nós mesmos, e em olhar para Jesus e recorrer a Ele – que nos anima, nos ensina, nos guia. A única superficialidade que pode haver nesta devoção é a do homem que não é integralmente humano e que, por isso, não consegue aperceber-se da realidade de Deus feito carne.

Cristo na Cruz, com o Coração trespassado de Amor pelos homens, é uma resposta eloquente – as palavras não são necessárias – à pergunta sobre o valor das coisas e das pessoas. (Cristo que passa, nn. 164–165)


THALITA KUM 77


THALITA KUM 77 

(Cfr. Lc 8, 49-56)


Combater a saudade não é fácil nem existem fórmulas ou "remédios" infalíveis.

Diz-se que o tempo ajuda e que a saudade se vai esbatendo ou, pelo menos, perdendo intensidade.

Não me parece que seja assim porque, como a saudade tem a ver com o amor, seria o mesmo que admitir que este também é mais ou menos passageiro o que é absolutamente contrário ao correcto conceito do que é o amor.

Mas se assim é, se de facto saudade e amor vão juntos, então há uma esperança porque se o amor ao consolidar-se produz paz e tranquilidade então teremos que a saudade também pode alcançar esse estado de espírito.
E esta é, sem dúvida, uma boa notícia para quem a sente.

A multidão segue Jesus, cada um procurando estar o mais próximo d’Ele possível.
Não é só a curiosidade que os move, nem o quererem inteirar-se do que vai dizendo a Jairo.
O que os arrasta e atrai, é a certeza que têm, por experiências anteriores, de que algo grande, extraordinário, talvez insólito, irá acontecer.

Ao decidir-Se a seguir Jairo até sua casa, Jesus deu-lhes indicação de que Se deixou mover pelo pedido de alguém que O procurou em aflição e irá atender esse pedido.
É natural, pois, toda esta excitação das pessoas.
Vão passando palavra umas às outras sobre o que se está a acontecer lá na frente.
Alguns mostrar-se-ão admirados ao saberem que Jairo, um personagem tão importante, se prostrara aos pés de Jesus. Certamente a sua aflição será muito grande para assumir tal atitude, assim em público e diante de tanta gente.

Muitos conhecem bem Jairo, sabem que é um chefe de Sinagoga e estão habituados a ouvi-lo e a respeitá-lo.
Por saberem isto a sua curiosidade aumenta, pois embora estejam habituados a essas manifestações das pessoas perante Jesus, isto é, os pedidos feitos com evidentes sinais de humildade e confiança – as pessoas arrojam-se aos Seus pés como só se faz perante alguém de indiscutível grandeza e poder – e as respostas de Jesus, tão simples e directas, mas tão cheias de autoridade, revelando um domínio absoluto sobre a matéria e sobre o espírito: – «quero, fica limpo»[1] ou «cala-te e sai desse homem» [2], - e tantas outras acções extraordinárias e inúmeros casos que muitos presenciaram e foram contando com riqueza de pormenores por toda a Judeia e Galileia.


AMA, reflexões sobre o Evangelho, 2006)



[1] Cfr. Lc 5, 12-13.
[2] Cfr. Lc 4, 33-35.

Evangelho e comentário


TEMPO COMUM



Evangelho: Mc 2, 23-28

23 Ora num dia de sábado, indo Jesus através das searas, os discípulos puseram-se a colher espigas pelo caminho. 24 Os fariseus diziam-lhe: «Repara! Porque fazem eles ao sábado o que não é permitido?» 25 Ele disse: «Nunca lestes o que fez David, quando teve necessidade e sentiu fome, ele e os que estavam com ele? 26 Como entrou na casa de Deus, ao tempo do Sumo Sacerdote Abiatar, e comeu os pães da oferenda, que apenas aos sacerdotes era permitido comer, e também os deu aos que estavam com ele?» 27 E disse-lhes: «O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado. 28 O Filho do Homem até do sábado é Senhor.»

Comentário:

A grande diferença que existe entre os chefes do povo judaico e Jesus Cristo é o critério.

Os primeiros “agarram-se” à letra da Lei e nem se preocupam em interpretá-la e, na verdade, deveriam ter essa preocupação porque transmitir a outros – ou impor, o que é pior – algo que não se explica nem se dá a razão porque deve ser assim, é uma prepotência que coarcta a liberdade de escolha.

Jesus Cristo explica e aconselha, interpreta e indica o caminho, segui-lo ou não depende de cada um.

O Senhor respeita a liberdade do homem precisamente porque foi Ele quem lha deu e não pode ir contra a Sua própria Vontade.

(ama, comentário sobre Mc 2, 23-28, 17.01.2017)


Leitura espiritual


Cartas Católicas

1ª Carta de Pedro

1Pe 2

Como crianças recém-nascidas –

1 Portanto, ponde de parte toda a malícia, falsidades, hipocrisias, invejas e toda a espécie de maledicências; 2 como crianças recém-nascidas, ansiai pelo leite espiritual, não adulterado, para que ele vos faça crescer para a salvação, 3 se é que já saboreastes como o Senhor é bom.

Cristo, pedra angular –

4 Aproximando-vos dele, pedra viva, rejeitada pelos homens, mas escolhida e preciosa aos olhos de Deus, 5 também vós - como pedras vivas - entrais na construção de um edifício espiritual, em função de um sacerdócio santo, cujo fim é oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus, por Jesus Cristo. 6 Por isso se diz na Escritura: Eis que ponho em Sião uma pedra angular, escolhida, preciosa; quem crer nela não será confundido. 7 A honra é, então, para vós, os crentes; mas, para os incrédulos, a pedra que os construtores rejeitaram, esta mesma tornou-se a pedra angular, 8 e também uma pedra que faz tropeçar, uma pedra de escândalo. Tropeçam nela porque não creram na palavra; para isso estavam destinados. 9 Vós, porém, sois linhagem escolhida, sacerdócio régio, nação santa, povo adquirido em propriedade, a fim de proclamardes as maravilhas daquele que vos chamou das trevas para a sua luz admirável; 10 a vós que outrora não éreis um povo, mas sois agora povo de Deus, vós que não tínheis alcançado misericórdia e agora alcançastes misericórdia.

II. OS CRISTÃOS PERANTE O MUNDO (2,11-3,12)

Exortação inicial –

1 1Caríssimos, rogo-vos que, como estrangeiros e peregrinos, vos abstenhais dos desejos carnais, que combatem contra a alma. 12 Tende entre os gentios um comportamento exemplar, de modo que, ao acusarem-vos de malfeitores, vendo as vossas boas obras, acabem por dar glória a Deus no dia da sua visita.

Obediência às autoridades (Rm 13,1-7; Tt 3,1-7) –

13 Sede, pois, submissos a toda a instituição humana, por amor do Senhor; quer ao rei, como soberano, 14 quer aos governadores, como enviados por ele para punir os malfeitores e honrar os que fazem o bem. 15 Pois é esta a vontade de Deus: que, praticando o bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos. 16 Actuai como homens livres, não como aqueles que fazem da liberdade um pretexto para a maldade, mas como servos de Deus. 17 Respeitai a todos, amai os irmãos, temei a Deus, honrai o rei.

Obediência dos escravos (1 Tm 6,1-2; Tt 2,9-14) –

18 Vós, servos, sede obedientes com todo o respeito aos vossos senhores, não só aos bons e compreensivos, mas também aos severos. 19 Pois é meritório suportar contrariedades em atenção a Deus, sofrendo injustamente. 20 Aliás, que mérito tem suportar que vos batam, se vos portais mal? Mas se, fazendo o bem, sofreis com paciência, isso é uma coisa meritória diante de Deus. 21 Ora, foi para isto que fostes chamados; visto que Cristo também padeceu por vós, deixando-vos o exemplo, para que sigais os seus passos. 22 Ele não cometeu pecado, nem na sua boca se encontrou engano; 23 ao ser insultado, não respondia com insultos; ao ser maltratado, não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga com justiça; 24 subindo ao madeiro, Ele levou os nossos pecados no seu corpo, para que, mortos para o pecado, vivamos para a justiça: pelas suas chagas fostes curados. 25 Na verdade, éreis como ovelhas desgarradas, mas agora voltastes ao Pastor e Guarda das vossas almas.





Perguntas e respostas


A EUTANÁSIA

1.           Porque está mal a eutanásia?


A eutanásia está mal por estes mesmos motivos: pela dignidade humana, a lei natural e o mandato do Criador.
Não se deve matar ninguém.

ID, (Tradução por AMA)

Pequena agenda do cristão


TeRÇa-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Aplicação no trabalho.

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.

Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?




20/01/2020

NUNC COEPI Nota de AMA

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Nota de AMA

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nunc coepi


Bendita perseverança a do burrico


Se não for para construir uma obra muito grande, muito de Deus – a santidade –, não vale a pena entregar-se. Por isso, a Igreja, ao canonizar os Santos, proclama a heroicidade da sua vida. (Sulco, 611)


Se a vida não tivesse por fim dar glória a Deus, seria desprezível; mais ainda, detestável. (Caminho, 783)


Bendita perseverança a do burrico de nora! – Sempre ao mesmo passo. Sempre as mesmas voltas. – Um dia e outro; todos iguais.

Sem isso, não haveria maturidade nos frutos, nem louçania na horta, nem o jardim teria aromas.

Leva este pensamento à tua vida interior. (Caminho, 998)


Qual é o segredo da perseverança? O Amor. – Enamora-te. e não "O" deixarás. (Caminho, 999)

A entrega é o primeiro passo de uma corrida de sacrifício, de alegria, de amor, de união com Deus. E, assim, toda a vida se enche de uma bendita loucura, que faz encontrar felicidade onde a lógica humana não vê senão negação, padecimento, dor. (Sulco, 2)

– Qual é o fundamento da nossa fidelidade?

– Dir-te-ia, a traços largos, que se baseia no amor de Deus, que faz vencer todos os obstáculos: o egoísmo, a soberba, o cansaço, a impaciência...

Um homem que ama calca-se a si próprio; sabe que, até amando com toda a sua alma, ainda não sabe amar bastante. (Forja, 532)


THALITA KUM 76


THALITA KUM 76 

(Cfr. Lc 8, 49-56)


Saudade

Parece que só a língua portuguesa tem esta palavra única para significar a vontade, o desejo de voltar a viver algo que se viveu num passado, rever uma pessoa que está afastada, enfim, sentir a falta de algo ou alguém que naturalmente guardamos na memória como algo bom de que gostámos.

Noutros idiomas para exprimir este sentimento tem de usar-se uma frase composta. Realmente, em português as coisas são mais simples. E exactamente por ser simples, descrever o sentimento que representa pode ser complexo e difícil.
Por isso mesmo quase sempre se usa a palavra sem acrescentar nada mais porque ela já diz tudo quanto precisamos para descrever um estado de alma.

A saudade pode ser algo condicionante e esmagador sendo necessário exercer um controlo sério para que não tome demasiado vulto ou atinja níveis emocionais que terão sempre uma consequência: o mergulhar na tristeza, desesperança, abandono.
Depois, se não se actua a tempo, vem a auto-comiseração, o sentir-se o centro e único protagonista digno de toda a atenção, carinho, solidariedade.
Tende-se assim, em plano perigosamente inclinado, para o amor-próprio e, finalmente o orgulho.
Não se conclui que a saudade seja um defeito, de modo nenhum, mas pode converter um sentimento nobre numa sujeição pessoal torpe e sem mérito.
É aqui principalmente que se deve redobrar a atenção de forma a impedir a que esse sentimento atinja proporções grandes demais para o equilíbrio emocional da pessoa.

Disse antes que tal pode levar a um excessivo ensimesmamento que naturalmente conduzirá à solidão, ao sofrimento íntimo, que tenderá também a tornar-se um hábito e, pior, converter-se em desculpa para fugir ao comportamento normal, convívio com os outros, afectando virtudes importantes como a paciência, o bom humor, a alegria, a disponibilidade para servir, ser útil, a atenção aos outros, a diligência no trabalho.

A pessoa dominada pela saudade torna-se de trato difícil, maçadora, exigente, centralizadora das atenções dos outros.

De alguma forma tem sempre uma "desculpa" para não fazer o que deve quando deve.
Adia para um futuro qualquer em que "se sinta melhor" o que deveria fazer no momento e, quase sempre, parece-lhe que esta é uma justificação que todos devem aceitar e compreender.


AMA, reflexões sobre o Evangelho, 2006)

Evangelho e comentário


TEMPO COMUM



Evangelho: Mc 2, 18-22

18 Estando os discípulos de João e os fariseus a jejuar, vieram dizer-lhe: «Porque é que os discípulos de João e os dos fariseus guardam jejum, e os teus discípulos não jejuam?» 19 Jesus respondeu: «Poderão os convidados para a boda jejuar enquanto o esposo está com eles? Enquanto têm consigo o esposo, não podem jejuar. 20 Dias virão em que o esposo lhes será tirado; e então, nesses dias, hão-de jejuar.» 21 «Ninguém deita remendo de pano novo em roupa velha, pois o pano novo puxa o tecido velho e o rasgão fica maior. 22 E ninguém deita vinho novo em odres velhos; se o fizer, o vinho romperá os odres e perde-se o vinho, tal como os odres. Mas vinho novo, em odres novos.»

Comentário:

Há pessoas que criticam e menosprezam o jejum, dizendo até que é uma violência “de outros tempos”, um sacrifício sem razão de ser.

Muitos destes são capazes dos maiores jejuns e privações por questões de estética, beleza corporal, culto do físico.

De facto, o jejum é uma prática muito antiga e, ainda hoje em dia, há religiões que o prescrevem como obrigação severa e absoluta. [i]

Do que se trata é realmente uma privação e, sobretudo, uma contenção dos excessos de comida e bebida.

Mas o jejum não se limita ao comer e beber, mas abarca tudo quanto possa constituir um pequeno sacrifício voluntário, evidentemente, como, por exemplo, o “jejum da televisão”.

O Senhor foi muito claro quando afirmou que não vinha pedir sacrifícios mas boas acções, não actos negativos mas sim obras positivas.

(ama, Comentário sobre Mc 2, 18-22, 16.01.2017)



[i] O Ramadão, por ex.

Leitura espiritual

Cartas Católicas

1ª Carta de Pedro

1Pe 1

Saudação inicial –

1 Pedro, Apóstolo de Jesus Cristo, aos que peregrinam na diáspora do Ponto, da Galácia, da Capadócia, da Ásia e da Bitínia, eleitos 2 por meio da santificação do Espírito, segundo a providência de Deus Pai, para obedecerem a Jesus Cristo e receberem a aspersão do seu sangue. Graça e paz vos sejam dadas em abundância.

Louvor a Deus pela vocação cristã

3 Bendito seja Deus, Pai do Nosso Senhor Jesus Cristo, que na sua grande misericórdia nos gerou de novo - através da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos - para uma esperança viva, 4 para uma herança incorruptível, imaculada e indefectível, reservada no Céu para vós, 5 a quem o poder de Deus guarda, pela fé, até alcançardes a salvação que está pronta para se manifestar no momento final. 6 É por isso que exultais de alegria, se bem que, por algum tempo, tenhais de andar aflitos por diversas provações; 7 deste modo, a qualidade genuína da vossa fé - muito mais preciosa do que o ouro perecível, por certo também provado pelo fogo - será achada digna de louvor, de glória e de honra, na altura da manifestação de Jesus Cristo. 8 Sem o terdes visto, vós o amais; sem o ver ainda, credes nele e vos alegrais com uma alegria indescritível e irradiante, 9 alcançando assim a meta da vossa fé: a salvação das almas. 10 Esta salvação foi objecto das buscas e averiguações dos profetas, que predisseram a graça que vos estava destinada. 11 Eles investigavam a época e as circunstâncias indicadas pelo Espírito de Cristo, que neles morava e que profetizava os padecimentos reservados a Cristo e a glória que se lhes seguiria. 12 Foi-lhes revelado - não para seu proveito, mas para vosso - que eles estavam ao serviço destas realidades que agora vos foram anunciadas por aqueles que vos pregaram o Evangelho, em virtude do Espírito Santo enviado do Céu; as mesmas que os Anjos avidamente contemplam.

I. EXORTAÇÃO À SANTIDADE (1,13-2,10)

Dignidade da vida cristã –

13 Por isso, de ânimo preparado para servir e vivendo com sobriedade, ponde a vossa esperança na dádiva que vos vai ser concedida com a manifestação de Jesus Cristo. 14 Como filhos obedientes, não vos conformeis com os antigos desejos do tempo da vossa ignorância; 15 mas, assim como é santo aquele que vos chamou, sede santos, vós também, em todo o vosso proceder, 16 conforme diz a Escritura: Sede santos, porque Eu sou santo. 17 E, se invocais como Pai aquele que, sem parcialidade, julga cada um consoante as suas obras, comportai-vos com temor durante o tempo da vossa peregrinação; 18 sabendo que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver herdada dos vossos pais, não a preço de bens corruptíveis, prata ou ouro, 19 mas pelo sangue precioso de Cristo, qual cordeiro sem defeito nem mancha, 20 predestinado já antes da criação do mundo e manifestado nos últimos tempos por causa de vós; 21 vós, que por meio dele tendes a fé em Deus, que o ressuscitou dos mortos e o glorificou, a fim de que a vossa fé e a vossa esperança estejam postas em Deus.

O amor fraterno –

22 Já que purificastes as vossas almas pela obediência à verdade que leva a um sincero amor fraterno, amai-vos intensamente uns aos outros do fundo do coração, 23 como quem nasceu de novo, não de uma semente corruptível, mas de um germe incorruptível, a saber, por meio da palavra de Deus, viva e perene. 24 De facto, todo o mortal é como a erva e toda a sua glória como a flor da erva. Seca-se a erva e cai a flor, 25 mas a palavra do Senhor permanece para sempre. Esta é a palavra que vos foi anunciada como boa-nova.


Asalto a la Iglesia


Pequena agenda do cristão

SeGUNDa-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Sorrir; ser amável; prestar serviço.

Senhor que eu faça "boa cara" que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.

Lembrar-me:
Papa, Bispos, Sacerdotes.

Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.

Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.

Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?







19/01/2020

NUNC COEPI Nota de AMA

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nunc coepi


Cristo também vive agora


Vive junto de Cristo! Deves ser, no Evangelho, uma personagem mais, convivendo com Pedro, com João, com André..., porque Cristo também vive agora: "Iesus Christus, heri et hodie, ipse et in saecula!" Jesus Cristo vive!, hoje como ontem; é o mesmo, pelos séculos dos séculos. (Forja, 8)

É esse amor de Cristo que cada um de nós deve se esforçar por realizar na sua vida. Mas para ser ipse Christus é preciso mirar-se Nele. Não basta ter-se uma ideia geral do espírito que Jesus viveu; é preciso aprender com Ele pormenores e atitudes. É preciso contemplar a sua vida, sobretudo para daí tirar força, luz, serenidade, paz.
Quando se ama alguém, deseja-se conhecer toda a sua vida, o seu carácter, para nos identificarmos com essa pessoa. Por isso temos de meditar na vida de Jesus, desde o Seu nascimento num presépio até à Sua morte e à Sua Ressurreição. Nos primeiros anos do meu labor sacerdotal costumava oferecer exemplares do Evangelho ou livros onde se narra a vida de Jesus, porque é necessário que a conheçamos bem, que a tenhamos inteira na mente e no coração, de modo que, em qualquer momento, sem necessidade de nenhum livro, cerrando os olhos, possamos contemplá-la como um filme; de forma que, nas mais diversas situações da nossa vida, acudam à memória as palavras e os actos do Senhor.
Sentir-nos-emos assim metidos na sua vida. Na verdade, não se trata apenas de pensar em Jesus e de imaginar aqueles episódios; temos de meter-nos em cheio neles, como actores. (Cristo que passa, 107)


THALITA KUM 75


THALITA KUM 75 

(Cfr. Lc 8, 49-56)


Não tenhamos ilusões, qualquer um de nós é capaz das maiores perversões, dos pecados mais horríveis.

«Não há pecado nem crime cometido por outro homem que eu não seja capaz de cometer por causa da minha fragilidade; e se ainda o não cometi é porque Deus, na Sua misericórdia, não o permitiu e me preservou do mal». [1]

«Parece, de facto, que estes são os "últimos tempos" de que fala o Evangelho. Mas, para nós, cristãos, os "últimos tempos" que verdadeiramente nos interessam e devem levar-nos a uma preparação cuidada, são os "últimos tempos" de cada um de nós, ou seja, o tempo que o Senhor escolher para nos chamar para junto de Si.
Por isso, a nós, que sabemos muito bem onde estamos e para onde queremos ir, não nos afectam esses anúncios repetidos de catástrofes finais. O que nos afecta, sim, são as atitudes desumanas e atentatórias da dignidade das pessoas, quer sejam os actos de puro terrorismo, de massacre indiscriminado e brutal de milhares de seres humanos, quer as situações de abuso insuportável dos mais indefesos (…)
A nossa repulsa e indignação não nos devem fazer esquecer que devemos rezar por todos esses, vítimas e agressores, que são como sabemos, filhos de Deus, resgatados também pelo sangue de Cristo na Cruz, para que a misericórdia divina tenha em conta as fraquezas de cada um lembrando, talvez, o que no Calvário Jesus moribundo solicitou ao Pai:

«Perdoa-lhes porque não sabem o que fazem» [2]

A grande diferença é que o Demónio reina na escuridão e na morte, ao passo que, o reino de Cristo é luz e Vida.

«Em Ti está a fonte da vida, e com a tua luz veremos a luz». [3] 

O salmista une a luz com a fonte da vida, e o Senhor fala de uma “luz de vida”. Quando temos sede, buscamos uma fonte, quando estamos às escuras, buscamos uma luz (…).
Com Deus é diferente: é a luz e é a fonte.

«Aquele que te ilumina para que vejas, esse mesmo é o manancial para que bebas» [4]


AMA, reflexões sobre o Evangelho, 2006)



[1] Stº Agostinho, Confissões, 2, 7.
[2] Cfr. Lc 23, 34.
[3] Sl 36, 10.
[4] Stº. Agostinho, In Ioannis Evangelium tratactus, 34, 6.34, 6.