Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
21/01/2020
Ele nos anima, ensina, guia
"Iesus Christus, perfectus Deus, perfectus Homo" – Jesus
Cristo, perfeito Deus e perfeito Homem! Muitos são os cristãos que seguem
Cristo, pasmado com a sua divindade, mas que O esquecem como Homem... e
fracassam no exercício das virtudes sobrenaturais (apesar de todo o aparato
externo de piedade), porque não fazem nada por adquirir as virtudes naturais. (Sulco,
652)
Enamora-te da Santíssima Humanidade de
Jesus Cristo.
– Não te dá alegria que tenha querido
ser como nós? Agradece a Jesus este cúmulo de bondade. (Forja,
547)
Obrigado, meu Jesus, porque quiseste
fazer-te perfeito Homem, com um Coração amante e amabilíssimo, que ama até à
morte e sofre; que se enche de júbilo e de dor; que se entusiasma com os
caminhos dos homens, e nos mostra o que nos leva ao Céu; que se sujeita heroicamente
ao dever, e se guia pela misericórdia; que vela pelos pobres e pelos ricos; que
cuida dos pecadores e dos justos...
Obrigado, meu Jesus, e dá-nos um
coração à medida do Teu! (Sulco, 813)
Nisto se define a verdadeira devoção
ao Coração de Jesus: em conhecer a Deus e conhecermo-nos a nós mesmos, e em
olhar para Jesus e recorrer a Ele – que nos anima, nos ensina, nos guia. A
única superficialidade que pode haver nesta devoção é a do homem que não é
integralmente humano e que, por isso, não consegue aperceber-se da realidade de
Deus feito carne.
Cristo na Cruz, com o Coração
trespassado de Amor pelos homens, é uma resposta eloquente – as palavras não
são necessárias – à pergunta sobre o valor das coisas e das pessoas. (Cristo
que passa, nn. 164–165)
THALITA KUM 77
(Cfr. Lc 8, 49-56)
Combater a saudade não é fácil nem existem
fórmulas ou "remédios" infalíveis.
Diz-se que o tempo ajuda e que a saudade se vai esbatendo ou, pelo menos, perdendo intensidade.
Não me parece que seja assim porque, como a saudade tem a ver com o amor, seria o mesmo que admitir que este também é mais ou menos passageiro o que é absolutamente contrário ao correcto conceito do que é o amor.
Mas se assim é, se de facto saudade e amor
vão juntos, então há uma esperança porque se o amor ao consolidar-se produz paz
e tranquilidade então teremos que a saudade também pode alcançar esse estado de
espírito.
E esta é, sem dúvida, uma boa notícia para
quem a sente.
A multidão segue Jesus, cada um procurando estar o mais próximo d’Ele
possível.
Não é só a curiosidade que os move, nem o quererem inteirar-se do que vai
dizendo a Jairo.
O que os arrasta e atrai, é a certeza que têm, por experiências anteriores,
de que algo grande, extraordinário, talvez insólito, irá acontecer.
Ao decidir-Se a seguir Jairo até sua casa, Jesus deu-lhes indicação de que
Se deixou mover pelo pedido de alguém que O procurou em aflição e irá atender
esse pedido.
É natural, pois, toda esta excitação das pessoas.
Vão passando palavra umas às outras sobre o que se está a acontecer lá na
frente.
Alguns mostrar-se-ão admirados ao saberem que Jairo, um personagem tão
importante, se prostrara aos pés de Jesus. Certamente a sua aflição será muito
grande para assumir tal atitude, assim em público e diante de tanta gente.
Muitos conhecem bem Jairo, sabem que é um chefe de Sinagoga e estão
habituados a ouvi-lo e a respeitá-lo.
Por saberem isto a sua curiosidade aumenta, pois embora estejam habituados
a essas manifestações das pessoas perante Jesus, isto é, os pedidos feitos com
evidentes sinais de humildade e confiança – as pessoas arrojam-se aos Seus pés
como só se faz perante alguém de indiscutível grandeza e poder – e as respostas
de Jesus, tão simples e directas, mas tão cheias de autoridade, revelando um
domínio absoluto sobre a matéria e sobre o espírito: – «quero, fica limpo»[1] ou «cala-te e sai desse homem» [2], - e tantas outras acções extraordinárias e inúmeros casos que muitos
presenciaram e foram contando com riqueza de pormenores por toda a Judeia e
Galileia.
AMA,
reflexões sobre o Evangelho, 2006)
Evangelho e comentário
Evangelho: Mc 2, 23-28
23 Ora num dia de sábado, indo Jesus
através das searas, os discípulos puseram-se a colher espigas pelo caminho. 24 Os
fariseus diziam-lhe: «Repara! Porque fazem eles ao sábado o que não é
permitido?» 25 Ele disse: «Nunca lestes o que fez David, quando teve necessidade
e sentiu fome, ele e os que estavam com ele? 26 Como entrou na casa de Deus, ao
tempo do Sumo Sacerdote Abiatar, e comeu os pães da oferenda, que apenas aos
sacerdotes era permitido comer, e também os deu aos que estavam com ele?» 27 E
disse-lhes: «O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado. 28 O
Filho do Homem até do sábado é Senhor.»
Comentário:
A grande
diferença que existe entre os chefes do povo judaico e Jesus Cristo é o
critério.
Os primeiros
“agarram-se” à letra da Lei e nem se preocupam em interpretá-la e, na verdade,
deveriam ter essa preocupação porque transmitir a outros – ou impor, o que é
pior – algo que não se explica nem se dá a razão porque deve ser assim, é uma
prepotência que coarcta a liberdade de escolha.
Jesus Cristo
explica e aconselha, interpreta e indica o caminho, segui-lo ou não depende de
cada um.
O Senhor
respeita a liberdade do homem precisamente porque foi Ele quem lha deu e não
pode ir contra a Sua própria Vontade.
(ama, comentário sobre Mc 2, 23-28,
17.01.2017)
Leitura espiritual
Cartas Católicas
1Pe 2
Como crianças
recém-nascidas –
1 Portanto, ponde de parte
toda a malícia, falsidades, hipocrisias, invejas e toda a espécie de
maledicências; 2 como crianças recém-nascidas, ansiai pelo leite espiritual,
não adulterado, para que ele vos faça crescer para a salvação, 3 se é que já
saboreastes como o Senhor é bom.
Cristo, pedra angular –
4 Aproximando-vos dele,
pedra viva, rejeitada pelos homens, mas escolhida e preciosa aos olhos de Deus,
5 também vós - como pedras vivas - entrais na construção de um edifício
espiritual, em função de um sacerdócio santo, cujo fim é oferecer sacrifícios
espirituais agradáveis a Deus, por Jesus Cristo. 6 Por isso se diz na
Escritura: Eis que ponho em Sião uma pedra angular, escolhida, preciosa; quem
crer nela não será confundido. 7 A honra é, então, para vós, os crentes; mas,
para os incrédulos, a pedra que os construtores rejeitaram, esta mesma
tornou-se a pedra angular, 8 e também uma pedra que faz tropeçar, uma pedra de
escândalo. Tropeçam nela porque não creram na palavra; para isso estavam
destinados. 9 Vós, porém, sois linhagem escolhida, sacerdócio régio, nação
santa, povo adquirido em propriedade, a fim de proclamardes as maravilhas
daquele que vos chamou das trevas para a sua luz admirável; 10 a vós que
outrora não éreis um povo, mas sois agora povo de Deus, vós que não tínheis
alcançado misericórdia e agora alcançastes misericórdia.
II. OS CRISTÃOS PERANTE O
MUNDO (2,11-3,12)
Exortação inicial –
1 1Caríssimos, rogo-vos
que, como estrangeiros e peregrinos, vos abstenhais dos desejos carnais, que
combatem contra a alma. 12 Tende entre os gentios um comportamento exemplar, de
modo que, ao acusarem-vos de malfeitores, vendo as vossas boas obras, acabem
por dar glória a Deus no dia da sua visita.
Obediência às autoridades
(Rm 13,1-7; Tt 3,1-7) –
13 Sede, pois, submissos a
toda a instituição humana, por amor do Senhor; quer ao rei, como soberano, 14 quer
aos governadores, como enviados por ele para punir os malfeitores e honrar os
que fazem o bem. 15 Pois é esta a vontade de Deus: que, praticando o bem, façais
emudecer a ignorância dos insensatos. 16 Actuai como homens livres, não como
aqueles que fazem da liberdade um pretexto para a maldade, mas como servos de
Deus. 17 Respeitai a todos, amai os irmãos, temei a Deus, honrai o rei.
Obediência dos escravos (1
Tm 6,1-2; Tt 2,9-14) –
18 Vós, servos, sede
obedientes com todo o respeito aos vossos senhores, não só aos bons e
compreensivos, mas também aos severos. 19 Pois é meritório suportar
contrariedades em atenção a Deus, sofrendo injustamente. 20 Aliás, que mérito
tem suportar que vos batam, se vos portais mal? Mas se, fazendo o bem, sofreis
com paciência, isso é uma coisa meritória diante de Deus. 21 Ora, foi para isto
que fostes chamados; visto que Cristo também padeceu por vós, deixando-vos o
exemplo, para que sigais os seus passos. 22 Ele não cometeu pecado, nem na sua
boca se encontrou engano; 23 ao ser insultado, não respondia com insultos; ao
ser maltratado, não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga com justiça; 24
subindo ao madeiro, Ele levou os nossos pecados no seu corpo, para que, mortos
para o pecado, vivamos para a justiça: pelas suas chagas fostes curados. 25 Na
verdade, éreis como ovelhas desgarradas, mas agora voltastes ao Pastor e Guarda
das vossas almas.
Perguntas e respostas
1.
Porque está mal a eutanásia?
A eutanásia está mal por estes mesmos motivos: pela
dignidade humana, a lei natural e o mandato do Criador.
Não se deve matar ninguém.
ID, (Tradução
por AMA)
Pequena agenda do cristão
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Aplicação no trabalho.
Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.
Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.
Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
20/01/2020
Bendita perseverança a do burrico
Se não for para construir uma obra
muito grande, muito de Deus – a santidade –, não vale a pena entregar-se. Por
isso, a Igreja, ao canonizar os Santos, proclama a heroicidade da sua vida. (Sulco,
611)
Se a vida não tivesse por fim dar
glória a Deus, seria desprezível; mais ainda, detestável. (Caminho,
783)
Bendita perseverança a do burrico de
nora! – Sempre ao mesmo passo. Sempre as mesmas voltas. – Um dia e outro; todos
iguais.
Sem isso, não haveria maturidade nos
frutos, nem louçania na horta, nem o jardim teria aromas.
Leva este pensamento à tua vida
interior. (Caminho, 998)
Qual é o segredo da perseverança? O
Amor. – Enamora-te. e não "O" deixarás. (Caminho,
999)
A entrega é o primeiro passo de uma
corrida de sacrifício, de alegria, de amor, de união com Deus. E, assim, toda a
vida se enche de uma bendita loucura, que faz encontrar felicidade onde a
lógica humana não vê senão negação, padecimento, dor. (Sulco,
2)
– Qual é o fundamento da nossa
fidelidade?
– Dir-te-ia, a traços largos, que se
baseia no amor de Deus, que faz vencer todos os obstáculos: o egoísmo, a
soberba, o cansaço, a impaciência...
Um homem que ama calca-se a si
próprio; sabe que, até amando com toda a sua alma, ainda não sabe amar
bastante. (Forja, 532)
THALITA KUM 76
(Cfr. Lc 8, 49-56)
Saudade
Parece que só a língua portuguesa tem esta
palavra única para significar a vontade, o desejo de voltar a viver algo que se
viveu num passado, rever uma pessoa que está afastada, enfim, sentir a falta de
algo ou alguém que naturalmente guardamos na memória como algo bom de que
gostámos.
Noutros idiomas para exprimir este
sentimento tem de usar-se uma frase composta. Realmente, em português as coisas
são mais simples. E exactamente por ser simples, descrever o sentimento que representa
pode ser complexo e difícil.
Por isso mesmo quase sempre se usa a
palavra sem acrescentar nada mais porque ela já diz tudo quanto precisamos para
descrever um estado de alma.
A saudade pode ser algo condicionante e
esmagador sendo necessário exercer um controlo sério para que não tome
demasiado vulto ou atinja níveis emocionais que terão sempre uma consequência:
o mergulhar na tristeza, desesperança, abandono.
Depois, se não se actua a tempo, vem a
auto-comiseração, o sentir-se o centro e único protagonista digno de toda a
atenção, carinho, solidariedade.
Tende-se assim, em plano perigosamente
inclinado, para o amor-próprio e, finalmente o orgulho.
Não se conclui que a saudade seja um
defeito, de modo nenhum, mas pode converter um sentimento nobre numa sujeição
pessoal torpe e sem mérito.
É aqui principalmente que se deve redobrar
a atenção de forma a impedir a que esse sentimento atinja proporções grandes
demais para o equilíbrio emocional da pessoa.
Disse antes que tal pode levar a um
excessivo ensimesmamento que naturalmente conduzirá à solidão, ao sofrimento
íntimo, que tenderá também a tornar-se um hábito e, pior, converter-se em
desculpa para fugir ao comportamento normal, convívio com os outros, afectando
virtudes importantes como a paciência, o bom humor, a alegria, a
disponibilidade para servir, ser útil, a atenção aos outros, a diligência no
trabalho.
A pessoa dominada pela saudade torna-se de
trato difícil, maçadora, exigente, centralizadora das atenções dos outros.
De alguma forma tem sempre uma
"desculpa" para não fazer o que deve quando deve.
Adia para um futuro qualquer em que
"se sinta melhor" o que deveria fazer no momento e, quase sempre,
parece-lhe que esta é uma justificação que todos devem aceitar e compreender.
AMA,
reflexões sobre o Evangelho, 2006)
Evangelho e comentário
Evangelho: Mc 2, 18-22
18 Estando os discípulos de João e os
fariseus a jejuar, vieram dizer-lhe: «Porque é que os discípulos de João e os
dos fariseus guardam jejum, e os teus discípulos não jejuam?» 19 Jesus
respondeu: «Poderão os convidados para a boda jejuar enquanto o esposo está com
eles? Enquanto têm consigo o esposo, não podem jejuar. 20 Dias virão em que o
esposo lhes será tirado; e então, nesses dias, hão-de jejuar.» 21 «Ninguém
deita remendo de pano novo em roupa velha, pois o pano novo puxa o tecido velho
e o rasgão fica maior. 22 E ninguém deita vinho novo em odres velhos; se o
fizer, o vinho romperá os odres e perde-se o vinho, tal como os odres. Mas
vinho novo, em odres novos.»
Comentário:
Há
pessoas que criticam e menosprezam o jejum, dizendo até que é uma violência “de
outros tempos”, um sacrifício sem razão de ser.
Muitos
destes são capazes dos maiores jejuns e privações por questões de estética,
beleza corporal, culto do físico.
De
facto, o jejum é uma prática muito antiga e, ainda hoje em dia, há religiões
que o prescrevem como obrigação severa e absoluta. [i]
Do
que se trata é realmente uma privação e, sobretudo, uma contenção dos excessos
de comida e bebida.
Mas
o jejum não se limita ao comer e beber, mas abarca tudo quanto possa constituir
um pequeno sacrifício voluntário, evidentemente, como, por exemplo, o “jejum da
televisão”.
O
Senhor foi muito claro quando afirmou que não vinha pedir sacrifícios mas boas
acções, não actos negativos mas sim obras positivas.
(ama,
Comentário sobre Mc 2, 18-22,
16.01.2017)
Leitura espiritual
1ª Carta de Pedro
1Pe 1
Saudação inicial –
1 Pedro, Apóstolo de Jesus
Cristo, aos que peregrinam na diáspora do Ponto, da Galácia, da Capadócia, da
Ásia e da Bitínia, eleitos 2 por meio da santificação do Espírito, segundo a
providência de Deus Pai, para obedecerem a Jesus Cristo e receberem a aspersão
do seu sangue. Graça e paz vos sejam dadas em abundância.
Louvor a Deus pela vocação
cristã
3 Bendito seja Deus, Pai
do Nosso Senhor Jesus Cristo, que na sua grande misericórdia nos gerou de novo -
através da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos - para uma esperança
viva, 4 para uma herança incorruptível, imaculada e indefectível, reservada no
Céu para vós, 5 a quem o poder de Deus guarda, pela fé, até alcançardes a
salvação que está pronta para se manifestar no momento final. 6 É por isso que
exultais de alegria, se bem que, por algum tempo, tenhais de andar aflitos por
diversas provações; 7 deste modo, a qualidade genuína da vossa fé - muito mais
preciosa do que o ouro perecível, por certo também provado pelo fogo - será
achada digna de louvor, de glória e de honra, na altura da manifestação de
Jesus Cristo. 8 Sem o terdes visto, vós o amais; sem o ver ainda, credes nele e
vos alegrais com uma alegria indescritível e irradiante, 9 alcançando assim a
meta da vossa fé: a salvação das almas. 10 Esta salvação foi objecto das buscas
e averiguações dos profetas, que predisseram a graça que vos estava destinada.
11 Eles investigavam a época e as circunstâncias indicadas pelo Espírito de
Cristo, que neles morava e que profetizava os padecimentos reservados a Cristo
e a glória que se lhes seguiria. 12 Foi-lhes revelado - não para seu proveito,
mas para vosso - que eles estavam ao serviço destas realidades que agora vos
foram anunciadas por aqueles que vos pregaram o Evangelho, em virtude do
Espírito Santo enviado do Céu; as mesmas que os Anjos avidamente contemplam.
I. EXORTAÇÃO À SANTIDADE
(1,13-2,10)
Dignidade da vida cristã –
13 Por isso, de ânimo
preparado para servir e vivendo com sobriedade, ponde a vossa esperança na
dádiva que vos vai ser concedida com a manifestação de Jesus Cristo. 14 Como
filhos obedientes, não vos conformeis com os antigos desejos do tempo da vossa
ignorância; 15 mas, assim como é santo aquele que vos chamou, sede santos, vós
também, em todo o vosso proceder, 16 conforme diz a Escritura: Sede santos,
porque Eu sou santo. 17 E, se invocais como Pai aquele que, sem parcialidade,
julga cada um consoante as suas obras, comportai-vos com temor durante o tempo
da vossa peregrinação; 18 sabendo que fostes resgatados da vossa vã maneira de
viver herdada dos vossos pais, não a preço de bens corruptíveis, prata ou ouro,
19 mas pelo sangue precioso de Cristo, qual cordeiro sem defeito nem mancha, 20
predestinado já antes da criação do mundo e manifestado nos últimos tempos por
causa de vós; 21 vós, que por meio dele tendes a fé em Deus, que o ressuscitou
dos mortos e o glorificou, a fim de que a vossa fé e a vossa esperança estejam
postas em Deus.
O amor fraterno –
22 Já que purificastes as
vossas almas pela obediência à verdade que leva a um sincero amor fraterno,
amai-vos intensamente uns aos outros do fundo do coração, 23 como quem nasceu
de novo, não de uma semente corruptível, mas de um germe incorruptível, a
saber, por meio da palavra de Deus, viva e perene. 24 De facto, todo o mortal é
como a erva e toda a sua glória como a flor da erva. Seca-se a erva e cai a
flor, 25 mas a palavra do Senhor permanece para sempre. Esta é a palavra que
vos foi anunciada como boa-nova.
Pequena agenda do cristão
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Sorrir; ser amável; prestar serviço.
Senhor que eu faça "boa cara" que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.
Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.
Lembrar-me:
Papa, Bispos, Sacerdotes.
Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.
Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.
Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
19/01/2020
Cristo também vive agora
Vive junto de Cristo! Deves ser, no Evangelho,
uma personagem mais, convivendo com Pedro, com João, com André..., porque
Cristo também vive agora: "Iesus
Christus, heri et hodie, ipse et in saecula!" Jesus Cristo vive!, hoje
como ontem; é o mesmo, pelos séculos dos séculos. (Forja,
8)
É esse amor de Cristo que cada um de
nós deve se esforçar por realizar na sua vida. Mas para ser ipse Christus é preciso mirar-se Nele.
Não basta ter-se uma ideia geral do espírito que Jesus viveu; é preciso
aprender com Ele pormenores e atitudes. É preciso contemplar a sua vida,
sobretudo para daí tirar força, luz, serenidade, paz.
Quando se ama alguém, deseja-se
conhecer toda a sua vida, o seu carácter, para nos identificarmos com essa
pessoa. Por isso temos de meditar na vida de Jesus, desde o Seu nascimento num
presépio até à Sua morte e à Sua Ressurreição. Nos primeiros anos do meu labor
sacerdotal costumava oferecer exemplares do Evangelho ou livros onde se narra a
vida de Jesus, porque é necessário que a conheçamos bem, que a tenhamos inteira
na mente e no coração, de modo que, em qualquer momento, sem necessidade de
nenhum livro, cerrando os olhos, possamos contemplá-la como um filme; de forma
que, nas mais diversas situações da nossa vida, acudam à memória as palavras e
os actos do Senhor.
Sentir-nos-emos assim metidos na sua
vida. Na verdade, não se trata apenas de pensar em Jesus e de imaginar aqueles
episódios; temos de meter-nos em cheio neles, como actores. (Cristo
que passa, 107)
THALITA KUM 75
(Cfr. Lc 8, 49-56)
Não tenhamos
ilusões, qualquer um de nós é capaz das maiores perversões, dos pecados mais
horríveis.
«Não há pecado nem
crime cometido por outro homem que eu não seja capaz de cometer por causa da
minha fragilidade; e se ainda o não cometi é porque Deus, na Sua misericórdia,
não o permitiu e me preservou do mal». [1]
«Parece, de facto,
que estes são os "últimos tempos" de que fala o Evangelho. Mas, para
nós, cristãos, os "últimos tempos" que verdadeiramente nos interessam
e devem levar-nos a uma preparação cuidada, são os "últimos tempos"
de cada um de nós, ou seja, o tempo que o Senhor escolher para nos chamar para
junto de Si.
Por isso, a nós,
que sabemos muito bem onde estamos e para onde queremos ir, não nos afectam
esses anúncios repetidos de catástrofes finais. O que nos afecta, sim, são as
atitudes desumanas e atentatórias da dignidade das pessoas, quer sejam os actos
de puro terrorismo, de massacre indiscriminado e brutal de milhares de seres
humanos, quer as situações de abuso insuportável dos mais indefesos (…)
A nossa repulsa e
indignação não nos devem fazer esquecer que devemos rezar por todos esses,
vítimas e agressores, que são como sabemos, filhos de Deus, resgatados também
pelo sangue de Cristo na Cruz, para que a misericórdia divina tenha em conta as
fraquezas de cada um lembrando, talvez, o que no Calvário Jesus moribundo solicitou
ao Pai:
A grande diferença é que o Demónio reina na escuridão e na morte, ao passo
que, o reino de Cristo é luz e Vida.
O salmista une a luz com a fonte da vida, e o Senhor fala de uma “luz de
vida”. Quando temos sede, buscamos uma fonte, quando estamos às escuras,
buscamos uma luz (…).
Com Deus é diferente: é a luz e é a fonte.
AMA,
reflexões sobre o Evangelho, 2006)
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