17/01/2020

NUNC COEPI Nota de AMA

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O amor manifesta-se com factos


Vai até Belém, aproxima-te do Menino, baila com Ele, diz-lhe muitas coisas vibrantes, aperta-o contra o coração... Não estou a falar de infantilidades: falo de amor! E o amor manifesta-se com factos: na intimidade da tua alma, bem o podes abraçar! (Forja, 345)


É preciso ver o Menino, nosso Amor, no seu berço. Olhar para Ele, sabendo que estamos perante um mistério. Precisamos de aceitar o mistério pela fé, aprofundar o seu conteúdo. Para isso necessitamos das disposições humildes da alma cristã: não pretender reduzir a grandeza de Deus aos nossos pobres conceitos, às nossas explicações humanas, mas compreender que esse mistério, na sua obscuridade, é uma luz que guia a vida dos homens.

Ao falar diante do presépio sempre procurei ver Cristo Nosso Senhor desta maneira, envolto em paninhos sobre a palha da manjedoura, e, enquanto ainda menino e não diz nada, vê-Lo já como doutor, como mestre. Preciso de considerá-Lo assim, porque tenho de aprender d'Ele. E para aprender d'Ele é necessário conhecer a sua vida: ler o Santo Evangelho, meditar no sentido divino do caminho terreno de Jesus.

Na verdade, temos de reproduzir na nossa, a vida de Cristo, conhecendo Cristo à força de ler a Sagrada Escritura e de a meditar, à força de fazer oração, como agora estamos fazendo diante do presépio.

É preciso entender as lições que nos dá Jesus já desde menino, desde recém-nascido, desde que os seus olhos se abriram para esta bendita terra dos homens. Jesus, crescendo e vivendo como um de nós, revela-nos que a existência humana, a vida corrente e ordinária, tem um sentido divino. (Cristo que passa, nn. 13–14)



THALITA KUM 73


THALITA KUM 73 

(Cfr. Lc 8, 49-56)


Infelizmente, muitos, procuram alhures essa luz que lhes descortine a cura para os seus males, a tranquilidade para as suas inquietações.

Repetidamente Jesus chamou a atenção dos Seus discípulos para a redobrada atenção que deveriam ter aos falsos profetas e para as tentativas de usurpação ou mau uso do próprio Nome de Deus.
Em nome de Deus, quantos abusos e arbitrariedades se cometem; quantas falsas "salvações" se apregoam; quantos milhares de pessoas desviadas do caminho que é Cristo.

«Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida» [1], afirmou Jesus com a solene autoridade que Lhe competia.

Ele é, de facto, o único caminho para Deus.
Ele próprio é a Verdade.
N'Ele está a totalidade da Vida.
Fora de Jesus, andamos perdidos, enganados e moribundos.

Simão Pedro faz a confissão:

«Para quem iremos nós, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna» [2]

Eis aqui uma formosa jaculatória que podemos repetir em tempos de provação. Porque é o que nós sentimos também. Também nós não temos dúvidas que o nosso caminho está radicalmente unido ao caminho de Cristo.

São João Paulo II dizia:

“Buscai a Jesus esforçando-vos por conseguir uma fé pessoal profunda que informe e oriente toda a vossa vida; mas sobretudo que seja o vosso compromisso e o vosso programa amar Jesus, com um amor sincero, autêntico e pessoal. Ele deve ser vosso amigo e vosso apoio no caminho da vida. Só Ele tem palavras de vida eterna”. [3]

AMA, reflexões sobre o Evangelho, 2006)



[1] Jo 14, 6.
[2] Jo 6, 68.
[3] João Paulo II, Disc. no Instituto «Miguel Angel», 30.01.1979.

Evangelho e comentário


TEMPO COMUM


Evangelho: MT 19, 6-26

Naquele tempo, aproximou-se de Jesus um jovem, que Lhe perguntou: «Mestre, que hei-de fazer de bom para ter a vida eterna?». Jesus respondeu-lhe: «Porque Me interrogas sobre o que é bom? Bom é um só. Mas se queres entrar na vida, guarda os mandamentos». Ele perguntou: «Que mandamentos?». Jesus respondeu-lhe: «Não matarás, não cometerás adultério; não furtarás; não levantarás falso testemunho; honra pai e mãe; ama o teu próximo como a ti mesmo». Disse-lhe o jovem: «Tudo isso tenho eu guardado. Que me falta ainda?». Jesus respondeu-lhe: «Se queres ser perfeito, vende o que tens e dá-o aos pobres e terás um tesouro nos Céus. Depois vem e segue-Me». Ao ouvir estas palavras, o jovem retirou-se entristecido, porque tinha muitos bens. Jesus disse então aos seus discípulos: «Em verdade vos digo: Um rico dificilmente entrará no reino dos Céus. É mais fácil passar um camelo pelo fundo duma agulha do que um rico entrar no reino de Deus». Ao ouvirem estas palavras, os discípulos ficaram muito admirados e disseram: «Quem poderá então salvar-se?». Jesus olhou para eles e respondeu: «Aos homens isso é impossível, mas a Deus tudo é possível»

Comentário:


Jesus Cristo deixa muito claro que a salvação eterna do homem depende única e exclusivamente de Deus que a deseja veementemente.

Mas, Ele nunca irá contra a livre vontade do homem e, portanto, é forçoso que este deseje e queira realmente ser alvo.

Só há um caminho a seguir:

O que Jesus nos indicou e mereceu com a Sua Morte e Ressurreição:

Fazer, em tudo, a Vontade de Deus que pode resumir-se numa palavra:

AMOR a Deus e ao próximo.

Sim, o AMOR salva!

(AMA, comentário sobre MT 19, 6-26, 10.10.2019)


Leitura espiritual


Cartas Católicas

Carta de Tiago

Tg 4

Origem das discórdias –

1 De onde vêm as guerras e as lutas que há entre vós? Não vêm precisamente das vossas paixões que se servem dos vossos membros para fazer a guerra? 2 Cobiçais, e nada tendes? Então, matais! Roeis-vos de inveja, e nada podeis conseguir? Então, lutais e guerreais-vos! Não tendes, porque não pedis. 3 Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para satisfazer os vossos prazeres. 4 Almas adúlteras! Não sabeis que a amizade com o mundo é inimizade com Deus? Portanto, quem quiser ser amigo deste mundo torna-se inimigo de Deus! 5 Ou pensais que a Escritura diz em vão: O Espírito que habita em nós ama-nos com ciúme? 6No entanto, a graça que Ele dá é mais abundante, pelo que diz: Deus opõe-se aos soberbos, mas dá a sua graça aos humildes. 7 Submetei-vos, portanto, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. 8 Aproximai-vos de Deus e Ele aproximar-se-á de vós. Lavai as mãos, pecadores, e purificai os vossos corações, ó gente de alma dividida. 9 Reconhecei a vossa miséria, lamentai-vos e chorai; que o vosso riso se converta em pranto e a vossa alegria em tristeza. 10 Humilhai-vos na presença do Senhor, e Ele vos exaltará. 11 Não faleis mal uns dos outros, irmãos. Quem fala mal de um irmão e o julga, está a falar mal da lei e a julgá-la. Ora, se tu julgas a lei, já não és cumpridor da lei, mas seu juiz. 12 Há um só legislador e juiz, aquele que pode salvar e condenar. Mas quem és tu, para julgar o teu próximo?

Evitar a presunção –

13 E agora, vós dizeis: «Hoje ou amanhã iremos a tal cidade, passaremos ali um ano, faremos negócios e ganharemos bom dinheiro.» 14 Vós, que nem sequer sabeis o que será a vossa vida no dia de amanhã! O que é, afinal, a vossa vida? Sois fumo que aparece por um instante e logo a seguir se desfaz! 15 Em vez disso, deveis dizer: «Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo.» 16 Pelo contrário, gloriais-vos das vossas prosápias: toda a vaidade deste género é má. 17 Quem sabe praticar o bem e não o faz comete pecado.







Tu -Senhor





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Pequena agenda do cristão

Sexta-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Contenção; alguma privação; ser humilde.


Senhor: Ajuda-me a ser contido, a privar-me de algo por pouco que seja, a ser humilde. Sou formado por este barro duro e seco que é o meu carácter, mas não Te importes, Senhor, não Te importes com este barro que não vale nada. Parte-o, esfrangalha-o nas Tuas mãos amorosas e, estou certo, daí sairá algo que se possa - que Tu possas - aproveitar. Não dês importância à minha prosápia, à minha vaidade, ao meu desejo incontido de protagonismo e evidência. Não sei nada, não posso nada, não tenho nada, não valho nada, não sou absolutamente nada.

Lembrar-me:
Filiação divina.

Ser Teu filho Senhor! De tal modo desejo que esta realidade tome posse de mim, que me entrego totalmente nas Tuas mãos amorosas de Pai misericordioso, e embora não saiba bem para que me queres, para que queres como filho a alguém como eu, entrego-me confiante que me conheces profundamente, com todos os meus defeitos e pequenas virtudes e é assim, e não de outro modo, que me queres ao pé de Ti. Não me afastes, Senhor. Eu sei que Tu não me afastarás nunca. Peço-Te que não permitas que alguma vez, nem por breves instantes, seja eu a afastar-me de Ti.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?




16/01/2020

Nota de AMA

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nunc coepi


Dar é próprio dos apaixonados


O teu talento, a tua simpatia, as tuas condições... perdem-se; não te deixam aproveitá-las. – Pensas bem nestas palavras de um autor espiritual: "Não se perde o incenso que se oferece a Deus. – Mais se honra o Senhor com o abatimento dos teus talentos do que com o seu uso vão". (Caminho, 684)


E, abrindo os seus tesouros, ofereceram-lhe presentes de ouro, incenso e mirra. Detenhamo-nos um pouco para entender este passo do Santo Evangelho. Como é possível que nós, que nada somos e nada valemos, ofereçamos alguma coisa a Deus? Diz a Escritura: toda a dádiva e todo o dom perfeito vem do alto. O homem não consegue descobrir plenamente a profundidade e a beleza dos dons do Senhor: se tu conhecesses o dom de Deus... – responde Jesus à mulher samaritana. Jesus Cristo ensinou-nos a esperar tudo do Pai, a procurar antes de mais o Reino de Deus e a sua justiça, porque tudo o resto se nos dará por acréscimo e Ele conhece bem as nossas necessidades.

Na economia da salvação, o nosso Pai cuida de cada alma com amor e delicadeza: cada um recebeu de Deus o seu próprio dom; uns de um modo, outros de outro. Portanto, podia parecer inútil cansarmo-nos, tentando apresentar ao Senhor algo de que Ele precise; dada a nossa situação de devedores que não têm com que saldar as dívidas, as nossas ofertas assemelhar-se-iam às da Antiga Lei, que Deus já não aceita: Tu não quiseste os sacrifícios, as oblações e os holocaustos pelo pecado, nem te são agradáveis as coisas que se oferecem segundo a Lei.


Mas o Senhor sabe que o dar é próprio dos apaixonados e Ele próprio nos diz o que deseja de nós. Não lhe interessam riquezas, nem frutos, nem animais da terra, do mar ou do ar, porque tudo isso lhe pertence. Quer algo de íntimo, que havemos de lhe entregar com liberdade: dá-me, meu filho, o teu coração. Vedes? Se compartilha, não fica satisfeito: quer tudo para si. Repito: não pretende o que é nosso; quer-nos a nós mesmos. Daí – e só daí – advêm todas as outras ofertas que podemos fazer ao Senhor. (Cristo que passa, 35)



THALITA KUM 72


THALITA KUM 72 

(Cfr. Lc 8, 49-56)


Devemos ter bem presente a lição desta pesca milagrosa sempre que nos decidirmos a qualquer tarefa apostólica. Antes de falar com aquela pessoa, fazer aquele convite, provocar aquele encontro no qual falaremos de Deus, também devemos dizer com confiança:

In nomine Tuo!

No Teu Nome, Senhor!

No Teu Nome vou fazer isto ou aquilo; vou, conforme me mandas, lançar a rede e, se houver pesca, entregar-ta-ei porque é Tua; não me importa nada se já falei com aquele amigo várias vezes, se fiz tantos convites e nenhum foi aceite, se só tenho conhecido insucesso e frustração, se pesquei toda a noite e não apanhei nada - não me importa, talvez tenha feito as coisas por mim, para minha auto-satisfação ou convencimento, quando as deveria ter feito por Ti e para Ti; se Tu me escolheste, mesmo sabendo como sou, com os meus defeitos e as minhas fraquezas é porque sabes que terei algum préstimo para levar a cabo os Teus desejos; como não sou capaz, sozinho, com tanta responsabilidade, tanto trabalho que é preciso fazer, chamarei outros - das barcas vizinhas - para que me ajudem a trazer para os Teus pés a Tua pescaria.

Desta forma as coisas ficam claras para nós e não teremos mais dúvidas sobre o que temos e devemos fazer.
E esta clareza de que falo é no fim e ao cabo, a certeza da necessidade da nossa união com Deus, da atenção que teremos de manter, permanentemente, para O ouvirmos quando Ele se juntar a nós, no nosso caminho diário, no local de trabalho, em casa, no café, onde estivermos.

Só assim, com o coração pronto e o espírito livre, o que Ele nos disser será ouvido por nós, nos acalentará e nos levará a pedir-lhe:

‘Senhor, é tarde, cai a noite, fica connosco!’


(AMA, reflexões sobre o Evangelho, 2006)

Evangelho e comentário


TEMPO COMUM



Evangelho: Mc 1, 40-45

40 Um leproso veio ter com Ele, caiu de joelhos e suplicou: «Se quiseres, podes purificar-me.» 41 Compadecido, Jesus estendeu a mão, tocou-o e disse: «Quero, fica purificado.» 42 Imediatamente a lepra deixou-o, e ficou purificado. 43 E logo o despediu, dizendo-lhe em tom severo: 44 «Livra-te de falar disto a alguém; vai, antes, mostrar-te ao sacerdote e oferece pela tua purificação o que foi estabelecido por Moisés, a fim de lhes servir de testemunho.» 45 Ele, porém, assim que se retirou, começou a proclamar e a divulgar o sucedido, a ponto de Jesus não poder entrar abertamente numa cidade; ficava fora, em lugares despovoados. E de todas as partes iam ter com Ele.




Comentário:

São Marcos deve ter ficado tão impressionado com este episódio – naturalmente ouvido da boca de São Pedro – que o descreve em pormenor.

Talvez que, o mais saliente, seja a afirmação de Fé do leproso: «Se quiseres podes limpar-me».

Uma lição para nós homens que precisamos de tudo e tudo pedimos ao Senhor e, por vezes, sem a Fé convicta e profunda demonstrada por este homem.

Porquê, se acreditamos que o Senhor pode tudo?

Porque a nossa confiança e fé são débeis e precisam, muitas vezes de um esforço da nossa parte que passará, naturalmente por Lhe dizer com frequência:

‘Senhor, eu creio, mas aumenta a minha Fé’.

(ama, comentário sobre Mc 1, 40-45, 2016.11.02)


Leitura espiritual


Cartas Católicas

Carta de Tiago

Tg 3

Domínio da língua –

1 Meus irmãos, não haja muitos entre vós que pretendam ser mestres, sabendo que nós teremos um julgamento mais severo, 2 pois todos nós falhamos com frequência. Se alguém não peca pela palavra, esse é um homem perfeito, capaz também de dominar todo o seu corpo. 3 Quando pomos um freio na boca do cavalo para que nos obedeça, dirigimos todo o seu corpo. 4 Vede também os barcos: por grandes que sejam e fustigados por ventos impetuosos, são dirigidos com um pequeno leme para onde quer a vontade do piloto. 5 Assim também a língua é um pequeno membro, e gloria-se de grandes coisas. Vede como um pequeno fogo pode incendiar uma grande floresta! 6 Assim também a língua é fogo, é um mundo de iniquidade; entre os nossos membros, é ela que contamina todo o corpo e, inflamada pelo Inferno, incendeia o curso da nossa existência. 7 Todas as espécies de animais selvagens, de aves, de répteis e de animais do mar se podem domar e têm sido domadas pelo homem. 8 A língua, pelo contrário, ninguém a pode dominar: é um mal incontrolável, carregado de veneno mortal. 9 Com ela bendizemos quem é Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. 10 De uma mesma boca procedem a bênção e a maldição. Mas isto não deve ser assim, meus irmãos. 11 Porventura uma fonte lança pela mesma bica água doce e água salgada? 12 Porventura, meus irmãos, pode a figueira produzir azeitonas, ou a videira dar figos? Uma fonte de água salgada também não pode dar água doce.

Verdadeira sabedoria –

13 Existe alguém entre vós que seja sábio e entendido? Mostre, então, pelo seu bom procedimento, que as suas obras estão repassadas da mansidão própria da sabedoria. 14 Mas, se tendes no vosso coração uma inveja amarga e um espírito dado a contendas, não vos vanglorieis nem falseeis a verdade. 15 Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é a terrena, a da natureza corrompida, a diabólica. 16 Pois, onde há inveja e espírito faccioso também há perturbação e todo o género de obras más. 17 Mas a sabedoria que vem do alto é, em primeiro lugar, pura; depois, é pacífica, indulgente, dócil, cheia de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem hipocrisia; 18 e é com a paz que uma colheita de justiça é semeada pelos obreiros da paz.





Pequena agenda do cristão

Quinta-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Participar na Santa Missa.


Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.
O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.
Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.


Lembrar-me:
Comunhões espirituais.


Senhor, eu quisera receber-vos com aquela pureza, humildade e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o espírito e fervor dos Santos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?





15/01/2020

Nota de AMA

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nunc coepi


Devemos santificar todas as realidades


A tua tarefa de apóstolo é grande e formosa. Estás no ponto de confluência da graça com a liberdade das almas; e assistes ao momento soleníssimo da vida de alguns homens: o seu encontro com Cristo. (Sulco, 219)

Estamos no Natal. Acodem-nos à memória os diversos factos e circunstâncias que rodearam o nascimento do Filho de Deus e o olhar detém-se na gruta de Belém, no lar de Nazaré. Maria, José, Jesus Menino ocupam de modo muito especial o centro do nosso coração. Que diz, que nos ensina a vida, simples e admirável ao mesmo tempo, dessa Sagrada Família?

Entre as muitas considerações que poderíamos fazer, agora quero escolher sobretudo uma., Como refere a Escritura, o nascimento de Jesus significa o início da plenitude dos tempos, o momento escolhido por Deus para manifestar plenamente o seu amor aos homens, entregando-nos o seu próprio Filho. Essa vontade divina realiza-se no meio das circunstâncias mais normais e correntes: uma mulher que dá à luz, uma família, uma casa. A omnipotência divina, o esplendor de Deus passam através das coisas humanas, unem-se às coisas humanas. Desde esse momento, nós, os cristãos, sabemos que, com a graça do Senhor, podemos e devemos santificar todas as realidades sãs da nossa vida. Não há situação terrena, por mais pequena e vulgar que pareça, que não possa ser a ocasião de um encontro com Cristo e uma etapa da nossa caminhada para o Reino dos Céus.

Por isso, não é de estranhar que a Igreja se alegre, que rejubile, contemplando a modesta morada de Jesus, Maria e José. (Cristo que passa, 22)


THALITA KUM 71


THALITA KUM 71 

(Cfr. Lc 8, 49-56)


Estou certo que, cada um de nós já experimentou a incrível sensação de alegria e paz interior, quando aceita esse convite, sobretudo quando para tal tem de se vencer alguma resistência íntima, ou naquela ocasião em que aquela pessoa a quem vinha convidando sem sucesso, de repente, aceitar e comparecer.

Daqui a uns dias, o Senhor Ressuscitado, estará à espera dos Apóstolos na margem do lago.
Quando eles chegarem, Jesus que, entretanto, acenderá umas brasas, perguntar-lhes-á:

«Rapazes, tendes algum peixe que se coma?» [1] (…)

Os discípulos ficam tristes, não têm nada para oferecer ao Senhor. Andaram toda a noite na pesca, estão esgotados de trabalho, preocupados com a subsistência das famílias e agora, ainda por cima, vem o Senhor e pede-lhes de comer e eles não têm nada para Lhe dar!
Como os de Emaús também eles estão tristes, desanimados, desiludidos.

Como se o Senhor não o soubesse!

Isto é o que Pedro realmente quer dizer ao Mestre, quando Lhe conta o fracasso da noite de pesca, esquecendo-se que tudo começara com uma pescaria que o próprio Jesus indicara como fazer:

«Faz-te ao largo; e vós, largai as redes para a pesca[2]

Os Apóstolos duvidam: Podia lá ser! Pescar àquela hora! Naquele lugar!
Mas Pedro toma uma decisão importante:

«In verbo autem tua laxabo retia! Porque o dizes, largarei as redes[3]

E sabemos o que aconteceu: Uma pescaria tão abundante que se rompiam as redes, houve que chamar os das barcas vizinhas para ajudar.
Ninguém quer acreditar. Eles, pescadores experimentados, conhecedores como poucos daquele lago e das suas particularidades, habituados a um trabalho duro e por vezes sem resultados - como o da noite anterior - de um golpe, obtinham aquele sucesso!

O segredo sabemo-lo nós:

Foi o exacto e pronto cumprimento das instruções de Jesus e, mais que isso, terem procedido em Seu Nome.


(AMA, reflexões sobre o Evangelho, 2006)



[1] Jo 21, 25.
[2] Lc 5, 4.
[3] Lc 5, 5.