Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
17/01/2020
O amor manifesta-se com factos
Vai
até Belém, aproxima-te do Menino, baila com Ele, diz-lhe muitas coisas
vibrantes, aperta-o contra o coração... Não estou a falar de infantilidades:
falo de amor! E o amor manifesta-se com factos: na intimidade da tua alma, bem
o podes abraçar! (Forja, 345)
É
preciso ver o Menino, nosso Amor, no seu berço. Olhar para Ele, sabendo que
estamos perante um mistério. Precisamos de aceitar o mistério pela fé,
aprofundar o seu conteúdo. Para isso necessitamos das disposições humildes da
alma cristã: não pretender reduzir a grandeza de Deus aos nossos pobres
conceitos, às nossas explicações humanas, mas compreender que esse mistério, na
sua obscuridade, é uma luz que guia a vida dos homens.
Ao
falar diante do presépio sempre procurei ver Cristo Nosso Senhor desta maneira,
envolto em paninhos sobre a palha da manjedoura, e, enquanto ainda menino e não
diz nada, vê-Lo já como doutor, como mestre. Preciso de considerá-Lo assim,
porque tenho de aprender d'Ele. E para aprender d'Ele é necessário conhecer a
sua vida: ler o Santo Evangelho, meditar no sentido divino do caminho terreno
de Jesus.
Na
verdade, temos de reproduzir na nossa, a vida de Cristo, conhecendo Cristo à
força de ler a Sagrada Escritura e de a meditar, à força de fazer oração, como
agora estamos fazendo diante do presépio.
É
preciso entender as lições que nos dá Jesus já desde menino, desde
recém-nascido, desde que os seus olhos se abriram para esta bendita terra dos
homens. Jesus, crescendo e vivendo como um de nós, revela-nos que a existência
humana, a vida corrente e ordinária, tem um sentido divino. (Cristo
que passa, nn. 13–14)
THALITA KUM 73
(Cfr. Lc 8, 49-56)
Infelizmente, muitos, procuram alhures essa luz que lhes descortine a cura
para os seus males, a tranquilidade para as suas inquietações.
Repetidamente Jesus
chamou a atenção dos Seus discípulos para a redobrada atenção que deveriam ter
aos falsos profetas e para as tentativas de usurpação ou mau uso do próprio
Nome de Deus.
Em nome de Deus,
quantos abusos e arbitrariedades se cometem; quantas falsas
"salvações" se apregoam; quantos milhares de pessoas desviadas do caminho
que é Cristo.
Ele é, de facto, o
único caminho para Deus.
Ele próprio é a
Verdade.
N'Ele está a
totalidade da Vida.
Fora de Jesus,
andamos perdidos, enganados e moribundos.
Simão Pedro faz a
confissão:
Eis aqui uma
formosa jaculatória que podemos repetir em tempos de provação. Porque é o que
nós sentimos também. Também nós não temos dúvidas que o nosso caminho está
radicalmente unido ao caminho de Cristo.
São João Paulo II
dizia:
“Buscai a Jesus
esforçando-vos por conseguir uma fé pessoal profunda que informe e oriente toda
a vossa vida; mas sobretudo que seja o vosso compromisso e o vosso programa
amar Jesus, com um amor sincero, autêntico e pessoal. Ele deve ser vosso amigo
e vosso apoio no caminho da vida. Só Ele tem palavras de vida eterna”. [3]
AMA,
reflexões sobre o Evangelho, 2006)
Evangelho e comentário
Evangelho: MT 19, 6-26
Naquele tempo, aproximou-se de Jesus
um jovem, que Lhe perguntou: «Mestre, que hei-de fazer de bom para ter a vida
eterna?». Jesus respondeu-lhe: «Porque Me interrogas sobre o que é bom? Bom é
um só. Mas se queres entrar na vida, guarda os mandamentos». Ele perguntou:
«Que mandamentos?». Jesus respondeu-lhe: «Não matarás, não cometerás adultério;
não furtarás; não levantarás falso testemunho; honra pai e mãe; ama o teu próximo
como a ti mesmo». Disse-lhe o jovem: «Tudo isso tenho eu guardado. Que me falta
ainda?». Jesus respondeu-lhe: «Se queres ser perfeito, vende o que tens e dá-o
aos pobres e terás um tesouro nos Céus. Depois vem e segue-Me». Ao ouvir estas
palavras, o jovem retirou-se entristecido, porque tinha muitos bens. Jesus
disse então aos seus discípulos: «Em verdade vos digo: Um rico dificilmente
entrará no reino dos Céus. É mais fácil passar um camelo pelo fundo duma agulha
do que um rico entrar no reino de Deus». Ao ouvirem estas palavras, os
discípulos ficaram muito admirados e disseram: «Quem poderá então salvar-se?».
Jesus olhou para eles e respondeu: «Aos homens isso é impossível, mas a Deus
tudo é possível»
Comentário:
Jesus
Cristo deixa muito claro que a salvação eterna do homem depende única e
exclusivamente de Deus que a deseja veementemente.
Mas,
Ele nunca irá contra a livre vontade do homem e, portanto, é forçoso que este
deseje e queira realmente ser alvo.
Só
há um caminho a seguir:
O
que Jesus nos indicou e mereceu com a Sua Morte e Ressurreição:
Fazer,
em tudo, a Vontade de Deus que pode resumir-se numa palavra:
AMOR
a Deus e ao próximo.
Sim,
o AMOR salva!
(AMA,
comentário sobre MT 19, 6-26, 10.10.2019)
Leitura espiritual
Carta de Tiago
Tg 4
Origem das discórdias –
1 De onde vêm as guerras e
as lutas que há entre vós? Não vêm precisamente das vossas paixões que se
servem dos vossos membros para fazer a guerra? 2 Cobiçais, e nada tendes?
Então, matais! Roeis-vos de inveja, e nada podeis conseguir? Então, lutais e
guerreais-vos! Não tendes, porque não pedis. 3 Pedis e não recebeis, porque
pedis mal, para satisfazer os vossos prazeres. 4 Almas adúlteras! Não sabeis
que a amizade com o mundo é inimizade com Deus? Portanto, quem quiser ser amigo
deste mundo torna-se inimigo de Deus! 5 Ou pensais que a Escritura diz em vão:
O Espírito que habita em nós ama-nos com ciúme? 6No entanto, a graça que Ele dá
é mais abundante, pelo que diz: Deus opõe-se aos soberbos, mas dá a sua graça
aos humildes. 7 Submetei-vos, portanto, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá
de vós. 8 Aproximai-vos de Deus e Ele aproximar-se-á de vós. Lavai as mãos,
pecadores, e purificai os vossos corações, ó gente de alma dividida. 9 Reconhecei
a vossa miséria, lamentai-vos e chorai; que o vosso riso se converta em pranto
e a vossa alegria em tristeza. 10 Humilhai-vos na presença do Senhor, e Ele vos
exaltará. 11 Não faleis mal uns dos outros, irmãos. Quem fala mal de um irmão e
o julga, está a falar mal da lei e a julgá-la. Ora, se tu julgas a lei, já não
és cumpridor da lei, mas seu juiz. 12 Há um só legislador e juiz, aquele que
pode salvar e condenar. Mas quem és tu, para julgar o teu próximo?
Evitar a presunção –
13 E agora, vós dizeis:
«Hoje ou amanhã iremos a tal cidade, passaremos ali um ano, faremos negócios e
ganharemos bom dinheiro.» 14 Vós, que nem sequer sabeis o que será a vossa vida
no dia de amanhã! O que é, afinal, a vossa vida? Sois fumo que aparece por um
instante e logo a seguir se desfaz! 15 Em vez disso, deveis dizer: «Se o Senhor
quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo.» 16 Pelo contrário, gloriais-vos
das vossas prosápias: toda a vaidade deste género é má. 17 Quem sabe praticar o
bem e não o faz comete pecado.
Pequena agenda do cristão
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Contenção; alguma privação; ser humilde.
Senhor: Ajuda-me a ser contido, a privar-me de algo por pouco que seja, a ser humilde. Sou formado por este barro duro e seco que é o meu carácter, mas não Te importes, Senhor, não Te importes com este barro que não vale nada. Parte-o, esfrangalha-o nas Tuas mãos amorosas e, estou certo, daí sairá algo que se possa - que Tu possas - aproveitar. Não dês importância à minha prosápia, à minha vaidade, ao meu desejo incontido de protagonismo e evidência. Não sei nada, não posso nada, não tenho nada, não valho nada, não sou absolutamente nada.
Lembrar-me:
Filiação divina.
Ser Teu filho Senhor! De tal modo desejo que esta realidade tome posse de mim, que me entrego totalmente nas Tuas mãos amorosas de Pai misericordioso, e embora não saiba bem para que me queres, para que queres como filho a alguém como eu, entrego-me confiante que me conheces profundamente, com todos os meus defeitos e pequenas virtudes e é assim, e não de outro modo, que me queres ao pé de Ti. Não me afastes, Senhor. Eu sei que Tu não me afastarás nunca. Peço-Te que não permitas que alguma vez, nem por breves instantes, seja eu a afastar-me de Ti.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
16/01/2020
Dar é próprio dos apaixonados
O teu talento, a tua simpatia, as tuas
condições... perdem-se; não te deixam aproveitá-las. – Pensas bem nestas
palavras de um autor espiritual: "Não se perde o incenso que se oferece a
Deus. – Mais se honra o Senhor com o abatimento dos teus talentos do que com o
seu uso vão". (Caminho, 684)
E, abrindo os seus tesouros,
ofereceram-lhe presentes de ouro, incenso e mirra. Detenhamo-nos um pouco para
entender este passo do Santo Evangelho. Como é possível que nós, que nada somos
e nada valemos, ofereçamos alguma coisa a Deus? Diz a Escritura: toda a dádiva
e todo o dom perfeito vem do alto. O homem não consegue descobrir plenamente a
profundidade e a beleza dos dons do Senhor: se tu conhecesses o dom de Deus...
– responde Jesus à mulher samaritana. Jesus Cristo ensinou-nos a esperar tudo
do Pai, a procurar antes de mais o Reino de Deus e a sua justiça, porque tudo o
resto se nos dará por acréscimo e Ele conhece bem as nossas necessidades.
Na economia da salvação, o nosso Pai
cuida de cada alma com amor e delicadeza: cada um recebeu de Deus o seu próprio
dom; uns de um modo, outros de outro. Portanto, podia parecer inútil
cansarmo-nos, tentando apresentar ao Senhor algo de que Ele precise; dada a nossa
situação de devedores que não têm com que saldar as dívidas, as nossas ofertas
assemelhar-se-iam às da Antiga Lei, que Deus já não aceita: Tu não quiseste os
sacrifícios, as oblações e os holocaustos pelo pecado, nem te são agradáveis as
coisas que se oferecem segundo a Lei.
Mas o Senhor sabe que o dar é próprio
dos apaixonados e Ele próprio nos diz o que deseja de nós. Não lhe interessam
riquezas, nem frutos, nem animais da terra, do mar ou do ar, porque tudo isso
lhe pertence. Quer algo de íntimo, que havemos de lhe entregar com liberdade:
dá-me, meu filho, o teu coração. Vedes? Se compartilha, não fica satisfeito:
quer tudo para si. Repito: não pretende o que é nosso; quer-nos a nós mesmos.
Daí – e só daí – advêm todas as outras ofertas que podemos fazer ao Senhor. (Cristo
que passa, 35)
THALITA KUM 72
(Cfr. Lc 8, 49-56)
Devemos ter bem
presente a lição desta pesca milagrosa sempre que nos decidirmos a qualquer
tarefa apostólica. Antes de falar com aquela pessoa, fazer aquele convite,
provocar aquele encontro no qual falaremos de Deus, também devemos dizer com
confiança:
In nomine Tuo!
No Teu Nome,
Senhor!
No Teu Nome vou
fazer isto ou aquilo; vou, conforme me
mandas, lançar a rede e, se houver pesca, entregar-ta-ei porque é Tua; não me
importa nada se já falei com aquele amigo várias vezes, se fiz tantos convites
e nenhum foi aceite, se só tenho conhecido insucesso e frustração, se pesquei toda a noite e não apanhei nada - não
me importa, talvez tenha feito as coisas por mim, para minha auto-satisfação ou
convencimento, quando as deveria ter feito por Ti e para Ti; se Tu me
escolheste, mesmo sabendo como sou, com os meus defeitos e as minhas fraquezas
é porque sabes que terei algum préstimo para levar a cabo os Teus desejos; como
não sou capaz, sozinho, com tanta responsabilidade, tanto trabalho que é
preciso fazer, chamarei outros - das barcas vizinhas - para que me ajudem a
trazer para os Teus pés a Tua pescaria.
Desta forma as
coisas ficam claras para nós e não teremos mais dúvidas sobre o que temos e
devemos fazer.
E esta clareza de
que falo é no fim e ao cabo, a certeza da necessidade da nossa união com Deus,
da atenção que teremos de manter, permanentemente, para O ouvirmos quando Ele
se juntar a nós, no nosso caminho diário, no local de trabalho, em casa, no
café, onde estivermos.
Só assim, com o
coração pronto e o espírito livre, o que Ele nos disser será ouvido por nós,
nos acalentará e nos levará a pedir-lhe:
‘Senhor, é tarde, cai a noite, fica connosco!’
(AMA,
reflexões sobre o Evangelho, 2006)
Evangelho e comentário
Evangelho: Mc 1, 40-45
40 Um leproso veio ter com Ele, caiu de joelhos e suplicou: «Se quiseres, podes purificar-me.» 41 Compadecido, Jesus estendeu a mão, tocou-o e disse: «Quero, fica purificado.» 42 Imediatamente a lepra deixou-o, e ficou purificado. 43 E logo o despediu, dizendo-lhe em tom severo: 44 «Livra-te de falar disto a alguém; vai, antes, mostrar-te ao sacerdote e oferece pela tua purificação o que foi estabelecido por Moisés, a fim de lhes servir de testemunho.» 45 Ele, porém, assim que se retirou, começou a proclamar e a divulgar o sucedido, a ponto de Jesus não poder entrar abertamente numa cidade; ficava fora, em lugares despovoados. E de todas as partes iam ter com Ele.
Comentário:
São Marcos deve ter ficado
tão impressionado com este episódio – naturalmente ouvido da boca de São Pedro
– que o descreve em pormenor.
Talvez que, o mais
saliente, seja a afirmação de Fé do leproso: «Se quiseres podes limpar-me».
Uma lição para nós
homens que precisamos de tudo e tudo pedimos ao Senhor e, por vezes, sem a Fé
convicta e profunda demonstrada por este homem.
Porquê, se acreditamos
que o Senhor pode tudo?
Porque a nossa confiança e fé são débeis e
precisam, muitas vezes de um esforço da nossa parte que passará, naturalmente
por Lhe dizer com frequência:
‘Senhor, eu creio, mas aumenta a minha Fé’.
(ama,
comentário sobre Mc 1, 40-45, 2016.11.02)
Leitura espiritual
Carta de Tiago
Tg 3
Domínio da língua –
1 Meus irmãos, não haja
muitos entre vós que pretendam ser mestres, sabendo que nós teremos um
julgamento mais severo, 2 pois todos nós falhamos com frequência. Se alguém não
peca pela palavra, esse é um homem perfeito, capaz também de dominar todo o seu
corpo. 3 Quando pomos um freio na boca do cavalo para que nos obedeça,
dirigimos todo o seu corpo. 4 Vede também os barcos: por grandes que sejam e
fustigados por ventos impetuosos, são dirigidos com um pequeno leme para onde
quer a vontade do piloto. 5 Assim também a língua é um pequeno membro, e
gloria-se de grandes coisas. Vede como um pequeno fogo pode incendiar uma
grande floresta! 6 Assim também a língua é fogo, é um mundo de iniquidade; entre
os nossos membros, é ela que contamina todo o corpo e, inflamada pelo Inferno,
incendeia o curso da nossa existência. 7 Todas as espécies de animais selvagens,
de aves, de répteis e de animais do mar se podem domar e têm sido domadas pelo
homem. 8 A língua, pelo contrário, ninguém a pode dominar: é um mal
incontrolável, carregado de veneno mortal. 9 Com ela bendizemos quem é Senhor e
Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. 10 De uma
mesma boca procedem a bênção e a maldição. Mas isto não deve ser assim, meus
irmãos. 11 Porventura uma fonte lança pela mesma bica água doce e água salgada?
12 Porventura, meus irmãos, pode a figueira produzir azeitonas, ou a videira
dar figos? Uma fonte de água salgada também não pode dar água doce.
Verdadeira sabedoria –
13 Existe alguém entre vós
que seja sábio e entendido? Mostre, então, pelo seu bom procedimento, que as
suas obras estão repassadas da mansidão própria da sabedoria. 14 Mas, se tendes
no vosso coração uma inveja amarga e um espírito dado a contendas, não vos
vanglorieis nem falseeis a verdade. 15 Essa não é a sabedoria que vem do alto,
mas é a terrena, a da natureza corrompida, a diabólica. 16 Pois, onde há inveja
e espírito faccioso também há perturbação e todo o género de obras más. 17 Mas
a sabedoria que vem do alto é, em primeiro lugar, pura; depois, é pacífica,
indulgente, dócil, cheia de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem
hipocrisia; 18 e é com a paz que uma colheita de justiça é semeada pelos
obreiros da paz.
Pequena agenda do cristão
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Participar na Santa Missa.
Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.
O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.
Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.
Lembrar-me:
Comunhões espirituais.
Senhor, eu quisera receber-vos com aquela pureza, humildade e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o espírito e fervor dos Santos.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
15/01/2020
Devemos santificar todas as realidades
A tua tarefa de apóstolo é grande e
formosa. Estás no ponto de confluência da graça com a liberdade das almas; e
assistes ao momento soleníssimo da vida de alguns homens: o seu encontro com
Cristo. (Sulco,
219)
Estamos no Natal. Acodem-nos à memória
os diversos factos e circunstâncias que rodearam o nascimento do Filho de Deus
e o olhar detém-se na gruta de Belém, no lar de Nazaré. Maria, José, Jesus
Menino ocupam de modo muito especial o centro do nosso coração. Que diz, que
nos ensina a vida, simples e admirável ao mesmo tempo, dessa Sagrada Família?
Entre as muitas considerações que
poderíamos fazer, agora quero escolher sobretudo uma., Como refere a Escritura,
o nascimento de Jesus significa o início da plenitude dos tempos, o momento
escolhido por Deus para manifestar plenamente o seu amor aos homens, entregando-nos
o seu próprio Filho. Essa vontade divina realiza-se no meio das circunstâncias
mais normais e correntes: uma mulher que dá à luz, uma família, uma casa. A
omnipotência divina, o esplendor de Deus passam através das coisas humanas,
unem-se às coisas humanas. Desde esse momento, nós, os cristãos, sabemos que,
com a graça do Senhor, podemos e devemos santificar todas as realidades sãs da
nossa vida. Não há situação terrena, por mais pequena e vulgar que pareça, que
não possa ser a ocasião de um encontro com Cristo e uma etapa da nossa
caminhada para o Reino dos Céus.
Por isso, não é de estranhar que a
Igreja se alegre, que rejubile, contemplando a modesta morada de Jesus, Maria e
José. (Cristo
que passa, 22)
THALITA KUM 71
(Cfr. Lc 8, 49-56)
Estou certo que,
cada um de nós já experimentou a incrível sensação de alegria e paz interior,
quando aceita esse convite, sobretudo quando para tal tem de se vencer alguma
resistência íntima, ou naquela ocasião em que aquela pessoa a quem vinha
convidando sem sucesso, de repente, aceitar e comparecer.
Daqui a uns dias, o
Senhor Ressuscitado, estará à espera dos Apóstolos na margem do lago.
Quando eles
chegarem, Jesus que, entretanto, acenderá umas brasas, perguntar-lhes-á:
Os discípulos ficam
tristes, não têm nada para oferecer ao Senhor. Andaram toda a noite na pesca,
estão esgotados de trabalho, preocupados com a subsistência das famílias e
agora, ainda por cima, vem o Senhor e pede-lhes de comer e eles não têm nada
para Lhe dar!
Como os de Emaús
também eles estão tristes, desanimados, desiludidos.
Como se o Senhor
não o soubesse!
Isto é o que Pedro
realmente quer dizer ao Mestre, quando Lhe conta o fracasso da noite de pesca,
esquecendo-se que tudo começara com uma pescaria que o próprio Jesus indicara
como fazer:
Os Apóstolos
duvidam: Podia lá ser! Pescar àquela hora! Naquele lugar!
Mas
Pedro toma uma decisão importante:
E
sabemos o que aconteceu: Uma pescaria tão abundante que se rompiam as redes,
houve que chamar os das barcas vizinhas para ajudar.
Ninguém
quer acreditar. Eles, pescadores experimentados, conhecedores como poucos
daquele lago e das suas particularidades, habituados a um trabalho duro e por
vezes sem resultados - como o da noite anterior - de um golpe, obtinham aquele
sucesso!
O
segredo sabemo-lo nós:
Foi
o exacto e pronto cumprimento das instruções de Jesus e, mais que isso, terem
procedido em Seu Nome.
(AMA,
reflexões sobre o Evangelho, 2006)
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