15/01/2020

Nota de AMA

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nunc coepi


Devemos santificar todas as realidades


A tua tarefa de apóstolo é grande e formosa. Estás no ponto de confluência da graça com a liberdade das almas; e assistes ao momento soleníssimo da vida de alguns homens: o seu encontro com Cristo. (Sulco, 219)

Estamos no Natal. Acodem-nos à memória os diversos factos e circunstâncias que rodearam o nascimento do Filho de Deus e o olhar detém-se na gruta de Belém, no lar de Nazaré. Maria, José, Jesus Menino ocupam de modo muito especial o centro do nosso coração. Que diz, que nos ensina a vida, simples e admirável ao mesmo tempo, dessa Sagrada Família?

Entre as muitas considerações que poderíamos fazer, agora quero escolher sobretudo uma., Como refere a Escritura, o nascimento de Jesus significa o início da plenitude dos tempos, o momento escolhido por Deus para manifestar plenamente o seu amor aos homens, entregando-nos o seu próprio Filho. Essa vontade divina realiza-se no meio das circunstâncias mais normais e correntes: uma mulher que dá à luz, uma família, uma casa. A omnipotência divina, o esplendor de Deus passam através das coisas humanas, unem-se às coisas humanas. Desde esse momento, nós, os cristãos, sabemos que, com a graça do Senhor, podemos e devemos santificar todas as realidades sãs da nossa vida. Não há situação terrena, por mais pequena e vulgar que pareça, que não possa ser a ocasião de um encontro com Cristo e uma etapa da nossa caminhada para o Reino dos Céus.

Por isso, não é de estranhar que a Igreja se alegre, que rejubile, contemplando a modesta morada de Jesus, Maria e José. (Cristo que passa, 22)


THALITA KUM 71


THALITA KUM 71 

(Cfr. Lc 8, 49-56)


Estou certo que, cada um de nós já experimentou a incrível sensação de alegria e paz interior, quando aceita esse convite, sobretudo quando para tal tem de se vencer alguma resistência íntima, ou naquela ocasião em que aquela pessoa a quem vinha convidando sem sucesso, de repente, aceitar e comparecer.

Daqui a uns dias, o Senhor Ressuscitado, estará à espera dos Apóstolos na margem do lago.
Quando eles chegarem, Jesus que, entretanto, acenderá umas brasas, perguntar-lhes-á:

«Rapazes, tendes algum peixe que se coma?» [1] (…)

Os discípulos ficam tristes, não têm nada para oferecer ao Senhor. Andaram toda a noite na pesca, estão esgotados de trabalho, preocupados com a subsistência das famílias e agora, ainda por cima, vem o Senhor e pede-lhes de comer e eles não têm nada para Lhe dar!
Como os de Emaús também eles estão tristes, desanimados, desiludidos.

Como se o Senhor não o soubesse!

Isto é o que Pedro realmente quer dizer ao Mestre, quando Lhe conta o fracasso da noite de pesca, esquecendo-se que tudo começara com uma pescaria que o próprio Jesus indicara como fazer:

«Faz-te ao largo; e vós, largai as redes para a pesca[2]

Os Apóstolos duvidam: Podia lá ser! Pescar àquela hora! Naquele lugar!
Mas Pedro toma uma decisão importante:

«In verbo autem tua laxabo retia! Porque o dizes, largarei as redes[3]

E sabemos o que aconteceu: Uma pescaria tão abundante que se rompiam as redes, houve que chamar os das barcas vizinhas para ajudar.
Ninguém quer acreditar. Eles, pescadores experimentados, conhecedores como poucos daquele lago e das suas particularidades, habituados a um trabalho duro e por vezes sem resultados - como o da noite anterior - de um golpe, obtinham aquele sucesso!

O segredo sabemo-lo nós:

Foi o exacto e pronto cumprimento das instruções de Jesus e, mais que isso, terem procedido em Seu Nome.


(AMA, reflexões sobre o Evangelho, 2006)



[1] Jo 21, 25.
[2] Lc 5, 4.
[3] Lc 5, 5.

Evangelho e comentário


TEMPO COMUM


Evangelho: Mc 1, 29-39

29 Saindo da sinagoga, foram para casa de Simão e André, com Tiago e João. 30 A sogra de Simão estava de cama com febre, e logo lhe falaram dela. 31 Aproximando-se, tomou-a pela mão e levantou-a. A febre deixou-a e ela começou a servi-los. 32 À noitinha, depois do sol-pôr, trouxeram-lhe todos os enfermos e possessos, 33 e a cidade inteira estava reunida junto à porta. 34 Curou muitos enfermos atormentados por toda a espécie de males e expulsou muitos demónios; mas não deixava falar os demónios, porque sabiam quem Ele era. 35 De madrugada, ainda escuro, levantou-se e saiu; foi para um lugar solitário e ali se pôs em oração. 36 Simão e os que estavam com Ele seguiram-no. 37 E, tendo-o encontrado, disseram-lhe: «Todos te procuram.» 38 Mas Ele respondeu-lhes: «Vamos para outra parte, para as aldeias vizinhas, a fim de pregar aí, pois foi para isso que Eu vim.» 39 E foi por toda a Galileia, pregando nas sinagogas deles e expulsando os demónios.

Comentário:

Saciar a fome a uns milhares de pessoas com apenas uns poucos de pães e alguns peixes ou curar uma simples febre são milagres, poderes, que o Senhor usa para resolver os problemas dos outros homens Seus irmãos.

Era necessário alimentar toda aquela gente para que não desfalecesse no caminho; era importante curar a febre da sogra de Pedro para que esta os pudesse receber e servir condignamente em sua casa.

Jesus Cristo não faz nada sem um motivo seja qual for o “aparato” que tal possa implicar.

O, homem precisa e Jesus providencia!

(AMA, comentário sobre Mc 1, 29-39, 16.01.2019)


Leitura espiritual


Cartas Católicas

Carta de Tiago

Tg 2

Caridade para com todos –

1 Meus irmãos, não tenteis conciliar a fé em Nosso Senhor Jesus Cristo glorioso com a acepção de pessoas. 2 Suponhamos que entra na vossa assembleia um homem com anéis de ouro e bem trajado, e entra também um pobre muito mal vestido, 3 e, dirigindo-vos ao que está magnificamente vestido, lhe dizeis: «Senta-te tu aqui, num bom lugar», e dizeis ao pobre: «Tu, fica aí de pé»; ou «Senta-te no chão, abaixo do meu estrado.» 4 Não é verdade que, então, fazeis distinções entre vós mesmos e julgais com critérios perversos? 5 Ouvi, meus amados irmãos: porventura não escolheu Deus os pobres segundo o mundo para serem ricos na fé e herdeiros do reino que prometeu aos que o amam? 6 Mas vós desonrais o pobre. Porventura não são os ricos que vos oprimem e vos arrastam aos tribunais? 7 Não são eles os que blasfemam o belo nome que sobre vós foi invocado? 8 Se cumpris a lei do Reino, de acordo com a Escritura: Amarás o teu próximo como a ti mesmo, procedeis bem; 9 mas, se fazeis acepção de pessoas, cometeis um pecado e a lei condena-vos como transgressores. 10 Porque quem observa toda a lei mas falta num só mandamento torna-se réu de todos os outros. 11 Pois aquele que disse: Não cometerás adultério, também disse: Não matarás. Se, pois, não cometeres adultério, mas matares, tornas-te transgressor da lei. 12 Falai e procedei como pessoas que hão-de ser julgadas segundo a lei da liberdade. 13 Porque quem não pratica a misericórdia será julgado sem misericórdia. Mas a misericórdia não teme o julgamento.

Fé com obras (Rm 3,28; 4,1-12) –

14 De que aproveita, irmãos, que alguém diga que tem fé, se não tiver obras de fé? Acaso essa fé poderá salvá-lo? 15 Se um irmão ou uma irmã estiverem nus e precisarem de alimento quotidiano, 16 e um de vós lhes disser: «Ide em paz, tratai de vos aquecer e de matar a fome», mas não lhes dais o que é necessário ao corpo, de que lhes aproveitará? 17 Assim também a fé: se ela não tiver obras, está completamente morta. 18 Mais ainda: poderá alguém alegar sensatamente: «Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me então a tua fé sem obras, que eu, pelas minhas obras, te mostrarei a minha fé. 19 Tu crês que há um só Deus? Fazes bem. Também o crêem os demónios, mas enchem-se de terror.» 20 Queres tu saber, ó homem insensato, como é que a fé sem obras é estéril? 21 Não foi porventura pelas obras que Abraão, nosso pai, foi justificado, quando ofereceu sobre o altar o seu filho Isaac? 22 Repara que a fé cooperava com as suas obras e que, pelas obras, a sua fé se tornou perfeita. 23 E assim se cumpriu a Escritura que diz: Abraão acreditou em Deus e isso foi-lhe contado como justiça, e foi chamado amigo de Deus. 24 Vedes, pois, como o homem fica justificado pelas obras e não somente pela fé. 25 Do mesmo modo, a prostituta Raab não foi ela também justificada pelas suas obras, ao receber os mensageiros e ao fazê-los sair por outro caminho? 26 Assim como o corpo sem alma está morto, assim também a fé sem obras está morta.





Pequena agenda do cristão

Quarta-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)






Propósito:

Simplicidade e modéstia.


Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.


Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.


Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.

Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?








14/01/2020

Nota de AMA

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nunc coepi


Cristo diz-me a mim e diz-te a ti que precisa de nós


Devoção de Natal. – Não sorrio quando te vejo fazer as montanhas de musgo do Presépio e dispor as ingénuas figuras de barro em volta da gruta. – Nunca me pareceste mais homem do que agora, que pareces uma criança. (Caminho, 557)

Quando chega o Natal, gosto de contemplar as imagens do Menino Jesus. Essas figuras que nos mostram o Senhor tão apoucado, recordam-me que Deus nos chama, que o Omnipotente Se quis apresentar desvalido, quis necessitar dos homens. Do berço de Belém, Cristo diz-me a mim e diz-te a ti que precisa de nós; reclama de nós uma vida cristã sem hesitações, uma vida de entrega, de trabalho, de alegria.

Não conseguiremos jamais o verdadeiro bom humor se não imitarmos deveras Jesus, se não formos humildes como Ele. Insistirei de novo: vedes onde se oculta a grandeza de Deus? Num presépio, nuns paninhos, numa gruta. A eficácia redentora das nossas vidas só se pode dar com humildade, deixando de pensar em nós mesmos e sentindo a responsabilidade de ajudar os outros.

É corrente, às vezes até entre almas boas, criar conflitos íntimos, que chegam a produzir sérias preocupações, mas que carecem de qualquer base objectiva. A sua origem está na falta de conhecimento próprio, que conduz à soberba: o desejo de se tornarem o centro da atenção e da estima de todos, a preocupação de não ficarem mal, de não se resignarem a fazer o bem e desaparecerem, a ânsia da segurança pessoal... E assim, muitas almas que poderiam gozar de uma paz extraordinária, que poderiam saborear um imenso júbilo, por orgulho e presunção tornam-se desgraçadas e infecundas!

Cristo foi humilde de coração. Ao longo da sua vida, não quis para Si nenhuma coisa especial, nenhum privilégio. (Cristo que passa, 18)

THALITA KUM 70


THALITA KUM 70

(Cfr. Lc 8, 49-56)


Destes dois homens de Emaús, só sabemos que eram discípulos de Cristo.
Quem sabe, talvez fossem dos setenta e dois enviados pelo Mestre em pregação pela Palestina; é possível que tivessem feito milagres, coisas extraordinárias, as suas palavras e os seus actos teriam convertido muitos e, no entanto, tudo isso agora era posto em causa.

A gente pasma com a "qualidade" dos homens que o Mestre escolheu para Seus discípulos, qualidade no sentido da fidelidade, da constância.

Ainda guardamos na memória a veemência das negações de Pedro na noite de Quinta-feira.
Este, que foi a primeira coluna da Igreja, os outros todos que se constituíram em pedras angulares de todo o edifício da cristandade, uns e outros que negaram, duvidaram e fugiram, converteram-se em faróis brilhantes que iluminaram o mundo pagão e hostil daquele tempo, com uma luz divina que brilha ainda hoje.

Mas, para além de iluminar, como dizia, modificaram realmente as pessoas, as sociedades, os costumes o sentido da vida e da morte do ser humano.
Não obstante tantos defeitos, ignorância, cobardia, medo e dúvidas, decidiram pôr de lado tudo isso e, cheios de confiança, aceitar plenamente o mandato explícito do Mestre:

«Ide, pois, doutrinai todas as gentes[1]

Isto leva-nos a pensar um pouco nas desculpas, ou justificações que, ao longo da vida, vamos encontrando para a nossa resistência ao trabalho apostólico, a nossa pouca vontade em envolver-nos "nessas coisas" (como dizemos por vezes):
Porque não sabemos o que dizer; porque primeiro temos de nos "converter" a nós mesmos e só depois convertermos os outros; porque somos fracos; porque não sabemos; porque...; porque...;

Outras vezes não aceitamos um convite para uma actividade em que se nos falará das coisas de Deus aduzindo razões:

É mais uma; porque já vamos a tantas;
porque não temos tempo;
porque não simpatizo com a pessoa;
porque também lá vai fulano de quem eu não gosto;
porque..., enfim... tantas razões que, sabemos bem no fundo, não são razão nenhuma.

O que nos custa admitir é que não desejamos incómodos, desassossegos, estamos bem assim, fazemos o que podemos, cumprimos os nossos deveres, o resto... o resto é para os padres e pronto!
A verdade é que não somos nem melhores nem piores que aqueles homens que Jesus escolheu, e que, como a eles, também a nós o Mestre nos manda: «Ide... a todas as gentes» [2]


(AMA, reflexões sobre o Evangelho, 2006)



[1] Mt 28, 19
[2] Cfr. Mt 28, 19

Evangelho e comentário


TEMPO COMUM



Evangelho: Mc 1, 21-28

21 Entraram em Cafarnaum. Chegado o sábado, veio à sinagoga e começou a ensinar. 22 E maravilhavam-se com o seu ensinamento, pois os ensinava como quem tem autoridade e não como os doutores da Lei. 23 Na sinagoga deles encontrava-se um homem com um espírito maligno, que começou a gritar: 24 «Que tens a ver connosco, Jesus de Nazaré? Vieste para nos arruinar? Sei quem Tu és: o Santo de Deus.» 25 Jesus repreendeu-o, dizendo: «Cala-te e sai desse homem.» 26 Então, o espírito maligno, depois de o sacudir com força, saiu dele dando um grande grito. 27 Tão assombrados ficaram que perguntavam uns aos outros: «Que é isto? Eis um novo ensinamento, e feito com tal autoridade que até manda aos espíritos malignos e eles obedecem-lhe!» 28 E a sua fama logo se espalhou por toda a parte, em toda a região da Galileia.

Comentário:

Porque é que Jesus não deixava que os demónios falassem?

«Porque, sabiam quem Ele era».

O Senhor não consentiria que acreditassem que Ele era o Filho de Deus por revelação do demónio, mas sim pelas suas palavras e actos.

A Fé só pode vir de Deus, nunca dos homens e muito menos de Satanás.

(ama comentário sobre Mc 1, 21-28, 2016.11.01)


Leitura espiritual

Cartas Católicas

Carta de Tiago

Tg 1

Saudação –

1 Tiago, servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo, saúda as doze tribos da Dispersão.

Benefício das provações –

2 Meus irmãos, considerai como uma enorme alegria o estardes rodeados de provações de toda a ordem, 3 tendo em conta que a prova a que é submetida a vossa fé produz a constância. 4 Mas a constância tem de se exercitar até ao fim, de modo a serdes perfeitos e irrepreensíveis, sem falhar em nada. 5 Se algum de vós tem falta de sabedoria, que a peça a Deus, que a todos dá generosamente e sem recriminações, e ser-lhe-á dada. 6 Mas peça-a com fé e sem hesitar, porque aquele que hesita assemelha-se às ondas do mar sacudidas e agitadas pelo vento. 7 Não pense, pois, tal homem que receberá qualquer coisa do Senhor, 8 sendo de espírito indeciso e inconstante em tudo. 9 Que o irmão de condição humilde se glorie na sua exaltação, 10 e o rico na sua humilhação, pois ele passará como a flor da erva. 11 Com efeito, ao despontar o Sol com ardor, a erva seca e a sua flor cai, perdendo toda a beleza; assim murchará também o rico nos seus empreendimentos. 12 Feliz o homem que resiste à tentação, porque, depois de ter sido provado, receberá a coroa da vida que o Senhor prometeu aos que o amam. 13 Ninguém diga, quando for tentado para o mal: «É Deus que me tenta.» Porque Deus não é tentado pelo mal, nem tenta ninguém. 14 Cada um é tentado pela sua própria concupiscência, que o atrai e seduz. 15 E a concupiscência, depois de ter concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte. 16 Não vos enganeis, meus amados irmãos. 17 Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, no qual não há mudanças nem períodos de sombra. 18 Por sua livre decisão, nos gerou com a palavra da verdade, para sermos como que as primícias das suas criaturas.

Pôr em prática a Palavra –

19 Bem o sabeis, meus amados irmãos: cada um seja pronto para ouvir, lento para falar e lento para se irar, 20 pois uma pessoa irada não faz o que é justo aos olhos de Deus. 21 Rejeitai, pois, toda a imundície e todo o vestígio de malícia e recebei com mansidão a Palavra em vós semeada, a qual pode salvar as vossas almas. 22 Mas tendes de a pôr em prática e não apenas ouvi-la, enganando-vos a vós mesmos. 23 Porque, quem se contenta com ouvir a palavra, sem a pôr em prática, assemelha-se a alguém que contempla a sua fisionomia num espelho; 24 mal acaba de se contemplar, sai dali e esquece-se de como era. 25 Aquele, porém, que medita com atenção a lei perfeita, a lei da liberdade, e nela persevera - não como quem a ouve e logo se esquece, mas como quem a cumpre - esse encontrará a felicidade ao pô-la em prática. 26 Se alguém se considera uma pessoa piedosa, mas não refreia a sua língua, enganando assim o seu coração, a sua religião é vazia. 27 A religião pura e sem mácula diante daquele que é Deus e Pai é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e não se deixar contaminar pelo mundo.


Perguntas e respostas


A EUTANÁSIA

1.           Porque está mal o homicídio?
(Falamos agora do homicídio normal, não da eutanásia).

Há vários motivos para não matar um ser humano, como também não queremos que nos matem a nós:

A dignidade humana reclama um respeito especial aos homens.
No nosso interior sabemos que não devemos fazê-lo: a natureza humana pede-o e a nossa consciência capta esta exigência (lei natural).
O Criador do homem proibiu-o expressamente: "não matarás" (mandamentos).

ID, (Tradução por AMA)

Pequena agenda do cristão


TeRÇa-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Aplicação no trabalho.

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.

Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?




13/01/2020

Nota de AMA

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nunc coepi


Apoiar-vos-eis uns aos outros


Se souberes querer aos outros e difundir, entre todos, esse carinho – caridade de Cristo, fina, delicada –, apoiar-vos-eis uns aos outros, e o que for a cair sentir-se-á amparado – e urgido – com essa fortaleza fraterna, para ser fiel a Deus. (Forja, 148)

Chega a plenitude dos tempos e, para cumprir essa missão, não aparece um génio filosófico, como Sócrates ou Platão; não se instala na terra um conquistador poderoso, como Alexandre Magno. Nasce um Menino em Belém. É o Redentor do mundo; mas, antes de começar a falar, demonstra o seu amor com obras. Não é portador de nenhuma fórmula mágica, porque sabe que a salvação que nos traz há-de passar pelo coração do homem. As suas primeiras acções são risos e choros de criança, o sono inerme de um Deus humanado; para que fiquemos tomados de amor, para que saibamos acolhê-Lo nos nossos braços.

Uma vez mais consciencializamos que isto é que é o Cristianismo. Se o cristão não ama com obras, fracassa como cristão, o que significa fracassar também como pessoa. Não podes pensar nos outros homens como se fossem números, ou degraus para tu subires; como se fossem massa, para ser exaltada ou humilhada, adulada ou desprezada, conforme os casos. Tens de pensar nos outros – antes de mais, nos que estão ao teu lado – vendo neles o que na verdade são: filhos de Deus, com toda a dignidade que esse título maravilhoso lhes confere.

Com os filhos de Deus, temos de comportar-nos como filhos de Deus: o nosso amor há-de ser abnegado, diário, tecido de mil e um pormenores de compreensão, de sacrifício calado, de entrega silenciosa. Este é o bonus odor Christi que arrancava uma exclamação aos que conviviam com os primeiros cristãos: Vede como se amam! (Cristo que passa, 36)

THALITA KUM 69


THALITA KUM 69 

(Cfr. Lc 8, 49-56)


Tal como nós, muitas vezes, em ocasiões tão diversas como, numa doença que faz sofrer, numa provação dura de aguentar, enfim... aquilo a que chamamos tragédias; ficamos também a pensar connosco mesmos:

‘E Deus? Onde está? Porque permite isto?’

Tal como a caminho de Emaús, podemos dar-nos conta que, a nosso lado, segue alguém que espera uma oportunidade para se "meter" connosco, para se introduzir na nossa vida, ajudando-nos a avaliar a dificuldade que enfrentamos, explicando-nos as razões e os motivos de tudo quanto nos acontece.
Umas vezes, entendemos perfeitamente o que nos quer dizer, outras, talvez muitas, infelizmente, nem sequer O ouvimos.

Ele é o Cristo que passa... que passa na vida de cada homem, várias vezes e de tão variadas formas.
Está ansioso por ser ouvido por nós, deseja que O convidemos a entrar na nossa alma.

Também nós devemos dizer-Lhe com frequência:

«Senhor cai o dia, não tarda a noite, fica connosco!»

Sim, muitas vezes cai o dia da nossa esperança, o dia da nossa fé; sentimo-nos desconsolados:
Aquilo que esperávamos com tanta confiança, não aconteceu; aquele amigo que estimávamos, desprezou-nos; o ente querido que tanta falta nos faz, está morrendo; esta dificuldade, que se avoluma cada dia que passa, cujo peso está ficando impossível suportar.

Outras vezes sentimos que é a noite que não tarda, a noite da nossa confusão, do nosso desânimo, da nossa frustração.
Parece que tudo se desmorona à nossa volta, que os outros é que têm razão, que o mal triunfa e o pecado compensa, que da prática do bem e do esforço por ser melhores só nos advêm problemas, angústias e dificuldades.

E então, temos de dizer-lhe:

Fica connosco Senhor, as Tuas palavras tão cheias de sabedoria abrem novos horizontes à nossa frente, vemos as coisas com outra luz, a Tua presença conforta-nos e fortalece-nos e ajuda-nos a vencer o medo.

Depois, tal como no Evangelho, os nossos olhos hão-de abrir-se e reconheceremos Jesus, junto de nós, onde sempre esteve.

Sossegados então, com a alma em paz, com as certezas todas claríssimas no nosso espírito, sabendo muito bem que o que acreditamos é verdadeiro, é belo e nos salva, prontamente, como aqueles dois de Emaús, voltamos à estrada ao encontro dos outros para lhes dar notícias importantes e que não podem esperar:

Que O Senhor ressuscitou, pelo Seu próprio poder, porque é Deus Todo-Poderoso; que, não obstante ter ido para os Céus, ficará connosco, para sempre, até ao final dos tempos.


(AMA, reflexões sobre o Evangelho, 2006)