Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
08/01/2020
Servir o Senhor no mundo
Repara
bem: há muitos homens e mulheres no mundo, e nem a um só deles o Mestre deixa
de chamar. Chama-os a uma vida cristã, a uma vida de santidade, a uma vida de
eleição, a uma vida eterna. (Forja, 13)
Permiti-me
que volte de novo à naturalidade, à simplicidade da vida de Jesus, que já vos
tenho feito considerar tantas vezes. Esses anos ocultos do Senhor não são coisa
sem significado, nem uma simples preparação dos anos que viriam depois, os da
sua vida pública. Desde 1928 compreendi claramente que Deus deseja que os
cristãos tomem exemplo de toda a vida do Senhor. Entendi especialmente a sua
vida escondida, a sua vida de trabalho corrente no meio dos homens: o Senhor
quer que muitas almas encontrem o seu caminho nos anos de vida calada e sem
brilho. Obedecer à vontade de Deus, portanto, é sempre sair do nosso egoísmo;
mas não tem por que se traduzir no afastamento das circunstâncias ordinárias da
vida dos homens, iguais a nós pelo seu estado, pela sua profissão, pela sua
situação na sociedade.
Sonho
– e o sonho já se tornou realidade – com multidões de filhos de Deus
santificando-se na sua vida de cidadãos correntes, compartilhando ideais,
anseios e esforços com as outras pessoas. Preciso de lhes gritar esta verdade
divina: se permaneceis no meio do mundo, não é porque Deus se tenha esquecido
de vós; não é porque o Senhor vos não tenha chamado; convidou-vos a permanecer
nas actividades e nas ansiedades da Terra, porque vos fez saber que a vossa
vocação humana, a vossa profissão, as vossas qualidades não só não são alheias
aos seus desígnios divinos, mas que Ele as santificou como oferenda gratíssima
ao Pai! (Cristo
que passa, 20)
THALITA KUM 64
(Cfr. Lc 8, 49-56)
O lógico é que, quem tem olhos… veja. Não precise, para ver, mais que luz,
claridade e, aqui, bate o ponto: como é possível ver no escuro?
Como pode descortinar-se o quer que seja, permanecendo na comodidade - e
cobardia - do ensimesmamento, da clausura em si mesmo, recusando-se
sistematicamente a tomar conhecimento do que a Igreja legisla, o Papa
esclarece, Jesus Cristo adverte?
Ninguém pode dizer que não sabe se não quer ver, se recusa, pelo menos,
tomar conhecimento.
Aparentemente, estamos perante uma dificuldade:
Para se ter luz é preciso seguir Cristo e, só seguindo Cristo se andará na
Luz.
Parece difícil de resolver, mas não é. Trata-se apenas de uma norma de
conduta, de vida. Fazer o bem ou fazer o mal, nada mais que isto.
Com efeito, o próprio Jesus nos dá esta mesma razão:
«É que todo aquele que pratica más
acções odeia a Luz e não se aproxima da Luz, para não serem expostas a
descoberto as suas obras. Quem pratica a verdade aproxima-se da Luz, para se
tornar bem claro que as suas obras estão realizadas em Deus.» [2]
Quem se
esconde e desvia da luz, quem procura as sombras, a escuridão, quer passar
despercebido, não quer ser visto, notado. Deseja refugiar-se num anonimato sem
rosto nem nome pelo qual possa ser reconhecido ou chamado.
Antes de mais, é conduzido pela cobardia.
Não quer assumir uma responsabilidade, ter uma posição inequívoca, o seu
desejo é estar de bem com tudo e com todos, transigir, condescender, não ter
critério próprio.
Vive como que metido numa carapaça pretendendo uma identidade que não é a
sua.
No fundo, não se conhece ou, pior, recusa conhecer-se e foge da luta para o
conseguir.
«Ó Deus que me conheces perfeitamente tal como sou,
ajuda-me a conhecer-me a mim mesmo, para que possa combater com eficácia os
enormes defeitos do meu carácter, em particular...
Chamaste-me
Senhor, pelo meu nome e eu aqui estou: com as minhas misérias, as minhas
debilidades, com palavras maiores que os actos, intenções mais vastas que as
obras e desejos que ultrapassam a vontade. Porque
não sou nada, não valho nada, não sei nada e não posso nada, entrego-me
totalmente nas Tuas mãos para que, por intercessão de minha Mãe, Maria
Santíssima, de São José, meu pai e senhor, do Anjo da minha Guarda e de São
Josemaria, possa adquirir um espírito de luta perseverante.» [3]
(AMA,
reflexões sobre o Evangelho, 2006)
Evangelho e comentário
Evangelho: Mc 6, 45-52
45 Jesus obrigou logo os seus
discípulos a subirem para o barco e a irem à frente, para o outro lado, rumo a
Betsaida, enquanto Ele próprio despedia a multidão. 46 Depois de os ter
despedido, foi orar para o monte. 47 Era já noite, o barco estava no meio do
mar e Ele sozinho em terra.48 Vendo-os cansados de remar, porque o vento lhes
era contrário, foi ter com eles de madrugada, andando sobre o mar; e fez menção
de passar adiante. 49 Mas, vendo-o andar sobre o mar, julgaram que fosse um
fantasma e começaram a gritar, 50 pois todos o viram e se assustaram. Mas Ele
logo lhes falou: «Tranquilizai-vos, sou Eu: não temais!» 51 A seguir, subiu
para o barco, para junto deles, e o vento amainou. E sentiram um enorme
espanto, 52 pois ainda não tinham entendido o que se dera com os pães: tinham o
coração endurecido.
Comentário:
Na
sequência do Evangelho de ontem são Marcos quer referir algo que, neste
Evangelista, é muito comum: a fragilidade dos discípulos de Jesus.
Naturalmente
que o faz por inspiração do Espírito Santo – sem qualquer dúvida – mas, talvez
também por influência de São Pedro de quem recolhe a maior parte do que
escreve.
Deseja
que fique bem patente a sua fé ainda débil, a sua humanidade fraca e volúvel,
enfim, que embora seguissem Jesus estavam ainda muito longe de compreender
totalmente Aquele a Quem seguiam.
De
tal forma a humildade do Evangelista é patente que refere expressamente «ainda não tinham entendido o que se dera com
os pães: tinham o coração endurecido.»
(AMA,
comentário sobre Mc 6,45-52, 09.11.2018)
Leitura espiritual
Tito foi, juntamente com
Timóteo, um dos principais colaboradores de Paulo. De origem grega, aderiu à
fé, provavelmente através de Paulo, durante a primeira viagem missionária
deste. Certo é que o acompanhou a Jerusalém, para a assembleia apostólica,
constituindo um exemplo vivo da decisão tomada de não impor os costumes
judaicos aos cristãos oriundos do mundo pagão, pois, embora sendo grego, não
foi obrigado a circuncidar-se (Gl 2,1.3).
ACÇÃO DE TITO
Na sua colaboração com
Paulo, foram-lhe confiadas tarefas delicadas como a organização da colecta em
favor das igrejas da Judeia (2 Cor 8,6-17) e, provavelmente, a pacificação da
comunidade de Corinto e a reconciliação entre esta e o próprio Paulo (2 Cor
2,1-13). Paulo refere-se a ele sempre em termos muito elogiosos (2 Cor
7,6-7.13-16; 12,18). Segundo 2 Tm 4,10, foi-lhe ainda confiada uma missão na
Dalmácia. A presente Carta dá-o como “bispo” de Creta (Tt 1,5), onde, segundo a
tradição, exerceu o ministério até ao fim dos seus dias. É estranho que os
Actos dos Apóstolos, que mencionam várias vezes Timóteo, não façam nenhuma
referência a Tito. Nunca foi apresentada uma explicação convincente para o
facto, sugerindo alguns que Tito é o redactor das passagens “nós” dos Actos
(Act 16,10-17; 20,5-21,18; 27,1-28,16).
AUTENTICIDADE
A maioria dos exegetas
contesta a autenticidade paulina da Carta a Tito, quer pelo vocabulário
utilizado, que se afasta bastante do que encontramos nas autênticas Cartas de
Paulo, quer pelos problemas tratados, que fazem supor uma fase de
desenvolvimento da Igreja posterior à época apostólica.
Além disso, a Carta
encontra-se redigida num tom muito impessoal, com excepção do título de «meu
verdadeiro filho» que se encontra na saudação (1,4), longe, pois, das
afectuosas referências de Paulo a Tito noutras Cartas.
DIVISÃO E CONTEÚDO
A Carta pode estruturar-se
do modo seguinte:
Saudação inicial (1,1-4);
Orientações a Tito sobre
os critérios de escolha dos responsáveis das comunidades (1,5-9);
Aviso contra os falsos
mestres (1,10-16);
Ensinamentos sobre o modo
de comportamento de várias categorias de crentes (2,1-15);
Elenco de deveres sociais
(3,1-11);
Recomendações de carácter
pessoal (3,12-14);
Saudação final (3,15).
Pequena agenda do cristão
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Simplicidade e modéstia.
Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.
Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.
Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.
Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
07/01/2020
Fez-se Homem para nos redimir
Pasma
ante a magnanimidade de Deus: fez-se Homem para nos redimir, para que tu e eu –
que não valemos nada, reconhece-o! – o tratemos com confiança. (Forja,
30)
Lux fulgebit hodie super
nos, quia natus est nobis Dominus – Hoje brilhará sobre nós
a luz, porque nos nasceu o Senhor! Eis a grande novidade que comove os cristãos
e que, através deles, se dirige à Humanidade inteira. Deus está aqui! Esta
verdade deve encher as nossas vidas. Cada Natal deve ser para nós um novo
encontro especial com Deus, deixando que a sua luz e a sua graça entrem até ao
fundo da nossa alma.
Detemo-nos
diante do Menino, de Maria e de José; estamos contemplando o Filho de Deus
revestido da nossa carne... Vem-me à lembrança a viagem que fiz a Loreto, em 15
de Agosto de 1951, para visitar a Santa Casa por motivo muito íntimo. Celebrei
lá a Santa Missa. Queria dizê-la com recolhimento mas não tinha contado com o
fervor da multidão. Não tinha calculado que nesse grande dia de festa muitas
pessoas dos arredores viriam a Loreto – com a bendita fé dessa terra e com o
amor que têm à Madona. E a sua piedade, considerando as coisas – como diria? –
só do ponto de vista das leis rituais da Igreja, levava-as a manifestações não
muito correctas.
E
assim, enquanto eu beijava o altar, nos momentos prescritos pelas rubricas da
Missa, três ou quatro camponeses beijavam-no ao mesmo tempo. Distraía-me mas
estava emocionado. E também me atraía a atenção a lembrança de que naquela
Santa Casa – que a tradição assegura ser o lugar onde viveram Jesus, Maria e
José – na mesa do altar tinham gravado estas palavras: Hic Verbum caro factum est. Aqui, numa casa construída pelas mãos
dos homens, num pedaço de terra em que vivemos, habitou Deus! (Cristo
que passa, 12)
THALITA KUM 63
(Cfr. Lc 8, 49-56)
O olhar de Jesus!
Um olhar humano e divino, o olhar humano de Deus. Um olhar que arrasta,
convence, atrai, chama.
Mas também é o olhar de tédio quando mira Herodes; de cólera quando expulsa
os vendilhões do Templo; de repreensão quando encara os acusadores da adúltera.
Um olhar que põe a nu os defeitos e erros, que acusa, que repudia, que
afasta.
Jesus fala com o olhar em todas as situações: rindo contentes com a alegria
do filho regressado à casa paterna, deixando correr as lágrimas pelo amigo
morto há já três dias, toldado com a névoa da tristeza na Última Ceia, olhar de
aflição e terror em Getsémani.
Os Seus seguidores mais próximos, não podem esquecer o olhar de Jesus.
Mais que as Suas palavras ou os Seus gestos – mesmo os de maior significado
– o Seu olhar ficou-lhes gravado no coração desde o primeiro momento em que os
encarou, um a um, chamando-os à Sua intimidade, ao Seu círculo mais próximo de
confidentes e amigos.
No nosso círculo de confidentes e amigos – onde levamos a cabo o nosso
“apostolado de amizade e confidência” – conhecem-nos pelo nosso olhar franco,
aberto, claro, bem-disposto?
O nosso olhar inspira confiança?
Transmite tranquilidade?
Perguntas que devemos colocar-nos cada dia.
Os olhos são o espelho da alma, costuma dizer-se, e, que preocupação
devemos ter que, de facto, o sejam!
Com os mesmos olhos com que contemplamos, embevecidos, a Hóstia Santa que o
Sacerdote nos mostra na hora de comungar, poderemos contemplar imagens impuras
ou impróprias?
Os olhos que se perdem na vastidão do infinito Amor de Deus poderão ser os
mesmos que se deixam absorver pela passageira e fugaz imagem do prazer do
momento?
Podem, sim, sabemos que podem!
Somos humanos, fracos, débeis, volúveis. Que remédio
teremos, senão pedir, constantemente, à nossa Mãe do Céu que proteja o nosso
olhar, que guie o nosso olhar?
Que poderemos mais senão implorar que nos ajude a
guardar a vista como um bem precioso e caríssimo que não queremos desperdiçar?
Que mais desejar que manter o olhar de crianças,
límpido, puro, franco e aberto?
«Olho para Ti, olhos nos olhos, e digo-te que Te amo e, não tenho medo que
não acredites, Sei que o vês nos meus olhos. Quero guardar para Ti, - só para
Ti – o meu olhar. Se possível fosse ter estes olhos com que agora Te contemplo,
bem guardados num cofre donde só os retiraria para Te contemplar. Outros olhos,
para o dia-a-dia, seriam “reforçados” com lentes especiais que só me permitissem
ver o que pode ser visto. Ou, se preferires, Senhor, ser cego para tudo quanto
não sejas Tu. A Tua Face que quero contemplar ([1])
tão cedo quanto Tu mo permitires, há-de iluminar os meus olhos com a mesma luz
do Céu, aquela luz onde se movem os anjos e os santos que Te contemplam. Olhos
só para Ti, Senhor, só para Ti, para mais nada os quero a não ser… a não ser…,
para ver as maravilhas que Tu criaste e, por elas, dar-te graças
continuamente». [2]
(AMA,
reflexões sobre o Evangelho, 2006)
Evangelho e comentário
Evangelho: Mc 6, 34-44
34 Ao desembarcar, Jesus viu uma
grande multidão e teve compaixão deles, porque eram como ovelhas sem pastor.
Começou, então, a ensinar-lhes muitas coisas. 35 A hora já ia muito adiantada,
quando os discípulos se aproximaram e disseram: «O lugar é deserto e a hora vai
adiantada. 36 Manda-os embora, para irem aos campos e aldeias comprar de
comer.» 37 Jesus respondeu: «Dai-lhes vós mesmos de comer.» Eles disseram-lhe:
«Vamos comprar duzentos denários de pão para lhes dar de comer?» 38 Mas Ele
perguntou: «Quantos pães tendes? Ide ver.» Depois de se informarem,
responderam: «Cinco pães e dois peixes.» 39 Ordenou-lhes que os mandassem
sentar por grupos na erva verde. 40 E sentaram-se, por grupos de cem e cinquenta.
41 Jesus tomou, então, os cinco pães e os dois peixes e, erguendo os olhos ao
céu, pronunciou a bênção, partiu os pães e dava-os aos seus discípulos, para
que eles os repartissem. Dividiu também os dois peixes por todos. 42 Comeram
até ficarem saciados. 43 E havia ainda doze cestos com os bocados de pão e os
restos de peixe. 44 Ora os que tinham comido daqueles pães eram cinco mil
homens.
Comentário:
O
que Jesus vê naquela enorme multidão são «ovelhas
sem pastor», pessoas de várias origens, homens e mulheres todos em busca de
alguém que lhes fale verdade, que os ensine, que os conduza por caminho seguro.
De
facto, a enorme confusão e rivalidade entre os que tinham por missão guiar,
conduzir o povo nada mais fizera até então que sobrecarregá-lo com minuciosas
interpretações da Lei que mudavam a cada passo consoante interesses e visões
particulares.
O
extraordinário milagre que o Senhor opera, deixará em todos uma certeza: vale a
pena seguir este Homem, ouvi-lo e aceitar a Sua doutrina.
A
sua fome e sede de justiça são, de forma simbólica, saciadas pelo portentoso
milagre.
Podemos
concluir que ninguém que participou naquela refeição gratuita, abundante,
milagrosa esquecerá Aquele que lha proporcionou.
(AMA,
comentário sobre Lc 6, 34-44, 09,11,2018)
Leitura espiritual
Flm 1
Apresentação
e saudação –
1
Paulo, prisioneiro por causa de Cristo Jesus, e o irmão Timóteo, a Filémon,
nosso querido colaborador, 2 à irmã Ápia, a Arquipo, nosso companheiro de luta,
e à igreja que se reúne em tua casa: 3 a vós, graça e paz da parte de Deus,
nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo!
Acção
de graças –
4
Dou graças ao meu Deus, lembrando-me sempre de ti nas minhas orações, 5 por
ouvir falar do teu amor e da tua fé: fé no Senhor Jesus e amor para com todos
os santos. 6 Que a tua comunhão de fé se torne eficaz, no reconhecimento de
tudo aquilo que entre nós é considerado bom em relação a Cristo. 7 De facto,
foi grande a alegria e a consolação que tive com o teu amor, porque os corações
dos santos foram reconfortados por meio de ti, irmão.
Pedido
a respeito de Onésimo –
8
Por isso, embora tenha toda a autoridade em Cristo para te impor o que mais
convém, 9 levado pelo amor, prefiro pedir como aquele que sou: Paulo, um ancião
e, agora, até prisioneiro por causa de Cristo Jesus. 10 Peço-te pelo meu filho,
que gerei na prisão: Onésimo, 11 que outrora te era inútil, mas agora é, para
ti e para mim, bem útil. 12 É ele que eu te envio: ele, isto é, o meu próprio
coração. 13 Eu bem desejava mantê-lo junto de mim, para, em vez de ti, se
colocar ao meu serviço nas prisões que sofro por causa do evangelho. 14 Porém,
nada quero fazer sem o teu consentimento, para que o bem que fazes não seja por
obrigação, mas de livre vontade. 15 É que, afinal, talvez tenha sido por isto
que ele foi afastado por breve tempo: para que o recebas para sempre, 16 não já
como escravo, mas muito mais do que um escravo: como irmão querido; isto
especialmente para mim, quanto mais para ti, que com ele estás relacionado
tanto humanamente como no Senhor. 17 Se, pois, me consideras em comunhão
contigo, recebe-o como a mim próprio. 18 E se ele te causou algum prejuízo ou
alguma coisa te deve, põe isso na minha conta. 19 Sou eu, Paulo, que o escrevo
pela minha própria mão: serei eu a pagar. Isto, para não te dizer que me deves
a tua própria pessoa. 20 Sim, irmão, possa eu sentir-me satisfeito contigo no
Senhor: reconforta o meu coração em Cristo. 21 Escrevo-te porque confio na tua
obediência: sei que até farás mais do que aquilo que digo. 22 Mas, ao mesmo tempo,
prepara também alojamento para mim, pois espero, graças às vossas orações,
poder brevemente ser entregue a vós.
Saudações
e bênção –
23
Saúdam-te Epafras, meu companheiro de prisão em Cristo Jesus, 24 assim como
Marcos, Aristarco, Demas e Lucas, meus colaboradores. 25 A graça do Senhor
Jesus Cristo esteja convosco.
Perguntas e respostas
1.
O que é a eutanásia?
Chamamos eutanásia ao acto de provocar a morte a um
doente, porque está em fase terminal ou tem uma doença difícil de suportar.
ID, (Tradução
por AMA)
Pequena agenda do cristão
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Aplicação no trabalho.
Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.
Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.
Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
06/01/2020
Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer?
A humildade é outro bom caminho para
chegar à paz interior. – Foi Ele que o disse: "Aprendei de mim, que sou
manso e humilde de coração... e encontrareis paz para as vossas almas". (Caminho,
607)
Onde está o rei dos judeus que acaba
de nascer? Também eu, instado por esta pergunta, contemplo agora Jesus, deitado
numa manjedoura, num lugar que só é próprio para os animais. Onde está, Senhor,
a tua realeza: o diadema, a espada, o ceptro? Pertencem-lhe e não os quer;
reina envolto em panos. É um rei inerme, que se nos apresenta indefeso; é uma
criança. Como não havemos de recordar aquelas palavras do Apóstolo:
aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo.
Nosso Senhor encarnou para nos
manifestar a vontade do Pai. E começa a instruir-nos estando ainda no berço.
Jesus Cristo procura-nos – com uma vocação, que é vocação para a santidade –, a
fim de consumarmos com Ele a Redenção. Considerai o seu primeiro ensinamento:
temos de co-redimir à custa de triunfar, não sobre o próximo, mas sobre nós
mesmos. Tal como Cristo, precisamos de nos aniquilar, de sentir-nos servidores
dos outros para os conduzir a Deus.
Onde está o nosso Rei? Não será que
Jesus quer reinar, antes de mais, no coração, no teu coração? Por isso se fez
menino: quem é capaz de ter o coração fechado para uma criança? Onde está o
nosso Rei? Onde está o Cristo que o Espírito Santo procura formar na nossa
alma? Cristo não pode estar na soberba, que nos separa de Deus, nem na falta de
caridade, que nos isola dos homens. Aí não podemos encontrar Cristo, mas apenas
a solidão.
No dia da Epifania, prostrados aos pés
de Jesus Menino, diante de um Rei que não ostenta sinais externos de realeza,
podeis dizer-lhe: Senhor, expulsa a soberba da minha vida, subjuga o meu
amor-próprio, esta minha vontade de afirmação pessoal e de imposição da minha
vontade aos outros. Faz com que o fundamento da minha personalidade seja a
identificação contigo. (Cristo que passa, 31)
THALITA KUM 62
(Cfr. Lc 8, 49-56)
Jesus tem uma forma muito Sua de lidar com estas situações.
Não as despreza, como seria, talvez, legítimo esperar, não as ignora,
porque são gritantes, não foge delas porque não tem medo nenhum do quer que
seja.
Olha as pessoas no fundo da alma.
O Seu olhar trespassa o coração e deixa o homem mudo e estático, varado
como que por um raio que com a sua luz ofuscante, põe às claras todos os
pensamentos mais recônditos e escondidos.
O mesmo olhar de recriminação triste e sentida com que vai olhar para Pedro
na noite da Paixão; o mesmo olhar de ternura filial com que encarará Sua Mãe no
início da Via Crucis; o mesmo olhar cheio de fulgor apostólico com que mirou
João e Pedro e Tiago e Mateus e os outros Sete; o mesmo olhar de amorosa
expectativa que dirigiu ao jovem rico.
(AMA,
reflexões sobre o Evangelho, 2006)
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