20/03/2017

Vamos receber o Senhor

Pensaste nalguma ocasião como te prepararias para receber Nosso Senhor, se só se pudesse comungar uma vez na vida? – Agradeçamos a Deus a facilidade que temos para nos aproximarmos dele, mas... temos de agradecê-lo preparando-nos muito bem para o receber. (Forja, 828)


Jesus é o Caminho, o Medianeiro. N'Ele, tudo! Fora d'Ele nada! Em Cristo e ensinados por Ele, atrevemo-nos a chamar Pai Nosso ao Todo-Poderoso, a Ele, que fez o Céu e a Terra e que é esse Pai tão afectuoso que espera que voltemos para Ele continuamente, cada um de nós como novo e constante filho pródigo.


Ecce Agnus Dei... Domine, non sum dignus... Vamos receber o Senhor. Quando na Terra se recebem pessoas muito importantes, há luzes, música, trajes de gala. Para albergar Cristo na nossa alma, como devemos preparar-nos? Já teremos por acaso pensado como nos comportaríamos se só se pudesse comungar uma vez na vida?


Quando eu era criança, não estava ainda divulgada a prática da comunhão frequente. Recordo-me de como se preparavam as pessoas para comungar. Cuidavam com esmero a boa preparação da alma e até do corpo. Punham a melhor roupa, a cabeça bem penteada, o corpo fisicamente limpo e talvez mesmo um pouco de perfume... Eram delicadezas próprias de quem estava apaixonado, de almas finas e rectas, que sabem pagar o Amor com amor.



Com Cristo na alma, termina a Santa Missa. A bênção do Pai, do Filho e do Espírito Santo acompanha-nos durante toda a jornada, na nossa tarefa simples e normal de santificar todas as actividades nobres do homem. (Cristo que passa, 91)

Evangelho e comentário

Tempo da Quaresma

São José [1]

Evangelho: Mt 1, 16. 18-21. 24

Jacob gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, chamado Cristo.
O nascimento de Jesus deu-se do seguinte modo: Maria, sua Mãe, noiva de José, antes de terem vivido em comum, encontrara-se grávida por virtude do Espírito Santo.
Mas José, seu esposo, que era justo e não queria difamá-la, resolveu repudiá-la em segredo.
Tinha ele assim pensado, quando lhe apareceu num sonho o Anjo do Senhor, que lhe disse:
«José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo.
Ela dará à luz um filho e tu pôr-Lhe-ás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados».
Quando despertou do sono, José fez como lhe ordenara o Anjo do Senhor.

Comentário:

Talvez seja escusado, podemos pensar, ler esta descrição pormenorizada da genealogia de Jesus Cristo. Basta-nos saber - e acreditar firmemente - que, Ele, é o Filho de Deus feito homem gerado por obra e graça do Espírito Santo no seio puríssimo da Virgem Maria.

Não! 


O Evangelho foi escrito para ser lido e meditado e nada do que nele consta é dispensável.

De facto, conhecemos o Evangelho e podemos citar de cor muitas das suas passagens, mas o que temos de considerar é que, ler e meditar as páginas do Evangelho - todas - é fazer oração e, nesta, não se omite ou "salta" o que já sabemos ou é repetitivo. 

(ama, comentário sobre Mt 1, 1-17, 2010.12.17)









[1] Solenidade transferida

Leitura espiritual

A Cidade Deus
A CIDADE DE DEUS 


Vol. 2

LIVRO X

CAPÍTULO XVIII

Contra os que negam, a propósito dos milagres cumpridos para a instrução do povo de Deus, que se deva crer nos livros da Igreja.

Haverá alguém que diga que esses milagres são falsos, que nunca se realizaram, que mais não são que escritos com mentiras? Se alguém pretende com isto dizer que, em tais assuntos, absolutamente nenhum escrito é digno de
crença, também pode dizer que nenhum deus cuidou dos mortais. Com efeito, que esses deuses não conseguiram convencer os homens a prestarem-lhes culto senão operando obras maravilhosas, atesta-o a história das nações cujos deuses souberam manifestar-se mais prodigiosos do que úteis. Por isso, nesta obra, de que já temos em mãos o décimo livro, não procuram refutá-los os que negam todo o poder divino ou sustentam que este se não ocupa das coisas humanas; dirigimo-nos aos que antepõem os seus deuses ao nosso Deus, fundador da santa e gloriosíssima Cidade, ignorando que o mesmo é fundador invisível e imutável deste Mundo visível e mutável e dispensador veríssimo desta vida feliz que vem dele e não das coisas que criou.

Diz, com efeito, o seu fidelíssimo profeta:

Para mim o estar unido a Deus ê que é bom [i].

Discute-se entre os filósofos qual o último bem para a aquisição do qual devem tender todos os nossos deveres, profeta não disse: «para mim é bom abundar em riquezas ser distinguido pela púrpura e pelo ceptro ou sobressair pelo dilema»; nem, como se não envergonharam de dizer alguns filósofos: «o meu bem é o prazer do corpo»; ou melhor, como parece que disseram os melhores: «o meu bem é a virtude da minha alma». O que ele disse, foi:

Para mim o estar unido a Deus é que é bom.

Quem isto lhe ensinara foi Aquele que é o único digno das honras do sacrifício, como os seus santos anjos nos advertiram, con­firmando-o com milagres. Por isso, Ele próprio se tornara sacrifício d’Aquele cujo fogo inteligível o tinha arrebatado e abrasado e para Quem o impelia o santo desejo de um incorpóreo abraço.

Se, pois, os adoradores duma multidão de deuses (seja qual for a opinião que deles tenham) acreditam nos milagres feitos por esses deuses ou dão crédito à história das coisas profanas ou aos livros mágicos, ou, o que lhes parece mais honesto, aos livros teúrgicos — porque se recusam a crer nos factos testemunhados pelas Escrituras cuja autoridade é tanto maior quanto mais acima de todos está Aquele unicamente a Quem elas prescrevem que se ofereçam sacrifícios?

CAPÍTULO XIX

Motivo por que se deve, segundo a verdadeira religião, oferecer um sacrifício visível ao único Deus invisível e verdadeiro.

Julgam alguns que esses sacrifícios visíveis convêm aos outros deuses, mas que ao Deus invisível, maior e melhor, convêm sacrifícios invisíveis, maiores e melhores, tais como as homenagens de uma alma pura e de uma boa vontade. Não há dúvida que estes ignoram que os sacrifí­cios visíveis são sinais dos invisíveis, com o as palavras pronunciadas são sinais das coisas.

Por isso é que, assim como nas nossas preces e os nossos louvores dirigimos os sinais das nossas palavras àquele a quem oferecemos no nosso coração as próprias realidades que significamos, — assim também, ao oferecermos um sacrifício, sabemos que o sacrifício visível não deve ser oferecido senão Àquele para quem nós devemos ser, no nosso coração, o sacrifício invisível. E então que os anjos e as virtudes superiores, cuja bondade e piedade mais aumentam o seu poderio, nos concedem os seus favores e partilham da nossa alegria. E se a eles mesmos quisermos oferecê-los, eles não os aceitam de bom agrado e, quando são enviados aos homens de forma que se note a sua presença, negam-se terminantemente a aceitá-los. Há disto exemplos nas Sagradas Escrituras: alguns julgaram que deviam prestar aos anjos pela adoração e pelo sacrifício a
honra que apenas a Deus é devida; foram disso impedidos Por admoestação deles, que ordenaram os tributassem apenas Àquele a quem sabem serem devidos.

Os santos homens de Deus imitaram os santos anjos: Paulo e Barnabé, em Licaónia, por terem realizado uma cura miraculosa, foram tomados por deuses. Os licaónicos quiseram imolar-lhes vítimas. Mas na sua humilde piedade repeliram essa honra e anunciaram-lhes o Deus em Quem deviam acreditar. E, se os espíritos embusteiros orgulhosamente os exigem para si próprios, é unicamente porque sabem que eles são devidos ao verdadeiro Deus. Porque, na verdade, não é no fedor dos cadáveres que se comprazem, como pensam alguns e o diz Porfírio, mas sim nas honras divinas. Aliás, desses fedores têm eles grande abundância por toda a parte e, se mais quisessem, eles próprios a si mesmo os poderiam fornecer. Portanto, os espíritos que se arrogam a divindade deleitam-se, não com o fumo dos corpos mas com a alma do suplicante sobre a qual dominarão depois de o terem enganado e escravizado; e, assim, vedam-lhe o caminho que conduz ao verdadeiro Deus para que ele, homem, não seja sacrifício de Deus, quando sacrifica em honra de outrem em vez de sacrificar a Deus.

CAPÍTULO XX

Do verdadeiro e supremo sacrifício cumprido pelo próprio Mediador de Deus e dos homens.

Por isso o verdadeiro Mediador, que, ao tomar a forma de escravo, se tornou mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus-Cristo, sob a forma de Deus,
aceita o sacrifício com o Pai, com o qual é um só Deus; mas, sob a forma de escravo, preferiu ser sacrifício a aceitá-lo, para que ninguém aproveitasse esta oportunidade para sa­crificar a qualquer criatura. É por isto que Ele é sacerdote: é Ele quem oferece, é Ele a oblação. Desta realidade quis que seja sacramento quotidiano o sacrifício da Igreja que, sendo corpo da mesma cabeça, aprendeu a oferecer-se a si própria por intermédio d’Ele. Sinais variados e múltiplos deste verdadeiro sacrifício eram os antigos sacrifícios dos santos, sendo eles figura deste único sacrifício, como se, por muitas palavras, se expressasse uma só realidade para ser bem ponderada sem causar enfado. Com este supremo e autêntico sacrifício cessaram todos os falsos sacrifícios.

(cont)

(Revisão da versão portuguesa por ama)





[i] Salmo LXXII, 28.

Epístolas de São Paulo – 20

1ª Epístola de São Paulo aos Coríntios

I. DIVISÕES NA IGREJA (1,10-4,21)

Capítulo 2

A pregação de Paulo em Corinto, sabedoria de Deus

1Eu mesmo, quando fui ter convosco, irmãos, não me apresentei com o prestígio da linguagem ou da sabedoria, para vos anunciar o mistério de Deus. 2Julguei não dever saber outra coisa entre vós a não ser Jesus Cristo, e este, crucificado.
3Estive no meio de vós cheio de fraqueza, de receio e de grande temor. 4A minha palavra e a minha pregação nada tinham dos argumentos persuasivos da sabedoria humana, mas eram uma demonstração do poder do Espírito, 5para que a vossa fé não se baseasse na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.
6E, no entanto, é de sabedoria que nós falamos entre os perfeitos; sabedoria que não é deste mundo, nem dos chefes deste mundo, votados à destruição. 7Ensinamos a sabedoria de Deus, mistério que permaneceu oculto e que Deus, antes dos séculos, predestinou para nossa glória.
8Nenhum dos chefes deste mundo a conheceu, pois, se a tivessem conhecido, não teriam crucificado o Senhor da glória. 9Mas, como está escrito:
O que os olhos não viram, os ouvidos não ouviram, o coração do homem não pressentiu, isso Deus preparou para aqueles que o amam.
10A nós, porém, Deus o revelou por meio do Espírito. Pois o Espírito tudo penetra, até as profundidades de Deus. 11Quem, de entre os homens, conhece o que há no homem, senão o espírito do homem que nele habita? Assim também, as coisas que são de Deus, ninguém as conhece, a não ser o Espírito de Deus.
12Quanto a nós, não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que vem de Deus, para podermos conhecer os dons da graça de Deus. 13E deles não falamos com palavras que a sabedoria humana ensina, mas com as que o Espírito inspira, falando de realidades espirituais em termos espirituais.

14O homem terreno não aceita o que vem do Espírito de Deus, pois é uma loucura para ele. Não o pode compreender, pois só de modo espiritual pode ser avaliado. 15Pelo contrário, o homem espiritual julga todas as coisas e a ele ninguém o pode julgar. 16Pois quem conheceu o pensamento do Senhor, para poder instruí-lo? Mas nós temos o pensamento de Cristo.

A propósito da ideologia do género

Carta Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa

8. O "génio feminino"

Nesta perspectiva, há que pôr em relevo aquilo que o Papa João Paulo II denominou "génio feminino". Não se trata de algo que se exprima apenas na relação esponsal ou maternal, específicas do matrimónio, como pretenderia um certo romantismo. Mas estende-se ao conjunto das relações interpessoais e refere-se a todas as mulheres, casadas ou solteiras. Passa pela vocação à maternidade, sem que esta se esgote na biológica. Nesta, entretanto, comprova-se uma especial sensibilidade da mulher à vida, patente no seu desvelo na fase de maior vulnerabilidade e na sua capacidade de atenção e cuidado nas relações interpessoais.

A maternidade não é um peso de que a mulher necessite de se libertar. O que se exige é que toda a organização social apoie e não dificulte a concretização dessa vocação, através da qual a mulher encontra a sua plena realização. É de reclamar, em especial, que a inserção da mulher numa organização laboral, concebida em função dos homens, não se faça à custa da concretização dessa vocação, e se adotem todos os ajustamentos necessários.


 (cont)

Diálogos apostólicos

Diálogos apostólicos II Parte

Pergunto:

Pode apagar-se o pecado original?

Respondo:

O pecado original perdoa-se no baptismo (sacramentos). Ali se recuperam os dons principais que se perderam, os sobrenaturais: a graça e a amizade com Deus. Os outros dons alcançar-se-ão no céu. O resgate de tudo isto exigiu o sangue de Cristo.

Doutrina - 244

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

Compêndio


PRIMEIRA PARTE: A PROFISSÃO DA FÉ
PRIMEIRA SECÇÃO: «EU CREIO» – «NÓS CREMOS»

CAPÍTULO TERCEIRO: A RESPOSTA DO HOMEM A DEUS

EU CREIO

25. Como responde o homem a Deus que se revela?

Sustentado pela graça divina, o homem responde a Deus com a obediência da fé, que consiste em confiar-se completamente a Deus e acolher a sua Verdade, enquanto garantida por Ele que é a própria Verdade.



Pequena agenda do cristão

SeGUNDa-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Sorrir; ser amável; prestar serviço.

Senhor que eu faça ‘boa cara’, que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.

Lembrar-me:
Papa, Bispos, Sacerdotes.

Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.

Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.

Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?




19/03/2017

Fátima: Centenário -Oraçãoj ubilar de consagração


Salve, Mãe do Senhor,
Virgem Maria, Rainha do Rosário de Fátima!
Bendita entre todas as mulheres,
és a imagem da Igreja vestida da luz pascal,
és a honra do nosso povo,
és o triunfo sobre a marca do mal.

Profecia do Amor misericordioso do Pai,
Mestra do Anúncio da Boa-Nova do Filho,
Sinal do Fogo ardente do Espírito Santo,
ensina-nos, neste vale de alegrias e dores,
as verdades eternas que o Pai revela aos pequeninos.

Mostra-nos a força do teu manto protector.
No teu Imaculado Coração,
sê o refúgio dos pecadores
e o caminho que conduz até Deus.

Unido/a aos meus irmãos,
na Fé, na Esperança e no Amor,
a ti me entrego.
Unido/a aos meus irmãos, por ti, a Deus me consagro,
ó Virgem do Rosário de Fátima.

E, enfim, envolvido/a na Luz que das tuas mãos nos vem,
darei glória ao Senhor pelos séculos dos séculos.


Ámen.

Fátima: Centenário - Oração diária


Senhora de Fátima:

Neste ano do Centenário da tua vinda ao nosso País, cheios de confiança vimos pedir-te que continues a olhar com maternal cuidado por todos os portugueses.
No íntimo dos nossos corações instala-se alguma apreensão e incerteza em relação a este nosso País.

Sabes bem que nos referimos às diferenças de opinião que se transformam em desavenças, desunião e afastamento; aos casais desfeitos com todas as graves consequências; à falta de fé e de prática da fé; ao excessivo apego a coisas passageiras deixando de lado o essencial; aos respeitos humanos que se traduzem em indiferença e falta de coragem para arrepiar caminho; às doenças graves que se arrastam e causam tanto sofrimento.
Faz com que todos, sem excepção, nos comportemos como autênticos filhos teus e com a sinceridade, o espírito de compreensão e a humildade necessárias para, com respeito de uns pelos outros, sermos, de facto, unidos na Fé, santos e exemplo para o mundo.

Que nenhum de nós se perca para a salvação eterna.

Como Paulo VI, aqui mesmo em 1967, te repetimos:

“Monstra te esse Matrem”, Mostra que és Mãe.

Isto te pedimos, invocando, uma vez mais, ao teu Dulcíssimo Coração, a tua protecção e amparo.


AMA, Fevereiro, 2017

Deves ter uma intensa devoção à nossa Mãe

Invoca a Santíssima Virgem; não deixes de pedir-lhe que se mostre sempre tua Mãe – "monstra te esse Matrem!" – e que te alcance, com a graça do seu Filho, clareza de boa doutrina na inteligência e amor e pureza no coração, com o fim de saberes ir até Deus e levar-lhe muitas almas. (Forja, 986)


Deves ter uma intensa devoção à nossa Mãe. Ela sabe corresponder com finura aos obséquios que Lhe fizermos. Além disso, se rezares o Terço todos os dias com espírito de fé e de amor, Nossa Senhora encarregar-se-á de te levar muito longe pelo caminho do seu Filho. (Sulco, 691)


Sem o auxílio da nossa Mãe, como havemos de aguentar-nos na luta diária? – Procuras essa ajuda constantemente? (Sulco, 692)


O amor à nossa Mãe será sopro que transforme em lume vivo as brasas de virtude que estão ocultas sob o rescaldo da tua tibieza. (Caminho, 492)


Ama a Senhora. E Ela te obterá graça abundante para venceres nesta luta quotidiana. – E de nada servirão ao maldito essa coisas perversas, que sobem e sobem, fervendo dentro de ti, até quererem sufocar, com a sua podridão bem cheirosa, os grandes ideais, os mandamentos sublimes que o próprio Cristo pôs no teu coração. – "Serviam!" – Servirei! (Caminho, 493)



A Jesus sempre se vai e se "torna a ir" por Maria. (Caminho, 495)

Evangelho e comentário

Tempo da Quaresma


Evangelho: Jo 4, 5-42

Naquele tempo, chegou Jesus a uma cidade da Samaria, chamada Sicar, junto da propriedade que Jacob tinha dado a seu filho José, onde estava o poço de Jacob. Jesus, cansado da caminhada, sentou-Se à beira do poço. Era por volta do meio-dia. Veio uma mulher da Samaria para tirar água. Disse-lhe Jesus: «Dá-Me de beber». Os discípulos tinham ido à cidade comprar alimentos. Respondeu-Lhe a samaritana: «Como é que Tu, sendo judeu, me pedes de beber, sendo eu samaritana?». De facto, os judeus não se dão com os samaritanos. Disse-lhe Jesus: «Se conhecesses o dom de Deus e quem é Aquele que te diz: ‘Dá-Me de beber’, tu é que Lhe pedirias e Ele te daria água viva». Respondeu-Lhe a mulher: «Senhor, Tu nem sequer tens um balde, e o poço é fundo: donde Te vem a água viva? Serás Tu maior do que o nosso pai Jacob, que nos deu este poço, do qual ele mesmo bebeu, com os seus filhos e os seus rebanhos?». Disse-Lhe Jesus: «Todo aquele que bebe desta água voltará a ter sede. Mas aquele que beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede: a água que Eu lhe der tornar-se-á nele uma nascente que jorra para a vida eterna». «Senhor, – suplicou a mulher – dá-me dessa água, para que eu não sinta mais sede e não tenha de vir aqui buscá-la». Disse-lhe Jesus: «Vai chamar o teu marido e volta aqui». Respondeu-lhe a mulher: «Não tenho marido». Jesus replicou: «Disseste bem que não tens marido, pois tiveste cinco e aquele que tens agora não é teu marido. Neste ponto falaste verdade». Disse-lhe a mulher: «Senhor, vejo que és profeta. Os nossos antepassados adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém que se deve adorar». Disse-lhe Jesus: «Mulher, acredita em Mim: Vai chegar a hora em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus. Mas vai chegar a hora – e já chegou – em que os verdadeiros adoradores hão-de adorar o Pai em espírito e verdade, pois são esses os adoradores que o Pai deseja. Deus é espírito e os seus adoradores devem adorá-l’O em espírito e verdade». Disse-Lhe a mulher: «Eu sei que há-de vir o Messias, isto é, Aquele que chamam Cristo. Quando vier, há-de anunciar-nos todas as coisas». Respondeu-lhe Jesus: «Sou Eu, que estou a falar contigo». Nisto, chegaram os discípulos e ficaram admirados por Ele estar a falar com aquela mulher, mas nenhum deles Lhe perguntou: «Que pretendes?», ou então: «Porque falas com ela?». A mulher deixou a bilha, correu à cidade e falou a todos: «Vinde ver um homem que me disse tudo o que eu fiz. Não será Ele o Messias?». Eles saíram da cidade e vieram ter com Jesus. Entretanto, os discípulos insistiam com Ele, dizendo: «Mestre, come». Mas Ele respondeu-lhes: «Eu tenho um alimento para comer que vós não conheceis». Os discípulos perguntavam uns aos outros: «Porventura alguém Lhe trouxe de comer?». Disse-lhes Jesus: «O meu alimento é fazer a vontade d’Aquele que Me enviou e realizar a sua obra. Não dizeis vós que dentro de quatro meses chegará o tempo da colheita? Pois bem, Eu digo-vos: Erguei os olhos e vede os campos, que já estão loiros para a ceifa. Já o ceifeiro recebe o salário e recolhe o fruto para a vida eterna e, deste modo, se alegra o semeador juntamente com o ceifeiro. Nisto se verifica o ditado: ‘Um é o que semeia e outro o que ceifa’. Eu mandei-vos ceifar o que não trabalhastes. Outros trabalharam e vós aproveitais-vos do seu trabalho». Muitos samaritanos daquela cidade acreditaram em Jesus, por causa da palavra da mulher, que testemunhava: «Ele disse-me tudo o que eu fiz». Por isso os samaritanos, quando vieram ao encontro de Jesus, pediram-Lhe que ficasse com eles. E ficou lá dois dias. Ao ouvi-l’O, muitos acreditaram e diziam à mulher: «Já não é por causa das tuas palavras que acreditamos. Nós próprios ouvimos e sabemos que Ele é realmente o Salvador do mundo».

Comentário:

É notável a confiança dos discípulos no Mestre. Estranham insólita cena com que se deparam – Jesus falando com uma mulher Samaritana – mas não fazem perguntas.

O resultado, imediato, desta confiança é assistirem a algo ainda mais insólito: os samaritanos vêm ter com Jesus e pedem-lhe para ficar com eles e, durante dois dias, é-lhes dado ver como Jesus, que não faz acepção de pessoas, os ensina e doutrina de tal forma que o Evangelho confirma que

«Muitos mais acreditaram n'Ele em virtude da Sua pala­vra.»

Todas as almas interessam no apostolado e todas as ocasiões são boas para o fazer, mesmo quando, aparentemente, talvez não seja adequado, a ocasião propícia ou a pessoa a mais indicada.

(ama, comentário sobre Jo 4, 5-42, 30.11.2016)







Leitura espiritual

A Cidade Deus
A CIDADE DE DEUS 


Vol. 2

LIVRO X


CAPÍTULO XVI

Para se merecer a vida eterna tem que se acreditar nos anjos que para si exigem honras divinas ou nos que mandam servir em santa religião, não a si, mas ao único Deus?

Mas em que anjos elevemos acreditar a propósito da vida eterna? Nos que pretendem que sejam eles próprios honrados com ritos religiosos, pedindo aos mortais que lhes prestem culto e sacrifícios? Ou nos que declaram que esse culto é todo ele devido ao único Deus criador do universo e deve, com o eles próprios dizem, ser prestado com autêntica piedade. Àquele cuja contemplação faz a felicidade deles e, conforme prometem, fará a nossa? Realmente, a visão de Deus é visão de uma tal beleza, digna de um tão grande amor que, sem ela, o homem dotado e cumulado de todos os bens nem por isso deixa de ser, como Plotino não hesita em afirmar, o maior desgraçado. Quando, pois, diversos anjos, com sinais prodigiosos nos convidam a prestarmos culto de latria, uns ao Deus único, outros a eles próprios, proibindo, todavia, os primeiros que se adorem os segundos, não ousando estes proibir que se adore aquele — a quais de uns e outros se deve prestar crédito? Respondam os platónicos, respondam os filósofos de qualquer escola, respondam os teurgos ou antes os periurgos — já que esta é a palavra que mais convém a todas estas práticas. Enfim, respondam os homens, se neles existe, um a parte que seja, daquele sentido da sua natureza que os torna racionais; respondam, digo eu:

Deve-se sacrificar a estes anjos ou deuses que o exigem para si próprios, ou só Aquele ao qual nos ordenam que o fa­çamos os que no-lo proíbem quer em sua honra quer em honra dos outros?

E se nem uns nem outros fizessem milagres, limitando-se uns a prescrever sacrifícios em sua própria honra, e outros a prescrevê-los para os reservarem ao único Deus — a piedade deveria bastar para distinguir o que provém de um orgulho insolente do que deriva dum espírito autenticam ente religioso. Direi mais: Se os que reclamam para si sacrifícios fossem os únicos a abalar as almas humanas pelos seus prodígios, e aqueles que as prescrevem para os reservarem ao Deus único não se dignassem fazer esses milagres visíveis, — seguramente que a autoridade destes últimos deveria prevalecer, não aos olhos do corpo, mas ao juízo da razão. Mas Deus, para dar maior credibilidade às suas palavras de verdade, fez, por intermédio destes imortais mensageiros que proclamam, não o seu orgulho, mas a majestade de Deus, milagres maiores, mais autênticos, mais brilhantes, para que não tivessem qualquer facilidade de persuadir os piedosos débeis da sua falsa religião os que, com a ostentação dos prodígios sensíveis, exigem para si próprios sacrifícios. Quem é que gostará de ser louco ao ponto de não escolher a verdade que deve seguir precisamente onde encontra os maiores sinais a admirar?

A história refere, realmente, alguns milagres dos deuses dos gentios. (Não me refiro aos fenómenos estranhos que, uma vez por outra, acontecem devido a causas ocultas da natureza, sempre estabelecidas e ordenadas pela providência divina; inusitados partos de animais, espectá­culos insólitos no Céu e na Terra, simplesmente terríficos mas às vezes também nocivos, que, a crer na astúcia enganadora dos demónios, são pelos seus ritos conjurados e mitigados. Falo antes desses prodígios que apresentam com bastante evidência como um efeito da sua força e poderio, tais como: as imagens dos deuses Penates, que Eneias levou consigo ao fugir de Tróia, andarem, ao que se diz, por si próprias de um lugar para o outro; Tarquínio cortar um penhasco com uma navalha; a serpente de Epidauro acompanhar Esculápio enquanto ele navegou até Roma; uma mulherzinha, para provar a sua castidade, conseguir mover e arrastar, atada a um cinto, a nau em que era transportada a imagem da Mãe — Frigia que se tinha mantido imóvel apesar dos esforços de tantos homens e bois; uma virgem Vestal cuja integridade era contestada, pôr fim à discussão enchendo um crivo de água do Tibre sem ela se derramar). Estes prodígios e outros quejandos em nada se comparam com o poder e a grandeza dos operados, como lemos, entre o povo de Deus. Muito menos com estes se com param ainda aquelas práticas, mágicas e teúrgicas, tidas por dignas de serem proibidas e castigadas pela lei dos próprios povos que adoravam esses deuses! A maior parte de tais prodígios eram puras aparências com que enganavam os sentidos dos mortais utilizando um hábil jogo de imagens — como era o caso de, como diz Lucano, se fazer descer a Lua:

A té que, de perto derrame a sua baba sobre as ervas
rasteiras
[i].

Se alguns destes factos parecem igualar materialmente algumas das obras dos santos, o fim que as distingue manifesta a incomparável superioridade destas. No primeiro caso trata-se de uma multidão de deuses que merecem as honras dos sa­crifícios tanto menos quanto mais as reclamam; no outro caso, é o Deus único que nos é recomendado: mas que — com o no-lo atestam as suas Escrituras e com o no-lo mostra, mais tarde, a abolição desses sacrifícios — não tem necessidade de semelhantes homenagens.

Se, portanto, alguns anjos reivindicam para si o sacrifício, é necessário preferir-lhes aqueles que o não reclamam para si mas sim para o Deus que servem, Criador de todas as coisas. É por aí, realmente, que eles mostram com que sincero amor nos amam , pois querem pelo sacrifício fazer de nós, não súbditos seus mas antes súbditos d’Aquele cuja contemplação faz a sua felicidade, e querem ainda ajudar-nos a chegar até Àquele que jamais abandonaram . E se os anjos reclamam sacrifícios — não apenas para um mas para vários, não para eles próprios mas para os deuses de quem são anjos — mesmo, então, é necessá­rio preferir-lhes os que são anjos do único Deus dos deuses: estes anjos com tal força ordenam que só a Deus único se ofereçam sacrifícios, que chegam a proibir se ofereçam a qualquer outro — ao passo que nenhum dos outros anjos proíbe que se ofereçam sacrifícios Àquele ao qual estes ordenam que se ofereçam. Mas se, como o indica a sua soberba falácia, aqueles que reclamam sacrifícios, não para o único Deus Soberano, mas para si próprios, não são nem bons anjos nem anjos dos deuses bons, mas maus demónios — que protecção mais poderosa poderem os escolher contra eles do que a do Deus único de quem são servidores os anjos bons que nos prescrevem que ofereçam os sacrifícios não a eles, mas Àquele de quem nós próprios devemos ser o sacrifício?


CAPÍTULO XVII

Da Arca do Testamento e dos milagres que Deus operou para recomendar a autoridade da sua lei e das suas promessas.

Por isso é que a lei de Deus promulgada pelo ministério dos anjos, prescrevendo que se prestasse culto religioso ao único Deus dos deu­ses e proibindo que se prestasse a qualquer outro, foi colocada numa arca chamada Arca do Testemunho. Com este nome se significa suficientemente que Deus, objecto de todo o culto, não costuma estar encerrado nem contido num lugar: embora as suas respostas e certos sinais perceptíveis aos sentidos saíssem do lugar em que se encontrava a Arca, mais não eram do que testemunhos da sua vontade. Como já disse, a pró­pria lei escrita em tábuas de pedra estava colocada na Arca; durante a viagem pelo deserto os sacerdotes transportavam-na com o respeito que lhe era devido, juntamente com um a tenda também chamada Tenda do Testemunho. Havia um sinal que aparecia durante o dia como uma nuvem e durante a noite brilhava como o fogo; quando esta nuvem se movia, levantava-se o acampamento quando ela parava, acampava-se. Grandes milagres — além dos factos já referidos e das vozes que saíam do lugar onde estava a Arca — prestavam testemunho a essa lei. A entrada da Terra Prometida, quando a Arca passou o Jordão, o rio reteve as suas águas a montante e deixou-as correr a jusante, permitindo que tanto o povo como ela o atravessassem a pé enxuto. Depois a Arca foi passeada, sete vezes à volta da primeira cidade inimiga, que adorava, conforme era costume dos gentios, um grande número de deuses — e, repentinamente, as muralhas esboroaram-se sem qualquer exército as ter atacado, sem qualquer embate do aríete. Quando, ainda mais tarde, os hebreus já habitavam na Terra Prometida, foi a Arca tomada pelos inimigos em consequência dos seus pecados. Os que a tomaram colocaram-na com todas as honras no templo do deus que adoravam acima de todos, e aí a deixaram fe­chada. No dia seguinte, ao abrirem o templo, encontraram derrubado e vergonhosamente despedaçado, o ídolo a que dirigiam as suas preces. Depois, emocionados pelos prodígios e ainda mais vergonhosamente castigados, restituíram a Arca do divino Testemunho ao povo ao qual a tinham tomado. E vejam como é que foi essa restituição! Colocaram a Arca sobre um a carroça jungida a duas novilhas às quais retiraram os vitelos que amamentavam, e deixaram-nas ir para onde quisessem, procurando desta forma pôr à prova o poder divino. E elas, sem condutor, sem guia, seguiram direitinhas em direcção aos hebreus, surdas aos mugidos das crias esfomeadas, e levaram este grande mistério (sacramentum) aos que o veneravam.

Estes prodígios e outros que tais são pequenos aos olhos de Deus, mas grandes pelos ensinamentos que devem prestar e pelo salutar temor que devem inspirar aos mortais. Se alguns filósofos, sobretudo os platónicos, são glorificados por serem mais sá­bios do que os outros ao ensinarem, como um pouco atrás recordei, que a Divina Providência se ocupa dos mais pequeninos seres da Terra, como o com provam as belezas harmoniosas que revestem os corpos dos vivos, mesmo das plantas e até das ervas do campo — quão mais evidente é o testemunho prestado à divindade por todos estes prodígios realizados à hora em
que é proclamada, no lugar em que é recomendada, uma religião que proíbe se ofereçam sacrifícios a qualquer criatura do Céu, da Terra, dos Infernos, e estabelece que eles sejam reservados ao único Deus que é o único que ama e
que, amado, nos faz felizes! É Ele que, de antemão, delimita os tempos em que esses sacrifícios serão prescritos e anuncia que eles tomarão uma nova e melhor forma nas mãos de um sacerdote mais perfeito, atestando assim que não os desejava, mas que eles eram a figura de melhores realidades: por eles queria, não ser exaltado por tais honras, mas mo­ver-nos a adorá-lo para felicidade nossa e não sua, e unir-nos a Ele inflamados pelo fogo do seu amor.


(cont)

(Revisão da versão portuguesa por ama)





[i] Luciano, Farsália, VI, 506.

Epístolas de São Paulo – 19

1ª Epístola de São Paulo aos Coríntios

Capítulo 1

PRÓLOGO (1,1-9)

Saudação

1Paulo, chamado por vontade de Deus a ser apóstolo de Cristo Jesus, e Sóstenes, nosso irmão, 2à igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados a ser santos, com todos os que em qualquer lugar invocam o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso: 3graça e paz vos sejam dadas da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.

Acção de graças

4Dou incessantemente graças ao meu Deus por vós, pela graça de Deus que vos foi concedida em Cristo Jesus. 5Pois nele é que fostes enriquecidos com todos os dons, tanto da palavra como do conhecimento. 6Assim, foi confirmado em vós o testemunho de Cristo, 7de modo que não vos falta graça alguma, a vós que esperais a manifestação de Nosso Senhor Jesus Cristo.
8É Ele também que vos confirmará até ao fim, para que sejais encontrados irrepreensíveis no Dia de Nosso Senhor Jesus Cristo. 9Fiel é Deus, por quem fostes chamados à comunhão com seu Filho, Jesus Cristo Nosso Senhor.

I. DIVISÕES NA IGREJA (1,10-4,21)

Divisões na Comunidade

10Peço-vos, irmãos, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, que estejais todos de acordo e que não haja divisões entre vós; permanecei unidos num mesmo espírito e num mesmo pensamento. 11Pois, meus irmãos, fui informado pelos da casa de Cloé, que há discórdias entre vós.
12Refiro-me ao facto de cada um dizer: «Eu sou de Paulo», ou «Eu sou de Apolo», ou «Eu sou de Cefas», ou «Eu sou de Cristo». 13Estará Cristo dividido? Porventura Paulo foi crucificado por vós? Ou fostes baptizados em nome de Paulo?
14Dou graças a Deus por não ter baptizado nenhum de vós, a não ser Crispo e Gaio, 15para que ninguém diga que fostes baptizados em meu nome. 16Baptizei também a família de Estéfanes, mas, além destes, não sei se baptizei mais alguém.

Sabedoria do mundo e loucura da cruz - 17Na verdade, Cristo não me enviou a baptizar, mas a pregar o Evangelho, e sem recorrer à sabedoria da linguagem, para não esvaziar da sua eficácia a cruz de Cristo.
18A linguagem da cruz é certamente loucura para os que se perdem mas, para os que se salvam, para nós, é força de Deus. 19Pois está escrito:
Destruirei a sabedoria dos sábios e rejeitarei a inteligência dos inteligentes.
20Onde está o sábio? Onde está o letrado? Onde está o investigador deste mundo? Acaso não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo?
21Pois, já que o mundo, por meio da sua sabedoria, não reconheceu a Deus na sabedoria divina, aprouve a Deus salvar os que crêem, pela loucura da pregação.
22Enquanto os judeus pedem sinais e os gregos andam em busca da sabedoria, 23nós pregamos um Messias crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os gentios. 24Mas, para os que são chamados, tanto judeus como gregos, Cristo é poder e sabedoria de Deus.
25Portanto, o que é tido como loucura de Deus, é mais sábio que os homens, e o que é tido como fraqueza de Deus, é mais forte que os homens.
26Considerai, pois, irmãos, a vossa vocação: humanamente falando, não há entre vós muitos sábios, nem muitos poderosos, nem muitos nobres.
27Mas o que há de louco no mundo é que Deus escolheu para confundir os sábios; e o que há de fraco no mundo é que Deus escolheu para confundir o que é forte.
28O que o mundo considera vil e desprezível é que Deus escolheu; escolheu os que nada são, para reduzir a nada aqueles que são alguma coisa.

29Assim, ninguém se pode vangloriar diante de Deus. 30É por Ele que vós estais em Cristo Jesus, que se tornou para nós sabedoria que vem de Deus, justiça, santificação e redenção, 31a fim de que, como diz a Escritura, aquele que se gloria, glorie-se no Senhor.