29/11/2015

Índice de publicações em 29 NOV

Índice de publicações em Nov 29

São Josemaria – Textos

AMA - Comentários ao Evangelho Lc 21 25-28 34-36,Papa Francisco - Catequese sobre a família

AT - Salmos – 29

Idade Média


Agenda Domingo

Pequena agenda do cristão


DOMINGO



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Viver a família.

Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada um, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres.

Lembrar-me:
Cultivar a Fé.

São Tomé, prostrado a Teus pés, disse-te: Meu Senhor e meu Deus!
Não tenho pena nem inveja de não ter estado presente. Tu mesmo disseste: Bem-aventurados os que crêem sem terem visto.
E eu creio, Senhor.
Creio firmemente que Tu és o Cristo Redentor que me salvou para a vida eterna, o meu Deus e Senhor a quem quero amar com todas as minhas forças e, a quem ofereço a minha vida. Sou bem pouca coisa, não sei sequer para que me queres mas, se me crias-te é porque tens planos para mim. Quero cumpri-los com todo o meu coração.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?



Antigo testamento / Salmos

Salmo 29




1 Atribuam ao Senhor, ó seres celestiais, atribuam ao Senhor glória e força.
2 Atribuam ao Senhor a glória que o seu nome merece; adorem o Senhor no esplendor do seu santuário.
3 A voz do Senhor ressoa sobre as águas; o Deus da glória troveja, o Senhor troveja sobre as muitas águas.
4 A voz do Senhor é poderosa; a voz do Senhor é majestosa.
5 A voz do Senhor quebra os cedros; o Senhor despedaça os cedros do Líbano.
6 Ele faz o Líbano saltar como bezerro, o Siriom como novilho selvagem.
7 A voz do Senhor corta os céus com raios flamejantes.
8 A voz do Senhor faz tremer o deserto; o Senhor faz tremer o deserto de Cades.
9 A voz do Senhor retorce os carvalhos e despe as florestas. E no seu templo todos clamam: "Glória!"
10 O Senhor assentou-se soberano sobre o Dilúvio; o Senhor reina soberano para sempre.

11 O Senhor dá força ao seu povo; o Senhor dá a seu povo a bênção da paz.

Evangelho, comentário, L. espiritual


 Tempo do Advento


Evangelho: Lc 21, 25-28. 34-36

25 «Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na terra haverá consternação dos povos pela confusão do bramido do mar e das ondas, 26 morrendo os homens de susto, na expectativa do que virá sobre toda a terra, porque as próprias forças celestes serão abaladas. 27 Então verão o Filho do Homem vir sobre uma nuvem com grande poder e majestade. 28 Quando começarem, pois, a suceder estas coisas, erguei-vos e levantai as vossas cabeças, porque está próxima a vossa libertação».
34 «Velai, pois, sobre vós, para que não suceda que os vossos corações se tornem pesados com o excesso do comer e do beber e com os cuidados desta vida, e para que aquele dia não vos apanhe de improviso; 35 porque ele virá como uma armadilha sobre todos os que habitam a superfície de toda a terra. 36 Vigiai, pois, orando sem cessar, a fim de que vos torneis dignos de evitar todos estes males que devem suceder, e de aparecer com confiança diante do Filho do Homem».

Comentário:

Começou o Advento, começou o tempo de preparação para a vinda do Redentor.
Com a Sua vinda à terra, assumindo a nossa humanidade, igual em tudo a nós, excepto no pecado, Jesus Cristo vem como o Salvador, o que, redimindo-nos com a Sua Morte e Ressurreição, nos restitui os direitos perdidos como consequência do pecado.

Há que estar preparado e, por isso, a Igreja estabeleceu este tempo do Advento – de preparação para O que há-de vir – para que reentremos em nós mesmos e, seguindo os avisos de João Baptista, endireitemos os nossos caminhos e aplanemos as dificuldades para que, o Senhor, quando vier, encontre os nossos corações dispostos para O receber.

Ele tem muito a dizer-nos e só com o coração limpo e despido de atavios e coisas que não interessam, que fomos acumulando ao longo do ano, poderemos receber e entender a Sua mensagem de salvação.
(ama, comentário sobre Lc 21, 25-28. 34-36, 2009.07.14)

Leitura espiritual

 

Catequeses sobre a família 4

Amados irmãos e irmãs, bom dia!

Retomamos o caminho das catequeses sobre a família.

Hoje deixamo-nos guiar pela palavra «pai».
Uma palavra que a nós cristãos é muito querida, porque é o nome com o qual Jesus nos ensinou a dirigir-nos a Deus: pai.
O sentido deste nome recebeu uma nova profundidade precisamente a partir do momento em que Jesus o usava para se dirigir a Deus e manifestar a sua relação especial com Ele.

O mistério bendito da intimidade de Deus, Pai, Filho e Espírito, revelado por Jesus, é o coração da nossa fé cristã.
«Pai» é uma palavra que todos conhecem, é uma palavra universal. Ela indica uma relação fundamental cuja realidade é antiga como a história do homem.

Contudo, hoje chegou-se a afirmar que a nossa seria «uma sociedade sem pais».

Noutros termos, sobretudo na cultura ocidental, a figura do pai estaria simbolicamente ausente, esvaecida, removida.
Num primeiro momento, isto foi sentido como uma libertação: libertação do pai-patrão, do pai como representante da lei que se impõe de fora, do pai como censor da felicidade dos filhos e impedimento à emancipação e à autonomia dos jovens.
Por vezes havia casos em que no passado reinava o autoritarismo, em certos casos até a prepotência: pais que tratavam os filhos como servos, sem respeitar as exigências pessoais do seu crescimento; pais que não os ajudavam a empreender o seu caminho com liberdade — mas não é fácil educar um filho em liberdade —; pais que não os ajudavam a assumir as próprias responsabilidades para construir o seu futuro e o da sociedade.
Certamente, esta não é uma boa atitude; mas, como acontece muitas vezes, passa-se de um extremo ao outro.
O problema nos nossos dias não parece ser tanto a presença invadente dos pais, mas ao contrário a sua ausência, o seu afastamento. Por vezes os pais estão tão concentrados em si mesmos e no próprio trabalho ou então nas próprias realizações pessoais, que se esquecem até da família.
E deixam as crianças e os jovens sozinhos.
Quando eu era bispo de Buenos Aires apercebia-me do sentido de orfandade que vivem os jovens de hoje; e muitas vezes perguntava aos pais se brincavam com os seus filhos, se tinham a coragem e o amor de perder tempo com os filhos.
E a resposta era feia, na maioria dos casos: «Mas, não posso, porque tenho tanto trabalho...».
E o pai estava ausente daquele filho que crescia, não brincava com ele, não, não perdia tempo com ele.
Mas, neste caminho comum de reflexão sobre a família, gostaria de dizer a todas as comunidades cristãs que devemos estar mais atentos: a ausência da figura paterna da vida das crianças e dos jovens causa lacunas e feridas que podem até ser muito graves.
Com efeito os desvios das crianças e dos adolescentes em grande parte podem estar relacionados com esta falta, com a carência de exemplos e de guias respeitáveis na sua vida de todos os dias, com a falta de proximidade, com a carência de amor por parte dos pais.
É mais profundo de quando pensamos o sentido de orfandade que tantos jovens vivem.
São órfãos na família, não dão aos filhos, com o seu exemplo acompanhado pelas palavras, aqueles princípios, aqueles valores, aquelas regras de vida das quais precisam como do pão.
A qualidade educativa da presença paterna é tanto mais necessária quanto mais o pai é obrigado pelo trabalho a estar distante de casa.
Por vezes parece que os pais não sabem bem que lugar ocupar na família e como educar os filhos.
E então, na dúvida, abstêm-se, retiram-se e descuidam as suas responsabilidades, talvez refugiando-se numa relação improvável «ao nível» dos filhos.
É verdade que deves ser «companheiro» do teu filho, mas sem esquecer que és o pai!
Se te comportas só como um companheiro igual ao teu filho, isto não será bom para o jovem.
E vemos este problema também na comunidade civil.
A comunidade civil com as suas instituições, tem uma certa responsabilidade — podemos dizer paterna — em relação aos jovens, uma responsabilidade que por vezes descuida e exerce mal.
Também, muitas vezes, ela os deixa órfãos e não lhes propõe uma verdadeira perspectiva.
Assim, os jovens permanecem órfãos de caminhos seguros para percorrer, órfãos de mestres nos quais confiar, órfãos de ideais que aqueçam o coração, órfãos de valores e de esperanças que os amparem diariamente.
Talvez sejam ídolos em abundância mas é-lhes roubado o coração;
São estimulados a sonhar divertimentos e prazeres, mas não lhes é dado trabalho;
São iludidos com o deus dinheiro, mas são-lhes negadas as verdadeiras riquezas.
E então fará bem a todos, aos pais e aos filhos, ouvir de novo a promessa que Jesus fez aos seus discípulos:
«Não vos deixarei órfãos» [i].
De facto, Ele é o Caminho a percorrer, o Mestre a ouvir, a Esperança de que o mundo pode mudar, de que o amor vence o ódio, que pode haver um futuro de fraternidade e de paz para todos.
Algum de vós poderia dizer-me:
«Mas Padre, hoje foi demasiado negativo.
Só falou da ausência dos pais, do que acontece quando os pais não acompanham o crescimento dos filhos...
É verdade, quis frisar isto, porque na próxima quarta-feira continuarei esta catequese pondo em evidência a beleza da paternidade.
Por isso escolhi começar pela escuridão para chegar à luz.

Que o Senhor nos ajude a compreender bem estas coisas.

Obrigado.

papa francisco, Audiência Geral 28 de Janeiro de 2015





[i] Jo 14, 18

Sobre a Idade Média - 5

Resultado de imagem para idade médiaDinamismo:

Dinamismo é uma palavra que, a meu ver, define a essência da Idade Média.
A começar pelas cortes itinerantes de seus monarcas que tardaram a se fixar em capitais.
Na política, nas artes, no meio erudito predominam as transformações.
Quando no século XII o abade Suger decide fazer uma reforma para ampliar sua abadia de St-Dennis, na França, gera uma arquitectura completamente nova, visando expressar em suas linhas e em sua obsessão pela entrada de luz no edifício a Teologia da Luz, fruto da redescoberta dos tratados de influência neoplatónica do Pseudo-Dionísio Areopagita.

Pela mesma época, a sobreposição de vozes em cima da tradicional melodia do cantochão gregoriano abria o caminho para a polifonia na música.
Se pensarmos em ambientes bastante heterogéneos como os reinos da Península Ibérica ou as cidades italianas, esse dinamismo torna-se ainda mais notável.
Entretanto, o dinamismo mais característico foi o das universidades: o homem de saber medieval era um cidadão da Cristandade, deslocando-se frequentemente em busca do conhecimento e dos mestres famosos.



(cont em 06 Dez)



Texto de rafael de mesquita diehl, professor e historiador formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e mestrando pela mesma universidade. Publicado pelo site Revista Vila Nova.


(revisão da versão portuguesa por ama)

Não basta seres bom; tens de parecê-lo

Não basta seres bom; tens de parecê-lo. Que dirias tu de uma roseira que não produzisse senão espinhos? (Sulco, 735)

Compreendeste o sentido da amizade quando te sentiste como pastor de um pequeno rebanho, que tinhas abandonado, e que procuras agora reunir novamente, disposto a servir cada um. (Sulco, 730)

Não podes ser um elemento passivo. Tens de converter-te em verdadeiro amigo dos teus amigos: ajudá-los! Primeiro, com o exemplo da tua conduta. E, depois, com o teu conselho e com o ascendente que a intimidade dá. (Sulco, 731)

Pensa bem nisto, e age em conformidade: essas pessoas, que te acham antipático, deixarão de pensar assim quando repararem que as amas deveras. Depende de ti. (Sulco, 734)

Consideras-te amigo porque não dizes uma palavra má. É verdade; mas também não vejo em ti uma obra boa de exemplo, de serviço...

– Estes são os piores amigos. (Sulco, 740)

28/11/2015

Índice de publicações em 28 NOV

Índice de publicações em Nov 28

São Josemaria – Textos

AMA - Comentários ao Evangelho Lc 21 34-36, Papa Francisco - Catequese sobre a família

AT - Salmos – 28

São Tomás de Aquino – Suma Teológica, Suma Teológica - Tratado da Vida de Cristo - Quest 37 - Art 2

Papa Francisco (Como não cair na corrupção)


Agenda Sábado

Corrupção - Papa Francisco

Papa Francisco explica como não cair na tentação da corrupção.

Os corruptos não sabem louvar a Deus, são apegadas ao dinheiro e ao poder, a uma forma de mundanidade.
Onde há apego ao dinheiro e ao poder, sempre existe a tentação da corrupção.
Esta foi a advertência do Papa Francisco na missa de hoje na Casa Santa Marta.

Na sua homilia, o Papa partiu da primeira leitura extraída do Livro dos Macabeus, que narra a alegria do povo pela reconsagração do Templo profanado pelos pagãos e pelo espírito mundano.

O Papa comentou a vitória dos que foram perseguidos pelo pensamento único. O povo de Deus festeja, porque reencontra “a própria identidade”. “A festa é algo que a mundanidade não sabe fazer, não pode fazer! O espírito mundano leva-nos, no máximo, a divertir-nos um pouco, a fazer um pouco de barulho, mas a alegria vem somente da fidelidade à Aliança”.

No Evangelho, Jesus expulsa os mercantes do Templo, dizendo: “Está escrito: a minha casa será casa de oração. Vocês, ao invés, fizeram um covil de ladrões”. Assim como durante a época dos Macabeus o espírito mundano “tinha tomado o lugar da adoração ao Deus Vivo”. Agora, isso acontece de outra maneira.

“Os chefes do Templo, os chefes dos sacerdotes – diz o Evangelho – e os escribas tinham mudado um pouco as coisas. Entraram num processo de degradação e tornaram o Templo “sujo”. Sujaram o Templo!”

“O Templo é um ícone da Igreja. A Igreja sempre – sempre! – sofrerá a tentação da mundanidade e a tentação de um poder que não é poder que Jesus Cristo quer para ela! Jesus não diz: ‘Não, isso não se faz. Façam lá fora’. Diz: ‘Vocês fizeram um covil de ladrões aqui!’. E quando a Igreja entra neste processo de degradação, o fim é muito feio. Muito feio!”.

Perigo da corrupção

“Há sempre na Igreja a tentação da corrupção. É quando a Igreja, em vez de ser apegada à fidelidade ao Senhor Jesus, ao Senhor da paz, da alegria, da salvação, quando em vez de fazer isto, é apegada ao dinheiro e ao poder. Isso acontece aqui, neste Evangelho. Estes são os chefes dos sacerdotes, estes escribas eram apegados ao dinheiro, ao poder e esqueceram o espírito. E para se justificarem e dizer que eram justos, que eram bons, trocaram o espírito de liberdade do Senhor pela rigidez. E Jesus, no capítulo 23 de Mateus, fala desta rigidez. As pessoas tinham perdido o sentido de Deus, assim como a capacidade de ser alegres, também a capacidade de louvar: não sabiam louvar a Deus, porque eram apegadas ao dinheiro e ao poder, a uma forma de mundanidade, como o outro no Antigo Testamento”.

Escribas e sacerdotes ficam com raiva de Jesus:

“Jesus não expulsava do Templo os sacerdotes, os escribas; expulsava os que faziam negócios, os mercadores do Templo. Mas os chefes dos sacerdotes e dos escribas tinham ligações com eles: havia a ‘santa propina’ lá! Recebiam deles, eram apegados ao dinheiro e veneravam esta ‘santa’. O Evangelho é muito forte. Diz: ‘os chefes dos sacerdotes e os escribas tentavam matar Jesus e assim também os chefes do povo’. A mesma coisa que acontecera nos tempos de Judas o Macabeu. E por quê? Por este motivo: «Mas não sabiam o que fazer porque todo o povo seguia suas palavras». A força de Jesus era a sua palavra, o seu testemunho, o seu amor. E onde está Jesus, não há lugar para a mundanidade, não há lugar para a corrupção! E esta é a luta de cada um de nós, esta é a luta quotidiana da Igreja: sempre Jesus, sempre com Jesus, sempre seguindo suas palavras; e jamais procurar seguranças onde existem outras coisas e um outro patrão. Jesus tinha-nos dito que não se pode servir a dois patrões: ou Deus ou as riquezas; ou Deus ou o poder”.
“Far-nos-á bem rezar pela Igreja. Pensar nos tantos mártires de hoje que, para não entrar neste espírito de mundanidade, de pensamento único, de apostasia, sofrem e morrem. Hoje! Hoje existem mais mártires na Igreja que nos primeiros dias. Pensemos. Far-nos-á bem pensar a eles. E também pedir a graça de jamais, jamais entrar neste processo de degradação em direcção à mundanidade que nos leva ao apego ao dinheiro e ao poder”.

papa francisco 20 de Novembro de 2015

(Revisão da versão portuguesa por ama)


Antigo testamento / Salmos

Salmo 28



1 A ti eu clamo, Senhor, minha Rocha; não fiques indiferente para comigo. Se permaneceres calado, serei como os que descem à cova.
2 Ouve as minhas súplicas quando clamo a ti por socorro, quando ergo as mãos para o teu Lugar Santíssimo.
3 Não me dês o castigo reservado para os ímpios e para os malfeitores, que falam como amigos com o próximo, mas abrigam maldade no coração.
4 Retribui-lhes conforme os seus actos, conforme as suas más obras; retribui-lhes o que as suas mãos têm feito e dá-lhes o que merecem.
5 Visto que não consideram os feitos do Senhor nem as obras de suas mãos, ele os arrasará e jamais os deixará reerguerem-se.
6 Bendito seja o Senhor, pois ouviu as minhas súplicas.
7 O Senhor é a minha força e o meu escudo; nele o meu coração confia, e dele recebo ajuda. Meu coração exulta de alegria, e com o meu cântico lhe darei graças.
8 O Senhor é a força do seu povo, a fortaleza que salva o seu ungido.

9 Salva o teu povo e abençoa a tua herança! Cuida deles como o seu pastor e conduze-os para sempre.

Tratado da vida de Cristo 54

Questão 37: Da circuncisão de Cristo
Art. 2 — Se foi imposto a Cristo o nome conveniente.

O segundo discute-se assim. — Parece que não foi imposto a Cristo o nome conveniente.

1. — Pois, a verdade evangélica deve ser a realização do que foi profetizado. Ora, os profetas prenunciaram outro nome, de Cristo. Assim, Isaías diz: Eis que uma virgem conceberá e parirá um filho e será chamado o seu nome Emanuel. E noutro lugar: Põe-lhe por nome — Apressa-te a tirar os despojos, faze velozmente a presa. Ainda noutro: O nome com que se apelide será — Admirável, Conselheiro. Deus, Forte, Pai do futuro século, Príncipe da Paz. E Zacarias diz: Eis aqui o homem que tem por nome o Oriente. Logo. Cristo foi inconvenientemente chamado Jesus.

2. Demais. — A Escritura diz: Chamar-te-ão por um nome novo, que o Senhor nomeará pela sua boca. Ora, o nome de Jesus não é um nome novo, mas foi imposto a muitos na vigência do Velho Testamento, como se vê também na genealogia de Cristo. Logo, parece que lhe foi inconvenientemente posto o nome de Jesus.

3. Demais. — O nome de Jesus significa salvação, como se lê no Evangelho: Ela parirá um filho e lhe chamarás por nome Jesus, por que ele salvará o seu povo dos pecados deles. Ora, a salvação por Cristo não se realizou só na circuncisão, mas também no prepúcio, como está claro no Apóstolo. Logo, foi-lhe imposto a Cristo, na sua circuncisão, um nome impróprio.

Mas, em contrário, a autoridade da Escritura, que diz: Depois que foram cumpridos os oito dias para ser circuncidado o menino, foi-lhe posto o nome de Jesus.

Os nomes devem corresponder às propriedades das causas. Assim o demonstram os nomes dos géneros e das espécies; pois, como ensina Aristóteles, a essência significada pelo nome é a definição que designa a natureza própria do ser. Ora, a cada pessoa impomos o seu nome fundado em alguma propriedade dela. Quer em virtude do tempo, como quando se dá a alguém o nome do santo do dia em que nasceu. Ou em virtude do parentesco, como quando se impõe ao filho o nome do pai ou de algum parente; assim, os parentes de João Baptista queriam dar-lhe o nome do pai, Zacarias, e não o de João, porque não havia ninguém na sua geração que tivesse esse nome. Ou ainda em virtude de um acontecimento; assim, José chamou ao seu primogénito Manassés, dizendo: Deus me fez esquecer de todos os meus trabalhos. Ou também por causa de alguma qualidade daquele a quem se impõe o nome; assim, como se lê na Escritura, o que saiu primeiro do ventre materno era vermelho e todo áspero a modo de uma pele; e foi-lhe imposto o nome de Esaú, - que significa vermelho. — Quanto aos nomes impostos por inspiração divina, sempre significam algum dom gratuito dado por Deus; assim, foi dito a Abraão: Chamar-te-ás Abraão, porque eu te tenho destinado para pai de muitas gentes. E o Evangelho diz, de Pedro: Tu és Pedra e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja. — Ora, como a Cristo foi conferido o dom da graça pelo qual foi constituído o Salvador de todos, foi convenientemente chamado Jesus, isto é, Salvador; tendo o anjo anunciado esse nome, não só à mãe, mas também a José, que havia de ser o seu pai putativo.

DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJECÇÃO. — Todos esses referidos nomes significam de certo modo o nome de Jesus, que implica a ideia de salvação. Assim, o nome de Emanuel, que significa — Deus connosco, designa a causa da salvação, que é a união da natureza divina com a humana na pessoa do Filho de Deus, em virtude da qual Deus esteve connosco. — Quanto ao lugar da Escritura — Põe-lhe por nome, apressa-te a tirar os despojos, etc., designa de que nos salvou, a saber, do diabo, cujos despojos arrebatou, segundo o Apóstolo: Despojando os principados e potestades, os trouxe confiadamente. Quanto à outra — O nome com que se apelide será admirável, etc., designa a via e o termo da nossa salvação, pois é pela admirável sabedoria de Deus e pela sua força que alcançaremos a herança do século futuro, em que gozaremos da paz perfeita dos filhos de Deus, sob a chefia do próprio Deus. — Quanto enfim ao dito — Eis aqui o homem que tem por nome o Oriente — refere-se ao mesmo que a primeira denominação - isto é ao mistério da Encarnação, pois, como diz a Escritura, nas trevas nasceu a luz dos rectos.

RESPOSTA À SEGUNDA. — Aos que viveram antes de Cristo podia convir-lhes o nome de Jesus por alguma outra razão; por exemplo, por terem sido causa de alguma salvação particular e temporal. Mas, por causa da salvação espiritual e universal, esse nome é próprio a Cristo. Por isso é que se diz ser um nome novo.

RESPOSTA À TERCEIRA. — Como se lê na Escritura, Abraão recebeu simultaneamente de Deus a imposição do nome e a ordem da circuncisão. Por isso era costume entre os Judeus impor um nome à criança no dia mesmo da circuncisão, como por não ter ainda o seu ser perfeito, antes de circuncisa; assim como agora impomos à criança o nome no baptismo. Donde, a Escritura — Eu também fui filho de meu pai, tenrinho e unigénito de minha mãe. — diz a Glosa: Porque se chama Salomão unigénito diante de sua mãe, quando a Escritura nos informa que foi precedido de um irmão uterino, senão porque este, morto logo depois de nascido e sem nome, era como se nunca tivesse existido? Por isso Cristo, simultaneamente com a circuncisão, recebeu a imposição do nome.

Nota: Revisão da versão portuguesa por ama.



Evangelho, comentário, L. espiritual



Tempo comum XXXIV Semana


Evangelho: Lc 21, 34-36

34 «Velai, pois, sobre vós, para que não suceda que os vossos corações se tornem pesados com o excesso do comer e do beber e com os cuidados desta vida, e para que aquele dia não vos apanhe de improviso; 35 porque ele virá como uma armadilha sobre todos os que habitam a superfície de toda a terra. 36 Vigiai, pois, orando sem cessar, a fim de que vos torneis dignos de evitar todos estes males que devem suceder, e de aparecer com confiança diante do Filho do Homem».

Comentário:

Eis o “remédio” a solução para manter uma vida digna séria: a oração!

A pessoa que reza com assiduidade mantém um contacto estreito e contínuo com Deus e, naturalmente, este contacto ajuda-o a manter-se como costume dizer-se “na linha” evitando os excessos que Jesus Cristo menciona neste trecho do Evangelho e que condicionam fortemente o nosso comportamento.

(ama, comentário sobre Lc 21 34-36 2014.11.29)


Leitura espiritual


Catequeses sobre a família 3

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje continuamos com as catequeses sobre a Igreja e faremos uma reflexão sobre a Igreja mãe.

A Igreja é mãe.

A nossa Santa mãe Igreja.

Nestes dias a liturgia da Igreja colocou diante dos nossos olhos o ícone da Virgem Maria Mãe de Deus.
O primeiro dia do ano é a festa da Mãe de Deus, à qual se segue a Epifania, com a recordação da visita dos Magos.
Escreve o evangelista Mateus:
«Entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se diante dele, adoraram-no» [i].
É a Mãe que, depois de o ter gerado, apresenta o Filho ao mundo.
Ela dá-nos Jesus, ela mostra-nos Jesus, ela faz-nos ver Jesus.
Continuamos com as catequeses sobre a família e na família há a mãe.
Cada pessoa humana deve a vida a uma mãe, e quase sempre lhe deve muito da própria existência sucessiva, da formação humana e espiritual.
Contudo, a mãe, embora seja muito exaltada sob o ponto de vista simbólico — muitas poesias, muitas coisas bonitas se dizem poeticamente sobre a mãe — é pouco escutada e pouco ajudada no dia-a-dia, pouco considerada no seu papel central na sociedade.
Aliás, muitas vezes aproveita-se da disponibilidade das mães a sacrificar-se pelos filhos para «economizar» nas despesas sociais.
Acontece também que na comunidade cristã a mãe nem sempre é valorizada, é pouco ouvida.
Todavia, no centro da vida da Igreja está a Mãe de Jesus.
Talvez as mães, prontas para muitos sacrifícios pelos filhos, e frequentemente também pelos dos outros, deveriam ser escutadas. Seria necessário compreender melhor a sua luta quotidiana para serem eficientes no trabalho e diligentes e afectuosas em família; seria necessário compreender melhor quais são as suas aspirações a fim de expressar os frutos melhores e autênticos da sua emancipação. Uma mãe com os filhos tem sempre problemas, trabalhos.
Lembro-me que em casa, éramos cinco filhos e enquanto um fazia uma travessura, o outro fazia outra, e a minha pobre mãe corria de um lado para o outro, mas era feliz.
Deu-nos tanto.
As mães são o antídoto mais forte contra o propagar-se do individualismo egoísta.
«Indivíduo» quer dizer «que não se pode dividir».
As mães, ao contrário, «dividem-se», a partir do momento que hospedam um filho para o dar à luz e fazer crescer.
São elas, as mães, que mais odeiam a guerra, que mata os seus filhos.
Muitas vezes pensei naquelas mães quando receberam uma carta: «Digo-lhe que o seu filho morreu em defesa da pátria...».
Pobres mulheres!
Como sofre uma mãe!
São elas que testemunham a beleza da vida.
O arcebispo Oscar Arnulfo Romero dizia que as mães vivem um «martírio materno».
Na homilia para o funeral de um sacerdote assassinado pelos esquadrões da morte, ele disse, fazendo eco ao Concílio Vaticano II: «Todos devemos estar dispostos a morrer pela nossa fé, ainda que o Senhor não nos conceda esta honra…
Dar a vida não significa somente ser assassinado;
Dar a vida, ter espírito de martírio, é dar no dever, no silêncio, na oração, no cumprimento honesto do dever;
Naquele silêncio da vida quotidiana;
Dar a vida pouco a pouco?
Sim, como a dá uma mãe que, sem temor, com a simplicidade do martírio materno, concebe no seu seio um filho, dando-o à luz, amamentando-o, fazendo-o crescer e cuidando dele com carinho.
É dar a vida.
É martírio».

Termino aqui a citação.

Sim, ser mãe não significa somente colocar um filho no mundo, mas é também uma escolha de vida.
O que escolhe uma mãe, qual é a escolha de vida de uma mãe?
A escolha de vida de uma mãe é a escolha de dar a vida.
E isto é grande, é bonito.

Uma sociedade sem mães seria uma sociedade desumana, porque as mães sabem testemunhar sempre, mesmo nos piores momentos, a ternura, a dedicação, a força moral.
As mães transmitem, muitas vezes, também o sentido mais profundo da prática religiosa: nas primeiras orações, nos primeiros gestos de devoção que uma criança aprende, está inscrito o valor da fé na vida de um ser humano.
É uma mensagem que as mães que acreditam sabem transmitir sem tantas explicações: estas chegarão depois, mas a semente da fé está naqueles primeiros, preciosíssimos momentos.
Sem as mães, não somente não haveria novos fiéis, mas a fé perderia boa parte do seu calor simples e profundo.
E a Igreja é mãe, com tudo isso, é nossa mãe! Nós não somos órfãos, temos uma mãe!

Nossa Senhora, a mãe Igreja e a nossa mãe.
Não somos órfãos, somos filhos da Igreja, somos filhos de Nossa Senhora e somos filhos das nossas mães.

Queridas mães, obrigado, obrigado por aquilo que sois na família e por que o dais à Igreja e ao mundo.

E a ti, amada Igreja, obrigado por ser mãe.

E a ti, Maria, mãe de Deus, obrigado por nos fazer ver Jesus.

E obrigado a todas as mães aqui presentes: saudemo-las com um aplauso!

papa francisco, Audiência geral 7 de Janeiro de 2015






[i] Mt 2, 11