02/05/2015

NUNC COEPI 2015.05.02








O que pode ver hoje em NUNC COEPI




Para ti estudar é uma obrigação grave - São Josemaria – Textos

Meditações de Maio 2 - AMA - Meditações de Maio – 2015

Evangelho, comentário, L. espiritual (A beleza de ser cristão) - A beleza de ser cristão (Ernesto Juliá), AMA - Comentários ao Evangelho Jo 14 7-14, Ernesto Juliá Diaz

Tratado do verbo encarnado 151 - Suma Teológica - Tratado do Verbo Encarnado - Quest 25 - Art 5, São Tomás de Aquino

Temas para meditar - 435 - Adam de Perseigne, Caminhos, De partu Virginis (Adam de Perseigne)


Pequena agenda do cristão - Agenda Sábado

Para ti estudar é uma obrigação grave

Oras, mortificas-te, trabalhas em mil coisas de apostolado..., mas não estudas. – Então, não serves, se não mudas. O estudo, a formação profissional, seja qual for, entre nós é obrigação grave. (Caminho, 335)

Se tens de servir a Deus com a tua inteligência, para ti estudar é uma obrigação grave. (Caminho, 336)

Frequentas os Sacramentos, fazes oração, és casto... e não estudas... – Não me digas que és bom; és apenas bonzinho. (Caminho, 337)


Pequena agenda do cristão


SÁBADO


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)


Propósito:
Honrar a Santíssima Virgem.

A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da Sua serva, de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, santo é o Seu nome. O Seu Amor se estende de geração em geração sobre os que O temem. Manifestou o poder do Seu braço, derrubou os poderosos do seu trono e exaltou os humildes, aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel Seu servo, lembrado da Sua misericórdia, como tinha prometido a Abraão e à sua descendência para sempre.

Lembrar-me:

Santíssima Virgem Mãe de Deus e minha Mãe.

Minha querida Mãe: Hoje queria oferecer-te um presente que te fosse agradável e que, de algum modo, significasse o amor e o carinho que sinto pela tua excelsa pessoa.
Não encontro, pobre de mim, nada mais que isto: O desejo profundo e sincero de me entregar nas tuas mãos de Mãe para que me leves a Teu Divino Filho Jesus. Sim, protegido pelo teu manto protector, guiado pela tua mão providencial, não me desviarei no caminho da salvação.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?

Evangelho, comentário, L. espiritual (A beleza de ser cristão)


Semana IV da Páscoa


Santo Atanásio – Doutor da Igreja

Evangelho: Jo 14 7-14

7 Se Me conhecêsseis, também certamente conheceríeis Meu Pai; mas desde agora O conheceis e já O vistes». 8 Filipe disse-Lhe: «Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta». 9 Jesus disse-lhe: «Há tanto tempo que estou convosco, e ainda não Me conheces, Filipe? Quem Me viu, viu também o Pai. Como dizes, pois: Mostra-nos o Pai? 10 Não acreditais que Eu estou no Pai e que o Pai está em Mim? As palavras que vos digo, não as digo por Mim mesmo. O Pai, que está em Mim, Esse é que faz as obras. 11 Crede em Mim: Eu estou no Pai e o Pai está em Mim. 12 Crede-o ao menos por causa das mesmas obras. «Em verdade, em verdade vos digo, que aquele que crê em Mim fará também as obras que Eu faço. Fará outras ainda maiores, porque Eu vou para o Pai. 13 Tudo o que pedirdes em Meu nome, Eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. 14 Se Me pedirdes alguma coisa em Meu nome, Eu a farei.

Comentário:

O que quer dizer Jesus Cristo com esta afirmação: «Em verdade, em verdade vos digo, que aquele que crê em Mim fará também as obras que Eu faço. Fará outras ainda maiores, porque Eu vou para o Pai.»?

Nós, simples seres humanos fazermos obras maiores que as que o próprio Senhor fez? Como será possível?

Não sei explicar porquê, parece-me não há explicação, mas lembro que, noutra altura, Ele disse que se tivéssemos fé um monte obedeceria à nossa ordem de se ir plantar no mar!

Ou seja: a Fé em Jesus Cristo pode tudo porque Ele é que actua por meio de nós.

Que extraordinário!!!

(ama, comentário sobre Jo 14, 7-14, 2014.05.17)


Leitura espiritual

a beleza de ser cristão

PRIMEIRA PARTE



IX – Os Sacramentos.

…/18
A ORDEM SACERDOTAL

Na primeira carta aos Coríntios, apóstolo Paulo escreve umas frases que nos podem ajudar a compreender o sentido do sacramento da Ordem sacerdotal, um dos sete canais instituídos por Cristo para nos conferir a graça, na perspectiva da criação, da redenção e da santificação, que comporta o nascimento da «nova criatura” em Cristo.
Este sacramento acrescenta alguma nova faceta da graça, da «participação na natureza divina”?
Ao inteirar-se das dissensões produzidas na comunidade dos crentes de Corinto, porque uns diziam que «eram de Paulo”, outros, que «eram de Apolo”, São Paulo escreveu; «Quem é Apolo? Quem é Paulo? Ministros por meio dos quais recebestes a fé; cada um segundo a medida que Deus lhe outorgou. Eu plantei. Apolo regou. Mas era Deus quem operava o crescimento. De modo que nem o que planta é algo nem o que rega, mas o que faz crescer, que é Deus”.[i]
Cristo tinha prometido aos apóstolos que estaria com eles até ao fim dos tempos; e tinha feito a promessa no momento em que instituiu o sacramento da Eucaristia.
Nesse mesmo momento e nesse mesmo acto instituiu o sacramento da Ordem sacerdotal, e quis assegurar assim que ficasse claro que é Deus quem faz crescer sempre a graça no cristão.
O Senhor fez a promessa aos apóstolos, depois de lhes ter dado o encargo de continuar fazendo o que Ele acabava de levara a cabo: «fazei isto em minha memória”.
A Eucaristia devia continuar a ser celebrada até ao fim dos tempos e Jesus Cristo não deixaria jamais de estar na terra com os que acreditaram nele.
«A Ordem é o sacramento graças ao qual, a missão confiada por Cristo aso seus apóstolos continua a ser exercida na Igreja até ao fim dos tempos: é, pois, o sacramento do ministério apostólico”.[ii]
A missão incluía não só o celebrar a Eucaristia; ou, melhor dito, consistia em celebrar a Eucaristia e ao mesmo tempo, e precisamente opor e na celebração da Eucaristia, tornar presente Cristo na comunidade de crentes, na Igreja; convertendo-se eles mesmos – os apóstolos, os sacerdotes – em servidores dos demais fiéis, como Cristo estava no meio deles, «como quem serve”.
A partir da perspectiva que estamos seguindo nestas páginas, que é a de mostrar a realidade da «nova criatura em Cristo”, em que todo o cristão se converte pela acção da Graça, podemos agora perguntar-nos: qual é o «serviço” que os sacerdotes devem prestar aos demais fiéis cristãos, em virtude da sua ordenação sacerdotal?
Falando da Graça, assinalámos que a sua acção afecta homem também num plano pessoal.
Assinalámos que o cristão não só pode actuar «in persona Christi”, mas que também se converte no «próprio Cristo”.
Essa conversão, acrescentamos agora, e pela acção do sacramento da Ordem, comporta viver com Cristo, participar com Cristo no e do seu carácter sacerdotal, do único e verdadeiro sacerdócio, que é o de Cristo.
O ser cristão não comporta somente receber de Deus, em Cristo, dons particulares, e especialmente o dom inefável da Graça. Comporta, também, uma união vital com Deus, em Cristo que leva a colaborar com Cristo em todas as acções que veio desenvolver na terra; e o cristão realiza esta colaboração na medida em que vive o «sacerdócio” de Cristo, com Cristo e em Cristo.
«Cristo, sumo-sacerdote e único mediador, fez da Igreja «um Reino de sacerdotes para o seu Deus e Pai”.[iii]
Toda a comunidade de crentes é, como tal, sacerdotal.
Os fiéis exercem o seu sacerdócio baptismal através da sua participação, cada um segundo a sua própria vocação, na missão de Cristo, Sacerdote, Profeta e Rei”.[iv]
Este sacerdócio comum dos fiéis difere essencialmente – como mais adiante veremos -, na Segunda Parte -, e não só de grau, do sacerdócio ministerial dos que receberam o sacramento da Ordem sacerdotal.
E, ao mesmo tempo, como todo o converter-se do cristão em «nova criatura” vai unido ao desenvolvimento do viver o seu sacerdócio comum, com a Ordem sacerdotal, Cristo quis tornar-se presente na Igreja para servir «pessoalmente” cada fiel, na pessoa do sacerdote que actua «na pessoa de Cristo cabeça”)[v].
«O sacerdócio ministerial ou hierárquico dos bispos e dos presbíteros, e o sacerdócio comum de todos os fiéis, ’ainda que a sua diferença seja essencial e não só em grau, estão ordenados um ao outro: ambos, com efeito, participam, cada um de sua forma, do único sacerdócio de Cristo’.[vi]
Em que sentido?
Enquanto o sacerdócio comum dos fieis se realiza no desenvolvimento da graça baptismal (vida de fé, de esperança e de caridade, vida segundo o Espírito), o sacerdócio ministerial está ao serviço do sacerdócio comum, em ordem ao desenvolvimento da graça baptismal de todos os cristãos.
É um dos meios pelos quais Cristo não cessa de construir e conduzir a sua Igreja.
Por isso é transmitido mediante um sacramento próprio, o sacramento da Ordem”.[vii]
Chamei a atenção sobre essas palavras para melhor compreender o significado do sacerdócio ministerial.
A graça que o crente recebe nos outros sacramentos permite que cada cristão seja uma verdadeira ajuda para os demais membros da Igreja e para todos os homens.
Todo o cristão, além do mais, dá testemunho de Cristo com a sua própria vida, coopera com Cristo e em Cristo na criação, na redenção e na santificação, ao viver o seu «sacerdócio comum”, como teremos ensejo de considerar mais adiante.
Com o sacramento da Ordem, com o sacerdócio ministerial, Cristo quis assegurar a sua presença na terra, dando a uns homens o poder de realizar acções que só Ele pode levar a cabo.
E realizá-las, não sendo Ele a ajudar externamente essas pessoas para que consigam levar a cabo o que Ele lhes pede, mas fazendo-se presente Ele próprio na pessoa do sacerdote, quando o sacerdote actua sacramentalmente em Seu nome.
Desta fora, Cristo está sempre presente na sua Igreja, «Quem vos recebe a vós, a mim me recebe, e quem me recebe a mim, recebe Aquele que me enviou”.[viii]
E sempre, com a finalidade de tornar santo todo o Corpo de Cristo, que é a Igreja.
A graça recebida na ordem sacerdotal é uma graça especial do Espírito Santo que «configura com Cristo… a fim de servir de instrumento de Cristo em favor da sua Igreja”.[ix]
Por isso se compreende que, quando um sacerdote, presbítero ou bispo que seja, baptiza, confirma, celebra a Eucaristia, é o próprio Cristo quem actua, independentemente da dignidade ou indignidade do ministro ordenado que leva a cabo a acção litúrgica.
Podemos concluir esta parte dedicada à Graça e aos sacramentos, recolhendo algumas definições do Catecismo, para que nos sirvam de recordatório do dito nas páginas anteriores.

X. A SANTIFICAÇÃO

VIDA DE FÉ, DE ESPERANÇA, DE CARIDADE.

         Até agora considerámos a realidade do ser humano como criatura e como cristão. Com criatura e filho de Deus antes de depois do pecado; e como «nova criatura”, «filho de Deus em Cristo”, depois da Redenção. Cabe-nos agora analisar a sua realidade como santo: ou seja, a consequência de viver na sua pessoa a Redenção.
        A plenitude da eficácia da obra redentora comporta a acção da Graça - «certa participação da natureza divina”, não o esqueçamos – em todas as faculdades do ser humano.
É o homem na sua plenitude de criatura, na totalidade da sua pessoa, que se converte em «filho de Deus em Cristo”; que está chamado a ser santo, precisamente, sendo e por ser «filho de Deus”.
Ser «santo”, podemos dizer, é – intimativamente – e será – praticamente – a consequência de ser «filho”.
        A pessoa humana desenvolve-se segundo a sua natureza quando as suas actuações se originam nas faculdades que servem de canal que para a natureza e a liberdade fiquem entrelaçadas entre si e actuem como verdadeiros suportes constitutivos da unidade pessoal e originem o verdadeiro afazer humano.
Na perspectiva do nosso trabalho, podemos afirmar que estas qualidades-faculdades são as três comummente admitidas: a inteligência, a memória, a vontade.
Ou seja, o actuar humano pessoal é livre, consciente e histórico.
        Para se desenvolver como tal e manifestar-se plenamente ser humano, ao homem não lhe basta possuir a natureza humana: necessita que essa natureza disponha dos canais necessários para se expressar e que esses canais se mantenham expeditos.
        Uma criança, um doente físico ou mental, por causas objectivamente diferentes em cada caso, não se encontram nas condições adequadas para exercer a sua liberdade e, portanto, para expressar toda a riqueza do seu ser pessoa humana.
Num será a idade que não permitiu que a natureza chegue a um processo de maturidade suficiente para se saber e sentir livre e capaz; noutro, serão os transtornos nervosos os que o impedem de tomar uma decisão ou pensar com uma certa lógica.
        Nem a idade, nem a doença nem nenhuma outra possível circunstância, privam o homem da condição de pessoa.
Podem, todavia, impedi-lo de se desenvolver e manifestar como tal e impossibilita-lo, também, de ser plenamente responsável pelos seus actos.
(cont)

ernesto juliá, La belleza de ser cristiano, trad. ama)





[i] 1 Co 3, 5-7
[ii] Catecismo n. 1536
[iii] Ap 1, 6
[iv] Catecismo, n. 1546
[v] cfr. Catecismo, n. 1548
[vi] Lumen gentium n. 10
[vii] Catecismo n. 1547
[viii] Mt 10, 40
[ix] Catecismo n. 1581

Tratado do verbo encarnado 151

Questão 25: Da adoração de Cristo

Art. 5 — Se à Mãe de Deus deve ser prestada a adoração de latria.

O quinto discute-se assim. — Parece que à Mãe de Deus deve ser prestada a adoração de latria.

1. — Pois, a mesma é a honra prestada à mãe do rei, que ao rei. Donde o dizer a Escritura: Pôs-se um trono para a mãe do rei, a qual se assentou à sua mão direita. E Agostinho: No trono de Deus, no tálamo do Senhor do céu e no tabernáculo de Cristo é também digna de estar a mãe de Deus. Ora, a Cristo é devida a adoração de latria. Logo, também à sua mãe.

2. Demais. — Damasceno diz que a honra da mãe é referida ao Filho. Ora, ao Filho é devida a adoração de latria. Logo, também à Mãe.

3. Demais. — A Mãe de Cristo é-lhe mais chegada, que a cruz. Ora, à cruz é tributada adoração de latria. Logo, à Mãe de Cristo deve ser tributada a mesma adoração.

Mas, em contrário, a Mãe de Deus é uma pura criatura. Logo, não lhe é devida a adoração de latria.

Sendo a latria devida só a Deus, não o é à criatura; não o é, no sentido em que a venerássemos em si mesma. Mas, embora as criaturas insensíveis não sejam em si mesmas dignas de veneração, a criatura racional é. Por isso, não devemos o culto de latria a nenhuma criatura racional como tal. Sendo, porém, a bem-aventurada Virgem uma criatura racional, em si mesma, não lhe devemos a adoração de latria, mas só a veneração de dulia. De maneira mais eminente, contudo, que às outras criaturas, por ser Mãe de Deus. E por isso dizemos que lhe é devida, não qualquer dulia, mas a hiperdulia.

DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJECÇÃO. — A mãe do rei não é devida honra igual à que é ao rei; mas, é-lhe devida uma honra semelhante, em razão de certa excelência. E é o que querem dizer as autoridades citadas.

RESPOSTA À SEGUNDA. — A honra de Maria é referida ao Filho, porque a mãe deve ser adorada por causa do Filho. Mas não do modo pelo qual a honra da imagem é referida ao exemplar, pois, a imagem, considerada em si mesma como uma determinada coisa, não deve ser venerada de nenhum modo.

RESPOSTA À TERCEIRA. — A cruz não é digna de veneração considerada em si mesma, como dissemos. Mas a Santa Virgem é em si mesma digna de veneração. Logo, a comparação não colhe.


Nota: Revisão da versão portuguesa por ama.



Meditações de Maio 2

Salve Rainha


Mãe de misericórdia


Interpela o teu Divino Filho para que use a Sua Misericórdia infinita para com este filho teu.


(ama, meditações de Maio, Salve Rainha, 2015)

Temas para meditar - 435

Santíssima Virgem


A Virgem Maria é o caminho da vida, por ele veio até nós o Rei das virtudes; e é, ao mesmo tempo, para nós o caminho que nos conduz a Ele.

Feliz caminho!

Seguindo-o não nos perderemos.

O que ama a Maria com um amor perseverante, não perecerá.


(adam de perseigne, De partu Virginis, PL 211, 715, trad ama

01/05/2015

NUNC COEPI 2015.05.01








O que pode ver hoje em NUNC COEPI





Uma Mãe que nunca nos abandona - São Josemaria – Textos

Meditações de Maio 1 - AMA - Meditações de Maio – 2015

Evangelho, comentário, L. espiritual (A beleza de ser cristão) - A beleza de ser cristão (Ernesto Juliá), AMA - Comentários ao Evangelho Mt 13 54-58, Ernesto Juliá Diaz

Jesus Cristo e a Igreja – 65 - Jesus Cristo e a Igreja

Temas para meditar - 434 - A. Bandera, Doença, La Virgen Maria y los sacramentos (A. Bandera), Unção dos doentes


Pequena agenda do cristão - Agenda Sexta-Feira

Uma Mãe que nunca nos abandona

Não estás sozinho. Nem tu nem eu podemos encontrar-nos sozinhos. E, menos ainda, se vamos a Jesus por Maria, pois é uma Mãe que nunca nos abandona. (Forja, 249)

É a hora de recorreres à tua Mãe bendita do Céu, para que te acolha nos seus braços e te consiga do seu Filho um olhar de misericórdia. E procura depois fazer propósitos concretos: corta de uma vez, ainda que custe, esse pormenor que estorva e que é bem conhecido de Deus e de ti. A soberba, a sensualidade, a falta de sentido sobrenatural aliar-se-ão para te sussurrarem: isso? Mas se se trata de uma circunstância tonta, insignificante! Tu responde, sem dialogar mais com a tentação: entregar-me-ei também nessa exigência divina! E não te faltará razão: o amor demonstra-se especialmente em coisas pequenas. Normalmente, os sacrifícios que o Senhor nos pede, os mais árduos, são minúsculos, mas tão contínuos e valiosos como o bater do coração.


Quantas mães conheceste como protagonistas de um acto heróico, extraordinário? Poucas, muito poucas. E contudo, mães heróicas, verdadeiramente heróicas, que não aparecem como figuras de nada espectacular, que nunca serão notícia – como se diz – tu e eu conhecemos muitas: vivem sacrificando-se a toda a hora, renunciando com alegria aos seus gostos e passatempos pessoais, ao seu tempo, às suas possibilidades de afirmação ou de êxito, para encher de felicidade os dias dos seus filhos. (Amigos de Deus, nn 134–135)

Pequena agenda do cristão


Sexta-Feira

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)


Propósito:

Contenção; alguma privação; ser humilde.


Senhor: Ajuda-me a ser contido, a privar-me de algo por pouco que seja, a ser humilde. Sou formado por este barro duro e seco que é o meu carácter, mas não Te importes, Senhor, não Te importes com este barro que não vale nada. Parte-o, esfrangalha-o nas Tuas mãos amorosas e, estou certo, daí sairá algo que se possa - que Tu possas - aproveitar. Não dês importância à minha prosápia, à minha vaidade, ao meu desejo incontido de protagonismo e evidência. Não sei nada, não posso nada, não tenho nada, não valho nada, não sou absolutamente nada.

Lembrar-me:
Filiação divina.

Ser Teu filho Senhor! De tal modo desejo que esta realidade tome posse de mim, que me entrego totalmente nas Tuas mãos amorosas de Pai misericordioso, e embora não saiba bem para que me queres, para que queres como filho a alguém como eu, entrego-me confiante que me conheces profundamente, com todos os meus defeitos e pequenas virtudes e é assim, e não de outro modo, que me queres ao pé de Ti. Não me afastes, Senhor. Eu sei que Tu não me afastarás nunca. Peço-Te que não permitas que alguma vez, nem por breves instantes, seja eu a afastar-me de Ti.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?



Evangelho, comentário, L. espiritual (A beleza de ser cristão)


Semana IV da Páscoa


São José – Operário

Evangelho: Mt 13 54-58

54 E, indo para a Sua terra, ensinava nas sinagogas, de modo que se admiravam e diziam: «Donde Lhe vem esta sabedoria e estes milagres? 55 Porventura não é este o filho do carpinteiro? Não se chama Sua mãe Maria, e Seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? 56 Suas irmãs não vivem todas entre nós? Donde, pois, Lhe vêm todas estas coisas?». 57 E estavam perplexos a Seu respeito. Mas Jesus disse-lhes: «Não há profeta sem prestígio a não ser na sua terra e na sua casa». 58 E não fez ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles.

Comentário:

Em tempos antigos, quando se procurava identificar alguém era costume dizer: é filho de fulano.

A referência ao progenitor era quase sempre como que um “aval” da pessoa em causa, por exemplo na atribuição de um emprego.

Se os conterrâneos de Jesus soubesse ser os “sinais” abundantes que a Sua vida mostrava identificariam a Sua Filiação Divina.


(ama, comentário sobre Mt 13, 54-58, 2015.04.20) 


Leitura espiritual



a beleza de ser cristão

PRIMEIRA PARTE

O QUE É SER CRISTÃO?

IX – Os Sacramentos.

…/17

A UNÇÃO DOS DOENTES

«Com a sagrada unção dos doentes e com a oração dos presbíteros, a Igreja inteira encomenda os doentes ao Senhor sofredor e glorificado para que nos alivie e os salve. Inclusive anima-os a unir-se livremente à paixão e morte de Cristo e contribuir, assim, para o bem do Povo de Deus”.[i]
Já recordamos que os sacramentos, mais que serem «marcas” da passagem de Cristo sobre a terra, são a realidade da presença de Cristo na terra, hoje e agora. De Cristo «sofredor e glorificado”.
No seu viver na terra, Jesus Cristo quis aliviar a dor e curara a doença de muitos paralíticos, coxos, surdos, mudos, leprosos, cegos. Doentes físicos nos quais todos os homens se descobrem a si próprios como doentes espirituais.
Cristo prolonga e continua neste sacramento, o seu desejo de partilhar a fragilidade dos seres humanos que viveu na sua vida terrena e fortifica o homem para que também na dor e no sofrimento alcance viver como «nova criatura”.
Cristo relaciona-se sempre pessoalmente com a totalidade do ser humano.
Não existe na vida do homem nenhuma circunstância que possa afastá-lo necessariamente da graça de Deus, do amor de Deus.
São Paulo, expressa-o com muita clareza: «Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação? A Angústia? A perseguição? A Fome?..., nem a morte nem a vida nem os anjos nem os principados (…) poderão separar-nos do amor de Deus manifestado em Cristo Nossa Senhor”.[ii]
O cristão está chamado a ser «outro Cristo”, o «próprio Cristo”, em qualquer idade e tempo, na saúde e na doença. Cristo nele e com Ele.
Na unção dos doentes, Cristo torna-se presente e acompanha o homem na doença, na dor, na morte.
E, ao acompanhá-lo, transmite-lhe já um adiantamento da glória da Ressurreição. São Tiago anuncia esta realidade eficaz do sacramento, ao falar-nos da sua prática nos tempos apostólicos: «Alguém entre vós adoece? Faça chamar os presbíteros da Igreja para que orem por ele, depois de tê-lo ungido com óleo em nome do Senhor. E a oração feita com fé salvará o doente e o Senhor o reanimará. E, se cometeu pecados, ser-lhe-ão perdoados”.[iii]

Os cinco sacramentos que até agora consideramos incidem em cada cristão pessoalmente, no processo da sua conversão em «nova criatura”.
O homem, o cristão, todavia, nunca está sozinho.
Pode chegar a viver uma certa solidão física, cultural e até espiritual; que o levem a sentir-se e saber-se separado dos outros seres humanos.
Em caso algum, todavia, a presença na terra «deste” homem se explica por si mesma.
O seu existir exige a existência de outros seres humanos que lhe tenham transmitido a vida ou aos quais ele próprio a transmitiu, e com quem partilha o seu viver.
No primeiro relato da criação fica sublinhada esta unidade do género humano a partir do primeiro instante da sua origem e não somente com Deus, o Criador, mas também entre o homem e a mulher: «Façamos o homem à nossa imagem, segundo a nossa semelhança… Deus criou, pois, o homem à sua imagem, conforme a imagem de Deus o criou; varão e fêmea os criou”.[iv]
Esta unidade do ser humano – homem e mulher; varão e fêmea – e a sua cooperação com Deus na criação, na redenção, na santificação, fica definitivamente estabelecida e manifestada por Cristo no sacramento do Matrimónio.

O MATRIMÓNIO

Para abrir a nossa inteligência a uma adequada compreensão da riqueza sacramental do matrimónio, é necessário superar uma concepção muito difundida estre os fiéis cristãos, que reduz muito o verdadeiro significado do matrimónio.
Essa ideia generalizada leva a considerar que o ser «sacramento” apenas acrescenta uma simples bênção sobrenatural à «instituição natural” do matrimónio.
Como se a importância fundamental do matrimónio estivesse no «contrato natural” de um homem com uma mulher, no qual se trocam promessas de fidelidade e de vida.
O ser «sacramento” limitar-se-ia à realização de umas cerimónias, para «legalizar” essa união diante de Deus.
Podemos tranquilamente afirmar que esta visão do matrimónio é falsa: esquece o facto fundamental da acção da Graça: enxertar o cristão em Cristo; e também desconhece a própria noção de sacramento, e o seu efeito de «originar a Graça”.
Ou seja, de tornar efectiva, no momento de o receber, a «participação na natureza divina” necessária para quem a recebem em cada sacramento possam chegar a converter-se em «nova criatura” e a desenvolver essa vida que se lhes concede segundo o pensar e o querer de Deus.
Limitamo-nos, simplesmente, a assinalar a nova realidade sobrenatural da aliança matrimonial, ao ter sido elevada por Cristo a sacramento, permanecendo idêntica a realidade natural original.
Esta conversão comporta curar as feridas causadas pelo pecado na ordem da criação e converte o matrimónio-sacramento em princípio de redenção e de santificação.
E torna possível que o amor exista sempre no mundo.
A importância do matrimónio nos planos da criação não será nunca suficientemente sublinhada, não obstante as palavras claras do Génesis, que manifestam a confiança e a alegria de Deus no matrimónio: «Deus abençoou-os dizendo-lhes: Crescei e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a; dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves do céu e sobre todos os animais que serpenteiam sobre a terra (…). E viu Deus tudo quanto tinha feito, e heis que estava muito bem”.[v]
Para alcançar a perspectiva da «nova criatura em Cristo”, que é todo o cristão, é muito oportuno ter presente a grandeza do sacramento do matrimónio e a importante acção redentora e santificadora da Graça, que nele tem lugar, dois aspectos que ficaram reflectidos nestes dois textos do Catecismo:
«A Sagrada Escritura principia com o relato da criação do homem e da mulher á imagem e semelhança de Deus [vi] e acaba com a visão das “bodas do cordeiro”.[vii]
De um extremo ao outro, a Escritura fala do matrimónio e do seu «mistério”, da sua instituição e do sentido que Deus lhe deu, da sua origem e do seu fim, das suas diversas realizações ao olongo da história da salvação, das suas dificuldades nascidas do pecado e da sua renovação «no Senhor”,[viii] tudo na perspectiva da Nova Aliança de Cristo e da Igreja”[ix].[x]
E mais à frente: «A ordem da Criação subsiste, ainda que gravemente perturbada.
Para curar as feridas do pecado, o homem e a mulher necessitam da ajuda da graça que Deus, na sua misericórdia infinita, jamais lhes negou.[xi]
Sem esta ajuda, o homem e a mulher não podem chegara realizar a união das suas vidas em ordem da qual Deus os criou «no princípio).[xii]
No sacramento do matrimónio, Cristo dá uma graça própria que «está destinada a aperfeiçoar o amor dos cônjuges, a fortalecer a sua unidade indissolúvel.
Por meio desta graça ajudam-se mutuamente a santificar-se com a vida matrimonial conjugal e no acolhimento e na educação dos filhos”.[xiii]
Com este pressupostos, podemos dizer que, no matrimónio, na família que se origina, a criação primigénia fica entroncada com a nova criação, e torna possível que os filhos dos homens da primeira criação se convertam em filhos de Deus em Cristo, da segunda criação.
Não sem um sentido cheio de «mistério”, a vinda de Cristo à terra tem lugar no seio de uma família; e o primeiro milagre da sua vida pública na terra acontece na celebração de umas bodas.
O cristão descobre que o matrimónio e a família e no matrimónio se origina e fundamenta, não pode ser tratado simplesmente como uma cédula da sociedade, como uma parte que o homem estrutura e organiza de acordo com uma série de necessidades naturais. Ou seja, qualquer visão meramente sociológica da família não descobre a verdadeira, variada e rica realidade humana e sobrenatural que a família é.
A família é o âmbito pessoal do desenvolvimento humano e espiritual do homem, O sacramento do Matrimónio confere aos cônjuges a graça de acompanhar os seus filhos também no seu desenvolvimento como «filhos de Deus em Cristo”.
(cont)

ernesto juliá, La belleza de ser cristiano, trad. ama)





[i] Catecismo n. 1499
[ii] Rm 8, 35-39
[iii] St 5, 14-15
[iv] Gn 1, 26-27
[v] Gn 1, 28-31
[vi] Gn 1, 26-27
[vii] Ap 19, 7-9
[viii] 1 Co 7, 39
[ix] cfr. Ef 5, 31-32
[x] Catecismo n. 1602
[xi] cfr. Gn 3, 21
[xii] Catecismo n. 1608
[xiii] Catecismo, n. 1641