13/12/2010

Bom Dia! 75


Há uma estação de rádio que a meio da semana começa a falar na Sexta-Feira pondo um ênfase como se estivesse à vista o almejado fim de uma semana de trabalho, sacrifício, punição, tortura.

E, de facto, há muita gente que pensa assim, para quem o trabalho equivale a uma dolorosa punição que se arrasta numa sucessão de dias sem brilho nem alegria.

Estas pessoas nem sequer pensam nos muitos milhões de seres humanos que procuram um trabalho, seja qual for sem sequer questionar a remuneração.
Além de desajustados na sociedade e egoístas não são dignos do trabalho que têm.

Há sempre algo que se pode fazer e, mesmo que não se necessite da remuneração deve ocupar-se o tempo em qualquer coisa que se revele útil para os demais.

75


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Textos de Reflexão para 13 de Dezembro

3ª Segunda-Feira do Advento 13 de Dezembro

Evangelho: Mt 21, 23-27

23 Tendo ido ao templo, os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo aproximaram-se d'Ele, quando estava a ensinar, e disseram-Lhe: «Com que autoridade fazes estas coisas? E quem Te deu tal direito?».24 Jesus respondeu-lhes: «Também Eu vos farei uma pergunta; se Me responderdes, Eu vos direi com que direito faço estas coisas. 25 Donde era o baptismo de João? Do céu ou dos homens?». Mas eles reflectiam consigo: 26 «Se Lhe dissermos que é do céu, Ele dirá: “Então porque não crestes nele?”. Se Lhe dissermos que é dos homens, tememos o povo»; porque todos tinham João como um profeta. 27 Portanto, responderam a Jesus: «Não sabemos». Ele disse-lhes também: «Pois então nem Eu vos digo com que autoridade faço estas coisas».



Nota:

Durante o Tempo do Advento não publicamos o costumado Comentário e/ou Meditação sobre o Evangelho do dia. Convidamos o leitor a fazê-lo e a amabilidade de o “postar) em comentários. 

Tema para consideração: A confissão frequente

2 . Como devemos praticar a confissão frequente? – (2)

A)   O propósito
Para que a confissão frequente seja não só válida e digna, como também positivamente construtiva, eficaz no que respeita ao crescimento da vida interior, vale a seguinte norma directriz: Na santa confissão acusar-se-á aquilo contra o que conscientemente estamos resolvidos a trabalhar com firmeza. Com isto, o ponto central da confissão frequente será ocupado pelo propósito.
1.    O propósito é inseparável do arrependimento; brota do bom arrependimento com intrínseca necessidade, como um fruto maduro. Sendo uma parte do arrependimento o propósito, este é, como o próprio arrependimento, um elemento essencial e absolutamente necessário da confissão.
Há que distinguir entre o propósito expresso e o que está incluído no arrependimento. Este último não é nenhum acto novo da vontade, separado do acto do arrependimento, antes está incluído na dor que vai anexa ao arrependimento e ao desprezo pelo pecado. Basta para a recepção válida do sacramento da penitência. Assim, pois, se antes da acusação se fez um acto sério de arrependimento, ainda que sem pensar no propósito e sem o formular, já a confissão é válida, porque o propósito necessário vai incluído no arrependimento. Mas se se quer tornar mais frutuosa a confissão e convertê-la em meio de progresso interior e de santificação, será necessário o propósito expresso, separado do acto de arrependimento. O propósito expresso pode ser geral ou especial. Geral, é quando se refere a todos os pecados veniais ou, pelo menos, a todos os pecados veniais de que se acusa naquela confissão. O propósito especial é a vontade de evitar ou combater seriamente determinados pecados veniais ou faltas.

Doutrina: CCIC – 588:  O que quer dizer «santificado seja o Vosso nome»?
                   CIC 2807-2812; 2858

Santificar o Nome de Deus é, antes de mais, um louvor que reconhece Deus como Santo. De facto, Deus revelou o seu santo Nome a Moisés e quis que o seu povo lhe fosse consagrado como uma nação santa na qual Ele habita

Tema para breve reflexão - 2010.12.13

A César o que é de César

O César procura a sua imagem, dá-lha. Deus procura a Sua: devolve-lha. Não perca por vossa causa o César a sua moeda; não perca Deus a Sua em vós.

(Stº Agostinho, Comentário ao Salmo 57, 11)

12/12/2010

Boa Tarde! 14

Está na altura de ir um pouco mais longe no teu 'plano de vida'.

Que te parece; acrescentamos a participação mais amiúde na Santa Missa?

Pensa no assunto.

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(ama, 2010.12.12)

Pensar na Morte

PENSAR NA MORTE

Acontece que pensamos nos mortos, nos outros, mas talvez seja um exercício interessante pensarmos em nós, os que hoje ou num amanhã mais ou menos próximo, vão morrer. Porque é um facto, o único certo: vamos morrer!
O meu colega Eduardo Barroso, com a sua irreverência, define a vida como uma doença mortal, sexualmente transmissível. E tem razão.
O pensar na morte levanta dois problemas, senão mistérios. O primeiro é o da nossa finitude: desapareceremos completamente quando morrermos? Ou a morte é apenas um “mudar de casa”, em feliz expressão de São Josemaría Escrivá? Por mais que se façam afirmações públicas de que tudo acaba com a morte, a realidade é que cada homem, cada mulher, tem bem dentro de si o sentido da perenidade. Por alguma razão, os antropólogos consideram a existência do culto dos mortos nos seres primitivos como sinal da existência de cultura humana. Aquilo que a Fé cristã nos ensina acerca da imortalidade da alma humana, e da ressurreição, é algo que está já dentro de cada ser humano, como ânsia de perpetuidade.
O segundo mistério vem como consequência do primeiro: que há para além da morte? A resposta cristã resume-se em duas palavras: Céu ou Inferno.
 Mas o Inferno está em crise: como poderia um Deus misericordioso condenar pessoas à infelicidade eterna? A resposta é simples: imaginemos um pai bom, que ama o seu filho acima de tudo. Imaginemos que esse filho, consciente e livremente, odeia viver com o pai. Acharíamos bem que o pai o obrigasse a uma convivência odiosa para o filho? Claro que não.
 Pois isso é o Inferno. Se o Céu é estar eternamente junto de Deus, Deus não pode obrigar aqueles que o rejeitam a estar com Ele. Como bem disse João Paulo II, o Inferno é um estado, o estado de separação eterna do Deus que se rejeitou. Para falar com propriedade, Deus não condena ao Inferno; o homem é que escolhe o Inferno.
Acontece que o Inferno está em crise porque o Céu também o está. Imersos no materialismo prático, os homens e as mulheres de hoje têm dificuldade em apreciar os bens espirituais. Vêm o Céu como estar sentados eternamente numa nuvem a ouvir música celestial, e, de facto, isso seria uma seca eterna.
 Acontece que estar no Céu é ver Deus e Deus é a Suprema Beleza Infinita. A imagem mais correcta do Céu é a de uma pessoa estar em viagem permanente, engolfando-se de paisagem em paisagem, de belo em belo, sem repetição, sem monotonia, pois o seu espírito limitado nunca conseguirá esgotar a Beleza de Deus.
Claro que só pode ter esta visão do Céu quem o começa a usufruir na terra. A cada acção meritória, a cada sofrimento aceite à luz de Cristo, a cada serviço prestado ao próximo, corresponde um assomo de felicidade. E, na hora da morte, esses múltiplos assomos de felicidade explodem na felicidade infinita. Isto é de tal modo assim que podemos dizer que não alcançará a felicidade do Céu quem não aprendeu a ser feliz na terra. Mas esta aprendizagem exige esforço. Por isso, Marx não tinha razão: quem está entorpecido pelo ópio deste mundo, nunca alcançará o Céu. Pelo contrário, o Céu é dos violentos, e são os violentos – os que lutam para serem felizes – que o arrebatam, como nos ensinou Cristo.

 ( com os agradecimentos a Vítor Costa Lima)

Bom Dia! 74


O trabalho a que todo o ser humano è chamado constitui de facto uma obrigação à qual ninguém se pode - deve -eximir.

A especificidade das circunstâncias de cada um pode muitas vezes condicinar o trabalho.

Um pintor de paredes não pode, em princípio ensinar matemática numa universidade mas, um professor de matemática poderá pintar uma parede. Talvez não o faça tão bem como o pintor mas este não pode de todo fazer o trabalho daquele.

Ao pintar uma parede o professor universitário não deixa de o ser, logo, a categoria da pessoa não se vê afectada pelo trabalho que desenvolve nem o trabalho tem mais ou menos categoria segundo a pessoa que o faz.

Daqui se pode concluir que o trabalho, seja qual for, tem uma categoria própria e intransmissível que não tem que ver com quem o executa mas sim como è executado.
É, em parte, por isto, que o trabalho só se admite quando é bem feito, quando quem o executa envolve nele todas as suas capacidades e conhecimentos.

O que se pode exigir a um padeiro é que faça pão excelente, já essa exigência não tem razão de ser se lhe encomendarmos a raparação de um computador.

Assim, o homem dignifica-se com o trabalho, seja ele qual for, desde que nele se aplique o melhor que sabe e pode.

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Tema para breve reflexão - 2010.12.12

Confissão Frequente 2

Para que a confissão frequente logre conseguir uma consciência delicada, é mister ter com toda seriedade este princípio: sem arrependimento não há perdão dos pecados. Daqui nasce esta norma fundamental para o que se confessa com frequência: não confessar nenhum pecado venial do qual não se tenha arrependido séria e sinceramente.

(B.Baur, La Confesión frequente, Herder, Barcelona 1957, pgs 37-38, trad ama)

Textos de Reflexão para 12 de Dezembro

3º Domingo do Advento 12 de Dezembro

Evangelho: Mt 11, 2-11

2 E como João, estando no cárcere, tivesse ouvido falar das obras de Cristo, enviou dois dos seus discípulos, 3 a perguntar-Lhe: «És Tu Aquele que há-de vir, ou devemos esperar outro?».4 Jesus respondeu-lhes: «Ide e contai a João o que ouvistes e vistes: 5 “Os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, os pobres são evangelizados”; 6 e bem-aventurado aquele que não encontrar em Mim motivo de escândalo». 7 Tendo eles partido, começou Jesus a falar de João às turbas: «Que fostes vós ver ao deserto? Uma cana agitada pelo vento? 8 Mas que fostes ver? Um homem vestido de roupas delicadas? Mas os que vestem roupas delicadas vivem nos palácios dos reis. 9 Mas que fostes ver? Um profeta? Sim, vos digo Eu, e ainda mais do que profeta. 10 Porque este é aquele de quem está escrito: “Eis que Eu envio o Meu mensageiro à Tua frente, que preparará o caminho diante de Ti”. 11 «Na verdade vos digo que entre os nascidos de mulher não veio ao mundo outro maior que João Baptista; mas o menor no Reino dos Céus é maior do que ele.



Nota:
Durante o Tempo do Advento não publicamos o costumado Comentário e/ou Meditação sobre o Evangelho do dia. Convidamos o leitor a fazê-lo e a amabilidade de o “postar) em comentários. 

Tema para consideração: A confissão frequente

2 . Como devemos praticar a confissão frequente? – (1)

Não é fácil responder a esta pergunta. Aqui também tem a sua aplicação a regra de que uma mesma coisa não é para todos. È mister distinguir duas classes entre os que praticam a confissão frequente.
Muitos deles encontram-se no meio da vida, na família, no escritório, na fábrica, na escola, na profissão, no negócio, com a sua pressa, a sua inquietação e o seu ruído. Esforçam-se de forma notável por levar uma vida pura e grata a Deus. Mantêm-se duradouramente em estado de graça e de filhos de Deus, mas sempre voltam a cair em toda a classe de faltas. Vão todas as semanas e seguramente todos os meses à sagrada confissão, arrependem-se seriamente das suas faltas e acusam-se das mesmas com espírito de arrependimento e com a melhor vontade, tanto quanto podem, ainda que talvez não de uma forma muito perfeita. Diremos que uma tal confissão não é para eles saudável? Pela forma inábil e tosca com que a fazem, temos de inquietá-los e aconselhá-los sem necessidade urgente que a façam de outra forma? Ou não devíamos antes ajudá-los a formar um propósito sério e prático, e conservar a sua firme vontade de avançar apesar dos fracassos na vida espiritual? O mesmo poderia dizer-se ao religioso acerca daqueles anos de vida religiosa em que amiúde ainda se cometem tropeços, infidelidades e faltas, pecados veniais conscientes, deliberados, de certa gravidade. Nestes anos é de aconselhar que a santa confissão se relacione estreitamente com a meditação e com o exame de consciência geral e especial.
Mas pouco a pouco e de forma normal em todos os campos da vida interior se verifica um constante processo de simplificação. A este processo está submetida a meditação da mesma forma que o exame de consciência e toda a aspiração à virtude e à vida de oração. A este processo de simplificação está também submetida a recepção do sacramento da penitência. Com o progresso na vida interior vão diminuindo os pecados veniais conscientes e deliberados, e, em geral, só quase restam os chamados pecados de fraqueza. Aqui é onde começam as dificuldades práticas contra a santa confissão; em certo sentido tornam-se tanto maiores quanto mais cresce a alma em pureza e se aproxima de Deus. Para ambas as classes de almas sobre a forma e o modo de como devemos fazer a confissão frequente são válidas  seguintes reflexões. Começamos com o propósito

Doutrina: CCIC – 587:  Como é composta a oração do Senhor?
                   CIC 2803-2806; 2857


            A oração do Senhor contém sete petições a Deus Pai. As primeiras     três, mais teologais, aproximam-nos d’Ele, para a sua glória: pois é próprio do amor pensar antes de mais n’Aquele que amamos. Elas sugerem o que em especial devemos pedir-Lhe: a santificação do seu Nome, a vinda do seu Reino, a realização da sua Vontade. As últimas quatro apresentam ao Pai de misericórdia as nossas misérias e as nossas expectativas. Pedimos que nos alimente, nos perdoe, nos defenda nas tentações e nos livre do Maligno.

11/12/2010

Inquietação pelo Além

Ramiro Pellitero,
 
Instituto Superior de Ciências 

Religiosas, Universidade de Navarra

Disse-se que no fundo de todos os medos está o de morrer. Parece que actualmente se coloca a possibilidade de pôr num computador (download) a "configuração" e "preferências" pessoais, de modo que ficassem nalgum lugar …
Resistimos desaparecer do mundo e penetrar no desconhecido. Isto explica-se porque, por um lado, a vida proporciona-nos a experiencia de que todos morremos, e, por outra lugar, ninguém voltou do além para nos contar o que acontece. Alem disso, está a separação dos entes queridos.
Também no cinema actual, como na película "Para além da vida" (Hereafter, Clint Eastwood 2010), pergunta-se pelo que existe depois e pela comunicação com os que já morreram, só que sem nomear Deus; nalgum momento evoca-se a fé cristã, mas de um modo desligado e pouco convincente. Todavia, a inquietação continua de pé, e toda a película é disso testemunho.
"Talvez escreve Bento XVI na sua encíclica sobre a esperança (2007) – muitas pessoas rejeitam hoje a fé simplesmente porque a vida eterna não lhes parece algo desejável. De modo algum querem a vida eterna, mas sim a presente e, para tal, a fé na vida eterna parece-lhes ser um obstáculo". Quereriam, prossegue, adiar a morte o mais possível. Mas – argumenta – continuar vivendo sem fim seria antes uma condenação ou uma carga, algo aborrecido e insuportável.
Santo Agostinho, que tratou o tema, conclui que no fundo só queremos uma coisa, chame-se vida bem-aventurada ou, simplesmente, felicidade. Com palavras do Papa, "dalgum modo desejamos a própria vida, a verdadeira, a que no se veja afectada nem sequer pela morte". Desejaríamos eternizar "o momento pleno de satisfação, no qual a totalidade nos abraça e nós abraçamos a totalidade.... ou o momento do submergir-se no oceano do amor infinito, no qual o tempo – o antes e o depois – já não existe". Este momento seria "a vida em sentido pleno, submergir-se sempre de novo na imensidade do ser, ao mesmo tempo que estamos transbordantes de alegria".
A fé na vida do mais além não é, certamente, exclusiva do cristianismo. As religiões sustentam-na. O que é próprio da fé bíblica é a ressurreição dos mortos. Quer dizer, a fé em que, no fim do tempo e da história, recuperaremos os nossos corpos para sermos nós mesmos de novo; e, se superamos o exame sobre o amor (São João da Cruz), viver para sempre. Não se trata da reencarnação (tomar "outra" carne ou outra figura, viver a vida de outra pessoa), mas de tomar a nossa própria carne.
Na canção que Eric Clapton compôs para o seu filho de quatro anos – que em 1991 caiu de um 53º andar em New York – perguntava-lhe: "saberias o meu nome se te visse no Céu? ¿Seria a mesma coisa se nos encontrássemos no céu?" (Tears in Heaven). Sim, nós cristãos temos a esperança em que nos encontraremos com os seres queridos na comunhão da família de Deus, assim como esperamos numa justiça definitiva e na renovação do mundo.
É importante insistir em que a esperança cristã nada tem que ver com o individualismo. Já nesta vida – escreve Bento XVI – "nenhum ser humano é uma ilha fechada cerrada em si mesma. As nossas existências estão em profunda comunhão entre si, entrelaçadas umas com as outras através de múltiplas interacções. Ninguém vive sozinho. Ninguém peca sozinho. Ninguém se salva sozinho. Na minha vida entra continuamente a dos outros: no que penso, digo, me ocupo ou faço. E vice-versa, a minha vida entra na vida de dos outros, tanto no bem como no mal".
Alcançar a fonte do conhecimento e do amor. Entrar em comunhão pessoal com a Verdade e o Bem, a Beleza e a Vida plena, juntamente com todos os que chegaram  a ela numa mesma família. Daí que todas as expressões (visão de Deus "cara a cara", beleza inimaginável, novidade incessante…) fiquem aquém para falar do que nos espera. E não só nos espera como que se nos oferece já agora incoadamente por meio da Eucaristia.
A esperança cristã não é um consolo fácil, nem uma evasão dos compromissos daqui de baixo. Pelo contrário, implica a responsabilidade pelo mundo inteiro, até à cruz, com a serenidade e inclusive o gozo de quem sabe que todas as coisas, até as mais pequenas, podem tornar-se eternas pelo amor.
"A morte – escreveu Gustave Thibon – espera-nos, segundo a altura dos nossos desejos, como uma noiva ou como um verdugo, e de todos os actos da nossa alma só subsistirá a nossa participação naquilo que, por não proceder do tempo, no morrerá com ele. Cronos só devora os seus próprios filhos" (Nuestra mirada cega ante a luz, Rialp, 1973). E recolhe as palavras de Santa Catarina de Sena a uma pessoa acabrunhada pelo peso das tarefas temporais: "Somos nós que as fazemos temporais, porque tudo procede da bondade divina". Assim, conclui Thibon, "tudo o que não é eternidade recuperada, é tempo perdido".

(in Fluvium) (trad. AMA)

Boa Tarde! 13

Andas abatido, bem o noto, e é bem visível que algo te preocupa.

Olha, não deixes que o quer que seja, te desvie do teu caminho. Tenta enquadrar as coisas e pô-las com toda a simplicidade nas mãos de Cristo e, com igual simplicidade, diz-lhe:

- Senhor, com isto... Que faço?

Ele fará com que, dentro de ti, encontres a solução.

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(ama, 2010.12.11)

Bom Dia! 73


Quantas vezes não se tem a noção que há que fazer algo que por qualquer razão certa sabemos que tem de ser feito e... nos ficamos por aí, pela intenção.

O motivo para tal é quase sempre o mesmo: algo mais importante ou urgente surgiu entretanto.

Isto é sempre um falso motivo, a realidade é bem outra: somos inconstantes nas nossas intenções, deixamos que se interponham esses aparentes motivos para irmos adiando o que temos de fazer.

A este comportamento chama-se inconstância exactamente porque não se conseguem manter nem os propósitos, nem as intenções e também, claro, os compromissos mesmo os livremente assumidos.
São, muitas vezes, pessoas muito activas, empenhadas em numerosas iniciativas, em campos díspares, circunstâncias diversas e com gente diferente.

Normalmente isto é só aparência porque, na verdade, não chegam a completar coisa alguma.

São aquilo a que se pode chamar pessoas com uma pretensa iniciativa quando o que lhes falta é de facto 'finiciativa'.

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Tema para breve reflexão - 2010.12.11

Existência do mal

Há épocas em que a existência do mal entre os homens se torna singularmente evidente no mundo. Aparece então com mais clareza como os poderes das trevas, que actuam no homem e através dele, são maiores que o próprio homem. Cercam-no e assaltam-no a partir de fora.
Tem-se a impressão de que o homem actual não quer ver esse problema. Faz todo o possível para eliminar da consciência geral a existência desse "dominadores deste mundo tenebroso", esses "astutos ataques do diabo" dos quais fala a Carta aos Efésios. Contudo há épocas históricas nas quais essa verdade da Revelação e da fé cristã, que tanto custa aceitar, se expressa com grande força e se percebe de forma quase palpável.

(joão Paulo II, Homília, 1987.05.13)

Textos de Reflexão para 11 de Dezembro

2º Sábado do Advento 11 de Dezembro


Evangelho: Mt 17, 10-13

10 Os discípulos perguntaram-Lhe: «Porque dizem, pois, os escribas que Elias deve vir primeiro?». 11 Ele respondeu-lhes: «Elias certamente há-de vir e restabelecerá todas as coisas .12 Digo-vos, porém, que Elias já veio, e não o reconheceram, antes fizeram dele o que quiseram. Assim também o Filho do Homem há-de padecer às suas mãos». 13 Então os discípulos compreenderam que falava de João Baptista.



Nota:
Durante o Tempo do Advento não publicamos o costumado Comentário e/ou Meditação sobre o Evangelho do dia. Convidamos o leitor a fazê-lo e a amabilidade de o “postar) em comentários. 

Tema para consideração: A confissão frequente

                   O que significa confissão frequente? – (7)

Queremos encerrar este capítulo com as palavras da Encíclica Mystici Coporis de Pio XII, de 29 de Junho de 1943; «E, pois, evidente que, com essas falsas doutrinas, o mistério de que tratamos não se utiliza para proveito espiritual dos fiéis, mas converte-se em triste causa de sua ruína. O mesmo sucede com a falsa opinião dos que pretendem que não se deve ter em conta a confissão frequente das faltas veniais; pois que mais importante é a confissão geral, que a esposa de Cristo, com seus filhos a ela unidos no Senhor, faz todos os dias, por meio dos sacerdotes antes de subirem ao altar de Deus. É verdade, e vós bem sabeis, veneráveis irmãos, que há muitos modos e todos muito louváveis, de obter o perdão dessas faltas; mas para progredir mais rapidamente no caminho da virtude, recomendamos vivamente o pio uso, introduzido pela Igreja sob a inspiração do Espírito Santo, da confissão frequente, que aumenta o conhecimento próprio, desenvolve a humildade cristã, desarreiga os maus costumes, combate a negligência e tibieza espiritual, purifica a consciência, fortifica a vontade, presta-se à direcção espiritual, e, por virtude do mesmo sacramento, aumenta a graça. Portanto os que menosprezam e fazem perder a estima da confissão frequente à juventude eclesiástica, saibam que fazem uma coisa contrária ao Espírito de Cristo e funestíssima ao corpo místico do Salvador».

Doutrina: CCIC – 587: Como é composta a oração do Senhor?
                   CIC – 2803-2806; 2857


A oração do Senhor contém sete petições a Deus Pai. As primeiras três, mais teologais, aproximam-nos d’Ele, para a sua glória: pois é próprio do amor pensar antes de mais n’Aquele que amamos. Elas sugerem o que em especial devemos pedir-Lhe: a santificação do seu Nome, a vinda do seu Reino, a realização da sua Vontade. As últimas quatro apresentam ao Pai de misericórdia as nossas misérias e as nossas expectativas. Pedimos que nos alimente, nos perdoe, nos defenda nas tentações e nos livre do Maligno.

10/12/2010

Boa Tarde! 12

Plano de vida, insisti uma vez mais, plano de vida! Coisas concretas a horas certas, quando não, andas ao sabor das oportunidades e da disposição pessoal.

Está bem! Anuís-te, mas... E a minha liberdade?

Contei-te que a João Paulo II alguém terá comentado que com um plano de vida tão preenchido como o que efectivamente tinha, pouca liberdade teria, ao que o Papa respondera: 

"tudo quanto cumpro no meu plano de vida faço-o com inteira liberdade!"

(ama, 2010.12.10)

Bom Dia! 72


Interessa vender cada vez mais e, para o conseguir, qualquer técnica comercial serve.

Se o que se põe em destaque, na capa de uma revista, por exemplo, coincide ou não com o que vem desenvolvido no interior é um mero detalhe sem importância. Trata-se de uma flagrante falta de respeito pelos compradores em particular e o público em geral.

As pessoas, qualquer pessoa, têm um sagrado direito ao seu bom-nome e à preservação da sua intimidade.

O nome que têm é muito provavelmente usado por outras pessoas, parentes, filhos, pais, netos que não devem ser arrastados para o domínio público porque uma qualquer publicação resolveu expor publicamente uma faceta da intimidade de alguém com o mesmo nome. Haveria de ter-se respeito por esta gente, por vezes de menor idade inocentes e alheios à notícia.

Não é o que frequentemente sucede, infelizmente, e a sociedade em geral confronta-se com uma plêiade de comentadores, analistas e críticos que a deixam muitas vezes sem saber o que pensar sobre o que ouvem ou lêm.

Não se trata aqui de “por no mesmo saco” os profissionais da informação, os jornalistas concretamente, mas sim de referir que a ética da profissão deve ter como ponto de referência o respeito pelos outros.

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Tema para breve reflexão - 2010.12.10

Confissão Frequente 1

Na Confissão frequente há-de prestar-se especial atenção aos deveres descuidados, ainda que amiúde sejam deveres de pouca importância, as inspirações da graça desatendidas, as ocasiões desaproveitadas de fazer o bem, os momentos perdidos, o amor ao próximo não demonstrado. Hão-de despertar-se nela, face às omissões, um profundo e sério pesar e uma vontade decidida de lutar conscientemente contra as mais pequenas omissões das que, de alguma forma, tenhamos consciência. Se acudimos à Confissão com este propósito, ser-nos-á concedida na absolvição do sacerdote a graça de reconhecer melhor as nossas omissões e tomá-las a sério.

(B. Baur, La confesión frequente, p. 112-113, trad ama)

Textos de Reflexão para 10 de Dezembro

Sexta-Feira do Avento 10 de Dezembro


Evangelho: Mt 11, 16-19
16 «A quem hei-de Eu comparar esta geração? É semelhante às crianças que estão sentados na praça, e que gritam aos seus companheiros, 17 dizendo: Tocámos flauta e não bailastes; entoámos lamentações e não chorastes; 18 veio João, que não comia nem bebia, e dizem: “Ele tem demónio”. 19 Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizem: “Eis um glutão e um bebedor de vinho, um amigo dos publicanos e pecadores”. Mas a sabedoria divina foi justificada por suas obras».



Nota:
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Tema para consideração: A confissão frequente

O que significa confissão frequente? – (6)

3 - Pelo que se disse pode compreender-se em que sentido se pode falar de confissão frequente. Confissão frequente é aquela que é adequada para produzir e conseguir o duplo fim de purificar a alma dos pecados veniais e, ao mesmo tempo, confirmar a vontade na sua aspiração ao bem e à união mais perfeita com Deus. Este fim, segundo a doutrina comum e a experiência, consegue-se com a confissão praticada cada semana, ou cada quinze dias, ou cada três ou quatro semanas: a Santa Igreja conta com o caso de que alguém se confesse mais que uma vez por semana (Cód. De Direito Canónico, can. 595). Por outro lado, se não há nada que confessar, podem ganhar-se todas as indulgências desde que se confesse pelo menos duas vezes por mês ou receba a sagrada comunhão diária ou quase diariamente (Cód de Direito Canónico, can. 931, 3).
De qualquer forma, do que até agora foi dito deduz-se que a confissão frequente pressupõe e exige uma séria aspiração à pureza interior e à virtude, à união com Deus e com Cristo, quer dizer, uma verdadeira vida interior. O que quer conformar-se em evitar unicamente o pecado mortal, sem se preocupar com os pecados veniais, com determinadas infidelidades e faltas; o que não está resolvido a combatê-los com toda a seriedade, esse não se encontra em condições de fazer com proveito uma confissão frequente. A confissão frequente é inconciliável com uma vida de tibieza: pelo contrário, segundo a sua mais íntima finalidade, é um dos meios mais eficazes para superar e eliminar a tibieza. Pratica-se com plena consciência, impulsiona necessariamente o anseio pelo bom, pelo perfeito, a luta contra o mais íntimo pecado consciente encontra uma infidelidade ou descuido.
As almas perfeitas procuram e encontram na confissão frequente força e valor para lutar pela virtude e por uma vida para Deus e com Deus. Mas ao mesmo tempo procuram antes de mais a pureza perfeita da alma. A elas é-lhes muito doloroso causar, com uma infidelidade, pena ao seu amoroso Pai. Têm sempre presente ante o seu olhar Cristo, esposo da sua alma, cheio de formosura, de pureza imaculada e de santidade. Querem partilhar a sua vida, vivê-la, continuá-la e ser outro Cristo. Levadas pelo amor ao Pai, pelo amor a Jesus, ao qual querem assemelhar-se cada dia mais, acodem amiúde à santa confissão. É o santo amor a Deus e a Cristo o que leva estas almas a receber com frequência o sacramento da confissão. A confissão frequente é para elas uma necessidade.
As almas menos perfeitas procuram e encontram com frequência na sagrada confissão, um meio muito excelente para a luta eficaz contra as imperfeições, o fracasso diário, as inclinações e costumes retorcidos e, sobretudo, contra o cansaço espiritual e o perigo do desalento. Estas almas experimentam cabalmente na recepção do sacramento da penitência, em si mesmas, que nelas e com elas triunfa alguém mais forte, Cristo, o Senhor, o que triunfou do pecado, e quer e pode vencê-lo nos seus membros.

Doutrina: CCIC – 586: Que significa a expressão «que estais nos
                                      céus»?
                          CIC – 2794-2796; 2802
Esta expressão bíblica não indica um lugar mas uma maneira de ser: Deus está para lá e acima de tudo. Designa a majestade, a santidade de Deus, e também a sua presença no coração dos justos. O céu, ou a Casa do Pai, constitui a verdadeira pátria para a qual tendemos na esperança, enquanto estamos ainda na terra. Nós vivemos já nela «escondidos com Cristo em Deus» (Col 3, 3).

09/12/2010

Boa tarde! 11

Mas falta muito, perguntaste! 

Mas se ainda agora começaste?

Meu caro lembra-te que meteste ombros a uma tarefa que irá durar o resto da tua vida!

Não, não falta muito, bem sabes que esta vida são dois dias!

(ama, 2010.12.11

Bom Dia! 71


Do respeito próprio e pelos outros
Falando do respeito devido aos outros podemos considerar a pouca importância que muita gente lhe dá.

pessoas que têm por hábito comprar várias publicações, jornais e revistas, numa espécie de atitude compulsiva cuja origem não têm bem clarificada.
Na verdade pretendem ler as mesmas notícias, artigos ou comentários escritos ou relatados por diferentes pessoas, sob diversos ângulos e com enfoques não coincidentes.

Lá bem no fundo talvez se esconda um inconfessado desejo de se propor abrilhantar um encontro ou uma reunião com uma “sabedoria” variada sobre os diversos assuntos, revelando a quem tenha paciência para o escutar, um conhecimento e opinião sobre as actualidades, políticas e outras, tão diversificada quanto as publicações que leu, criando, assim, uma aura de pessoa criteriosamente informada.

A futilidade deste personagem é tanto mais gritante quanto o é a sua suposta sabedoria e o seu desprezo pela seriedade que deve presidir a qualquer relação social. Têm, alem disso, um absoluto desrespeito pelos outros.

(Pode neste parêntesis, aduzir a questão do desprendimento fortemente ferido pelos gastos despropositados)

Na realidade estas pessoas existem porque há sistemas de informação que as alimentam e, aliás, existem por causa delas.

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Para ver desde o início, clicar aqui: https://sites.google.com/site/sobreavidahumana/vida-humana

Tema para breve reflexão - 2010.12.09

Confissão e Sinceridade

Talvez os momentos de uma confissão sincera figurem entre os mais doces, mais confortantes e mais decisivos da vida.

(paulo VI, Alocução, 1975.11.27)