09/12/2010

Boa tarde! 11

Mas falta muito, perguntaste! 

Mas se ainda agora começaste?

Meu caro lembra-te que meteste ombros a uma tarefa que irá durar o resto da tua vida!

Não, não falta muito, bem sabes que esta vida são dois dias!

(ama, 2010.12.11

Bom Dia! 71


Do respeito próprio e pelos outros
Falando do respeito devido aos outros podemos considerar a pouca importância que muita gente lhe dá.

pessoas que têm por hábito comprar várias publicações, jornais e revistas, numa espécie de atitude compulsiva cuja origem não têm bem clarificada.
Na verdade pretendem ler as mesmas notícias, artigos ou comentários escritos ou relatados por diferentes pessoas, sob diversos ângulos e com enfoques não coincidentes.

Lá bem no fundo talvez se esconda um inconfessado desejo de se propor abrilhantar um encontro ou uma reunião com uma “sabedoria” variada sobre os diversos assuntos, revelando a quem tenha paciência para o escutar, um conhecimento e opinião sobre as actualidades, políticas e outras, tão diversificada quanto as publicações que leu, criando, assim, uma aura de pessoa criteriosamente informada.

A futilidade deste personagem é tanto mais gritante quanto o é a sua suposta sabedoria e o seu desprezo pela seriedade que deve presidir a qualquer relação social. Têm, alem disso, um absoluto desrespeito pelos outros.

(Pode neste parêntesis, aduzir a questão do desprendimento fortemente ferido pelos gastos despropositados)

Na realidade estas pessoas existem porque há sistemas de informação que as alimentam e, aliás, existem por causa delas.

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Tema para breve reflexão - 2010.12.09

Confissão e Sinceridade

Talvez os momentos de uma confissão sincera figurem entre os mais doces, mais confortantes e mais decisivos da vida.

(paulo VI, Alocução, 1975.11.27)

Textos de Reflexão para 09 de Dezembro

2ª Quinta-Feira do Advento 09 de Dezembro

Evangelho: Mt 11, 11-15
11 «Na verdade vos digo que entre os nascidos de mulher não veio ao mundo outro maior que João Baptista; mas o menor no Reino dos Céus é maior do que ele. 12 «Desde os dias de João Baptista até agora, o Reino dos Céus sofre uma forte oposição, e são os esforçados que o conquistam. 13 Com efeito, todos os profetas e a Lei profetizaram até João. 14 E, se vós quereis compreender, ele mesmo é o Elias que há-de vir. 15 O que tem ouvidos para ouvir, oiça.



Nota:
Durante o Tempo do Advento não publicamos o costumado Comentário e/ou Meditação sobre o Evangelho do dia. Convidamos o leitor a fazê-lo e a amabilidade de o “postar) em comentários. 
Tema para consideração: A confissão frequente

                   O que significa confissão frequente? – (5)

2 - Os pecados que já devidamente se confessaram antes, sejam mortais ou veniais, podemos confessá-los de novo, «inclui-los»? Já antes observámos que são essenciais na confissão, não os pecados, mas sim os actos interiores de aversão da vontade para com os pecados cometidos, os actos de arrependimento e de vontade de satisfação, etc. Mas o pecado cometido fica como um facto histórico, ainda quando tenha sido perdoado. Mesmo assim é possível que o homem uma e outra vez se arrependa interiormente do pecado cometido, o condene, o deteste, com vontade de o evitar, de corrigir, de fazer penitência. Quando se dá esta atitude interior, não há impedimento algum para que, mediante a virtude Cristo que opera no sacramento da penitência, se eleve num retorno a Deus cheio de graça. Também neste caso em que se confessam pecados já confessados e perdoados, o sacramento produz o efeito que lhe é essencial: aumenta a graça santificante, a qual, como fruto do sacramento da penitência, em virtude da sua íntima natureza apaga o pecado se o houver. A graça produzida pelo sacramento da penitência não há que concebê-la sem relação com o pecado, que apaga da alma, se a encontra em estado de pecado. Por isso as palavras do sacerdote «Eu te absolvo dos teus pecados» têm pleno sentido, ainda no caso em que só e unicamente produzam a graça (o seu aumento), sem perdoar o pecado, porque já não existe nenhum que posa ser perdoado. Por isso a Igreja considera como matéria suficiente, quer dizer, como suficiente objecto da sagrada confissão dos pecados já devidamente confessados e perdoados (Cód. De Direito Canónico, can. 902). Bento XI, em 1304, declara «proveitoso» confessar de novo os pecados já confessados.

Doutrina: CCIC – 585: Com que espírito de comunhão e missão dizemos ao
                                      rezar a Deus Pai «nosso»?
                 CIC –  2791-2793; 2801

Dado que rezar o Pai «nosso» é um bem comum de todos os baptizados, estes sentem o apelo urgente a participar na oração de Jesus pela unidade dos seus discípulos. Rezar o «Pai Nosso» é rezar com e por todos os homens, para que conheçam o único e verdadeiro Deus e sejam reunidos na unidade.

08/12/2010

QUARENTA E CINCO ANOS!


Alpiarça, 08 de Dezembro de 1965
Pode ser muito tempo!
Quanto?
Não sei, francamente responder
Não dei por tal
Os dias, os anos foram passando
Às vezes, mal,
Outras nem tanto.
Tratou-se de viver
Dia a dia como sempre
À noite seguindo-se o amanhecer
De nova esperança e outro querer
Coração nas mãos, pequenino… pequenino
Tu, sempre uma mulher
Eu, sempre um menino
Vá-se lá entender!
Tanto tempo, meu Deus bendito!
E, no entanto,                                                     
O que é isso comparado com o infinito…                                           
Ah! Mulher da minha vida!                                                     
Dá-me novamente a tua mão              
Põe o teu no meu braço          
Continuemos assim, minha querida,                                                    
Como que um só coração                                                    
Batendo no mesmo compasso.

Porto 2010.12.08

Boa Tarde! 10

"Saiu-te" um desabafo: às vezes não me apetece nada esta luta!

Que admiração! Respondi-te, quem é que gosta de lutar sempre nas mesmas coisas? 

Mas  tem de ser, para quando se apresentar algo grande, estares preparado e, além do mais, bem sabes que isto de "melhoria pessoal" não è de 'apeteceres'...

(ama, 2010.12.08)

Bom Dia! 70



A Igreja chama a esta “relação” Comunhão dos Santos. ([i]) que é uma verdade de Fé tal como expressamos no “Credo”.

Sendo assim, é de facto muito conveniente ter esta realidade bem presente na nossa vida interior quando nos esforçamos por melhorar nalgum ponto e não o conseguimos ou encontramos obstáculos inopinados.
Podemos – e devemos – rezar por todos, mesmo, e principalmente, por aqueles que presumimos estão abandonados ou de quem poucos se lembram.
Em Portugal acrescenta-se no Santo Rosário essa jaculatória tão formosa “levai para o Céu todas as almas principalmente as que mais precisarem” que traduz precisamente essa preocupação que nos foi transmitida por Cristo de que todos se salvem.
A nossa vida interior melhorará consideravelmente ao termos em atenção esta verdade de Fé da Comunhão dos Santos, porque eles podem muito intercessão junto de Deus pela ajuda, auxílio e protecção que necessitamos.
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[i] Comunhão quer dizer "comum união" , e Comunhão dos santos quer dizer união comum com Jesus Cristo de todos os santos do céu, das almas do purgatório e dos fiéis que ainda peregrinam na terra.
É a união de todos os santos entre si. Os do céu intercedem pelos demais; os da terra honram aos do céu e encomendam a sua intercessão, também oram e oferecem sufrágios pelos defuntos do purgatório, e estes também intercedem a nosso favor.
A comunhão dos santos é a união comum que há entre Jesus Cristo, Cabeça da Igreja, e seus membros, e destes entre si.

Tema para breve reflexão - 2010.12.08

Confissão 11

Aqueles que se aproximam do Sacramento da Penitência, obtêm da misericórdia de Deus o perdão da ofensa a Ele feita e ao mesmo tempo reconciliam-se com a Igreja, que tinham ferido com o seu pecado, a qual, pela caridade, exemplo e oração, trabalha pela sua conversão.

(Concílio Vaticano II, Constituição Dogmática A Igreja, Cap. II, O Povo de Deus)

Textos de Reflexão para 08 de Dezembro

2ª Quarta-Feira do Advento 08 de Dezembro

Evangelho: Lc 1, 26-38

26 Estando Isabel no sexto mês, foi enviado por Deus o anjo Gabriel a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27 a uma virgem desposada com um varão chamado José, da casa de David; o nome da virgem era Maria. 28 Entrando o anjo onde ela estava, disse-lhe: «Salve, ó cheia de graça; o Senhor é contigo». 29 Ela, ao ouvir estas palavras, perturbou-se e discorria pensativa que saudação seria esta. 30 O anjo disse-lhe: «Não temas, Maria, pois achaste graça diante de Deus; 31 eis que conceberás no teu ventre, e darás à luz um filho, a Quem porás o nome de Jesus. 32 Será grande e será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus Lhe dará o trono de Seu pai David; 33 reinará sobre a casa de Jacob eternamente e o Seu reino não terá fim». 34 Maria disse ao anjo: «Como se fará isso, pois eu não conheço homem?». 35 O anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo descerá sobre ti e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a Sua sombra; por isso mesmo o Santo que há-de nascer de ti será chamado Filho de Deus. 36 Eis que também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na sua velhice; e este é o sexto mês da que se dizia estéril; 37 porque a Deus nada é impossível». 38 Então Maria disse: «Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra». E o anjo afastou-se dela.



Nota:
Durante o Tempo do Advento não publicamos o costumado Comentário e/ou Meditação sobre o Evangelho do dia. Convidamos o leitor a fazê-lo e a amabilidade de o “postar) em comentários.

Tema para consideração: A confissão frequente

O que significa confissão frequente? – (4)

Muitos fazem sobressair como um novo proveito da confissão frequente a direcção da alma por meio do confessor. A verdade é que a perfeição das almas que aspiram à perfeição da vida religiosa e cristã é altamente desejável e útil, e por vezes até moralmente necessária. Hoje a maior parte acodem à direcção da alma pelo confessor. E com razão. Um dos principais motivos pelos quais a Santa Igreja prescreve positivamente a confissão frequente, e até semanal, aos sacerdotes, aos seminaristas e a todas as ordens religiosas, é cabalmente este: que mediante ela fica assegurada da maneira mais simples a direcção espiritual dos que estão obrigados a aspirar à perfeição cristã num modo muito especial. Segundo Santo Afonso Maria de Ligório, um dos deveres fundamentais do confessor é ser director espiritual. Todavia, seria um equívoco dizer que a direcção das almas está essencialmente ligada à confissão ou à confissão frequente. Tão-pouco seria próprio unir a direcção espiritual com a confissão frequente tão estreitamente que, como costuma acontecer, quase se passe por alto o lado sacramental da santa confissão para dar o primeiro lugar ao remédio pastoral. O religioso e a religiosa encontram normalmente a direcção espiritual na estreita união com a vida de comunidade ordenada, com a vida claustral tal como a enformam a regra e os superiores. Ela oferece-lhes normalmente os meios que necessitam para conseguir o fim da vida da ordem: a santidade.

Doutrina: CCIC – 584: Porque dizemos «Pai Nosso»?
                 CIC – 2786-2790; 2801

«Nosso» exprime uma relação totalmente nova com Deus. Sempre que rezamos ao Pai, adoramo-Lo e glorificamo-Lo com o Filho e o Espírito. Em Cristo, somos o «seu» Povo e Ele é o «nosso» Deus, desde agora e para a eternidade. Dizemos, com efeito, Pai «nosso», porque a Igreja de Cristo é a comunhão duma multidão de irmãos que têm «um só coração e uma só alma» (Act 4,32)

Festa: Imaculada Conceição

07/12/2010

Boa Tarde! 9

Disseste que, ontem, Domingo gostaste muito da missa. Que o padre tinha falado muito bem.

Bom... mas gostaste da missa por causa da homília, só?

Repara: o sacerdote ter o dom da palavra é muito bom, já que torna mais atractiva a sua escuta, mas o que interessa verdadeiramente é o que ele diz e não como o diz.

Não deves ouvir a homília como crítico de oratória mas como cristão com fome da Palavra.

(ama, 2010.12.07)

Bom Dia! 69



Muitos de nós temos a graça de ter alguém – filho, irmão, parente próximo – nestas condições de Santos autênticos e verdadeiros e, também é verdade, que são numerosos os que nem sequer se lembram disso e da extraordinária possibilidade de terem como intercessores junto de Deus essas criaturas de alvíssima pureza nunca manchada por qualquer incidência de uma vida que não viveram.

A vida interior de cada um depende muito desta consciência da santidade como o estádio sublime de convivência com o Criador, e a tomada de consciência deste facto leva muito rapidamente a alma a empenhar-se em merecer igual destino.
E o que é a melhoria pessoal senão o esforço por alcançá-lo?
Mas nada se faz nem com pressa e muito menos atabalhoadamente. É um processo longo, como já se disse, de uma vida inteira, com avanços e recuos e com inevitáveis momentos de desânimo ao verificarmos que tarda alcançar a meta que nos propusemos.
É aqui particularmente nestes momentos de confronto com as nossas debilidades que os Santos podem prestar-nos um auxílio de extraordinário alcance pelo que, recorrermos a eles com frequência é sábia medida e atitude vantajosa.
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Tema para breve reflexão - 2010.12.07

Confissão 10

Ajudar a comunidade eclesial a apreciar plenamente o valor da Confissão individual como um encontro pessoal com o Salvador misericordioso que nos ama, e ser fiéis ás directrizes da Igreja num assunto de tanta importância.

(joão Paulo II, Alocução, Tóquio, 1981.11.23)

Textos de Reflexão para 07 de Dezembro

2ª Terça-Feira do Advento 07 de Dezembro

Evangelho: Mt 18, 12-14

12 «Que vos parece? Se alguém tiver cem ovelhas, e uma delas se extraviar, porventura não deixa as outras noventa e nove no monte, e vai em busca daquela que se extraviou? 13 E, se acontecer encontrá-la, digo-vos em verdade que se alegra mais por esta, do que pelas noventa e nove que não se extraviaram. 14 Assim, não é a vontade de vosso Pai que está nos céus que pereça um só destes pequeninos.



Nota:
Durante o Tempo do Advento não publicamos o costumado Comentário e/ou Meditação sobre o Evangelho do dia. Convidamos o leitor a fazê-lo e a amabilidade de o “postar) em comentários. 

Tema para consideração: A confissão frequente

O que significa confissão frequente? – (3)

a)    O significado da confissão frequente não se esgota em perdoar-se neste sacramento as faltas cometidas e curar-se debilidade íntima da alma. A confissão frequente não olha só para trás, para o que foi, para as faltas cometidas no passado: também olha para a frente, para o porvir. Também aspira a construir, quer efectuar um trabalho para o futuro. Cabalmente, com a sua frequência, aspira a um fim eminentemente positivo: ao fortalecimento e a nova vida da vontade na sua luta pela verdadeira virtude cristã, pela pureza perfeita e a entrega total a Deus, pelo triunfo completo do homem espiritual e sobrenatural em nós, pelo domínio do espírito sobre os apetites, os sentimentos ,as paixões e as para debilidades do homem velho em nós. A confissão frequente serve para que nos vamos identificando mais e mais com o espírito e o ânimo de Cristo, em especial com o ódio que Cristo sente contra tudo o que em nós possa desagradar a Deus, e façamos nosso o espírito de satisfação e expiação de Cristo pelos nossos próprios pecados e pelos dos outros. Do Sentimento genuíno da penitência brotam a prontidão para todo o sacrifício, toda a dor, todas as dificuldades e provas a que o Senhor haja por bem submeter-nos, valores de alto preço de que participamos, tanto mais com melhor disposição e com maior frequência recebemos o santo sacramento da penitência.

Doutrina: CCIC – 583:  Como é possível invocar a Deus como «Pai»?
                CIC -  2779-2785; 2789; 2798-2800

Podemos invocar o «Pai», porque Ele nos foi revelado por seu Filho feito homem e porque o seu Espírito no-Lo faz conhecer. A invocação do Pai introduz-nos no seu mistério com uma admiração sempre nova e suscita em nós o desejo dum comportamento filial. Ao rezar a oração do Senhor estamos conscientes de sermos filhos no Filho do eterno Pai.

06/12/2010

Boa Tarde! 8

Fiquei um pouco embaraçado quando me perguntaste como fazer para seres santo!

Não encontrei outra resposta:

precisamente essa luta por melhoria que estás travando, é o teu caminho de santidade!

(ama, 2010.12.06)

LITURGIA DAS HORAS

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CAPÍTULO II

SANTIFICAÇÃO DO DIA:
AS DIVERSAS HORAS LITÚRGICAS

I. INTRODUÇÃO A TODO O OFÍCIO


34. A introdução a todo o Ofício é normalmente formada pelo Invitatório. Este é constituído pelo versículo — Abri, Senhor, os meus lábios: E a minha boca anunciará o vosso louvor — e pelo salmo 94. Este salmo é um convite dirigido todos os dias aos fiéis para que celebrem os louvores de Deus e escutem a sua voz, e ao mesmo tempo uma exortação a esperarem «o repouso do Senhor»1.
Se parecer bem, o salmo 94 pode ser substituído pelos salmos 99, 66 ou 23.
O salmo invitatório deve ser recitado, como se indica no lugar próprio, em forma responsorial, quer dizer, acompanhado da respectiva antífona. Esta é enunciada e repetida no princípio, e retomada após cada estrofe.

35. O Invitatório tem o seu lugar próprio no princípio de todo o ciclo da oração quotidiana; isto é, ou antes das Laudes matutinas ou antes do Ofício de Leitura, conforme o dia se iniciar com uma ou outra destas duas acções litúrgicas. No caso de se dever antepor a Laudes, pode-se omitir eventualmente o salmo com a respectiva antífona.

36. As antífonas do Invitatório variam conforme os dias litúrgicos, como é indicado em seu lugar próprio.


1 Hebr 3, 7-4, 16.


Retirado do site do Secretariado Nacional de Liturgia
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Bom Dia! 68


Insiste-se muito nos “pequenos passos” porque progredir na vida interior é obra de todos os dias, até ao último momento de vida.
Ninguém nasce santo porque, de facto, todos nascemos com a mancha do pecado original que nos separa de Deus. O Baptismo, ao apagar este pecado, transforma-nos realmente de simples criaturas de Deus em Seus Filhos. A partir deste momento somos santos, embora sem mérito algum da nossa parte, passamos a pertencer ao coro dos que, pela Graça Divina, são candidatos à Vida Eterna.
Por isso, os Baptizados que morrem antes da idade da razão, ou melhor dizendo, quando passam a dispor de vontade própria, assumem de imediato a visão beatífica da Trindade Santíssima e podemos, com toda a propriedade, invocá-los como santos de Deus.
Atrasar sem razão – que razão válida pode haver – o Baptismo de um ser recém-nascido é matéria grave e de ponderação exigente porque se pode estar a contribuir para que esse ser, caso morra subitamente, perca este supremo bem.
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Tema para breve reflexão - 2010.12.06

Confissão e Exame

Uma Confissão bem-feita pressupõe um exame profundo (profundo não quer necessariamente dizer longo, sobretudo se nos confessamos com frequência): se for possível, ante o sacrário, e sempre na presença de Deus. No exame de consciência, o cristão vê o que Deus esperava da sua vida e o que na realidade foi; a bondade ou a malícia das suas acções, as omissões, as ocasiões perdidas..., a intensidade da falta cometida, o tempo que se permaneceu nela antes de pedir perdão.

(S. Francisco de Sales, Introdução à vida devota, II, 19)

Textos de Reflexão para 06 de Dezembro

2ª Segunda-Feira do Advento 06 de Dezembro

Evangelho: Lc 5, 17-28
17 Um dia, enquanto ensinava, estavam ali sentados fariseus e doutores da lei vindos de todas as aldeias da Galileia, da Judeia e de Jerusalém; e o poder do Senhor levava-O a fazer curas.18 E eis que uns homens, levando sobre um leito um homem que estava paralítico, procuravam introduzi-lo dentro da casa e pô-lo diante d'Ele.19 Porém, não encontrando por onde o introduzir por causa da multidão, subiram ao telhado e, levantando as telhas, desceram-no com o leito no meio de todos, diante de Jesus. 20 Vendo a fé deles, Jesus disse: «Homem, são-te perdoados os teus pecados». 21 Então os escribas e os fariseus começaram a pensar e a dizer: «Quem é este que diz blasfémias? Quem pode perdoar pecados, senão só Deus?». 22 Jesus, conhecendo os seus pensamentos, respondeu-lhes: «Que estais a pensar nos vossos corações? 23 Que coisa é mais fácil dizer: “São-te perdoados os pecados”, ou dizer: “Levanta-te e caminha”? 24 Pois, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra o poder de perdoar pecados, Eu te ordeno - disse Ele ao paralítico - levanta-te, toma o teu leito e vai para a tua casa». 25 Levantando-se logo em presença deles, tomou o leito em que jazia e foi para a sua casa, glorificando a Deus.26 Ficaram todos estupefactos e glorificavam a Deus. Possuídos de temor, diziam: «Hoje vimos coisas maravilhosas». 27 Depois disto, Jesus saiu, e viu sentado no banco de cobrança um publicano, chamado Levi, e disse-lhe: «Segue-Me». 28 Ele, deixando tudo, levantou-se e seguiu-O.



Nota:
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Tema para consideração: A confissão frequente

O que significa confissão frequente? – (2)

  1. Se, pois, existem tantos meios para que a alma se purifique dos seus pecados veniais sem o sacramento da penitência, que sentido e que valor tem a confissão dos pecados veniais? Onde está o «proveito» desta confissão?, de que fla qao Concílio de Trento? Diz: «Os pecados veniais, que não nos privam da graça divina e em que tão amiúde recaímos, confessam-se e acusam-se com motivo e proveito na confissão, como o comprova a prática das pessoas devotas» (sessão 14, cap. 5º).
a)    O fruto da confissão dos pecados veniais funda-se antes de mais em que se trata da recepção de um sacramento. O perdão dos pecados consegue-se em virtude do sacramento, quer dizer, de Cristo. No sacramento da penitência, «àqueles que depois do baptismo pecaram, aplicam-se-lhes os méritos da morte de Cristo» (Conc. De Trento, sessão 14, cap. 1º). No qual há que observar: no sacramento é essencial o arrependimento íntimo dos pecados, que é elevado pelo sacramento à união, cheia de graça, com Deus. A graça aqui outorgada, uma vez que se trata exclusivamente de pecados veniais, não é, como quando se trata de um pecado mortal, a nova vida da graça, mas o fortalecimento, o aumento e maior profundidade da vida sobrenatural, da santa caridade no homem. O sacramento da penitência a primeira coisa que produz é o positivo, o fortalecimento da nova vida, o aumento da graça santificante, e em união com ela uma graça coadjuvante que estimula a nossa vontade para um acto de amor ou de arrependimento. Esse acto de amor apaga os pecados veniais e expulsa-os da alma, de forma semelhante à luz que afugenta e elimina as trevas.
O proveito da confissão dos pecados veniais consiste, além disso, em que a virtude do sacramento não só apaga os pecados, como além disso abarca e cura as suas consequências, de forma mais perfeita do que acontece no perdão extra-sacramental dos pecados veniais. Porque no sacramento da penitência se perdoa uma parte maior das penas temporais dos pecados que pelos meios extra-sacramentais, ainda que exista igual espírito de arrependimento. Mas o sacramento da penitência sobretudo cura a alma das debilidade produzida pelos pecados veniais, do cansaço e da frieza para as coisas divinas, da inclinação que com os pecados veniais renasce para as coisas terrenas, do fortalecimento dos instintos e inclinações torcidas e do poder da má concupiscência – e isto em virtude do sacramento, quer dizer, do próprio Cristo -. Assim a confissão dos pecados veniais fornece à alma uma frescura interior, um novo impulso para se entregar a Deus, a Cristo, e ao cuidado da vida sobrenatural, o que normalmente acontece no perdão extra-sacramental dos pecados veniais.
 A confissão dos pecados veniais produz um proveito muito especial e notório por estas circunstâncias: que em geral os actos do exame de consciência, em especial do arrependimento, do propósito, da vontade de satisfação e de penitência, são muito mais perfeitos e melhor elaborados que no perdão extra-sacramental dos pecados veniais por meio de uma jaculatória ou pelo uso piedoso da água benta. Todos sabemos o que custa acusar-se devidamente ante o sacerdote; todos sabemos como devemos preocupar-nos em, realizar bem os actos de arrependimento e de propósito e incitar a vontade à penitência e à satisfação. Com plena consciência dedicamo-nos a fazer bem esses actos.
E com razão. Porque esses actos de aversão interior às faltas não constituem unicamente uma condição prévia da alma para a recepção do sacramento da penitência, são parte essencial. Deles depende que haja um verdadeiro sacramento, eles determinam a medida da eficácia do sacramento, no crescimento na vida divina e no perdão dos pecados. O sacramento da penitência, assim como o sacramento do matrimónio, é o sacramento mais pessoal. A participação pessoal do penitente, os seus actos pessoais de arrependimento, de acusação e de vontade de satisfação, são decisivos para a eficácia do sacramento. Essa depende essencialmente do nosso juízo pessoal sobre o pecado cometido e do nosso regresso pessoal a Deus e a Cristo. No sacramento da penitência que recebemos, os nossos actos pessoais de penitência são elevados da esfera meramente pessoal e são unidos às virtudes dos padecimentos e morte de Cristo, que operam no sacramento. Aqui é onde resplandecem toda a graça e o proveito do sacramento da penitência.
A chamada graça sacramental, que é própria unicamente do sacramento da penitência e que por nenhum outro sacramento se produz ou pode produzir-se, é a graça santificante, com carácter e força especial para fazer desaparecer a debilidade causada pelos pecados veniais, o défice de força, valor e impulso espiritual, para fortalecer a alma e afastar os obstáculos que se opõem à graça e à sua acção eficaz na alma.
Um significado e proveito especial da confissão frequente consiste em que os pecados veniais se confessam ao sacerdote como representante da Igreja, quer dizer, à Igreja, à comunidade. O que peca venialmente continua a ser membro vivo da Igreja. Com o pecado venial não pecou somente contra Cristo, contra Deus e o bem da sua própria alma: ao mesmo tempo causou um dano à Igreja, à comunidade; o seu pecado é uma «mancha» uma «ruga» da esposa de Cristo; é um obstáculo a que o amor que o Espírito santo derrama sobre a Igreja posa desenvolver-se livremente em todos os membros da Igreja de Cristo. O pecado venial é um dano inferido à comunidade, é uma falta de amor para com a Igreja, da qual unicamente manam a vida e a salvação para o cristão. Por isso não pode expiar-se forma mais adequada que dando-o a conhecer ao representante da Igreja, recebendo o seu perdão e cumprindo a penitência por ele imposta.

Doutrina: CCIC – 582:  Porque podemos «ousar aproximar-nos com toda a
                                       confiançado Pai?
              CIC 2777-2778; 2797

Porque Jesus, nosso Redentor, nos apresenta diante do Rosto do Pai, e o seu Espírito faz de nós filhos. Podemos assim rezar o Pai Nosso com uma confiança simples e filial, com uma alegre segurança e uma audácia humilde, com a certeza de ser amados e atendidos

05/12/2010

Boa Tarde! 7

Bem-humorado, disseste que te sentias transformado em "lenhador."

Esclareceste a minha surpresa dizendo-me que quando conseguias deitar abaixo uma árvore logo te aparecia outra a precisar de ser abatida.

É claro!, repliquei, estás a trabalhar numa floresta mas só te dás conta disso à medida que as árvores que vais abatendo revelam as que estão atrás.

(ama, 2010.12.05)

Bom Dia! 67


Para estar de acordo com o que se disse antes, o “propósito” tem de ser concreto, isto é, incidir sobre aquilo que se pretende corrigir e emendar. Também aqui, não ficar pela generalidade – não vou falar mal de ninguém – mas sim, vou tentar não dizer mal de fulano.
Fugir também à tentação de considerar grandes coisas ou de âmbito alargado, por assim dizer. A correcção interior daquilo que sabemos está mal ou é deficientemente feito, deve ser feita em pequenos passos, dia a dia.
Estabelecer metas concretas e acessíveis, que nos possamos lembrar com facilidade durante o dia. Talvez recorrendo a “avisadores”, como, por exemplo, quando toca o telefone lembrar os propósitos que nos propusemos.
Estar preparado para os “falhanços”, os retrocessos, os passos atrás é uma medida de prudente sabedoria.

Não somos santos, tentamos sê-lo e isso faz-se passo a passo, com metas curtas e objectivas, simples e sem grandes lucubrações. A tentação de derrotismo quando não se consegue o que se deseja deve ser afastada a todo o custo, porque nada desagrada mais ao tentador que dar-se conta dos nossos esforços e desejos de melhoria.
A maior parte das vezes somos de facto muito melhores do que pensamos e, por isso mesmo, devemos esquecer os resultados e dedicar-nos ao esforço por consegui-los.

Como prevenia um grande conhecedor de almas «Devemos convencer-nos de que o maior inimigo da rocha não é a picareta ou o machado, nem o golpe de qualquer outro instrumento, por mais contundente que seja: é essa água miúda, que se infiltra, gota a gota, por entre as fendas do penhasco, até arruinar a sua estrutura» (S. josemaria escrivá, Cristo que Passa, 77)
Daqui que, desistir ou achar que não se progride, é consentir que se mantenha aberta essa fresta por onde se vai insinuando o defeito que pretendemos eliminar.
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