20/09/2010

Textos de Reflexão para 20 de Setembro

Domingo 19 Set
                                                                                                             
Evangelho: Lc 16, 10-13

10 Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito.11 Se, pois, não fostes fiéis nas riquezas iníquas, quem vos confiará as verdadeiras? 12 E se não fostes fiéis no alheio, quem vos dará o que é vosso? 13 Nenhum servo pode servir a dois senhores, porque, ou odiará um e amará o outro, ou se afeiçoará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro».
Comentário:

A actualidade deste Evangelho é, diria, gritante. Verificamos que a fidelidade e a justiça são inseparáveis e dependem uma da outra.
Para se ser fiel à sua condição de cristão não se pode entrar numa espiral de excessivo apego aos bens, a sua procura desenfreada ou, a acumulação desmedida de proventos porque estas práticas geram inevitavelmente situações injustiça.
Mesmo os proventos adquiridos com o trabalho honesto e competente quando ultrapassam os limites do razoável, do equilíbrio entre as várias camadas da sociedade, geram situações injustas de repartição de bens.
Além disso o coração fica com que embotado e incapaz de reconhecer essa situação porque a pessoa conclui que lhe é devido o que obtém. 

(ama, comentário sobre Lc 16, 10-13, 2010.07.30)

Tema: Alegria dos filhos de Deus

A condição do gozo autêntico é sempre a mesma: que queiramos viver para Deus e, por Deus, para os outros. Digamos ao Senhor que sim, que queremos, que não desejamos mais que servir com alegria. Se procurais comportar-vos assim, a vossa paz interior e o vosso sorriso, o vosso garbo e o vosso bom humor, serão luz poderosa de que Deus se servirá para atrair muitas almas para Si. Dai testemunho da alegria cristã, descobri a quantos vos rodeiam qual é o vosso segredo: estais alegres porque sois filhos de Deus, porque O cuidais, porque lutais por ser melhores e por ajudar os demais e porque quando se quebra o gozo da vossa alma acudis com prontidão ao Sacramento da alegria, no qual recuperais o sentido da vossa fraternidade com todos os homens. 

(Álvaro do Portillo, Homília no Jubileu da Juventude, 1984.04.12)

Doutrina: CCIC – 404: Que outras coisas requer uma autêntica convivência humana?
                   CIC 1886-1889; 1895-1896

Requer o respeito da justiça, a justa hierarquia de valores e a subordinação das dimensões materiais e instintivas às superiores e espirituais. Em especial, onde o pecado perverte o clima social, é necessário apelar à conversão dos corações e à graça de Deus, para obter mudanças sociais que estejam realmente ao serviço de cada pessoa e de toda a pessoa. A caridade, que exige e torna capaz da prática da justiça, é o maior mandamento social.

Tema para breve reflexão - 2010.09.20

Derrota

Disse-se que a Igreja teria ficado derrotada porque não conseguiu fazer aceitar a sua norma moral. Mas eu penso que neste fenómeno tristíssimo e involutivo quem foi verdadeiramente derrotado foi o homem, foi a mulher. Foi derrotado o médico que renegou o juramento e o título mais nobre da medicina: o de defender e salvar a Vida Humana; verdadeiramente foi o estado «secularizado», que renunciou à protecção fundamental e ao sacrossanto direito à vida para se converter num instrumento de um presumível interesse da colectividade, e por vezes se mostra incapaz de defender a observância das suas próprias leis permissivas.

(joão Paulo II, Discurso aos participantes no VI Simpósio do Conselho das Conferências Episcopais da Europa, 1985.10.11)

Tema para breve reflexão - 2010.09.18

Maioria silenciosa


A maioria silenciosa está com os valores fundamentais, só que se fazem ouvir mais os escandalosos que os fiéis. A Igreja terá de mobilizar esse silêncio. 


(Card. Agnelo Rossi, Prefeito para a S. Congregação para a Evang. dos Povos, VI Sínodo dos Bispos)

19/09/2010

Textos de Reflexão 19 de Setembro

Domingo 19 Set
                                                                                                             
Evangelho: Lc 16, 10-13

10 Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito.11 Se, pois, não fostes fiéis nas riquezas iníquas, quem vos confiará as verdadeiras? 12 E se não fostes fiéis no alheio, quem vos dará o que é vosso? 13 Nenhum servo pode servir a dois senhores, porque, ou odiará um e amará o outro, ou se afeiçoará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro».
Comentário:

A actualidade deste Evangelho é, diria, gritante. Verificamos que a fidelidade e a justiça são inseparáveis e dependem uma da outra.
Para se ser fiel à sua condição de cristão não se pode entrar numa espiral de excessivo apego aos bens, a sua procura desenfreada ou, a acumulação desmedida de proventos porque estas práticas geram inevitavelmente situações injustiça.
Mesmo os proventos adquiridos com o trabalho honesto e competente quando ultrapassam os limites do razoável, do equilíbrio entre as várias camadas da sociedade, geram situações injustas de repartição de bens.
Além disso o coração fica com que embotado e incapaz de reconhecer essa situação porque a pessoa conclui que lhe é devido o que obtém.

(ama, comentário sobre Lc 16, 10-13, 2010.07.30)

Tema: Alegria dos filhos de Deus

A condição do gozo autêntico é sempre a mesma: que queiramos viver para Deus e, por Deus, para os outros. Digamos ao Senhor que sim, que queremos, que não desejamos mais que servir com alegria. Se procurais comportar-vos assim, a vossa paz interior e o vosso sorriso, o vosso garbo e o vosso bom humor, serão luz poderosa de que Deus se servirá para atrair muitas almas para Si. Dai testemunho da alegria cristã, descobri a quantos vos rodeiam qual é o vosso segredo: estais alegres porque sois filhos de Deus, porque O cuidais, porque lutais por ser melhores e por ajudar os demais e porque quando se quebra o gozo da vossa alma acudis com prontidão ao Sacramento da alegria, no qual recuperais o sentido da vossa fraternidade com todos os homens. 

(Álvaro do Portillo, Homília no Jubileu da Juventude, 1984.04.12)

Doutrina: CCIC – 404: Que outras coisas requer uma autêntica convivência humana?
                   CIC 1886-1889; 1895-1896

Requer o respeito da justiça, a justa hierarquia de valores e a subordinação das dimensões materiais e instintivas às superiores e espirituais. Em especial, onde o pecado perverte o clima social, é necessário apelar à conversão dos corações e à graça de Deus, para obter mudanças sociais que estejam realmente ao serviço de cada pessoa e de toda a pessoa. A caridade, que exige e torna capaz da prática da justiça, é o maior mandamento social.

Tema para breve reflexão - 2010.09.19

Auto – estima

Nunca me agradou a ingenuidade e a veemência com que alguns falam da auto-estima. Mas sim estou de acordo em que se trata de um problema crescente nos nossos dias. Educar-se a si mesmo é algo parecido com educar a outro. Para educar a outro há que exigir-lhe (se não, sairá um mimado insofrido), mas também há que tratá-lo com afecto, há que vê-lo com bons olhos. Da mesma forma que, para educar-se a si mesmo também há que exigir-se, mas ào mesmo tempo há que tratar-se a si mesmo com afecto, e ver-se com bons olhos. Todavia, há demasiada gente que se maltrata a si mesma, que recrimina áspera e reiteradamente os seus próprios erros, que se julga a si mesma com demasiada dureza e se considera incapaz da superar os seus erros e defeitos.
É verdade que, os que não recordam os seus fracassos do passado, estão predispostos a repeti-los. Mas há que saber fazê-lo com equilíbrio e sensatez. Porque o fracasso pode ter um valor frutífero, tal como pode haver êxitos estéreis. Um fracasso frutífero é o que conduz a novas percepções e ideias que aumentam a experiência e o saber.
É muito famosa aquela história de Thomas Watson, o legendário fundador da IBM, que chamou ao seu gabinete um executivo da empresa que acabava de perder dez milhões de dólares numa arriscada operação. O jovem estava muito assustado e pensava que ia ser despedido de modo fulminante. Todavia, Watson disse-lhe: "Acabamos de gastar dez milhões de dólares na sua formação, esperamos que saiba aproveitá-los".
Não se pode viver obcecado pelas sombras e assustando-se com elas. Fracassos todos temos, todos os dias. O mal é quando se considera que o potro da sua vida é impossível de dominar, quando atira a toalha em vez de se fixar em quais são as verdadeiras causas dos seus cansaços e inibições. Se examinamos as coisas com cuidado, talvez concluamos que, como Alexandre, temos de tomar as rédeas daquela decisão e manter o olhar de voltado para o ideal que ilumina a nossa vida. (
Alfonso Alguilló in FLUVIUM, 23.10.2008)

18/09/2010

Tema para breve reflexão - 2010.09.18

Não tenhas medo

Não tenhas medo. Aqui radica o elemento constitutivo da vocação. O homem, de facto, teme. Teme não somente ser chamado ao sacerdócio, como também ser chamado à vida, às suas obrigações, a uma profissão, ao matrimónio. Este temor mostra um sentido de responsabilidade imatura. Há que superar o temor para aceder a uma responsabilidade madura: há que aceitar a chamada, escutá-la, assumi-la, ponderá-la segundo as nossas luzes, e responder: sim, sim. Não temas, não temas, pois encontraste a graça, não temas a vida, não temas a tua maternidade, não temas o teu matrimónio, não temas o teu sacerdócio, pois encontraste a graça.
Esta certeza, esta consciência ajuda-nos da mesma forma que ajudou Maria. Com efeito,”a terra e o paraíso esperam pelo teu sim, oh Virgem Puríssima”. São palavras de S. Bernardo, famosas e formosíssimas palavras. Espera o teu sim, Maria. Espera o teu sim, mãe que vais ter um filho; espera o teu sim, homem que deves assumir uma responsabilidade pessoal, familiar, social.
Esta é a resposta de Maria, a resposta de uma mãe, a resposta de um jovem: um sim para toda a vida.

(joão Paulo II, Alocução, 1982.03.25)

Textos de Reflexão para 18 de Setembro

Sábado 18 Set

Evangelho: Lc 8, 4-15

4 Tendo-se juntado uma grande multidão de povo e, tendo ido ter com Ele de diversas cidades, disse Jesus esta parábola:5 «Saiu o semeador a semear a sua semente; ao semeá-la, uma parte caiu ao longo do caminho; foi calcada e as aves do céu comeram-na.6 Outra parte caiu sobre pedregulho; quando nasceu, secou, porque não tinha humidade.7 A outra parte caiu entre espinhos; logo os espinhos, que nasceram com ela, a sufocaram.8 Outra parte caiu em terra boa; depois de nascer, deu fruto centuplicado». Dito isto, exclamou: «Quem tem ouvidos para ouvir, oiça!».9 Os Seus discípulos perguntaram-Lhe o que significava esta parábola.10 Ele respondeu-lhes: «A vós é concedido conhecer o mistério do reino de Deus, mas aos outros ele é anunciado por parábolas; para que “vendo não vejam, e ouvindo não entendam”.11 Eis o sentido da parábola: A semente é a palavra de Deus.12 Os que estão ao longo do caminho, são aqueles que a ouvem, mas depois vem o demónio e tira a palavra do seu coração para que não se salvem crendo.13 Os que estão sobre pedregulho, são os que, quando a ouvem, recebem com gosto a palavra, mas não têm raízes; por algum tempo acreditam, mas no tempo da tentação voltam atrás.14 A que caiu entre espinhos, representa aqueles que ouviram a palavra, porém, indo por diante, ficam sufocados pelos cuidados, pelas riquezas e pelos prazeres desta vida, e não dão fruto.15 Enfim, a que caiu em terra boa, representa aqueles que, ouvindo a palavra com o coração recto e bom, a conservam e dão fruto com a sua perseverança.

Meditação:

''para que ouvindo não oiçam nem entendam''! A tanto chega Tua misericórdia, Senhor!?
Sim, se eu ouvir e entender e não puser em prática, mal estou mas, se clamo: que disseste, Senhor, que não entendi?, então, Tu, pacientemente ficas à espera que o meu espírito se abra à luz da Tua palavra e a minha vontade se decida a fazer o que devo.
Este mistério da Tua bondade - queres que TODOS os homens se salvem - leva-me a desejar ardentemente colaborar na Tua obra de evangelização, com palavras e com obras mas, sobretudo, com o exemplo.
Sendo o que sou e como sou, nada conseguirei sem Ti, por isso Te digo, Senhor: não sei nada, não posso nada, não tenho nada... sem Ti, não valho absolutamente nada. 

(ama, meditação sobre Lc 8, 4-15, 2009.09.18 Monte Real, Convento de Cristo Rei)

Tema: Liturgia 3

Poderá parecer-vos, talvez, que a Liturgia está feita de coisas pequenas: atitude do corpo, genuflexões, inclinações de cabeça, movimento do turíbulo, do missal, de galhetas. É então quando devemos recordar as palavras de Cristo no Evangelho: O que é fiel no pouco, sê-lo-á no muito (Lc. 16, 16). Por outro lado, nada é pequeno na Santa Liturgia, quando se pensa na grandeza daquele a quem se dirige. 

(paulo VI, Alocução na recitação do Angelus 1967.05.30, trad do castelhano por ama)

Doutrina: CCIC – 404: Que outras coisas requer uma autêntica
                                      convivência humana?
                  CIC – 1886-1889; 1895-1896

Requer o respeito da justiça, a justa hierarquia de valores e a subordinação das dimensões materiais e instintivas às superiores e espirituais. Em especial, onde o pecado perverte o clima social, é necessário apelar à conversão dos corações e à graça de Deus, para obter mudanças sociais que estejam realmente ao serviço de cada pessoa e de toda a pessoa. A caridade, que exige e torna capaz da prática da justiça, é o maior mandamento social.

17/09/2010

Tema para breve reflexão: Virtudes - Paciência – Luta



Esperemos com paciência que iremos melhorar e, em lugar de nos inquietarmos por ter feito pouca coisa no passado, procuremos com diligência fazer mais no futuro.

(J. Tissot, El arte de aprovechar nuestras faltas, Palbra, 11 ed. Madrid 1986, pg. 14, trad. ama)

Textos de Reflexão para 17 de Setembro

Evangelho: Lc 8, 1-3

1 Em seguida Jesus caminhava pelas cidades e aldeias, pregando e anunciando a boa nova do reino de Deus; andavam com Ele os doze 2 e algumas mulheres que tinham sido livradas de espíritos malignos e de doenças: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demónios, 3 Joana, mulher de Cusa, procurador de Herodes, Susana, e outras muitas, que os serviam com os seus bens.

Comentário:

São Lucas faz constar no seu Evangelho a presença de mulheres junto de Jesus Cristo, Não o fará, com certeza, por acaso mas, sim, com uma intenção clara: Jesus não exclui ninguém da Sua companhia, mais, o Senhor, deseja todos junto de Si.
Assim, vemos gente anónima, os Doze, de quem conhecemos os nomes, estas mulheres cujo nome o evangelista expressamente indica. Joana, por exemplo, deveria ser uma mulher com proeminência na sociedade de então, já que era mulher de um administrador de Herodes. Outras, seriam gente humilde e sem notoriedade. Entre os homens, simples como os próprios Doze, há também alguns, como José de Arimateia que, sabemos, tinha bastantes bens, ou Nicodemos, um membro destacado do Sinédrio.
No Evangelho, as maiores provas de amor e carinho por Jesus, são protagonizadas por mulheres, o que é natural porque são mais expansivas e gostam de mostrar os seus sentimentos. A dignidade da mulher, ainda hoje, é posta em causa me muitas partes deste nosso mundo. Não esqueçamos que foi graças à mulher que Deus nos deu o Seu Filho para nos salvar e, foi também por intermédio de uma mulher, que nos deu o maravilhoso dom da vida. 

(ama, comentário sobre Lc 8, 1-3, 2009.05.14)

Tema: Liturgia 2

A piedade para com Deus forja-se através de momentos de recolhimento, por meio de breves jaculatórias, de uma genuflexão bem-feita, de um pouco mais de atenção nas nossas preces, no esmero com que observamos as normas da liturgia. (Javier Abad Gómez, Fidelidade, Quadrante 1989, pg. 122)
Doutrina: CCIC – 403: O que indica o princípio de subsidiariedade?
                  CIC – 1883-1885; 1894

Este princípio indica que uma sociedade de ordem superior não deve assumir uma tarefa que diga respeito a uma sociedade de ordem inferior, privando-a das suas competências, mas deve, antes, apoiá-la em caso de necessidade.

Festa: São Roberto Belarmino, Doutor da Igreja

                                                                                                                           
Nota Histórica 
Nasceu no ano de 1542 em Montepulciano, na Toscana. Entrou na Companhia de Jesus em Roma e foi ordenado sacerdote. Sustentou célebres disputas em defesa da fé católica e ensinou Teologia no Colégio Romano. Eleito cardeal e nomeado bispo de Cápua, contribuiu com a sua actividade junto das Congregações Romanas para a resolução de numerosos problemas. Morreu em Roma no ano 1621. (snl)

16/09/2010

Textos de Reflexão para 16 de Setembro

 Quinta 16 Set

Evangelho: Lc 7, 36-50

36 Um dos fariseus pediu-Lhe que fosse comer com ele. Tendo entrado em casa do fariseu, pôs-Se à mesa. 37 Uma mulher, que era pecadora na cidade, quando soube que Ele estava à mesa em casa do fariseu, levou um frasco de alabastro cheio de perfume. 38 Colocando-se a Seus pés, por detrás d'Ele, começou a banhar-Lhe os pés com as lágrimas, e enxugava-os com os cabelos da sua cabeça, beijava-os, e ungia-os com o perfume. 39 Vendo isto, o fariseu que O tinha convidado, disse consigo: «Se este fosse profeta, com certeza saberia de que espécie é a mulher que O toca: uma pecadora». 40 Jesus então tomou a palavra e disse-lhe: «Simão, tenho uma coisa a dizer-te». Ele disse: «Mestre, fala».41 «Um credor tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos denários, o outro cinquenta. 42 Não tendo eles com que pagar, perdoou a ambos. Qual deles, pois, o amará mais?». 43 Simão respondeu: «Creio que aquele a quem perdoou mais». Jesus disse-lhe: «Julgaste bem». 44 Em seguida, voltando-Se para a mulher, disse a Simão: «Vês esta mulher? Entrei em tua casa e não Me deste água para os pés; ela com as suas lágrimas banhou os Meus pés, e enxugou-os com os seus cabelos. 45 Não Me deste o ósculo; porém ela, desde que entrou, não cessou de beijar os Meus pés. 46 Não ungiste a Minha cabeça com óleo, porém esta ungiu com perfume os Meus pés. 47 Pelo que te digo: São-lhe perdoados os seus muitos pecados porque muito amou. Mas, aquele a quem menos se perdoa, menos ama».48 Depois disse à mulher: «São-te perdoados os pecados». 49 Os convidados começaram a dizer entre si: «Quem é Este que até perdoa pecados?». 50 Mas Jesus disse à mulher: «A tua fé te salvou; vai em paz!».

Meditação:

Dou-me conta de algo extraordinário: De certa forma possuo algo que os Anjos não têm!
É verdade, eles são espíritos puros que, permanentemente, contemplam a face de Deus o que é o supremo bem. Mas também eu, um dia hei-de estar na Sua presença e para sempre. Também a mim o Senhor deu uma alma imortal.
Então...?
É que eu posso receber o meu Salvador, o Dono e Criador de todas as coisas, no meu peito comungando, verdadeiramente o Seu Corpo e o Seu Sangue!
Haverá maior ventura?
Graça mais extraordinária?
Que Te receba, Senhor, - SEMPRE - com aquela pureza e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o espírito e o fervor dos santos. Ámen. 

(ama, meditação sobre Lc 7, 36-50, Convento de Cristo Rei, Monte Real 2009.09.17)

Tema: Liturgia 1

Quaerite Dominum. Nunca podemos deixar de O procurar: todavia, há períodos que exigem que o façamos com mais intensidade, porque neles o Senhor está particularmente próximo, e portanto é mais fácil achá-Lo e encontrar-se com Ele. Esta proximidade constitui a resposta do senhor à invocação da Igreja, que se expressa continuamente mediante a liturgia. Mais ainda, é precisamente a liturgia a que actualiza a proximidade do Senhor. 

(joão Paulo II, Homília, 20.03.1980, 3.20, trad do Castelhano por ama)  

Doutrina: CCIC – 402: Qual é a relação entre pessoa e sociedade?
                   CIC - 1881-1882; 1892-1893


Princípio, sujeito e fim de todas as instituições sociais é e deve ser a pessoa. Certas sociedades, como a família e a sociedade civil, são necessárias para ela. São úteis ainda outras associações, tanto no interior das comunidades políticas como a nível internacional, no respeito do princípio de subsidiariedade.

15/09/2010

Comportamentos e virtudes dos homens

Texto que poderá ser lido com calma, pois se por exemplo terminar a leitura na página 3 quando reabrir o 'browser' ele perguntar-lhe-á se deseja ir directamente para essa página numa barra a preto no topo da apresentação.

 Quarta 15 Set

Evangelho: Lc 2, 33-35

33 O Seu pai e a Sua mãe estavam admirados das coisas que d'Ele se diziam. 34 Simeão abençoou-os e disse a Maria, Sua mãe: «Eis que este Menino está posto para ruína e ressurreição de muitos em Israel e para ser sinal de contradição. 35 E uma espada trespassará a tua alma. Assim se descobrirão os pensamentos escondidos nos corações de muitos»

Meditação:

Desde o início da vida do seu Filho, Nossa Senhora é constantemente posta à prova. Parece que nada de bom virá da parte de Deus Pai, ou, melhor, não poupará em nada a que escolheu para Mãe do Seu Filho Jesus.
Está ali, bem patente, o papel fulcral que Jesus vem desempenhar no mundo: ser sinal de contradição.
A humanidade não voltará a ser a mesma, uma parte há-de rejeitá-lo, outra aceitá-lo-á como guia e Mestre outra, ainda, permanecerá indiferente.
E, a Mãe, a jovem Mãe, olha para aquele Menino, inerme e indefeso nos seus braços e não pode deixar de pensar que, chegará o momento em que já não O poderá proteger e que, os seus dias de protectora e guia, irão acabar.
Não sabe ainda que herdará uma multidão incontável de filhos e filhas que se acolherão, sempre, à sua protecção e ao seu amparo. 

(ama, meditação sobre Lc 2, 32-15, 2010.07.27)

Tema: Igreja e Sociedade 3

A Igreja tomando parte nas melhores aspirações dos homens e sofrendo ao não os ver satisfeitos, desejar ajudá-los a conseguir o seu pleno desenvolvimento isto precisamente porque ela lhes propõe o que ela possui como próprio: uma visão global do homem e da humanidade. (Paulo VI, Encíclica Populorum Progressio, nr. 13, 1967.03.26)

Doutrina: CCIC – 401: Em que consiste a dimensão social do homem?
                   CIC – 1877-1880; 1890-1891

Juntamente com o chamamento pessoal à bem-aventurança, o homem tem a dimensão social como componente essencial da sua natureza e da sua vocação. De facto, todos os homens são chamados ao mesmo fim, que é o próprio Deus; existe uma certa semelhança entre a comunhão das Pessoas divinas e a fraternidade que os homens devem instaurar entre si na verdade e na caridade; o amor ao próximo é inseparável do amor a Deus.

Festa: Nossa Senhora Das Dores

                                                                                                                       Nota Histórica 
     Presente junto da Cruz, Maria vive e sente os sofrimentos de Seu filho. Por isso a    liturgia lhe dedica hoje especial atenção, depois de ter celebrado ontem a Exaltação da Santa Cruz. As dores da Virgem, unidas aos sofrimentos de Cristo foram redentoras, indicando-nos o caminho da nossa dor. (snl)

Efeitos da tristeza - 2010.09.15

EFEITOS DA TRISTEZA


A má tristeza perturba a alma, lança-a na inquietação, dá origem a receios desregrados, faz perder o gosto da oração, entorpece e acabrunha o cérebro, priva a alma de conselho, de resolução, de juízo e de coragem e abala as forças.

(S. Francisco de Sales, Introdução à Vida Devota, Cap. XII) 

14/09/2010

Textos de Reflexão para 14 de Setembro

Terça 14 Set   

Evangelho: JO 3, 13-17

13 Ninguém subiu ao céu, senão Aquele que desceu do céu, o Filho do Homem, que está no céu.   14 E como Moisés levantou no deserto a serpente, assim também importa que seja levantado o Filho do Homem,   15 a fim de que todo o que crê n'Ele tenha a vida eterna.16 «Porque Deus amou de tal modo o mundo, que lhe deu Seu Filho Unigénito, para que todo aquele que crê n'Ele não pereça, mas tenha a vida eterna.      17 Porque Deus não enviou Seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele.

Meditação:

Acabei de rezar a Via-Sacra, são onze horas da noite e, no silêncio do meu escritório, neste local de trabalho onde tantas e tantas páginas tenho escrito sobre Jesus Cristo e a Sua Igreja, o meu coração estremece uma vez mais, atónito, como sempre fico, depois de contemplar tão espantoso acontecimento.
      Pergunto-me, uma vez mais, como foi possível!
Fico-me a olhar o Teu Crucifixo em cima da minha mesa de trabalho e constato que este é o verdadeiro “Brasão” do meu Senhor e meu Deus. Brasão de armas e de valor, bravura e lealdade, mérito, abnegação e sacrifício totais.
      Brasão que é reconhecido em qualquer recanto do mundo, por quem quer
      que seja.
Vem-me à memória aquela cena da televisão quando o Chaka Zulu vê o pobre oficial inglês, único sobrevivente da força que o atacara, de joelhos, na praia juncada de cadáveres, agarrado ao Crucifixo. Perguntou-lhe o que era aquilo e, perante a resposta do jovem oficial que era o seu Deus, Jesus Cristo, lhe ter dito com evidente certeza: “Pois não admira que tivesses sofrido tão pesada derrota; com um Deus cuja imagem é um crucificado…!”
Na verdade, a imagem do meu Deus é um crucificado. Que mistério extraordinário, que força encerra esta Cruz onde, de braços estendidos, abençoas o mundo!
O que a humanidade guarda de Ti como recordação final é esta Cruz de onde pendes, morto. Não é, como se poderia esperar um quadro brilhante da Tua Ressurreição gloriosa e, percebo porquê.
        A Tua Ressurreição foi obra Tua, do Teu poder soberano sobre a morte e
        sobre a vida.
      A Tua morte na cruz foi obra minha com as minhas misérias e negações.
Está bem assim… para que eu me lembre, sempre, que para me salvares definitivamente com a Tua Ressurreição, tive de matar-te primeiro nessa Cruz que contemplo e, comovido, beijo com amor

(ama, Meditação sobre a Via-Sacra, 2009.03.13)

Tema: Igreja e Sociedade 2

A igual dignidade das pessoas humanas exige esforços no sentido de reduzir desigualdades sociais e económicas excessivas. Conduz ao desaparecimento das desigualdades injustas. 
(Catecismo da Igreja Católica, nr. 1947)
Doutrina: CCIC – 400: O que são as estruturas de pecado?
                   CIC – 1869

São situações sociais ou instituições contrárias à lei divina, expressão e efeito de pecados pessoais.
                                                                                                                             

Festa: Exaltação da Santa Cruz

                                                                                                                           
          Nota Histórica 
Foi na Cruz que Jesus Cristo ofereceu ao Pai o Seu Sacrifício, em expiação dos pecados de todos os homens. Por isso, é justo que veneremos o sinal e o instrumento da nossa libertação.
Objecto de desprezo, patíbulo de infâmia, até ao momento em que Jesus «obediente até à morte» nela foi suspenso, a Cruz tornou-se, desde então, motivo de glória, pólo de atracção para todos os homens.

Ao celebrarmos esta festa, nós queremos proclamar que é da cruz, «sinal do amor universal de Deus, fonte de toda a graça» (N.A., 4) que deriva toda a vida de Igreja. Queremos também manifestar o nosso desejo de colaborar com Cristo na salvação dos homens, aceitando a Cruz, que a carne e o mundo fizeram pesar sobre nós (G.S. 38). (snl)