05/08/2010

Homossexualidade:

Homossexualidade: Os Perigos para a Saúde


Quando a homossexualidade foi retirada do Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) em 1973, a Associação Psiquiátrica Americana não foi motivada pela evidência científica, mas por um desejo terapêutico de enfraquecer atitudes que alegadamente prejudicavam a auto-estima dos homossexuais.  Consequentemente, grande parte da discussão da homossexualidade por funcionários da saúde pública e das associações profissionais ignora a vasta literatura empírica que molda o comportamento homossexual sob uma luz desfavorável.
No entanto, a edição inaugural da revista da Associação Nacional de Pesquisa e Terapia da Homossexualidade oferece uma revisão de evidências experimentais, estudos clínicos e pesquisas empíricas publicados em revistas opiniões ao longo de 125 anos que leva a uma "conclusão" singular: "A homossexualidade não é inata, imutável, ou isenta de risco significativo para a saúde médica, psicológica e relacional".
A análise de 600 relatórios e estudos contém três resenhas de livros, dois dos quais refutam as afirmações da American Psychological Association que afirma que a orientação sexual é fixa e que as tentativas de mudança que podem ser prejudiciais. A terceira revisão considera que a literatura demonstra, ao contrário da outra reivindicação da APA, que "comportamentos problemáticos e disfunções psicológicas são vivenciados entre homossexuais em cerca de três vezes a prevalência encontrada na população em geral, e às vezes muito mais." Entre o aumento significativo riscos de transtornos mentais, emocionais e comportamentais:
• Apesar de saber do risco de SIDA, homossexuais, continuam repetidamente, e patologicamente a usar práticas de sexo inseguro
• Os homossexuais representam o maior número de casos de DST.
• Muitas práticas sexuais homossexuais são medicamente perigosas, com ou sem protecção.
• Mais de um terço dos homens e mulheres homossexuais são toxicodependentes.
• Quarenta por cento dos adolescentes homossexuais homens têm histórias de suicídio.
• Os homossexuais são mais propensos do que os heterossexuais a problemas de saúde mental, como transtornos alimentares, transtornos de personalidade, paranóia, depressão e ansiedade.
• As relações homossexuais são mais violentas que as relações heterossexuais.
• O preconceito social e discriminação, não podem, por si só, contribuir para a maioria da má adaptação social do comportamento homossexual.
Embora reconhecendo as limitações metodológicas dos estudos mais antigos, os autores incluem-nos, porque a investigação não só observa as normas de investigação do tempo, mas também, talvez mais importante, suas conclusões são amplamente apoiadas pela maioria dos actuais e mais rigorosos estudos quantitativos.  Estes resultados não devem levar a uma revisão do DSM, mas ilustram o grau em que o estabelecimento de saúde mental parece mais animado pela ciência política do que pela ciência propriamente dita.
(Fonte: Bryce J. Christensen e Robert W. Patterson, "New Research," The Family in America, Spring 2010, Vol 24. Número 2. Estudo: James E. Phelan et al. Response "a alegação de APA: Não não é maior patologia na população homossexual do que na população em geral, "Jornal de Sexualidade Humana 1 [2009]: 53-87).
(Trad. ama, 2010.08.05)

Evangelho para 05 Agosto

Evangelho: Mt 16, 13-23

13 Tendo chegado à região de Cesareia de Filipe, Jesus interrogou os Seus discípulos, dizendo: «Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?». 14 Eles responderam: «Uns dizem que é João Baptista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas».15 Jesus disse-lhes: «E vós quem dizeis que Eu sou?».16 Respondendo Simão Pedro, disse: «Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo». 17 Respondendo Jesus, disse-lhe: «Bem-aventurado és, Simão filho de João, porque não foi a carne e o sangue que to revelaram, mas Meu Pai que está nos céus. 18 E Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. 19 Eu te darei as chaves do Reino dos Céus; e tudo o que ligares sobre a terra, será ligado também nos céus, e tudo o que desatares sobre a terra, será desatado também nos céus». 20 Depois ordenou aos Seus discípulos que não dissessem a ninguém que Ele era o Cristo. 21 Desde então começou Jesus a manifestar a Seus discípulos que devia ir a Jerusalém e padecer muitas coisas dos anciãos, dos príncipes dos sacerdotes e dos escribas, ser morto, e ressuscitar ao terceiro dia. 22 Tomando-O Pedro à parte, começou a repreendê-l'O, dizendo: «Deus tal não permita, Senhor; não Te sucederá isto». 23 Ele, voltando-Se para Pedro, disse-lhe: «Retira-te de Mim, Satanás! Tu serves-Me de escândalo, porque não tens a sabedoria das coisas de Deus, mas dos homens».

Meditação:

E eu? Sim, eu? Quem digo eu que Tu és? Sei-o, no meu coração, na minha alma, que Tu, és o Filho de Deus, o meu Salvador e o Redentor do mundo. Sei, desde pequenino, tudo isso, só que, por vezes – tantas vezes! – actuo como se não o soubesse. Levado pelos respeitos humanos, pelos preconceitos, pela falta de coragem, desvio muitas vezes a “conversa”, esquivo-me ao tema, digo para mim mesmo que “não é nem o tempo nem o lugar certos”.
E, Tu, Senhor, que nunca me esqueces nem me negas como Teu filho! Tão triste deves ficar!
Ajuda-me a retribuir o Teu grande amor por mim com o meu pequeno amor por Ti.
Pequeno, porque sou pouca coisa, mas grande, porque é todo o que tenho. (AMA, meditação sobre Mt 16, 13-20, Agosto 2008)

Vocação 4



Se hoje tantos cristãos vivem à deriva, com escassa profundidade e limitados por horizontes estreitos, deve-se, sobretudo, à falta de uma clara consciência da sua peculiar razão de ser e de existir (...). O que eleva o homem, o que lhe dá realmente uma personalidade, é a consciência da sua vocação, a consciência da sua tarefa concreta. Isso é o que enche uma vida de conteúdo.

(F. Suarez, La Virgen Nuestra Señora, Rialp. Madrid 1984, Nr. 84-85, trad ama)

04/08/2010

Evangelho para 04 Agosto

Evangelho: Mt 15, 21-28

21 e as nações esperarão no Seu nome”.22 Então trouxeram-Lhe um endemoninhado, cego e mudo, e Ele curou-o, de modo que falava e via.23 E as multidões ficaram admiradas e diziam: «Não será este o Filho de David?». 24 Mas os fariseus, ouvindo isto, disseram: «Este não expulsa os demónios senão por virtude de Belzebu, príncipe dos demónios». 25 Porém, Jesus, conhecendo os pensamentos deles, disse-lhes: «Todo o reino dividido contra si mesmo será destruído; e toda a cidade ou família dividida contra si mesma não subsistirá. 26 Ora, se Satanás expulsa a Satanás, está dividido contra si mesmo; como subsistirá, então, o seu reino? 27 E se Eu expulso os demónios por virtude de Belzebu, por virtude de quem os expulsam os vossos filhos? Por isso é que eles serão os vossos juízes. 28 Se Eu, porém, expulso os demónios pela virtude do Espírito de Deus, chegou a vós o reino de Deus.
Meditação:

Se pudéssemos merecer, de Jesus, esta mesma frase admirada: «Grande é a tua fé!»
Se pudéssemos?! Podemos, sim, podemos, não por nós, que não somos nada nem valemos nada, mas pela misericórdia de Deus que tudo pode.
Por isso Lhe pedimos: Senhor: Aumenta-nos a fé. (AMA meditação sobre Mt 15, 21-28, Agosto 2008)

Vocação 3


A chamada divina produz-se num momento preciso, mas a resposta tem de ser contínua e premente ao longo dos constantes desdobramentos do querer divino. A primeira decisão constitui o fundamento do longo caminho, que só chega ao seu termo no Céu e que deve ser mantido o mais intacto possível, sem solução de continuidade, sem gretas nem fissuras que o desmoronem.
Isto só se consegue quando se procura cada dia, crescer no amor, torná-lo mais consciente e mais maduro, mais vigoroso em cada jornada.

(Javier Abad Gómez, Fidelidade, Quadrante 1989, pg. 92)

03/08/2010

A César o que é de César

TERÇA-FEIRA, AGOSTO 03, 2010

«A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR E A DEUS O QUE É DE DEUS» Mc 12,17

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«o imperador e Jesus personificam duas ordens diferentes de realidades, que não devem necessariamente excluir-se uma à outra pois, na sua contraposição, encontra-se o rastilho de um conflito que tem a ver com as questões fundamentais da humanidade e da existência humana. «Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus» (Mc 12,17): dirá Jesus mais tarde, exprimindo assim a essencial compatibilidade das duas esferas. Quando, porém, o império passa a interpretar-se a si mesmo como divino – implícito já na auto-apresentação de Augusto como portador da paz mundial e salvador da humanidade – então o cristão deve «obedecer antes a Deus do que aos homens» (Act 5,29)»
Jesus de Nazaré – Joseph Ratzinger – Bento XVI



Muitas pessoas têm citado a passagem bíblica, «Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus» (Mc 12,17), para de alguma forma tentarem espaldar a feitura e aprovação de leis iníquas, como a “lei do aborto”, “lei do casamento homossexual”, etc., afirmando que o governo, e a feitura das leis, competem aos homens segundo a sua vontade, tentando demonstrar com essa citação que essa seria a vontade de Deus, ou seja, que os homens governassem e fizessem as leis segundo a sua própria vontade.

E realmente Deus, tendo-nos criado em liberdade, não interfere na governação dos homens, mas não “avaliza” todos os actos dos homens que governam e legislam.

Porque sendo as duas esferas, (para citar o Papa), compatíveis, só o são na medida em que o homem reconhece a Deus a primazia sobre o homem e a vida.
E se falarmos então em políticos cristãos, esta verdade tem de ser indestrutível, pois só se é verdadeiro cristão se em tudo na sua vida se der a primazia a Deus.

E o Papa, nesta pequena passagem deste seu livro, mostra-nos com uma perfeita clareza o porquê desta frase bíblica não poder ser “utilizada” para espaldar leis que vão contra a vida, tal como ela foi criada e desejada por Deus.

É que quando o homem legisla sobre o direito à vida, (lei do aborto, por exemplo), e sobre o modo como ela foi desejada e querida por Deus, (lei do “casamento” homossexual, por exemplo), está a transformar-se em “Augusto”, ou seja está a querer divinizar-se e ser senhor daquilo que pertence apenas e só a Deus.

E desta verdade não há, (ou não deve haver), a menor dúvida para qualquer cristão que acredita que o Senhor e Criador da vida é Deus, e que, por isso mesmo, o homem não tem o direito de ir contra a vida que não lhe pertence, e ainda, que todo o cristão perante este tipo de leis deve «obedecer antes a Deus do que aos homens» (Act 5,29).

E assim, mais uma vez, esta verdade torna-se mais premente e obrigatória para aqueles que sendo cristãos, foram chamados ao governo das nações, à feitura das leis dos homens, pois que deveriam assumir essa missão como uma vocação que Deus colocou nas suas vidas, para também aí, (como em tudo), serem testemunhas da fé que afirmam viver.

Quando assim não procedemos, eles, os políticos, e cada um de nós que aceita e segue essas leis, rompemos com Deus, pois estamos a tentar colocarmo-nos em pé de igualdade com Ele, atacando o maior dom do Seu amor que é a vida de cada um, tal como por Ele foi criada e desejada.

Podemos “assobiar para o lado”, podemos fingir que não compreendemos, podemos argumentar milhentas razões para aprovarmos esse tipo de leis, podemos até distorcer a nossa consciência como cristãos, mas no fundo quem segue Jesus Cristo, e com Ele, a Ele e n’Ele comunga, reconhece sempre no seu íntimo, onde Ele habita, que deve sempre «obedecer antes a Deus do que aos homens» (Act 5,29).


Monte Real, 3 de Agosto de 2010
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Evangelho para 03 Agosto

Evangelho: Mt 14, 22-36

22 Imediatamente Jesus obrigou os Seus discípulos a subir para a barca e a passarem antes d'Ele à outra margem do lago, enquanto despedia a multidão. 23 Despedida esta, subiu a um monte para orar a sós. Quando chegou a noite, achava-Se ali só. 24 Entretanto a barca no meio do mar era batida pelas ondas, porque o vento era contrário.25 Ora, na quarta vigília da noite, Jesus foi ter com eles, andando sobre o mar. 26 Os discípulos, quando O viram andar sobre o mar, assustaram-se e disseram: «É um fantasma». E, com medo, começaram a gritar. 27 Mas Jesus falou-lhes imediatamente dizendo: «Tende confiança: sou Eu, não temais». 28 Pedro, tomando a palavra, disse: «Senhor, se és Tu, manda-me ir até onde estás por sobre as águas». 29 Ele disse: «Vem!». Descendo Pedro da barca, caminhava sobre as águas para ir ter com Jesus. 30 Vendo, porém, que o vento era forte, teve medo e, começando a afundar-se, gritou, dizendo: «Senhor salva-me!». 31 Imediatamente Jesus, estendendo a mão, segurou-o e disse-lhe: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?». 32 Depois que subiram para a barca, o vento cessou. 33 Os que estavam na barca prostraram-se diante d'Ele, dizendo: «Verdadeiramente Tu és o Filho de Deus». 34 Tendo atravessado o lago, foram para a terra de Genesaré. 35 Tendo-O reconhecido o povo daquele lugar, mandaram prevenir toda aquela região, e apresentaram-Lhe todos os doentes. 36 Estes rogavam-Lhe que os deixasse tocar, ao menos, a orla do Seu vestido. E todos os que a tocaram ficaram curados.
Meditação:

O vendaval que, tantas vezes, sopra nas nossas vidas, as ondas alterosas, que amiúde, nos fazem baloiçar, a tempestade, enfim, das dificuldades, problemas, temores, não hão-de conseguir que vamos ao fundo.
Não temos medo, o Senhor está connosco e, Ele, pode mais.
Entregamos-lhe, confiantes, o leme das nossas vidas, confiamos-lhe o rumo e direcção do nosso dia-a-dia.
Ele levar-nos-á a bom porto onde a tranquilidade e as certezas desvanecerão, por completo, o desassossego e as dúvidas. E, se vir que soçobramos, que nos afundamos, que nos perdemos, gritaremos a plenos pulmões: Senhor: Salva-nos! (AMA, meditação sobre Mt 14, 22-36, 1999)

Vocação 2



A vida social não é para o homem sobrecarga acidental. Por isso, através do trato com os demais, a reciprocidade de serviços, do diálogo com os irmãos, a vida social engrandece o homem em todas as suas qualidades e capacita-o para responder à sua vocação.

(Concílio Vaticano II, Constituição Dogmática Gaudium et Spes, 25)

02/08/2010

Evangelho para 02 Ago

Evangelho: Mt 14, 13-21

13 Tendo Jesus ouvido isto, retirou-Se dali numa barca para um lugar solitário afastado; mas as turbas, tendo sabido isto, seguiram-n'O das cidades, a pé. 14 Ao sair da barca, viu Jesus uma grande multidão, e teve compaixão e curou os seus enfermos.15 Ao cair da tarde, aproximaram-se d'Ele os discípulos, dizendo: «Este lugar é deserto e a hora é já adiantada; deixa ir esta gente, para que, indo às aldeias, compre de comer». 16 Mas Jesus disse-lhes: «Não têm necessidade de ir; dai-lhes vós mesmos de comer». 17 Responderam-Lhe: «Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes». 18 Ele disse-lhes: «Trazei-mos cá». 19 E depois de ter mandado à multidão que se sentasse sobre a relva, tomou os cinco pães e os dois peixes, levantou os olhos ao céu, pronunciou a bênção e, partindo os pães, deu-os aos discípulos, e os discípulos à multidão. 20 Comeram todos, e saciaram-se; e recolheram doze cestos cheios dos bocados que sobejaram. 21 Ora o número dos que tinham comido era de uns cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.
Meditação:

De facto, Senhor, queixo-me, tantas vezes, que tenho pouco, que me faz falta alguma coisa que julgo precisar tanto! E, outras tantas vezes, esqueço-me que Tu tens as mãos cheias de bens para distribuir a quem te pede com fé e confiança.
Mais… dás sempre muito mais que o que se te pede.
Eu peço como pobre homem que sou, Tu, Senhor, dás com largueza e abundância como Deus Magnânimo que és.
Aceita, Senhor, os meus poucos “peixes e pães” que são as poucas virtudes que possuo e, com a Tua Misericórdia Infinita, transforma-os em alimento abundante para a minha alma. (AMA, Meditação, Mt 14, 13-21, Agosto 2008)

Vocação 1


A chamada do Senhor é irrevogável. A vocação sobrenatural não desaparece pelo simples facto da expulsarmos da nossa vida. E de que sejamos ou não fiéis a ela dependa eternidade. É um caminho e a infidelidade ao caminho é a forma mais simples de não se chegar à meta.

(Javier Abad Gómez, Fidelidade, Quadrante 1989, pg. 91)

01/08/2010

DEVOÇÃO

A devoção não consiste na doçura, suavidade, consolação e ternura sensível do coração que nos excita às lágrimas e suspiros e nos dá uma certa consolação agradável saborosa nalguns exercícios Espirituais.

(S. Francisco de Sales, Introducción a  la Vida Devota, Cap. XIII, trad ama

31/07/2010

Textos de Reflexão para 31 de Julho

Evangelho: Mt 14, 1-12

1 Naquele tempo, o tetrarca Herodes ouviu falar da fama de Jesus, 2 e disse aos seus cortesãos: «Este é João Baptista, que ressuscitou dos mortos, e por isso se operam por meio dele tantos milagres». 3 Porque Herodes tinha mandado prender João, e tinha-o algemado e metido no cárcere, por causa de Herodíades, mulher de seu irmão Filipe. 4 Porque João dizia-lhe: «Não te é lícito tê-la por mulher». 5 E, querendo matá-lo, teve medo do povo, porque este o considerava como um profeta. 6 Mas, no dia natalício de Herodes, a filha de Herodíades bailou no meio dos convivas e agradou a Herodes.7 Por isso ele prometeu-lhe com juramento dar-lhe tudo o que lhe pedisse.8 E ela, instigada por sua mãe, disse: «Dá-me aqui num prato a cabeça de João Baptista». 9 O rei entristeceu-se, mas, por causa do juramento e dos comensais, ordenou que lhe fosse entregue. 10 E mandou degolar João no cárcere. 11 A sua cabeça foi trazida num prato e dada à jovem, e ela levou-a à mãe. 12 Chegando os seus discípulos levaram o corpo e sepultaram-no; depois foram dar a notícia a Jesus.
Comentário:

Realmente de um homem perverso e mau pode esperar-se tudo. Os princípios, os sentimentos – quando os há – as regras mais elementares da decência e do decoro tudo pode ser relegado, num instante, para um plano inferior. Quem se rege apenas pelos seus instintos animalescos acaba por se tornar semelhante aos animais irracionais, não conseguindo distinguir o mal do bem, o que é justo e o que não o é. Não conhece barreiras nem se preocupa com critérios, os seus sentimentos são meras reacções físicas externas e não têm que ver com alguma preocupação interior.
São homens sem coração, capazes das maiores barbaridades, que, normalmente, tratam os outros com sumo desprezo, nada nem ninguém lhes importando a não ser a sua própria pessoa.
Atentemos bem em Herodes: nada o detém para lograr os seus objectivos, não exclui qualquer procedimento para atingir os seus fins.
Conhecemos alguém assim?
Rezamos por eles? 


(ama, comentário a Mt 14, 1-12, 2010.07.01

Tempo para recomeçar

Um tempo de descanso que permite recomeços sempre novos e reúne forças para outro ano de trabalho capaz de gerar, com criatividade, a construção do bem e da beleza

A história terá muito de realismo e alguma ficção. Conta, muito simplesmente, a "rotina" de um professor universitário. Ao longo de cada ano lectivo preparava aulas, reunia livros para as suas estantes já repletas, escrevia conferências e discursos. Na entrada de cada Verão eram bem visíveis as provas de um ano intenso de trabalho, ensino e investigação.

Antes das semanas de descanso, e contrariamente a qualquer estratégia mais ou menos previsível, não se preocupava em catalogar dossiers, agrupar temáticas estudadas ou ordenar arquivos. Porque a maioria dos papéis tinha por destino… a reciclagem! No ano seguinte era dever do "amigo do saber" iniciar novas procuras, reler fontes e reescrever planos de aulas ou palestras.

Moralismos à parte, serve a história para valorizar o tempo de férias como oportunidade para recomeçar, aperfeiçoar, recriar. Possível a partir de um tempo de paragem, de lazer, de estar com outros e com o Outro, sem temer a passagem das horas.

Um ciclo claramente experimentado por muitos "habitantes" da mobilidade humana, emigrantes ou imigrantes, que durante as férias têm a possibilidade de regressar à intimidade dos familiares, amigos e de todas as "coisas" da terra, pertença também da história de cada pessoa.

Entre nós, portugueses, essa experiência passa por estes dias. A chegada de quem está espalhado por muitas comunidades é uma oportunidade de encontro e lazer que se estende por todo o país.

Um tempo de descanso que permite recomeços sempre novos e reúne forças para outro ano de trabalho capaz de gerar, com criatividade, a construção do bem e da beleza. E quantas histórias de famílias migrantes não o demonstram!

Assim, as férias serão dias de desapego do acessório, de libertação do velho que permite a descoberta mais firme do essencial, da identidade. Para que o recomeço desponte como possibilidade de oferta pessoal na construção da felicidade comum.

Paulo Rocha (In ECCLESIA, 2010.07.20)

30/07/2010

Posição da Igreja para as eleições no Brasil

A Igreja, comprometida com o bem comum e a defesa irrestrita da dignidade e dos direitos humanos, apóia as iniciativas que contribuam para garanti-los a todos e denuncia distorções inaceitáveis presentes em vários programas, que como veremos ferem os princípios que norteiam a doutrina social cristã. O que está em jogo é uma visão da pessoa humana e da sociedade, solidária com a dignidade de todos, a favor da vida e aberta ao transcendente.

Para iluminar este processo eleitoral, a comunidade eclesial – que pela sua universalidade não pode se identificar com interesses particulares, partidários ou de determinado candidato/a – busca oferecer critérios de escolha e discernimento para as pessoas de boa vontade e cidadãos responsáveis. Também deseja que sejam votados candidatos coerentes com a defesa dos princípios éticos e cristãos.

Em consonância com estes mesmos princípios apresentamos as seguintes orientações e critérios:

Antes de tudo, é necessário “valorizar o voto” que decide a vida pública do nosso País e dos nossos Estados nos próximos anos. O meu voto é precioso! Não se compra! Nele se manifesta a minha liberdade e a minha decisão. Recentemente obtivemos a vitória do projeto de lei denominado “Ficha Limpa” que por decisão do TSE se aplicará nestas eleições. Cabe agora vigiar e cuidar para eliminar do pleito aqueles candidatos corruptos que contaminam o cenário político e destroem a democracia.

1.    O primeiro critério para votar em um candidato é a defesa da dignidade da Pessoa Humana e da Vida em todas as suas manifestações, desde a sua concepção até o seu fim natural com a morte. Rejeitamos veementemente toda forma de violência, bem como qualquer tipo de aborto, de exploração e mercado de menores, de eutanásia e qualquer forma de manipulação genética.

2.    O segundo critério é a defesa da Família na qual a pessoa cresce e se realiza. Por isso devem ser votados aqueles candidatos que incentivam, com propostas concretas, o desenvolvimento da família segundo o plano de Deus. Opõem-se ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, à adoção de crianças por casais homoafetivos, à legalização da prostituição, das drogas e ao tráfico de mulheres.

3.    O terceiro critério é a liberdade de Educação pela qual os pais têm o direito de educar os filhos segundo a visão de vida que eles julguem mais adequada. Isso comporta uma luta pela qualidade da escola pública e pela defesa da escola particular, defendendo o ensino religioso confessional e plural, de acordo com o princípio constitucional da liberdade religiosa, reconhecido também no recente Acordo entre o Brasil e a Santa Sé.

4.    O quarto critério é o princípio da solidariedade, segundo o qual o Estado e as famílias devem ter uma particular atenção preferencial pelos pobres, àqueles que são excluídos e marginalizados. Deve-se garantir uma cidadania plena para todos/as, assegurando o pleno exercício dos direitos sociais: trabalho, moradia, saúde, educação e segurança.

5.    O quinto critério é o princípio de subsidiariedade, ou seja, haja autonomia e ação direta participativa dos grupos, associações e famílias fazendo o que podem realizar, sem interferências ou intromissões do Estado. Este deve apoiar e subsidiar, nunca abafar ou sufocar as liberdades e a criatividade das pessoas. Assim elas poderão exercer uma cidadania ativa e gestora.

6.    Enfim, diante de uma situação de violência generalizada, os candidatos devem, de forma concreta e decidida, comprometer-se na construção de uma Cultura da Paz em todos os níveis, particularmente na educação e na defesa da infância e da adolescência. 
Do ponto de vista prático nas paróquias e em nossas associações e movimentos, se dê grande importância a este momento eleitoral e se realizem debates sempre com vários candidatos de vários partidos, em vista da realização do bem comum. Durante os eventos promovidos pela diocese ou pelas paróquias nunca devem aparecer faixas, cartazes ou outro tipo de sinais que identifiquem e apóiem os candidatos.

O trabalho político, ao qual todos somos chamados, cada um segundo a sua maneira de ser, é uma forma de mostrar a incidência do Evangelho na vida concreta, visando à construção de uma sociedade justa, fraterna e equitativa. Em conseqüência haverá uma esperança real para tantas pessoas céticas, desnorteadas e confusas com a política atual. É uma grande oportunidade que os católicos e todas as pessoas de boa vontade não podem perder.

OS BISPOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO,
Regional LESTE 1 da CNBB

Textos de Reflexão para 30 de Julho

Evangelho: Mt 13, 54-58

.54 E, indo para a Sua terra, ensinava nas sinagogas, de modo que se admiravam e diziam: «Donde Lhe vem esta sabedoria e estes milagres? 55 Porventura não é este o filho do carpinteiro? Não se chama Sua mãe Maria, e Seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? 56 Suas irmãs não vivem todas entre nós? Donde, pois, Lhe vêm todas estas coisas?». 57 E estavam perplexos a Seu respeito. Mas Jesus disse-lhes: «Não há profeta sem prestígio a não ser na sua terra e na sua casa». 58 E não fez ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles.
Meditação:

Os outros, sempre os outros! Quero ser visto e aplaudido, admirado e invejado!
Porquê?
São, assim, as minhas obras tão extraordinárias?
         Dá-me, Senhor, a simplicidade e a modéstia que necessito para que faça o que devo com os olhos postos em Ti, que és Quem me deve interessar, que me veja. 


(ama, meditação sobre Mt 13, 54-58, 2010.05. 01)

29/07/2010

Textos de Reflexão 29 de Julho

Evangelho: Jo 11, 19-27

19 Muitos judeus tinham ido ter com Marta e Maria, para as consolarem pela morte de seu irmão. 20 Marta, pois, logo que ouviu que vinha Jesus, saiu-Lhe ao encontro; e Maria ficou sentada em casa.21 Marta disse então a Jesus: «Senhor, se estivesses cá, meu irmão não teria morrido. 22 Mas também sei agora que tudo o que pedires a Deus, Deus To concederá». 23 Jesus disse-lhe: «Teu irmão há de ressuscitar». 24 Marta disse-Lhe: «Eu sei que há-de ressuscitar na ressurreição do último dia».25 Jesus disse-lhe: «Eu sou a ressurreição e a vida; aquele que crê em Mim, ainda que esteja morto, viverá; 26 e todo aquele que vive e crê em Mim, não morrerá eternamente. Crês isto?». 27 Ela respondeu: «Sim, Senhor, eu creio que Tu és o Cristo, o Filho de Deus, que vieste a este mundo».

Comentário:

A ressurreição é um dos principais temas que mais nos ocupa o pensamento. Inúmeras perguntas e questões ficam sem uma resposta completa, decisiva, o que não admira porque se trata de um mistério, que a nossa inteligência não consegue decifrar plenamente. Só pela Fé chegamos a compreender que, sendo a nossa alma um espírito criado directamente por Deus, a sua habitação no nosso corpo é apenas temporária, isto é, enquanto tivermos vida.
Poder-se-ia dizer que a alma é a vida e, se assim é, esta não pode perecer, antes continua de forma misteriosa mas real, na eternidade. O homem, de facto, não é eterno, mas sim imortal. Perece na sua substância mortal mas vive no seu ser espiritual.
As afirmações de Jesus – como esta que claramente faz a Marta – são uma garantia de que assim é.
Quando, no final dos tempos, o nosso corpo voltar a reunir-se à nossa alma, terá, então, outras características e qualidades que agora não possui, acompanhando a alma na eternidade, no lugar e condições que o julgamento divino determinar logo após a morte terrena. (ama, comentário sobre Jo 11, 19-27, 2010.06.30)

Cruz 1

A Cruz não faz vítimas… faz santos! Não provoca caras tristes, mas rostos alegres.

(Salvatore Canals, Ascética Meditada, Éfeso, nr. 50)

28/07/2010

Textos de Reflexão para 28 de Julho

Evangelho: Mt 13, 44-46

44 «O Reino dos Céus é semelhante a um tesouro escondido num campo que, quando um homem o acha, esconde-o e, cheio de alegria pelo achado, vai e vende tudo o que tem e compra aquele campo. 45 O Reino dos Céus é também semelhante a um negociante que busca pérolas preciosas 46 e, tendo encontrado uma de grande preço, vai, vende tudo o que tem e a compra.

Meditação:

Há muito que encontrei o meu tesouro, a minha pérola!
Que tenho feito com eles?
Como tenho malbaratado essas riquezas!
Enterrando, tantas vezes, o tesouro!
Esperando “melhores dias”, ocasião “mais oportuna”.
Quanto desperdício!
Tanto bem desaproveitado!
Nunc coepi! Sim, agora, agora começo outra vez a fazer render essas dádivas que graciosamente recebi, sem ter trabalho, sem esforço da minha parte. Tudo me foi dado – a pérola, o tesouro – com imensa magnanimidade e graciosamente.
Nunc coepi! Quero começar agora mas, como sou fraco, e débil, e pusilânime, nada conseguirei sem a Tua ajuda.
Ajuda-me, Senhor, a ser reconhecido e a fazer render, como esperas e é Teu direito, quanto me deste. (AMA, meditação sobre Mt 13, 44-46, Julho 2008)

Alegria Cristã 1

A alegria da existência e da vida; a alegria do amor honesto e santificado; a alegria tranquilizadora da natureza e do silêncio; a alegria por vezes austera do trabalho esmerado; a alegria e satisfação do dever cumprido; a alegria transparente da pureza, do serviço, do saber compartilhar; a alegria exigente do sacrifício. O cristão poderá purificá-las, completá-las, sublimá-las: não pode desprezá-las. A alegria cristã supõe um homem capaz de alegrias naturais.

(paulo VI, Exortação Apostólica Gaudete in Domino, Roma, 1975.05.09)  

27/07/2010

A CRUZ TRIUNFO DO AMOR SOBRE O MAL 2

2 - O mundo necessita da cruz: esta não é simplesmente um símbolo privado de devoção, não é um distintivo que indica pertencer a um grupo qualquer na sociedade, e seu significado mais profundo nada tem a ver com alguma imposição forçada de um credo ou de uma filosofia. 
Ela fala de esperança, fala de amor, fala da vitória da não-violência sobre a opressão, fala de Deus que eleva os humildes, dá força aos fracos, faz superar as divisões e vencer o ódio com o amor. Um mundo sem cruz seria um mundo sem esperança, um mundo em que a tortura e a brutalidade continuariam desenfreadas, o fraco seria explorado e a ganância teria a última palavra.

(bento XVI, Missa em Nicósia, 2010.06.05) Fonte: zenit.org