14/07/2010

Textos de Reflexão para 14 de Julho

Evangelho: Mt 11, 25-27

25 Então Jesus, falando novamente, disse: «Eu Te louvo ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e aos prudentes, e as revelaste aos pequeninos. 26 Assim é, ó Pai, porque assim foi do Teu agrado. 27 «Todas as coisas Me foram entregues por Meu Pai; e ninguém conhece o Filho senão o Pai; nem ninguém conhece o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar.

Comentário:

De facto, só é possível conhecer Cristo e acreditar nele com a humildade e a simplicidade dos humildes. Quem pensa que, a sua sabedoria, inteligência e ilustração são suficientes para compreender a mensagem do Evangelho engana-se redondamente. Os olhos dos simples lêem com facilidade as palavras da Vida. O espírito aberto e solícito descobre facilmente as verdades que Jesus quer revelar. A inteligência serena e sem preconceitos apreende a doutrina de Cristo. O resto… é fruto da Fé que Deus dá aos que lha pedem com humildade e confiança. 

(ama, comentário sobre Mt 11, 25-27, Abril de 2009)

Tema: Revelação e Amor

Toda a nossa religião é uma revelação da bondade, da misericórdia, do amor de Deus por nós. "Deus é amor" (Cfr Jo 4, 16), isto é, amor que se difunde e se prodigaliza; e tudo se resume nesta grande verdade que tudo explica e tudo ilumina. É necessário ver a história de Jesus a esta luz. 

(paulo VI, Homília do Corpus Christi, Roma, 13.06.1975) (citado por ama)

Doutrina: CCIC – 338: Para que fins instituiu Deus o Matrimónio?
                       CIC – 1659-1660

A união matrimonial do homem e da mulher, fundada e dotada de leis próprias pelo Criador, está por sua natureza ordenada à comunhão e ao bem dos cônjuges e à geração e bem dos filhos. Segundo o desígnio originário de Deus, a união matrimonial é indissolúvel, como afirma Jesus Cristo: «O que Deus uniu não o separe o homem» (Mc 10,9).

NOBREZA HUMANA

Possivelmente já ouviu ao menos falar sobre os três tenores. O italiano Luciano Pavarotti, os espanhóis Plácido Domingo e José Carreras.
É possível mesmo que os tenha assistido pela TV, abrilhantando eventos como a Taça do Mundo de futebol.
O que talvez você não saiba é que Plácido Domingo é madrileno e José Carreras é catalão. E há uma grande rivalidade entre madrilenos e catalães.
Plácido e Carreras não fugiram à regra.
Em 1984, por questões políticas, tornaram-se inimigos.
Sempre muito requisitados em todo o mundo, ambos faziam constar em seus contratos que só se apresentariam se o desafecto não fosse convidado.
Em 1987, Carreras ganhou um inimigo mais implacável que Plácido Domingo.
Foi surpreendido por um terrível diagnóstico de leucemia. Submeteu-se a vários tratamentos, como auto transplante de medula óssea e trocas de sangue. Por isso, era obrigado a viajar mensalmente aos Estados Unidos.
Claro que sem condições para trabalhar, e com o alto custo das viagens e do tratamento, logo sua razoável fortuna acabou.
Sem condições financeiras para prosseguir o tratamento, Carreras tomou conhecimento de uma instituição em Madrid, denominada Fundación Hermosa. Fora criada com a finalidade única de apoiar a recuperação de pessoas com leucemia.
Graças ao apoio dessa fundação, ele venceu a doença.
E voltou a cantar.
Tornando a receber altos “cachés”, tratou de se associar à fundação.
Foi então que, lendo os estatutos, descobriu que o fundador, maior colaborador e presidente era Plácido Domingo.
Mais do que isso.
Descobriu que a fundação fora criada, em princípio, para o atender a ele, Carreras. E que Plácido se mantinha no anonimato para não o constranger por ter que aceitar auxílio de um inimigo.
Momento extraordinário, e muito comovente aconteceu durante uma apresentação de Plácido, em Madrid.
De forma imprevista, Carreras interrompeu o evento e ajoelhou-se a seus pés. Pediu-lhe desculpas. Depois, publicamente agradeceu-lhe o benefício de seu restabelecimento.
Mais tarde, quando concedia uma entrevista na capital espanhola, uma repórter perguntou a Plácido Domingo por que ele criara a Fundación Hermosa.
Afinal, além de beneficiar um inimigo, ele concedera a oportunidade de reviver a um dos poucos artistas que poderiam fazer-lhe alguma concorrência.
A resposta de Plácido Domingo foi curta e definitiva: "porque uma voz como essa não se podia perder." Fazer o bem sem ostentação é grande mérito.
Ainda mais meritório é ocultar a mão que dá.
Constitui marca de grande superioridade moral.
Não saber a mão esquerda o que dá a mão direita é uma imagem que caracteriza admiravelmente esse tipo de benefício.
Quando, ao demais, o benefício tem por objectivo maior atender um eventual desafecto, torna-se ainda mais meritório.
A criatura demonstra, com tal atitude, estar acima do comum da humanidade.
Que essa história não caia no esquecimento.
E, tanto quanto possível, nos sirva de inspiração e exemplo.

(In Net, 2006.04.05)

13/07/2010

Textos de Reflexão para 13 de Julho

Evangelho: Mt 11, 20-24

20 Então começou a censurar as cidades em que tinham sido realizados muitos dos Seus milagres, por não terem feito penitência. 21 «Ai de ti, Corozain! Ai de ti, Betsaida! porque, se em Tiro e em Sidónia tivessem sido feitos os milagres que se realizaram em vós, há muito tempo que teriam feito penitência vestidos de saco e em cinza. 22 Por isso vos digo que haverá menor rigor para Tiro e Sidónia no dia do juízo, que para vós. 23 E tu, Cafarnaum, elevar-te-ás porventura até ao céu? Não, hás-de ser abatida até ao inferno. Se em Sodoma tivessem sido feitos os milagres que se fizeram em ti, ainda hoje existiria. 24 Por isso vos digo que no dia do juízo haverá menos rigor para a terra de Sodoma que para ti».
Comentário:

Mais tarde, alguns gregos de Betsaida, aproximaram-se de Filipe pedindo-lhe para verem o Mestre. É a prova que o próprio Evangelho nos dá que o apostolado dá sempre fruto se bem que, por vezes, pareça que a nossa acção, os nossos esforços “passam ao lado” e não convencem nem atraem aqueles a quem nos dirigimos. Mas, como se vê, nem por isso devemos desistir, uma e outra vez, de levar - aos nossos amigos, principalmente – a palavra de Deus, para que se convertam e salvem. Também a nós alguém nos falou um dia, talvez a nossa Mãe quando éramos crianças ou, depois, mais tarde, quando já esquecidos ou adormecidos na fé, um amigo que nos urgiu a mudar de vida ou a repensar na nossa conduta, numa palavra, a convertermo-nos. (ama, comentário sobre Mt 11, 20-24, Palestra em CC, Abril de 2009)

Tema: Virtude da Penitência

A penitência é uma virtude cristã que nos faz suportar com igualdade de alma, por amor a Deus e em união com Jesus Cristo, os sofrimentos físicos ou morais. 

(Adolphe Tanqueray, Compendio de Teologia Ascetica y Mistica, LAI, 1961, nr. 1088) (trad. ama)

Doutrina: CCIC – 337: Qual é o desígnio de Deus acerca do homem e
                       da mulher?
                       CIC – 1601 – 1605


Deus, que é amor e criou o homem por amor, chamou-o a amar. Criando o homem e a mulher, chamou-os, no Matrimónio, a uma íntima comunhão de vida e de amor entre eles, «de modo que já não são dois, mas uma só carne» (Mt 19,6). Abençoando-os, Deus disse-lhes: «sede fecundos e multiplicai-vos» (Gn 1,28)

ANJOS 7

O demónio - ou o anjo - não chega a penetrar na nossa intimidade se nós não queremos. «Os espíritos imundos não podem conhecer a natureza dos nossos pensamentos. Unicamente lhes é dado adivinhá-los mercê de indícios sensíveis, ou examinando as nossas disposições, as nossas palavras ou as coisas que indicam uma propensão da nossa parte. Ao invés o que não exteriorizamos e permanece oculto nas nossas almas, é-lhes totalmente inacessível. Inclusive os próprios pensamentos que eles nos sugerem, o acolhimento que lhes damos, a reacção que nos causam, tudo isto não o conhecem pela própria essência da alma (...) mas, em todo o caso, pelos movimentos e manifestações externas.

(Cassiano, Collationes, VI 17)

Textos de Reflexão para 12 de Julho

Evangelho: Mt 10, 34; 11, 1

34 «Não julgueis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer a paz, mas a espada. 35 Porque vim separar “o filho do seu pai e a filha da sua mãe e a nora da sua sogra. 36 E os inimigos do homem serão os seus próprios familiares”. 37 Quem ama o pai ou a mãe mais do que a Mim, não é digno de Mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a Mim, não é digno de Mim. 38 Quem não toma a sua cruz e Me segue, não é digno de Mim. 39 Quem se prende à sua vida perdê-la-á, e quem perder a sua vida por Meu amor, achá-la-á. 40 «Quem vos recebe, a Mim recebe, e quem Me recebe, recebe Aquele que Me enviou. 41 Quem recebe um profeta na qualidade de profeta, receberá a recompensa do profeta; quem recebe um justo na qualidade de justo, receberá a recompensa de justo. 42 E todo aquele que der de beber um simples copo de água fresca a um destes pequeninos, por ele ser Meu discípulo, na verdade vos digo que não perderá a sua recompensa».
11 1 Tendo Jesus acabado de dar estas instruções aos Seus doze discípulos, partiu dali para ir ensinar e pregar nas cidades deles

Comentário:

Parecem duras, num primeiro momento, estas palavras de Jesus e, obviamente, muito difíceis de pôr em prática. Apressadamente poderíamos concluir que o Senhor quer que o amor aos pais, aos filhos, seja relegado para um segundo ou terceiro plano, depois do amor que devemos a Deus. Não é propriamente assim. Cada amor tem o seu lugar, o seu tempo, o seu ‘entendimento’. Em primeiríssimo lugar está o amor a Deus e, isto, por uma razão simples e lógica: Amar o nosso Criador, o Senhor de todas as coisas. Simultaneamente amar os nossos pais, os nossos filhos, enfim, os nossos mais próximos. Com um amor total e dedicado como deve ser. Mas um amor que não se sobrepõe ao primeiro, coexistem sem confronto. Aliás, quem ama a Deus não pode deixar de amar os seus – pais, irmãos, filhos etc. – porque são o seu próximo ‘mais próximo’ se se permite a expressão. «Vai deixar a tua oferta sobre o altar e vai primeiro conciliar-te com o teu irmão…,» diz o Senhor noutra passagem, indicando claramente que não é aceitável a Deus qualquer manifestação de amor ou devoção existindo na alma uma reserva, mal querer ou, até, indiferença, para com o nosso próximo. Está, portanto claro: amar a Deus sobre todas as coisas e sobre tudo, com todo o coração e toda a alma e, depois, os outros como a nós mesmos.

(ama, comentário sobre Mt 10, 37-42, Junho 2008)

Tema: Solidariedade

A solidariedade é, sem dúvida, uma virtude cristã.
À luz da fé, a solidariedade tende a superar-se a si mesma, a revestir as dimensões especificamente cristãs da gratuitidade total, o perdão e a reconciliação. O próximo não é somente um ser humano com os seus direitos e a sua igualdade fundamental com todos, mas converte-se na imagem viva de Deus Pai, resgatada pelo sangue de Cristo e posta sob a acção permanente do Espírito Santo. Ainda que seja inimigo, deve ser amado, por tanto, com o mesmo amor com que o Senhor o ama, e por ele se deve estar disposto o sacrifício, inclusive extremo: «dar a vida pelos irmãos» (Cfr. Jo. 3, 16).
Os «mecanismos perversos» e as «estruturas de pecado» (...) poderão ser vencidos apenas mediante o exercício da solidariedade humana e cristã. 

(joão Paulo II, Encíclica Solicitudo Rei Socialis, 30.12.1987, nr. 40) (citado por ama)

Doutrina: CCIC – 336: Com que autoridade é exercido o sacerdócio ministerial?                       
         CIC – 1547 – 1553; 1592

Os sacerdotes ordenados, no exercício do ministério sagrado, falam e agem não por autoridade própria, e nem sequer por mandato ou delegação da comunidade, mas na Pessoa de Cristo Cabeça e em nome da Igreja. Portanto o sacerdócio ministerial difere essencialmente, e não apenas em grau, do sacerdócio comum dos fiéis, para o serviço do qual Cristo o instituiu.

12/07/2010

Textos de Reflexão para 11 de Julho

Evangelho: Lc 10, 25-37

25 Eis que se levantou um doutor da lei, e disse-Lhe para o experimentar: «Mestre, que devo eu fazer para alcançar a vida eterna?». 26 Jesus respondeu-lhe: «O que é que está escrito na Lei? Como lês tu?». 27 Ele respondeu: «Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento, e o teu próximo como a ti mesmo». 28 Jesus disse-lhe: «Respondeste bem: faz isso e viverás». 29 Mas ele, querendo justificar-se, disse a Jesus: «E quem é o meu próximo?». 30 Jesus, retomando a palavra, disse: «Um homem descia de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos ladrões, que o despojaram, o espancaram e retiraram-se, deixando-o meio morto. 31 Ora aconteceu que descia pelo mesmo caminho um sacerdote que, quando o viu, passou de largo.32 Igualmente um levita, chegando perto daquele lugar e vendo-o, passou adiante. 33 Um samaritano, porém, que ia de viagem, chegou perto dele e, quando o viu, encheu-se de compaixão. 34 Aproximou-se, ligou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho; e, pondo-o sobre o seu jumento, levou-o a uma estalagem e cuidou dele. 35 No dia seguinte tirou dois denários, deu-os ao estalajadeiro e disse-lhe: Cuida dele; quanto gastares a mais, eu to pagarei quando voltar. 36 Qual destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos ladrões?». 37 Ele respondeu: «O que usou de misericórdia com ele». Então Jesus disse-lhe: «Vai e faz tu o mesmo».

Meditação:

Na minha estadia no hospital – vão lá três anos – assisti a algo que me trouxe à memória, imediatamente, esta belíssima parábola de Jesus.
Um homem ainda novo, encostou a um canto da sala de atendimento a cadeira de rodas onde o idoso pai se sentava e disse-lhe: Espere aqui que eu já venho!
Certo é que chegou a vez do inválido, que apresentava uma terrível cor amarela que prenunciava uma séria infecção de fígado, ser atendido e, como não tinha quaisquer documentos, foi ficando para ali, soltando um gemido profundo de vez em quando. Passaram uns trinta minutos e alguém dos serviços, resolveu inquirir o que se passava. Percebeu-se, então, que o pobre homem tinha sido ali abandonado pelo filho sem qualquer aviso ou recomendação.
Não sei o que aconteceu depois mas, o meu ar chocado obteve um          comentário aterrador:
“Isto não é nada, se soubesse quantos idosos e doentes são abandonados nos hospitais pelas famílias, sobretudo nos meses de Verão quando vão de férias!!!”

Como é possível, Senhor, que passados dois mil anos sobre este Teu ensinamento ainda haja homens como os dois primeiros da parábola, com uma pedra dura no lugar do coração e uma espantosa falta de sentimentos ou preocupações pelo próximo? 

(ama, meditação sobre Lc 10, 25-37, 2010.05.19)

Tema: Samaritano

(A parábola do Bom samaritano, indica-nos) qual deve ser a relação de cada um de nós com o próximo que sofre. Não nos está permitido passar ao largo, com indiferença, antes devemos parar junto dele. Bom samaritano é todo o homem que se detém junto do sofrimento de outro homem de qualquer género que ele seja. (joão Paulo II, Carta apostólica Salvifici doloris, 28, 11.02.1984.02.11) (citado por ama)

Doutrina: CCIC – 335: Quais são os efeitos do sacramento da Ordem?
                           CIC: 1581-1589

Este sacramento dá uma especial efusão do Espírito Santo, que configura o ordenado a Cristo na sua tríplice função de Sacerdote, Profeta e Rei, segundo os respectivos graus do sacramento. A ordenação confere um carácter espiritual indelével: por isso não pode ser repetida nem conferida por um tempo limitado.

Festa: S. Bento



ANJOS 6

Aproveita considerar que temos o Anjo da Guarda ao nosso lado, e na oração melhor que noutro lugar, porque ali está ele para nos ajudar a levar as nossas orações ao Céu e defender-nos do inimigo.

(S. Pedro de Alcântara, Tratado de la oración y meditación, I, 222, trad ama)

10/07/2010

Textos de Reflexão para 10 de Julho

Evangelho: Mt 10, 24-33

24 «Não é o discípulo mais que o mestre, nem o servo mais que o senhor. 25 Basta ao discípulo ser como o mestre e ao servo como o senhor. Se eles chamaram Belzebu ao pai de família, quanto mais aos seus familiares! 26 «Não os temais, pois, porque nada há encoberto que não se venha a descobrir, nem oculto que não venha a saber-se. 27 O que Eu vos digo às escuras, dizei-o às claras e o que é dito ao ouvido, pregai-o sobre os telhados. 28 «Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma. Temei antes aquele que pode lançar a alma e o corpo na Geena. 29 Porventura não se vendem dois passarinhos por uns tostões? E, todavia, nem um só deles cairá no chão sem a permissão de vosso Pai. 30 Até os próprios cabelos da vossa cabeça estão todos contados. 31 Não temais, pois: vós valeis mais que muitos passaritos. 32 «Todo aquele, portanto, que Me confessar diante dos homens, também Eu o confessarei diante do Meu Pai que está nos céus. 33 Porém, quem Me negar diante dos homens, também Eu o negarei diante do Meu Pai, que está nos céus.

Meditação:

Nas palavras de Jesus, que nos chegam através deste trecho do Evangelho de S. Mateus, transparece umas realidades que, apesar de evidente, muitas vezes esquecemos: o ‘pouca coisa’ que somos e a nossa impotência para resolvermos, sozinhos, os nossos grandes problemas, tais como a vida e a morte, os acontecimentos do dia de amanhã, etc.
Mas esta ‘pouca coisa’ tem, não obstante, um imenso valor aos olhos de Deus. Somos criaturas Suas, criadas por Ele à Sua imagem e semelhança e nada – absolutamente – do que nos acontece, sucede sem o Seu conhecimento.
Ele que governa e comanda todas as coisas, como não há-de ter em consideração essa ‘pouca coisa de que falo’ e dar-nos o que nos falta em cada momento.
Portanto, o grande tema desta breve meditação é: CONFIANÇA!
Confiança ilimitada na Providência Divina sabendo que, se pusermos o que nos diz respeito, - esforço, luta, empenho – Ela não deixará de completar e dar o que precisarmos

(ama, comentário sobre Mt 10, 24-33, CC no Porto, Junho 2008).

Tema: Coragem

A virtude humana da fortaleza requer sempre alguma superação da fraqueza humana e sobretudo do medo. O homem, de facto, por natureza teme espontaneamente o perigo, os dissabores e os sofrimentos. (...) Então têm especial valor os homens que são capazes de transpor a chamada barreira do medo, com o fim de testemunhar a verdade e a justiça. (...) Para conseguir tal fortaleza, o homem precisa de ser sustentado por grande amor pela verdade e pelo bem, a que se dedica. (...) Quando ao homem faltam as forças para superar-se a si mesmo em vista a valores superiores - como a verdade, a justiça, a vocação e a fidelidade matrimonial - é necessário que este «dom do alto» faça de cada um de nós um homem forte e, no devido momento, nos diga «no íntimo»: coragem!

(joão Paulo II, Audiência, Roma, 1978.11.15) (citado por ama)

Anjos 4

O anjo particular de cada um, ainda dos mais insignificantes dentro da Igreja, por estar contemplando sempre o rosto de Deus que está nos Céus, vendo a divindade do nosso Criador, une a sua oração à nossa e colabora em tudo que lhe é possível em favor do que pedimos.

(Orígenes, Tratado sobre a oração, 10)

ANJOS 5

Os anjos não aparecem aos homens tal como são, mas manifestando-se nas formas que Deus dispõe para que possam ser vistos por aqueles a quem os envia.

(S. João Damasceno, De Fide Orthodoxa, 2, 3)

09/07/2010

SER FELIZ

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço que a minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
tornar-se um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus em cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma crítica , mesmo que injusta.
 
Pedras no caminho ?
 
Guardo todas, um dia vou construir um castelo. . .        ( Fernando Pessoa )

Textos de Reflexão para 09 de Julho

Evangelho: Mt 10, 16-23

16 «Eis que Eu vos envio como ovelhas entre lobos. Sede, pois, prudentes como serpentes e simples como pombas. 17 Acautelai-vos dos homens, porque vos farão comparecer nos seus tribunais e vos açoitarão nas sinagogas. 18 Sereis levados por Minha causa à presença dos governadores e dos reis, para dar testemunho diante deles e diante dos gentios. 19 Quando vos entregarem, não cuideis como ou o que haveis de falar, porque naquela hora vos será inspirado o que haveis de dizer. 20 Porque não sereis vós que falais, mas o Espírito de vosso Pai é o que falará em vós. 21 O irmão entregará à morte o seu irmão e o pai o seu filho; os filhos se levantarão contra os pais e lhes darão a morte. 22 Vós, por causa do Meu nome, sereis odiados por todos; aquele, porém, que perseverar até ao fim será salvo. 23 Quando vos perseguirem numa cidade, fugi para outra. Em verdade vos digo que não acabareis de percorrer as cidades de Israel sem que venha o Filho do Homem.
Meditação:

Como é possível, Senhor, que com tais “promessas” Te tenham seguido? E, ao longo dos tempos, confirmados os Teus “avisos”, continues a ter homens e mulheres de todas as raças e situação social que querem seguir-te, entregando-se com a alma e o coração disponíveis para cumprir, em tudo, a Tua Vontade?
Porque, sei, o prémio que prometeste é tão elevado e extraordinário que induz a tudo fazer para o conquistar. Como eu também o desejo, Senhor!

(ama, meditação sobre Mt 10, 16-23, 2010.05.14)

Tema: Testemunhar a Fé

Hoje há centenas e centenas de milhares de testemunhos da fé muito frequentemente desconhecidos ou esquecidos pela opinião pública, cuja atenção está absorvida por outros factos; frequentemente só Deus os conhece. Eles suportam privações diárias, nas mais diversas regiões de cada um dos continentes.
Trata-se de crentes obrigados a reunir-se clandestinamente porque a sua comunidade religiosa não está autorizada. Trata-se de bispos, de sacerdotes. De religiosos a quem está proibido exercer o santo ministério nas suas igrejas ou nas suas reuniões públicas (...)
Trata-se de jovens generosos, a quem se impede de entrar num seminário ou num lugar de formação religiosa para ali realizar a sua vocação própria (...). Trata-se de pais a quem se nega a possibilidade de assegurar aos seus filhos uma educação inspirada na própria fé.
Trata-se de homens e mulheres, trabalhadores manuais, intelectuais e de todas as profissões, os quais, pelo simples facto de professar a sua fé, enfrentam o risco de ver-se privados de um futuro brilhante para as suas carreiras ou os seus estudos.

(joão Paulo II, Meditação - prece, Lourdes, 1983.08.14)

Anjos 3

Compreende-se como na consciência da Igreja se pode formar a persuasão sobre o ministério confiado aos anjos em favor dos homens. Por ele, a Igreja confessa a sua fé nos anjos da guarda, venerando-os na liturgia com uma festa especial, e recomendando o recurso à sua protecção com uma oração frequente, como a invocação do "Santo Anjo do Senhor". Esta oração parece entesourar as belas palavras de S. Basílio: "Todo o fiel tem junto de si um anjo como tutor e pastor, para levá-lo à vida".

(João Paulo II, Audiência Geral, 1986.03.06)

08/07/2010

ESPERANÇA E VIDA - TESTEMUNHO

Excepcional testemunho de amor e esperança e VIDA de uma Grande Mãe e Família – O Manuel tem 6 anos e já venceu dois cancros!

Textos de Reflexão para 08 de Julho

Evangelho: Mt 10, 7-15

7 Ide, e anunciai que está próximo o Reino dos Céus. 8 «Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, lançai fora os demónios. Dai de graça o que de graça recebestes. 9 Não leveis nos vossos cintos nem ouro, nem prata, nem dinheiro, 10 nem alforge para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem bordão; porque o operário tem direito ao seu alimento. 11 «Em qualquer cidade ou aldeia em que entrardes, informai-vos de quem há nela digno de vos receber, e ficai aí até que vos retireis. 12 Ao entrardes na casa, saudai-a, dizendo: “A paz seja nesta casa”. 13 Se aquela casa for digna, descerá sobre ela a vossa paz; se não for digna, a vossa paz tornará para vós. 14 Se não vos receberem nem ouvirem as vossas palavras, ao sair para fora daquela casa ou cidade, sacudi o pó dos vossos pés. 15 Em verdade vos digo que será menos punida no dia do juízo a terra de Sodoma e de Gomorra do que aquela cidade.
Meditação:

Senhor, eu julgo precisar dessas coisas todas: o oiro, a prata, o vestido, o alforge o calçado… Agarrado a tudo isto e, a tudo o mais que a minha pobre humanidade me ata, mal me sobra ‘cabeça’ para me entregar ao que de mim esperas. E, porque esperas de mim tais coisas como se, eu, fosse alguém em que merecesse a pena confiar? Tu não me conheces, Senhor! Não sabes das minhas fraquezas, do pouco que sou!
Ah!... Mas, Tu, sabes mais, esta é a verdade, e se me escolhes é porque eu terei capacidade de para corresponder. Ajuda-me, Senhor, a não defraudar a Tua confiança em mim.
        Serviam!
        
          (ama, meditação sobre Mt 10, 7-15, 1999)

Tema: Rio de Paz

Todas as desordens que os homens são capazes de cometer contra Deus, contra os irmãos e contra eles próprios, provocando no mais íntimo das suas consciências um despedaçar, uma profunda amargura, uma falta de paz que necessariamente se reflecte na vida social. Mas é também do coração humano, da sua imensa capacidade de amar, da sua generosidade para o sacrifício, donde podem surgir – fecundados pela graça de Cristo – sentimentos de fraternidade e obras de serviço aos homens como um rio de paz (Is 66, 12) cooperem para a construção de um mundo mais justo, no qual a paz tenha carta de cidadania e impregne todas as estruturas da sociedade.

(Álvaro del Portillo, Homília a participantes no Ano Internacional da Juventude, 1985.03.30)

Anjos 2

As primeiras obras da criação divina que conhecemos são os Anjos. Um anjo é um espírito, quer dizer, um ser com inteligência e vontade, mas sem corpo, sem dependência alguma da matéria. (...) Um anjo sem corpo é uma criatura completa (...) um anjo é muito superior ao ser humano (...) a beleza deslumbrante, a inteligência poderosa e o formidável poder de um anjo. Se isto é assim na ordem inferior das hostes celestiais - na ordem dos propriamente chamados anjos -, que não dizer das ordens ascendentes de espíritos puros que se encontram acima dos anjos? (...) É muito possível, as virtudes, as dominações que um arcanjo esteja a tanta distância de um anjo, em perfeição, como este de um homem.

(Leo J. Trese, A Fé Explicada, Edições Quadrante, S. Paulo, 4ª Ed., nr. 31-38)

07/07/2010

Textos de Reflexão para 07 de Julho

Evangelho: Mt 10, 1-7

1 Tendo convocado os Seus doze discípulos, Jesus deu-lhes poder de expulsar os espíritos imundos e de curar toda a doença e toda a enfermidade. 2 Os nomes dos doze apóstolos são: O primeiro Simão, chamado Pedro, depois André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; 3 Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu e Tadeu; 4 Simão, o Cananeu, e Judas Iscariotes, que foi quem O entregou. 5 A estes doze enviou Jesus, depois de lhes ter dado as instruções seguintes: «Não vades à terra dos gentios, nem entreis nas cidades dos samaritanos: 6 ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel. 7 Ide, e anunciai que está próximo o Reino dos Céus. «Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, lançai fora os demónios. Dai de graça o que de graça recebestes.
Meditação:

As escolhas que o Senhor faz! Sim admiro-me. Não pelos homens que escolheu, porque eram pessoas simples, pouco ilustradas, talvez duros de entendimento, mas sim por que me escolheu a mim!
Não tenho nenhuma dúvida que Jesus sabe muito bem quem quer para fazer o que quer e por isso, espantando-me, só Lhe digo: Se me escolheste, sabendo como sou e o que sou, é porque tens planos para mim. Como sei que, por mim nada posso, peço à nossa Mãe que me leve por um caminho seguro e me assista a cumpri-los inteiramente.

(ama, meditação sobre Mt 10, 1-8, 2010.05.13)

Tema: Simplicidade Apostólica

Repara: os apóstolos, com todas as suas misérias patentes e inegáveis, eram sinceros, simples..., transparentes.
Tu também tens misérias patentes e inegáveis. - Oxalá não te falte simplicidade.

         (s. josemaria, Caminho, 932)

Anjos 1

Antes do nascimento do nosso Redentor, nós tínhamos perdido a amizade dos Anjos. O pecado original e os nossos pecados quotidianos tinham-nos afastado da sua luminosa pureza... Mas desde o momento em que nós reconhecemos o nosso Rei, os Anjos reconheceram-nos como concidadãos.
E como o rei dos Céus quis tomar a nossa carne terrena, os Anjos já não se afastam da nossa miséria. Não se atrevem a considerar inferior à sua esta natureza que adoram, vendo-a exaltada, acima deles, na pessoa do Rei do Céu; e não sentem já inconveniente em considerar o homem como companheiro.

(S. Gregório Magno, In Evangelia Homíliae, 8, 2 (PL 76, 1104))