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30/03/2017

Fátima: Centenário - Oração diária


Senhora de Fátima:

Neste ano do Centenário da tua vinda ao nosso País, cheios de confiança vimos pedir-te que continues a olhar com maternal cuidado por todos os portugueses.
No íntimo dos nossos corações instala-se alguma apreensão e incerteza em relação a este nosso País.

Sabes bem que nos referimos às diferenças de opinião que se transformam em desavenças, desunião e afastamento; aos casais desfeitos com todas as graves consequências; à falta de fé e de prática da fé; ao excessivo apego a coisas passageiras deixando de lado o essencial; aos respeitos humanos que se traduzem em indiferença e falta de coragem para arrepiar caminho; às doenças graves que se arrastam e causam tanto sofrimento.
Faz com que todos, sem excepção, nos comportemos como autênticos filhos teus e com a sinceridade, o espírito de compreensão e a humildade necessárias para, com respeito de uns pelos outros, sermos, de facto, unidos na Fé, santos e exemplo para o mundo.

Que nenhum de nós se perca para a salvação eterna.

Como Paulo VI, aqui mesmo em 1967, te repetimos:

Monstra te esse Matrem”, Mostra que és Mãe.

Isto te pedimos, invocando, uma vez mais, ao teu Dulcíssimo Coração, a tua protecção e amparo.


AMA, Fevereiro, 2017

Recorramos ao bom pastor

Tu, pensas, tens muita personalidade: os teus estudos (os teus trabalhos de investigação, as tuas publicações), a tua posição social (os teus apelidos), as tuas actividades políticas (os cargos que ocupas), o teu património..., a tua idade – já não és nenhuma criança!... Precisamente por tudo isso, necessitas, mais do que outros, de um Director para a tua alma. (Caminho, 63)

A santidade da esposa de Cristo sempre se provou – e continua a provar-se actualmente – pela abundância de bons pastores. Mas a fé cristã, que nos ensina a ser simples, não nos leva a ser ingénuos. Há mercenários que se calam e há mercenários que pregam uma doutrina que não é de Cristo. Por isso, se porventura o Senhor permite que fiquemos às escuras, inclusivamente em coisas de pormenor, se sentimos falta de firmeza na fé, recorramos ao bom pastor, àquele que – dando a vida pelos outros – quer ser, na palavra e na conduta, uma alma movida pelo amor – àquele que talvez seja também um pecador, mas que confia sempre no perdão e na misericórdia de Cristo.


Se a vossa consciência vos reprova por alguma falta – embora não vos pareça uma falta grave – se tendes uma dúvida a esse respeito, recorrei ao sacramento da Penitência. Ide ao sacerdote que vos atende, ao que sabe exigir de vós firmeza na fé, delicadeza de alma, verdadeira fortaleza cristã. Na Igreja existe a mais completa liberdade para nos confessarmos com qualquer sacerdote que possua as necessárias licenças eclesiásticas; mas um cristão de vida limpa recorrerá – com liberdade! – àquele que reconhece como bom pastor, que o pode ajudar a erguer a vista para voltar a ver no céu a estrela do Senhor. (Cristo que passa, 34)

Reflectindo - 229

Arte inspiradora

Por todo o mundo - mas especialmente na Europa - abundam as obras de arte, principalmente pintura e escultura, cujos artistas se inspiraram em factos, pessoas ou acontecimentos de alguma forma ligados à religião católica.

Talvez que estas manifestações venham na sequência da certeza que temos acerca da importância da igreja fundada por Cristo e da autêntica revolução que a instauração do seu treino entre os homens significou.

Ele é a charneira história porque de facto todos se referem ao tempo como antes e depois de Cristo.

O artista expressa o que lhe vai no íntimo, seja algo que o impressiona ou um sentimento íntimo de louvor ou admiração.

A arte sacra é uma forma de oração pública que, curiosamente, mesmo os que não crêem nem rezam, gostam de admirar e até de possuir.

Ao contemplar obras de arte como por exemplo as pinturas de Caravaggio expostas na sala a ele dedicada na Co-Cathedral de La Valleta em Malta - que parece não ter sido cristão exemplar - ficamos extasiados como é possível tal forma de expressão por parte de um ser humano, dotado sem dúvida, mas com certeza inspirado.

Um dia saberemos quanto "valem" aos olhos de Deus estas obras, mas não me espantaria de – por assim dizer - as ver expostas no céu.

(ama, reflexões, 2016.11.09)


Evangelho e comentário

Tempo da Quaresma


Evangelho: Jo 5, 31-47

31«Se dou testemunho de Mim mesmo, o Meu testemunho não é verdadeiro. 32 Outro é o que dá testemunho de Mim; e sei que é verdadeiro o testemunho que dá de Mim. 33 Vós enviastes mensageiros a João e ele deu testemunho da verdade. 34 Eu, porém, não recebo o testemunho dum homem, mas digo-vos estas coisas a fim de que sejais salvos. 35 João era uma lâmpada ardente e luminosa. E vós, por uns momentos, quisestes alegrar-vos com a sua luz. 36 «Mas tenho um testemunho maior que o de João: as obras que o Pai Me deu que cumprisse, estas mesmas obras que Eu faço dão testemunho de Mim, de que o Pai Me enviou. 37 E o Pai que Me enviou, Esse mesmo deu testemunho de Mim. Vós nunca ouvistes a Sua voz nem vistes a Sua face 38 e não tendes em vós, de modo permanente, a Sua palavra, porque não acreditais n'Aquele que Ele enviou. 39 «Examinai as Escrituras, visto que julgais ter nelas a vida eterna: elas são as que dão testemunho de Mim. 40 E não quereis vir a Mim, para terdes vida. 41 A glória, não a recebo dos homens, 42 mas sei que não tendes em vós o amor de Deus. 43 Vim em nome de Meu Pai e vós não Me recebeis; se vier outro em seu próprio nome, recebê-lo-eis. 44 Como podeis crer, vós que recebeis a glória uns dos outros e não buscais a glória que só de Deus vem? 45 Não julgueis que sou Eu que vos hei-de acusar diante do Pai; Moisés, em quem confiais, é que vos acusará. 46 Se acreditásseis em Moisés, certamente acreditaríeis também em Mim, porque ele escreveu de Mim. 47 Porém, se não dais crédito aos seus escritos, como haveis de dar crédito às Minhas palavras?».

Comentário:

É bastante difícil para quem não tem fé aceitar as palavras de Cristo quando fala de Si próprio e da Santíssima Trindade.

Mais que difícil diria que é impossível, porque, para aceitar, é fundamental ter o coração disponível e sem preconceitos e, sobretudo, querer ouvir, desejar entender.

Ter a noção clara de que há as barreiras próprias que os mistérios levantam e que não é possível ultrapassar sem a ajuda da fé.

Pedir a fé será, pois, o recurso lógico de quem deseja compreender as palavras de Jesus Cristo.

(ama, comentário sobre Jo 5, 31-47 2016.03.10)


Epístolas de São Paulo – 30

1ª Epístola de São Paulo aos Coríntios

V. OS CARISMAS (12,1-14,40)

Capítulo 12

Os carismas e o seu uso

1A respeito dos dons do Espírito, irmãos, não quero que fiqueis na ignorância. 2Sabeis que, quando éreis pagãos, vos deixáveis arrastar, irresistivelmente, para os ídolos mudos. 3Por isso, quero que saibais que ninguém, falando sob a acção do Espírito Santo, pode dizer: «Jesus seja anátema», e ninguém pode dizer: «Jesus é Senhor», senão pelo Espírito Santo.
4Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo; 5há diversidade de serviços, mas o Senhor é o mesmo; 6há diversos modos de agir, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos. 7A cada um é dada a manifestação do Espírito, para proveito comum. 8A um é dada, pela acção do Espírito, uma palavra de sabedoria; a outro, uma palavra de ciência, segundo o mesmo Espírito; 9a outro, a fé, no mesmo Espírito; a outro, o dom das curas, no único Espírito; 10a outro, o poder de fazer milagres; a outro, a profecia; a outro, o discernimento dos espíritos; a outro, a variedade de línguas; a outro, por fim, a interpretação das línguas. 11Tudo isto, porém, o realiza o único e o mesmo Espírito, distribuindo a cada um, conforme lhe apraz.

A imagem do corpo

12Pois, como o corpo é um só e tem muitos membros, e todos os membros do corpo, apesar de serem muitos, constituem um só corpo, assim também Cristo. 13De facto, num só Espírito, fomos todos baptizados para formar um só corpo, judeus e gregos, escravos ou livres, e todos bebemos de um só Espírito.
14O corpo não é composto de um só membro, mas de muitos. 15Se o pé dissesse: «Uma vez que não sou mão, não faço parte do corpo», nem por isso deixaria de pertencer ao corpo. 16E se o ouvido dissesse: «Uma vez que não sou olho, não faço parte do corpo», nem por isso deixaria de pertencer ao corpo. 17Se todo o corpo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se todo ele fosse ouvido, onde estaria o olfacto?
18Deus, porém, dispôs os membros no corpo, cada um conforme lhe pareceu melhor. 19Se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? 20Há, pois, muitos membros, mas um só corpo. 21Não pode o olho dizer à mão: «Não tenho necessidade de ti», nem tão pouco a cabeça dizer aos pés: «Não tenho necessidade de vós.» 22Pelo contrário, quanto mais fracos parecem ser os membros do corpo, tanto mais são necessários, 23e aqueles que parecem ser os menos honrosos do corpo, a esses rodeamos de maior honra, e aqueles que são menos decentes, nós os tratamos com mais decoro; 24os que são decentes, não têm necessidade disso.
Mas Deus dispôs o corpo, de modo a dar maior honra ao que dela carecia, 25para não haver divisão no corpo e os membros terem a mesma solicitude uns para com os outros. 26Assim, se um membro sofre, com ele sofrem todos os membros; se um membro é honrado, todos os membros participam da sua alegria.
27Vós sois o corpo de Cristo e cada um, pela sua parte, é um membro. 28E aqueles que Deus estabeleceu na Igreja são, em primeiro lugar, apóstolos; em segundo, profetas; em terceiro, mestres; em seguida, há o dom dos milagres, depois o das curas, o das obras de assistência, o de governo e o das diversas línguas. 29Porventura são todos apóstolos? São todos profetas? São todos mestres? Fazem todos milagres? 30Possuem todos o dom das curas? Todos falam línguas? Todos as interpretam? 31Aspirai, porém, aos melhores dons.

Aliás, vou mostrar-vos um caminho que ultrapassa todos os outros.

Eutanásia: o que está em causa? Contributos para um diálogo sereno e humanizador

Nota Pastoral do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa, 14 de Março de 2016

8. Invocam os partidários da legalização da eutanásia e do suicídio assistido que, com essa legalização, se respeita, apenas, a vontade e as conceções sobre o sentido da vida e da morte, de quem solicita tais pedidos, sem tomar partido. Mas não é assim. O Estado e a ordem jurídica, ao autorizarem tal prática, estão a tomar partido, estão a confirmar que a vida permeada pelo sofrimento, ou em situações de total dependência dos outros, deixa de ter sentido e perde dignidade, pois só nessas situações seria lícito suprimi-la.

Quando um doente pede para morrer porque acha que a sua vida não tem sentido ou perdeu dignidade, ou porque lhe parece que é um peso para os outros, a resposta que os serviços de saúde, a sociedade e o Estado devem dar a esse pedido não é: «Sim, a tua vida não tem sentido, a tua vida perdeu dignidade, és um peso para os outros». Mas a resposta deve ser outra: «Não, a tua vida não perdeu sentido, não perdeu dignidade, tem valor até ao fim, tu não és peso para os outros, continuas a ter valor incomensurável para todos nós». Esta é a resposta de quem coloca todas as suas energias ao serviço dos doentes mais vulneráveis e sofredores e, por isso, mais carecidos de amor e cuidado; a primeira é a atitude simplista e anti-humana de quem não pretende implicar-se na questão do sentido da verdadeira «qualidade de vida» do próximo e embarca na solução fácil da eutanásia ou do suicídio assistido.


(cont)

Temas para meditar - 696

Caminhos

Fé, evitai o derrotismo e as lamentações estéreis sobre a situação religiosa dos vossos países, e ponde-vos a trabalhar com empenho, movendo a muitas outras pessoas. 
Esperança: «Deus não perde batalhas (S. Josemaria) (...) Se os obstáculos são grandes, também é mais abundante a graça divina, será Ele Quem os removerá, servindo-Se de cada um como de uma alavanca. 
Caridade: trabalhai como muita rectidão, por amor a Deus e às almas. 
Tende carinho e paciência com o próximo, procurai novos modos, iniciativas novas: o amor aguça o engenho. 
Aproveitai todos os caminhos (...) para esta tarefa de edificar uma sociedade mais cristã e mais humana.



(Beato álvaro del portillo Carta 1985.12.25)

Leitura espiritual

A Cidade Deus
A CIDADE DE DEUS 


Vol. 2

LIVRO XI

CAPÍTULO VIII

Com o compreender a existência e a natureza do repouso de Deus no sétimo dia, depois de seis de trabalho.

Que Deus descansou de todos os seus trabalhos ao sétimo dia e que o santificou — é facto que não deve ser compreendido puerilmente no sentido de que Deus se fatigou com o trabalho. A palavra

falou e as coisas se fizeram. [i]

deve ser entendida com o um a palavra inteligível e eterna, não sonora nem temporal. Mas o repouso de Deus significa o repouso dos que nele descansam, com o a alegria de uma casa significa a alegria dos que nela se alegram, mesmo que não seja a casa, mas um outro objecto que torne alegres. Quanto mais se a própria casa pela sua beleza torna felizes os que nela habitam! Neste caso chama-se alegre, não por essa figura de linguagem em que o continente é tom ado pelo conteúdo (como se diz: o teatro aplaudiu, os prados mugem, quando num os espectadores aplaudem e nos outros mugem os bois), — mas pela figura em que se toma o efeito pela causa (como se diz: uma carta alegre, para significar a alegria que ela comunica aos leitores). É por isso que com muita propriedade, quando a autoridade profética nos conta que Deus descansou, se quer significar o repouso dos que descansam n’Ele, a quem Ele próprio faz descansar. Refere-se também aos homens a quem se dirige e para quem foi escrita a profecia: esta promete-lhes, a eles também, o repouso eterno em Deus depois das boas obras que Deus opera neles e por eles, se antes, nesta vida, se aproximaram, por assim dizer, d’Ele pela fé. Este repouso é ainda figurado pelo do sabbat prescrito pela lei ao antigo Povo de Deus. Mas disto é minha intenção tratar mais pormenorizadamente no seu lugar
próprio.

CAPÍTULO IX

Segundo os testemunhos divinos, que pensar da criação dos anjos?

E agora — já que empreendi falar da origem da Cidade Santa, e, em primeiro lugar, do que toca aos santos anjos que dela formam uma parte considerável e tanto mais feliz quanto ela jam ais foi peregrina — vou, com a ajuda de Deus e na medida em que me parecer necessário, explicar os testemunhos divinos referentes ao assunto.

Quando falam da criação do Mundo as Sagradas Escrituras não referem claramente se os anjos foram criados, nem por que ordem. Mas, se não foram esquecidos, é a palavra Céu, na passagem em que está escrito

no princípio fez Deus o Céu e a Terra,[ii]

ou antes a luz, de que acabo de falar, que os designa. Aliás, eu não creio que eles tenham sido omitidos porque, está escrito, no sétimo dia Deus descansou de todos os seus trabalhos. Mas o livro começa assim:

No princípio fez Deus o Céu e a Terra

de maneira que, parece, Deus mais nada fez antes do Céu e da Terra. Se, então, começou pelo Céu e pela Terra; se a Terra, a primeira coisa- que fez, era, com o a seguir refere a Escritura, invisível e desorganizada; se, por falta de luz, as trevas se estendiam sobre o abismo, isto é, sobre a confusão da massa indistinta de terra e água (porque sem luz não pode haver senão trevas); se, finalmente, foram criadas e organizadas todas as coisas que se descrevem como acabadas em seis dias — como é que os anjos iam ser omitidos entre as obras de Deus que descansou ao sétimo dia?

Não há dúvida de que os anjos são obra de Deus. Embora isso não esteja claramente expresso, não foi, porém, omitido. Testemunha-o com toda a clareza, noutro lugar, a Escritura Sagrada. No hino dos três homens na fornalha, depois de ter dito:

Todas as obras do Senhor bendizei ao Senhor,[iii]

nomeia também os anjos entre as suas obras — e canta-se no Salmo:

Louvai ao Senhor no alto dos céus louvai-o nas alturas;
Louvai-os, vós, todos os seus anjos louvai-o todas as
suas Virtudes;
Louvai-o, Sol e Lua louvai-o, luz e todas as estrelas;
Louvai-o, vós, céus dos céus, e as águas que estão
acima dos céus louvem o nome do Senhor;
Porque ele falou e as coisas se fizeram;
Ele ordenou e as coisas foram criadas.[iv]

Ainda aqui o declara abertamente a palavra divina: os anjos foram feitos por Deus pois que, depois de os ter nomeado entre as outras realidades celestes, a todos encerra nestas palavras:

Ele falou e as coisas se fizeram.[v]

Quem ousará, então, sustentar que os anjos foram feitos depois de todas as obras enumeradas no decurso dos seis dias? Mas se alguém chegar a este ponto de insensatez, tão vã opinião ficará refutada pela autoridade da mesma Escritura onde Deus diz:

Quando os astros foram feitos, todos os meus anjos me louvaram com a sua poderosa voz.[vi]

Portanto, os anjos já existiam quando foram criados os astros. Ora estes foram-no ao quarto dia. Diremos, então, que foram criados ao terceiro? Claro que não. Sabemos muito bem o que nesse dia foi feito: a terra foi separada das águas, cada um destes elementos recebeu as espécies que lhes convinham e a terra produziu tudo o que nela cria raízes. Seria, porventura, no segundo? Também não. Nesse dia foi feito o firmam ente entre as águas do alto e de baixo, dando-se-lhe o nome de Céu; e no firmamento foram criados os astros ao quarto dia. É, pois, claro que se eles se encontram entre as obras que Deus fez em seis
dias, os anjos são essa luz que recebeu o nome de dia; e foi para marcar a unidade que se não disse o primeiro dia, mas sim um dia. Porque o segundo, o terceiro e os seguintes não são outros, mas o mesmo dia único repetido para constituir o número seis ou sete, em vista de um conhecimento senário ou septenário — o senário relativo às obras que Deus fez e o septenário relativo ao repouso de Deus.

Quando, relam ente, Deus disse:
Faça-se a luz e a luz fez-se.[vii]

— se é justo ver nesta luz a criação dos anjos, é porque certamente eles foram feitos participantes da luz eterna que é a sabedoria imutável do próprio Deus por quem tudo foi feito e a quem chamam os o Filho único de Deus. Assim, eles foram iluminados por esta luz que os criou e desde então eles tornaram -se luz e chamaram-se dia por causa da sua participação na luz e dia imutável que é o Verbo de Deus por quem eles e todas as coisas foram criadas. Porque

a verdadeira luz que ilumina todo o homem que vem a este mundo [viii]

ilumina também todo o anjo puro para que seja luz não em si próprio, mas em Deus. E se o anjo se afasta de Deus, torna-se impuro, com o são todos os espíritos chamados impuros que já não são luz no Senhor, mas eles próprios trevas, privados da participação da eterna luz. O mal, com efeito, não é um a natureza: a perda do bem é que recebe o nome do mal.


(cont)

(Revisão da versão portuguesa por ama)





[i] Salmo CXLVII, 5,
[ii] Gen., I, 1.
[iii] Dan. III,57.
[iv] Salmo CXLVIII, 1-3.
[v] Ib.
[vi] Job XXXVII, 7.
[vii] Gen., I, 2.
[viii] Jo I, 9.

Doutrina - 254

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

Compêndio


PRIMEIRA PARTE: A PROFISSÃO DA FÉ

SEGUNDA SECÇÃO: A PROFISSÃO DA FÉ CRISTÃ

CAPÍTULO PRIMEIRO CREIO EM DEUS PAI

OS SÍMBOLOS DA FÉ

33. O que são os Símbolos da Fé?

São fórmulas articuladas, também chamadas «profissões de fé» ou «Credo», mediante as quais a Igreja, desde as suas origens, exprimiu resumidamente e transmitiu a própria fé, numa linguagem normativa e comum a todos os fiéis.



Pequena agenda do cristão

Quinta-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Participar na Santa Missa.


Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.
O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.
Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.


Lembrar-me:
Comunhões espirituais.


Senhor, eu quisera receber-vos com aquela pureza, humildade e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o espírito e fervor dos Santos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?