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06/04/2013

Evangelho do dia e comentário




Tempo de Páscoa

















Evangelho: Mc 16, 9-15

9 Jesus, tendo ressuscitado de manhã, no primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demónios. 10 por ela, não acreditaram. 12 Depois disto, mostrou-Se de outra forma a dois deles, enquanto iam para a aldeia; 13 os quais foram anunciar aos outros, que também a estes não deram crédito. 14 Finalmente, apareceu aos onze, quando estavam à mesa, e censurou-lhes a sua incredulidade e dureza de coração, por não terem dado crédito aos que O tinham visto ressuscitado. 15 E disse-lhes: «Ide por todo o mundo, e pregai o Evangelho a toda a criatura.

Comentário:

Custa-nos dar-nos conta da quase impenetrável desconfiança dos Onze.
Ficamos como que ofendidos porque pensamos... ‘Connosco seria muito diferente, correríamos a prostrar-nos ante Jesus, abraçando e beijando os Seus pés chorando de alegria’.

É o que pensamos exactamente porque aqueles onze nos trouxeram a novidade confirmando a Ressurreição de Cristo.

Quase todos deram a própria vida para que nós conhecêssemos a verdade e, conhecendo-a, sejamos levados por esses nobres sentimentos de veneração, adoração e acções de graças pelo Ressuscitado que nos mereceu a salvação.

(AMA, comentário sobre Mc 16, 9-15, 2012.04.14)

Aniversário


Stº Tirso - Antes da tua ida para a Guiné
Mais um ano que passou
Na tua vida tão cheia
E… tanta coisa mudou!

Mais um ano diferente
Na tua vida tão cheia
E… como deves estar contente!

Mais um ano devotado
Na tua vida tão cheia
E… ainda não estás cansado!

Mais um ano, meu Joaquim
Meu querido irmão e afilhado
E… eu que sinto em mim
Que sou um privilegiado
Que recebo e não mereço
O muito que me tens dado
(que deveria ser eu a dar-te).

Hoje e sempre a Deus eu peço
Que continue a abençoar-te.

(ama, 2013.04.06)

É preciso que sejas homem de vida interior


É preciso que sejas "homem de Deus", homem de vida interior, homem de oração e de sacrifício. – O teu apostolado deve ser uma superabundância da tua vida "para dentro". (Caminho, 961)


Vida interior. Santidade nas tarefas usuais, santidade nas coisas pequenas, santidade no trabalho profissional, nas canseiras de todos os dias...; santidade para santificar os outros. Numa certa ocasião, um meu conhecido – nunca hei-de chegar a conhecê-lo bem – sonhava que ia a voar num avião a uma grande altura, mas não dentro da cabine; ia montado nas asas. Coitado do desgraçado: como sofria e se angustiava! Parecia que Nosso Senhor lhe dava a conhecer que assim andam pelas alturas – inseguras, inquietas – as almas apostólicas que não têm vida interior ou que a descuidam: com o perigo constante de caírem, sofrendo, incertas.

E penso, efectivamente, que correm um sério risco de se extraviarem os que se lançam à acção – ao activismo – prescindindo da oração, do sacrifício e dos meios indispensáveis para conseguir uma piedade sólida: a frequência dos Sacramentos, a meditação, o exame de consciência, a leitura espiritual, a convivência assídua com a Virgem Santíssima e com os Anjos da Guarda... Tudo isto contribui, além disso, com uma eficácia insubstituível, para que o caminho do cristão seja tão agradável, porque da sua riqueza interior jorram a doçura e a felicidade de Deus como o mel do favo.

Na intimidade pessoal, na conduta externa, no convívio com os outros, no trabalho, cada um há-de procurar manter-se numa contínua presença de Deus, com uma conversa – um diálogo – que não se manifesta exteriormente. Melhor dito, não se exprime normalmente com ruído de palavras, mas há-de notar-se pelo empenho e pela diligência amorosa com que acabamos bem as tarefas, tanto as importantes como as insignificantes. Se não procedêssemos com essa constância, seríamos pouco coerentes com a nossa condição de filhos de Deus, pois teríamos desperdiçado os recursos que Nosso Senhor colocou providencialmente ao nosso alcance, para chegarmos ao estado de homem perfeito, à medida da idade perfeita segundo Cristo. (Amigos de Deus, 18–19)

SOBRE RESUMOS DA FÉ CRISTÃ


2. Creio no perdão dos pecados


Cristo tinha o poder de perdoar os pecados (cf. Mc 2, 6-12). Deu-o aos seus discípulos, quando lhes entregou o Espírito Santo, lhes deu «o poder das chaves» e os enviou a baptizar e a perdoar os pecados a todos: «Recebei o Espírito Santo, a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados, a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos» (Jo 20, 22-23). São Pedro conclui o seu primeiro discurso depois do Pentecostes animando os judeus à penitência, «e que cada um seja baptizado em nome de Jesus Cristo, para a remissão dos vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo» (Act 2, 38).

A Igreja conhece dois modos de perdoar os pecados. O Baptismo é o primeiro e principal sacramento pelo qual se nos perdoam os pecados. Para os pecados cometidos depois do Baptismo, Cristo instituiu o sacramento da Penitência, em que o baptizado se reconcilia com Deus e com a Igreja.

Quando se perdoam os pecados, é Cristo e o Espírito que actuam na e através da Igreja. Não há nenhuma falta que a Igreja não possa perdoar, porque Deus pode perdoar sempre e sempre o quis fazer se o homem se converte e pede perdão (cf. Catecismo, 982). A Igreja é instrumento de santidade e santificação, actua para que todos estejamos mais perto de Cristo. O cristão, com a sua luta por viver santamente e com a sua palavra, pode fazer com que os outros estejam mais perto de Cristo e se convertam.

miguel de salis amaral

Bibliografia básica

Catecismo da Igreja Católica, 976-987.

Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, 200-201.

(Resumos da Fé cristã: © 2013, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet)

Tratado dos actos humanos 82



Questão 19: Da bondade do acto interior da vontade.


Art. 7 ― Se a bondade da vontade depende do fim intencional.



(II Sent., dist. XXXVIII, a . 4, 5).

O sétimo discute-se assim. ― Parece que a bondade da vontade não depende do fim intencional.