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22/10/2012

Festa de Beato João Paulo II

Um dia grande para a Igreja e para todo o mundo. Poucos homens terão marcado tanto uma época como este Papa. As extraordinárias mudanças e mesmo alterações profundas na sociedade e nas relações entre países conheceram a sua influência

Homem de Deus - em primeiríssimo lugar - de uma espiritualidade profunda e esclarecida bem manifestada nos milhares de páginas em livros, documentos, Exortações Apostólicas, Encíclicas, discursos, intervenções de toda a ordem.
Decorrerão séculos até que toda a sua extraordinária personalidade fique pormenorizadamente estudada e, sem qualquer dúvida, o verdadeiro alcance da sua influência na vida dos povos, das nações e da Igreja.

O Beato joão Paulo II foi, sem dúvida o homem providencial e o Pastor dedicado que Deus pôs à frente do seu povo num momento crucial da história da humanidade.

ama, 2012.10.22

Dignidade

Dignidade humana

Se todos os fiéis são obrigados a opor-se ao reconhecimento legal das uniões homossexuais, os políticos católicos são-no de modo especial, na linha da responsabilidade que lhes é própria. Na presença de projectos de lei favoráveis às uniões homossexuais, há que ter presentes as seguintes indicações éticas.

No caso que se proponha pela primeira vez à Assembleia legislativa um projecto de lei favorável ao reconhecimento legal das uniões homossexuais, o parlamentar católico tem o dever moral de manifestar clara e publicamente o seu desacordo e votar contra esse projecto de lei. Conceder o sufrágio do próprio voto a um texto legislativo tão nocivo ao bem comum da sociedade é um acto gravemente imoral.
A Igreja ensina que o respeito para com as pessoas homossexuais não pode levar, de modo nenhum, à aprovação do comportamento homossexual ou ao reconhecimento legal das uniões homossexuais. O bem comum exige que as leis reconheçam, favoreçam e protejam a união matrimonial como base da família, célula primária da sociedade. Reconhecer legalmente as uniões homossexuais ou equipará-las ao matrimónio, significaria, não só aprovar um comportamento errado, com a consequência de convertê-lo num modelo para a sociedade actual, mas também ofuscar valores fundamentais que fazem parte do património comum da humanidade. A Igreja não pode abdicar de defender tais valores, para o bem dos homens e de toda a sociedade. 


(Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, 2003.069.03)


Leitura espiritual para 22 Out 2012


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.


Para ver, clicar SFF.

Tratado sobre a conservação e o governo das coisas 31


Questão 110: Do governo dos anjos sobre a criatura corpórea.
Art. 2 — Se a matéria corpórea obedece à vontade dos anjos.


(Supra, q. 65, a. 4, q. 91, a. 2, III, Cont. Gent., cap.CIII. De Pot., q. 6, a. 3, De Malo, q. 16, a. 9, Quodl., IX, q. 4, a. 5, Galat., cap. III, lect 1).

O segundo discute-se assim. — Parece que a matéria corpórea obedece à vontade dos anjos.


Vida de Maria (IV) - A VOZ DOS PADRES DA IGREJA


«A menina ao crescer, quando já não era necessário amamentá-la, os seus pais apressaram-se a levá-la ao templo para a oferecer a Deus e cumprir, assim, a promessa que tinham feito. Os sacerdotes educaram-na no santuário, do mesmo modo que Samuel tinha sido educado (cfr. 1 Sam 1, 24 ss). Depois, quando se tornou uma adolescente, reuniram-se em conselho para decidir o que fazer daquele corpo santo sem ofender o Senhor. Pareceu um absurdo submetê-la às leis da natureza dando-a como esposa a um varão; pensavam que seria sacrílego que um homem se convertesse em dono do que tinha sido consagrado ao Senhor. Efectivamente, era conforme à lei que o varão se convertesse em dono da sua esposa».

«Por outro lado, a lei não permitia que uma mulher habitasse o templo junto dos sacerdotes e se mostrasse no interior do santuário, coisa contrária também à honestidade e à dignidade da lei. Após discutir esses problemas, tomaram uma decisão verdadeiramente inspirada: confiá-la, sob a forma de um matrimónio, a um homem que oferecesse todas as garantias de respeito pela sua virgindade».

«Encontrou-se em José o homem adequado para aquela situação. Além disso, era da mesma tribo e família da Virgem. Seguindo o conselho dos sacerdotes, José desposou a donzela, mas a relação matrimonial ficou excluída daquelas núpcias».

(S. gregório de nisa, Homilia sobre a Natividade do Senhor (PG 46, 1140 A-B).

«Sem dúvida os mistérios divinos são ocultos e, como disse o profeta, não é fácil ao homem, qualquer que seja, chegar a conhecer os desígnios de Deus (cfr. Is 40, 13). Por isso, o conjunto de acções e ensinamentos de nosso Senhor e Salvador dão-nos a entender que um desígnio bem pensado fez escolher com preferência, para Mãe do Senhor, aquela que tinha sido desposada com um varão».

«Mas porque é que não foi feita mãe antes dos seus esponsais? Pode ser para que não se possa dizer que tinha concebido adulteramente. E com razão a Escritura indicou estas duas coisas: Ela era esposa e virgem; virgem, para que aparecesse limpa de toda a relação com um varão; desposada, para a poupar ao estigma infamante de uma virgindade perdida, podendo a sua gravidez manifestar a sua queda. O Senhor quis antes permitir que alguns duvidassem da sua origem do que da pureza da Sua Mãe; sabia Ele quão delicada é a honra de uma virgem, quão frágil a fama do pudor; não julgou conveniente estabelecer a verdade da Sua origem à custa da Sua Mãe. Assim foi preservada a virgindade de Santa Maria, sem detrimento da sua pureza, sem violar a sua reputação».

(Stº. ambrósio, Tratado sobre o Evangelho de São Lucas, livro II, n. 1)

Deus não te arranca do teu ambiente

                                                             
Textos de S. Josemaria Escrivá

 http://www.opusdei.pt/art.php?p=13979     © Gabinete de Inform. do Opus Dei na Internet

Deus não te arranca do teu ambiente, não te tira do mundo, nem do teu estado, nem das tuas ambições humanas nobres, nem do teu trabalho profissional... mas, aí, quer-te santo! (Forja, 362)
Convencei-vos de que a vocação profissional é parte essencial e inseparável da nossa condição de cristãos. O Senhor quer que sejais santos no lugar onde estais e no trabalho que haveis escolhido pelas razões que vos aprouveram: pela minha parte, todos me parecem bons e nobres – desde que não se oponham à lei divina – e capazes de ser elevados ao plano sobrenatural, isto é, enxertados nessa corrente de Amor que define a vida de um filho de Deus. (...).

Temos de evitar o erro de considerar que o apostolado se reduz ao testemunho de algumas práticas piedosas. Tu e eu somos cristãos, mas, ao mesmo tempo e sem solução de continuidade, cidadãos e trabalhadores, com obrigações bem nítidas que temos de cumprir exemplarmente, se deveras queremos santificar-nos. É Jesus Cristo que nos estimula: Vós sois a luz do mundo. (Amigos de Deus, 60–61)

PENSAMENTOS INSPIRADOS À PROCURA DE DEUS 265

À procura de Deus

Deus faz-se presente para ti!
E tu, fazes-te presente para Ele?




Os perigos do sexting


Actualmente os avanços da sociedade associados às novas tecnologias e às redes sociais da Internet criaram vários problemas, induzindo alterações do comportamento humano. A evolução é tão rápida que é bastante provável que estejam a surgir novas patologias mentais de que a psiquiatria ainda não teve o tempo necessário para estudar e catalogar.
O sexting é a actividade entre adolescentes que consiste em captar e divulgar imagens de si próprios ou de terceiros, através de mensagem de telemóvel ou da Internet, com seminudez/nudez ou de conteúdo sexual. Este fenómeno tem vindo a aumentar nos EUA entre adolescentes. Uma recente sondagem realizada nesse país, promovida pela National Campaign to Prevent Teen and Unplanned Pregnancy, com 1280 adolescentes e jovens, com idades compreendidas entre os 13 e os 26 anos, revela que entre 20% (13-19 anos) e 33% (20-26 anos) dos entrevistados já usaram o telemóvel para captar e divulgar imagens de conteúdo sexual. Cerca de um terço dos rapazes entrevistados e um quarto das raparigas, com idades entre os 13 e os 19 anos, referiram que já tinham recebido imagens com nudez total ou parcial que originalmente eram privadas mas que circulavam abundantemente entre os jovens.
Enquanto as autoridades norte-americanas estão a olhar para o problema com preocupação e a actuar com dureza, o assunto ainda é pouco discutido em Portugal. Porém, este é um fenómeno global, com repercussões graves e envolvendo vários riscos: exploração sexual, violação do direito à privacidade, chantagem, etc. Os adolescentes não se apercebem do perigo destas situações. Uma vez tirada a fotografia e divulgada por telemóvel ou Internet, perde-se por completo o controlo do seu destino. Deste modo, rapidamente estas imagens surgem em sites pornográficos, muitos deles visitados por pedófilos ávidos de encontrar uma presa.
Na verdade, é impraticável garantir a privacidade através dos meios electrónicos. Além disso, o anonimato é quase impossível dado que é relativamente fácil cruzar informação na Internet. Não obstante este facto, é errado criar um ambiente de pânico ou censurar o acesso dos jovens às novas tecnologias. O mais importante é saber como as utilizar devidamente. Os pais têm aqui um papel fundamental, devendo alertar os filhos para estes perigos e procurar saber sempre o que andam a fazer e com quem habitualmente comunicam na Internet. 
Por outro lado, o sexting é um sintoma que reflecte uma sociedade enferma. No campo da sexualidade, passámos de um modelo de educação demasiado normativo (com regras rígidas e conteúdo moral por vezes desadequado), para outro totalmente permissivo, desequilibrado e que nalgumas situações fomenta a perversidade. Ora, educar não é apenas informar, mas orientar e transmitir valores que possam ajudar a realizar escolhas responsáveis. Talvez seja por isso que actualmente nos EUA se fala cada vez mais em sexualidade responsável, enquanto por cá as políticas ligadas à educação sexual dos jovens têm-se limitado praticamente à distribuição de preservativos, o que é manifestamente insuficiente. De outro modo caímos no campo dos instintos, numa sexualidade totalmente hedonista, sem pensamento, governada apenas pelo corpo e pelos desejos, conduzindo inevitavelmente a modelos aberrantes de comportamento.
O sexting, do meu ponto de vista, é um sinal de que algo está errado na forma como os jovens estão a viver a sua sexualidade. Mas creio que, sobre esta matéria, ainda não vimos mais do que a ponta do icebergue.


(pedro afonso, Médico Psiquiatra, In jornal Expresso, 2009.05.30)

Evangelho do dia e comentário








   T. Comum – XXIX Semana





Evangelho: Lc 12, 13-21

13 Então disse-Lhe alguém da multidão: «Mestre, diz a meu irmão que me dê a minha parte da herança». 14 Jesus respondeu-lhe: «Meu amigo, quem Me constituiu juiz ou árbitro entre vós?». 15 Depois disse-lhes: «Guardai-vos cuidadosamente de toda a avareza, porque a vida de cada um, ainda que esteja na abundância, não depende dos bens que possui». 16 Sobre isto propôs-lhes esta parábola: «Os campos de um homem rico tinham dado abundantes frutos. 17 Ele andava a discorrer consigo: Que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos? 18 Depois disse: Farei isto: Demolirei os meus celeiros, fá-los-ei maiores e neles recolherei o meu trigo e os meus bens, 19 e direi à minha alma: Ó alma, tu tens muitos bens em depósito para largos anos; descansa, come, bebe, regala-te. 20 Mas Deus disse-lhe: Néscio, esta noite virão demandar-te a tua alma; e as coisas que juntaste, para quem serão? 21 Assim é o que entesoura para si e não é rico perante Deus».

Comentário:

As memórias que temos da vida que já vivemos assemelham-se ao ‘espólio’ que restará na nossa morte.
Tal como a importância das nossas memórias não é decisiva para a nossa vida corrente, assim o que restar de nós não passará de uma referência e sempre sujeito a diferentes apreciações.
Uns acharão que deveríamos ter deixado mais, outros serão de opinião contrária.
O que gostávamos tanto, merecerá um desprendido encolher de ombros. Nos outros, família incluída, a lembrança da nossa vida ir-se-á esfumando no tempo que passa até não restar quase nada.

Distribuir em vez de amealhar além de mais ‘inteligente’" porque se adquirem ‘créditos’ para a Vida Eterna, também é mais ‘rentável’ porque mais beneficiados agradecidos intercederão por nós.

(ama, comentário sobre Lc 12, 13-21, 2011.10.18)