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17/10/2012

Leitura espiritual para 17 Out 2012


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.


Para ver, clicar SFF.

Vida de Maria (II): A Natividade de Nossa Senhora


O Nascimento da Virgem é o tema do segundo conjunto de textos sobre a vida da Mãe de Deus, iniciado por ocasião do Ano Mariano que se vive no Opus Dei.

Muitos séculos tinham passado desde que Deus, às portas do Paraíso, prometera aos nossos primeiros pais a chegada do Messias. Centenas de anos em que a esperança do povo de Israel, depositário da promessa divina, se centrava numa donzela, da linhagem de David, que está grávida e vai dar à luz um Filho, a Quem há-de pôr o nome de Emanuel (Is 7, 14). Geração após geração, os israelitas piedosos tinham esperado o nascimento da Mãe do Messias, aquela que haveria de dar à luz, como anunciava Miqueias tendo em fundo a profecia de Isaías (cfr. Mq 5, 2).

Depois do regresso do exílio na Babilónia, a expectativa do Messias tinha-se tornado mais intensa por parte de Israel. Uma onda de emoção percorria aquela terra nos anos imediatamente antes da Era Cristã. Muitas antigas profecias pareciam apontar nessa direcção. Homens e mulheres esperavam com ânsia a chegada do Desejado das nações. A um deles, o velho Simeão, o Espírito Santo tinha revelado que não morreria sem que os seus olhos tivessem visto a realização da promessa (cfr. Lc 2, 26). Ana, uma viúva de idade avançada, suplicava com jejuns e orações a redenção de Israel. Os dois gozaram do enorme privilégio de ver e tomar nos seus braços o Menino Jesus (cfr. Lc 2, 25-38).

Inclusive no mundo pagão — como afirmam alguns relatos da Roma antiga — não faltavam sinais de que algo muito grande se estava a gerar. A própria pax romana, a paz universal proclamada pelo imperador Octávio Augusto poucos anos antes do nascimento de Nosso Senhor, era um presságio de que o verdadeiro Príncipe da paz estava quase a vir à terra. Os tempos estavam maduros para receber o Salvador.

Deus esmera-se na escolha da sua Filha, Esposa e Mãe. E a Virgem santa, a mais excelsa Senhora, a criatura mais amada por Deus, concebida sem pecado original, veio à terra. Mas, quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sob o domínio da Lei, para resgatar os que se encontravam sob o domínio da Lei, a fim de recebermos a adopção de filhos (Gl 4, 4-5). Deus esmera-se na escolha da sua Filha, Esposa e Mãe. E a Virgem santa, a mais excelsa Senhora, a criatura mais amada por Deus, concebida sem pecado original, veio à terra. Nasceu no meio de um profundo silêncio. Dizem que no Outono, quando os campos dormem. Nenhum dos seus contemporâneos se deu conta do que estava a acontecer. Só os anjos do Céu festejaram.

“Pelo teu nascimento anunciaste a alegria a todo o mundo”.

Com o seu nascimento surgiu no mundo a aurora da salvação, como um presságio da proximidade do dia. Das duas genealogias de Cristo que aparecem nos evangelhos, a que recolhe São Lucas é muito provavelmente a de Maria. Sabemos que era de estirpe distinta, descendente de David, como tinha anunciado o profeta falando do Messias — brotará um rebento do tronco de Jessé, e um renovo brotará das suas raízes (Is 11, 1) — e como confirma São Paulo quando escreve aos Romanos acerca de Jesus Cristo, nascido da linhagem de David segundo a carne (Rm 1, 3).

Um escrito apócrifo do século II, conhecido com o nome de Proto-Evangelho de São Tiago, transmitiu-nos os nomes dos seus pais — Joaquim e Ana — que a Igreja inscreveu no calendário litúrgico. Diversas tradições situam o lugar do nascimento de Maria na Galileia ou, com maior probabilidade, na cidade santa de Jerusalém, onde se encontraram as ruínas de uma basílica bizantina do século V, edificada sobre a chamada casa de Santa Ana, muito perto da piscina Probática. Com razão a liturgia põe nos lábios de Maria umas frases do Antigo Testamento: estabeleci-me em Sião. Na cidade amada Ele me fez repousar e em Jerusalém está o meu poder (Sir 24, 10-11).

Até Maria nascer, a terra esteve às escuras, envolta nas trevas do pecado. Com o seu nascimento surgiu no mundo a aurora da salvação, como um presságio da proximidade do dia. Assim o reconhece a Igreja na festa da Natividade de Nossa Senhora: pelo teu nascimento, Virgem Mãe de Deus, anunciaste a alegria a todo o mundo: de ti nasceu o Sol da justiça, Cristo, nosso Deus (Oficio de Laudes).

O mundo não o soube, então. A terra dormia.

j. a. loarte, 2010.05.28

Põe tudo nas mãos de Deus

                                                             
Textos de S. Josemaria Escrivá

 http://www.opusdei.pt/art.php?p=13979     © Gabinete de Inform. do Opus Dei na Internet

Além da sua graça abundante e eficaz, Nosso Senhor deu-te a cabeça, as mãos, as faculdades intelectuais, para que faças frutificar os teus talentos. Deus quer realizar milagres constantes – ressuscitar mortos, dar ouvido aos surdos, vista aos cegos, possibilidades de andar aos coxos... –, através da tua actuação profissional santificada, convertida em holocausto grato a Deus e útil às almas. (Forja, 984)
 A tua barca – os teus talentos, as tuas aspirações, os teus êxitos – não vale para nada, a não ser que a ponhas à disposição de Jesus Cristo, que permitas que Ele possa entrar nela com liberdade, que não a convertas num ídolo. Sozinho, com a tua barca, se prescindires do Mestre, sobrenaturalmente falando, encaminhas-te directamente para o naufrágio. Só se admitires, se procurares a presença e o governo de Nosso Senhor, estarás a salvo das tempestades e dos reveses da vida. Põe tudo nas mãos de Deus: que os teus pensamentos, as aventuras boas da tua imaginação, as tuas ambições humanas nobres, os teus amores limpos, passem pelo coração de Cristo. De outra forma, mais tarde ou mais cedo, irão a pique com o teu egoísmo. (Amigos de Deus, 21) 

Luta ascética e mística 6


A luta ascética da alma humana se desenvolve-se sempre no plano natural, sem prejuízo que o lutador asceta, utilize na sua luta as graças divinas que o Senhor sempre lhe proporciona e sem as quais a sua luta seria estéril. Pelo contrário a mística pertence ao plano sobrenatural, o homem não há-de fazer nada senão aceitar o dom que Deus lhe outorga. Da luta ascética é própria a oração e a meditação, ao místico é-lhe própria a contemplação. A ascética depende de nós próprios, a mística não depende de nós, podemos desejá-la, se é que nos julgamos dignos dela, ainda não julgue que haja místico que se julgue digno dela, mas é um dom uma oferta do Senhor e face a Ele nenhum de nós merece nada. Essa frase tão de moda em publicidade: “Você merece-o”, ou “nós merecemo-lo”, aqui não colhe. Na vida espiritual ninguém merece nada. Aqui a única coisa que merecemos é uma “carga de pancada”, que o Senhor deveria dar-nos, se não fosse porque nos quer tanto. A mística dá-se, a ascética trabalha-se. Não há mística sem ascética prévia, mas há ascética sem mística; A ascética é luta, a mística é a consequência.

(JUAN DO CARMELO, trad AMA)

Evangelho do dia e comentário








   T. Comum – XXVIII Semana





Evangelho: Lc 11, 42-46

42 Mas ai de vós, fariseus, que pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de toda a casta de ervas, e desprezais a justiça e o amor de Deus! Era necessário praticar estas coisas, mas não omitir aquelas. 43 Ai de vós, fariseus, que gostais de ter as primeiras cadeiras nas sinagogas e as saudações nas praças! 44 Ai de vós, porque sois como os sepulcros que não se vêem e sobre os quais se anda sem saber!». 45 Então um dos doutores da lei, tomando a palavra, disse-Lhe: «Mestre, falando assim, também nos ofendes a nós». 46 Jesus respondeu-lhe: «Ai de vós também, doutores da lei, porque carregais os homens com pesos que não podem suportar, e vós nem com um dedo lhe tocais a carga!

Comentário:

É muito claro o ensinamento de Cristo: no apostolado não cabem contemporizações com a verdade, o que é... é e assim deve ser chamado.

Com que autoridade podemos fazer tal?

Pois com a autoridade de cristãos bem informados e apostólicos que conhecem a verdade e não tergiversam na sua defesa.

(ama, comentário sobre Lc 11, 42-46, 2011.10.13)

Mártires de Espanha 52

Rainha dos Mártires













Madrugada del 17 de octubre,


 en Carrión de Calatrava
       





por Jorge López Teulón