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07/02/2019

Cinco Chagas de Cristo

Em que Chaga refugiar-me, Senhor?

Na do Teu peito?

Sim, é a minha preferida. Ficar ali, em descanso, junto ao Teu Coração.
Mas não ouso! Parece-me demais!

Nas das Tuas Mãos?

Na Chaga da Mão Direita… essa mão com que abençoas e tocas os doentes?
Mas não ouso! Parece-me demais!

Na Chaga da Mão Esquerda… a mão que segura o caminhante que titubeia na senda da salvação?
Mas não ouso! Parece-me demais!

Nas dos Teus Pés?

Na Chaga do Pé Direito… em que apoias todo o Teu peso quando Te levantas no Caminho do Gólgota?
Mas não ouso! Parece-me demais!

Na Chaga do Pé Esquerdo… com que sacodes o pó contra os que Te rejeitam?
Sim… ouso refugiar-me aqui.
Assim tomarei parte na defesa do Teu Santo Nome tão ofendido!

E… aqui fico, feliz e contente por ter encontrado refúgio e protecção. Faço Desta Chaga o meu berço onde quero adormecer e acordar todos os dias que me concederes viver.


(AMA,reflexão)

OS SETE DOMINGOS DE SÂO JOSÉ

Resultado de imagem para são joséDEVOÇÃO A S. JOSÉ


OS SETE DOMINGOS

ou 7 Dores e Alegrias de S. José





II - A segunda dor e alegria de S. José

A sua dor quando viu Jesus nascido em tanta pobreza; a sua alegria quando os anjos anunciaram o nascimento de Jesus.

"Foram, pressurosos, e encontraram Maria, José e o Menino deitado na manjedoira."[i]

"Ite ad Joseph: 'recorrei a S. José'. Ele vos mostrará caminhos concretos e meios humanos e divinos para chegar a Jesus. E em breve ousareis, tal como ele, segurar nos braços, beijar, vestir e cuidar deste Menino Deus que nasceu para nós. Em sinal de veneração, os Magos ofereceram a Jesus ouro, incenso e mirra; José deu-lhe plenamente o coração jovem, cheio de amor."[ii]



[i] Lc 2,16
[ii] Josemaria Escrivá, "Na Epifania do Senhor", em “Cristo que passa”,
n. 38

Meu Pai do Céu, ajuda-me


A ti, que desmoralizas, repetir-te-ei uma coisa muito consoladora: a quem faz o que pode, Deus não lhe nega a Sua graça. Nosso Senhor é Pai, e se um filho lhe diz na quietude do seu coração: Meu Pai do Céu, aqui estou, ajuda-me... Se recorre à Mãe de Deus, que é Mãe nossa, vai para a frente. Mas Deus é exigente. Pede amor de verdade; não quer traidores. É preciso ser fiel a essa luta sobrenatural, que é ser feliz na terra à força de sacrifício. (Via Sacra, 10ª Estação, n. 3)

Recorrei semanalmente – e sempre que o necessiteis, sem dar lugar aos escrúpulos – ao santo Sacramento da Penitência, ao sacramento do perdão divino. Revestidos da graça, caminharemos por entre os montes e subiremos a encosta do cumprimento do dever cristão, sem nos determos. Utilizando estes recursos com boa vontade e rogando ao Senhor que nos conceda uma esperança cada dia maior, possuiremos a alegria contagiosa dos que se sabem filhos de Deus: Se Deus está connosco, quem nos poderá derrotar? Optimismo, portanto. Incitados pela força da esperança, lutaremos para apagar a mancha viscosa que espalham os semeadores do ódio e redescobriremos o mundo com uma perspectiva jubilosa, porque saiu formoso e limpo das mãos de Deus, e restituir-lho-emos assim belo, se aprendermos a arrepender-nos.
Cresçamos na esperança, que deste modo nos consolidaremos na fé, verdadeiro fundamento das coisas que se esperam e prova das que não se veem. Cresçamos nesta virtude, que é suplicar ao Senhor que aumente a sua caridade em nós, porque só se confia verdadeiramente no que se ama com todas as forças. E vale a pena amar o Senhor. Vós haveis experimentado, como eu, que a pessoa enamorada se entrega confiante, com uma sintonia maravilhosa, em que os corações batem num mesmo querer. E que será o Amor de Deus? Não sabeis que Cristo morreu por cada um de nós? Sim, por este nosso coração pobre, pequeno, se consumou o sacrifício redentor de Jesus.
Frequentemente, o Senhor fala-nos do prémio que nos ganhou com a sua Morte e Ressurreição. Vou preparar um lugar para vós. Depois que eu tiver ido e vos tiver preparado o lugar, virei novamente e tomar-vos-ei comigo para que, onde eu estou, estejais Vós também. O Céu é a meta do nosso caminho terreno. Jesus Cristo precedeu-nos e ali, na companhia da Virgem e de S. José – a quem tanto venero – dos Anjos e dos Santos, aguarda a nossa chegada. (Amigos de Deus, nn. 219–220)

Leitura espiritual


Fortaleza

A matéria concreta da nossa luta

A virtude da fortaleza abrange praticamente todo o ser humano.
Percorre de cima abaixo, aquelas três grandes dimensões da personalidade humana : a cabeça, o coração e os braços.

Começa pela cabeça, pelas convicções. Temos de nos acostumar a delimitar as ideias a torna-las fortes.
É o primeiro aspecto – a fonte originária – do que se chama carácter.


Temos de exigir que a nossa cabeça marque as fronteiras do sim e do não, “quero” e do “não quero”, da verdade e da mentira, do certo e do errado.

Não nos podemos contentar com ambiguidades. O “mais ou menos” neste terreno, é sinal de fraqueza, como é sinal de fortaleza a definição e vivência da verdade.

Não querer olhar para a verdade; contorná-la inventando teorias que favorecem o comodismo pessoal e o interesse próprio, tomar atitudes equívocas para evitar os perigos, dizer meias verdades por medo ou por vergonha – são sintomas de falta de carácter.

Ser forte é ser transparente, sem medo de dizer as coisas como são, ainda que custe sangue.
Para isso é necessário exercitar-se, não permitir um gesto, uma atitude, uma palavra que tenha – nem de longe – a menor aparência de duplicidade.

O coração não foi feito para amorios, mas para amores fortes.

O sentimentalismo é para o amor o que a caricatura é para o rosto.

Precisamos educar o nosso coração para a fidelidade.
Amores fortes são sempre amores fiéis.

A guarda dos sentidos – especialmente o da vista – e da imaginação há-de proteger-nos da inconstância sentimental, do comportamento de “beija-flor”.

Mas é, talvez, na terceira dimensão da personalidade humana – os braços a acção motora – que parece mais importante conseguir o hábito da fortaleza.

As contrariedades internas e externas avolumam-se diante de nós e é necessário que potenciemos a nossa capacidade de luta para superá-las, como o atleta vigoriza os músculos para lançar o corpo por cima da marca que deve ser batida.

Para isso importa muito negar à sensualidade e à preguiça o que nos pedem continuamente: conforto, comodidades, divertimentos, satisfações vida folgada isenta de sacrifício. Tudo isto enfraquece-nos moral e fisicamente.

As fibras da alma enrijecem-se quanto os músculos do corpo.

As privações, a carência de recursos e comodidades, os empreendimentos duros, a persistência no trabalho, a sobriedade na comida, na bebida, no descanso, a disposição de enfrentar dificuldades e perigos, a falta de conforto, o sofrimento físico e moral encarado com dignidade, tornam o homem mais robusto que o ferro. [i]

Pelo contrário, o excesso de comodidades, a superabundância de recursos, o conforto de uma vida regalada, a falta de esforço no exercício da profissão, com ânimo de progredir, a fuga ao sofrimento, as facilidades de quem tem tudo à sua disposição – os mimos e cuidados de “menino de família” – tornam o homem como madeira quebradiça que se desfaz ao impulso de qualquer vento.

‘A energia moral, o equilíbrio nervoso, a resistência orgânica, aumentam nas pessoas expostas às alternâncias do calor e do frio, da secura e da humidade, do sol violento, da chuva, da neve, do vento e do nevoeiro….

Os homens do século XX perderam muitas vezes a força ancestral por não terem de lutar contra o seu meio.
São capazes de um trabalho fácil que, na sociedade moderna, garante o sustento do indivíduo, mas são moles, emotivos, cobardes, lascivos e violentos.

Não têm senso moral, nem estético, nem religioso.

Degeneraram moral e mentalmente. [ii]


(Cfr FORTALEZA (1991) de Rafael Llano Cifuentes)

(Revisão da versão portuguesa por AMA)






[i] São João Crisóstomo, Homilia de gloria in tribulationibus,
[ii] Cfr Alexis Carrel, O homem esse desconhecido.

Evangelho e comentário


TEMPO COMUM



Cinco Chagas do Senhor

Evangelho: Jo 20, 24-29 

24 Tomé, um dos Doze, a quem chamavam o Gémeo, não estava com eles quando Jesus veio. 25 Diziam-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor!» Mas ele respondeu-lhes: «Se eu não vir o sinal dos pregos nas suas mãos e não meter o meu dedo nesse sinal dos pregos e a minha mão no seu peito, não acredito.» 26 Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez dentro de casa e Tomé com eles. Estando as portas fechadas, Jesus veio, pôs-se no meio deles e disse: «A paz seja convosco!» 27 Depois, disse a Tomé: «Olha as minhas mãos: chega cá o teu dedo! Estende a tua mão e põe-na no meu peito. E não sejas incrédulo, mas fiel.» 28 Tomé respondeu-lhe: «Meu Senhor e meu Deus!» 29 Disse-lhe Jesus: «Porque me viste, acreditaste. Felizes os que crêem sem terem visto!»

Comentário:

Acreditar no que se não vê só será possível de duas formas.
A primeira é a confiança de quem nos relata algo que existiu, ou existe e de foi testemunha.

A segunda é a Fé.

Nas coisas divinas a Fé constitui o único esteio forte e seguro para que acreditemos.
Deus Nosso Senhor sabe isso muito bem e concede-nos – sem qualquer mérito da nossa parte – essa graça extraordinária.

Por ser um dom de Deus, a Fé tem de ser por nós, juntamente com as acções de graças, objecto da nossa constante atenção e, a melhor forma de o fazer, é pedir com insistência perseverante que o Senhor não só no-la conserve mas nos, ajude a fortalece-la.

O Credo que é o símbolo da nossa Fé tem de ser rezado amiúde mas com verdadeiro sentido de oração, dando conta do que realmente significam as palavras que pronunciamos.


(AMA, comentário sobre Jo 20, 24-29, 03.07.2018)


Pequena agenda do cristão

Quinta-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Participar na Santa Missa.


Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.
O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.
Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.


Lembrar-me:
Comunhões espirituais.


Senhor, eu quisera receber-vos com aquela pureza, humildade e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o espírito e fervor dos Santos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?






Temas para reflectir e meditar

Rezar de joelhos


Evidentemente, as acções de Cristo alçaram-se num contínuo louvor ao Pai. 

Por isso, sem medo de exageros ou interpretações acomodatícias, temos de concluir que rezar de joelhos, mortificando o corpo, é sumamente agradável a Deus.

(javier echevarríaGetsemani, Planeta, 3ª Ed. Cap. IV, 4)