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22/08/2018

PERDÃO!

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Para perdoar
preciso despir-me de mim,
enfrentar-me,
olhos nos olhos,
e verificar,
que também eu,
ofendo os outros,
enfim.

Para perdoar,
preciso sair,
do meu orgulho,
da minha vaidade,
do meu eu,
para me abrir,
por completo,
à graça do meu Senhor,
à graça da sua bondade.

Para perdoar,
preciso da minha vontade,
moldada,
por um constante orar,
expulsar de mim a discórdia,
deixando-me tomar por inteiro,
por Ti,
Senhor,
pela tua misericórdia.

Para perdoar,
preciso pedir perdão,
para poder perceber,
o que sente quem ofendi,
e mitigando a sua dor,
ter a certeza em mim,
que preciso perdoar,
a todo o meu ofensor.

Para perdoar,
preciso abraçar a Cruz,
e deixar que meu perdão,
seja o perdão de Jesus.


Monte Real, 16 de Agosto de 2018
Joaquim Mexia Alves
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Meter Cristo entre os pobres


Pelo "caminho do justo descontentamento" têm ido e estão a ir-se embora as massas. Dói... Quantos ressentidos temos fabricado entre os que estão espiritual ou materialmente necessitados! É preciso voltar a meter Cristo entre os pobres e entre os humildes: precisamente entre esses é que Ele se sente melhor. (Sulco, 228)


"Os pobres – dizia aquele amigo nosso – são o meu melhor livro espiritual e o motivo principal das minhas orações. Dói-me a sua dor, e dói-me o sofrimento de Cristo neles. E, porque me dói, compreendo que O amo e que os amo". (Sulco, 827)

Jesus Nosso Senhor amou tanto os homens, que encarnou, tomou a nossa natureza e viveu em contacto diário com pobres e ricos, com justos e pecadores, com novos e velhos, com gentios e judeus.

Dialogou constantemente com todos: com os que gostavam dele e com os que só procuravam a maneira de retorcer as suas palavras, para o condenar.

– Procura comportar-te como Nosso Senhor. (Forja, 558)

– Não ficas contente por sentir tão de perto a pobreza de Jesus?... Que bonito carecer até do necessário! Mas como Ele: oculta e silenciosamente. (Forja, 732)

Temas para meditar e reflectir


Formação humana e cristã – 40  


Medo? 

Não devemos ter absolutamente, em primeiro lugar porque o Senhor nunca nos pedirá que façamos nada além das nossas forças e, depois, porque escudados nas próprias palavras de Jesus Cristo:

 «Quero misericórdia e não sacrifícios».

Por outras palavras, fazer a vontade de Deus não é uma atitude negativa - bem ao contrário - porque não se trata de não fazer, não pensar, não consentir, mas, sim, uma atitude positiva já que, como dizia acima, escudados na oração, estaremos mais dispostos a aceitar, acolher e fazer consoante a Sua vontade.


(AMA, reflexões)

Perguntas e respostas


A ÉTICA

B. OS PRINCÍPIOS ÉTICOS

7. Qual é o maior bem que pode desejar-se ao próximo?

Coincide com o maior bem para si mesmo.
Daqui decorre que a maior mostra de caridade é o apostolado: procurar aproximar a Deus os outros.

Pequena agenda do cristão

Quarta-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)






Propósito:

Simplicidade e modéstia.


Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.


Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.


Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.

Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?







Evangelho e comentário


Virgem Santa Maria Rainha

Evangelho: Lc 1, 26-38


Comentário:

No dia em que a Igreja celebra a festa de Nossa Senhora Rainha este Evangelho é sem dúvida muito apropriado.

Temos a mais excelsa criatura cantando um hino de louvor pelas extraordinárias maravilhas que o Senhor operou nela pelas quais será louvada por todo o sempre.

A Mãe de Deus não poderia ocupar outro lugar que não fosse o de Rainha dos Céus e da terra dos anjos e dos homens.

O nosso D. João IV assim o reconheceu ao "oficialmente" com a autoridade régia que era a sua, que a Santíssima Virgem era a Rainha de Portugal a única que poderia a partir de então usar a coroa real símbolo maior de grandeza e dignidade que nós portugueses somos o único povo no mundo a colocar na sua cabeça.

Com tão excelsa Senhora como Rainha que também é nossa Mãe como não sermos felizes e gratos?


(AMA comentário sobre Lc 1, 26-38, 22.08.2015)