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24/03/2018

O teu trabalho deve ser oração

Antes de começar a trabalhar, põe sobre a tua mesa, ou junto dos utensílios do teu trabalho, um crucifixo. De vez em quando, lança-Lhe um olhar... Quando a fadiga chegar, fugir-te-ão os olhos para Jesus, e encontrarás nova força para prosseguir no teu empenho. Porque esse crucifixo é mais do que o retrato de uma pessoa querida – os pais, os filhos, a mulher, a noiva... – ; Ele é tudo: o teu Pai, teu Irmão, teu Amigo, teu Deus e o Amor dos teus amores. (Via Sacra, Estação XI. n. 5)



Costumo dizer com frequência que, nestes momentos de conversa com Jesus, que nos vê e nos ouve do sacrário, não podemos cair numa oração impessoal. E observo também que, para meditar de modo a que se inicie imediatamente um diálogo com o Senhor, não é preciso pronunciar palavras. Precisamos, sim, de sair do anonimato e de nos pôr na sua presença tal como somos, sem nos escondermos na multidão que enche a igreja, nem nos diluirmos num palavreado oco, que não brota do coração, mas de um costume desprovido de conteúdo.



Posto isto, acrescento agora que também o teu trabalho deve ser oração pessoal e há-de converter-se numa grande conversa com o Nosso Pai do Céu. Se procuras a santificação na tua actividade profissional e através dela, terás necessariamente de te esforçar para que ela se converta numa oração sem anonimato. E nem sequer estes teus afãs podem cair na obscuridade anódina de uma tarefa rotineira, impessoal, porque nesse mesmo instante teria morrido o aliciante divino que anima o teu trabalho quotidiano. (Amigos de Deus, n. 64)

Temas para reflectir e meditar

Pessimismo



O cristão não pode tolerar que o pessimismo o domine. 

A consciência da debilidade própria não deve conduzi-lo à renúncia do empenho, mas a apoiar-se na oração, a confiar em Cristo, no Espírito Santo e no Pai, e a empreender ou retomar humildemente o caminho.



(JAVIER ECHEVARRÍA, Itinerários de Vida Cristiana, Planeta, 2001, pg. 190, trad ama)




Evangelho e comentário

Tempo de Quaresma

Evangelho: Jo 11, 45-46

45 Então, muitos dos judeus que tinham vindo a casa de Maria, ao verem o que Jesus fez, creram nele. 46 Alguns deles, porém, foram ter com os fariseus e contaram-lhes o que Jesus tinha feito.

Comentário:

 Não há grandes comentários a fazer sobre este trecho do Evangelho.

Como sempre, há pelo   de coração puro e alma bem-disposta veem a Verdade, aceitam o milagre e concluem acertadamente sobre o poder divino do Senhor.

Há também os outros que olham, mas não veem ouvem, mas não escutam, têm o coração duro e empedernido e não são capazes de uma atitude intelectualmente honesta.

(AMA, comentário sobre Jo 11, 45-46, 10.12.2017)


Leitura espiritual

O HOMEM BOM

SER BOM

HOMENS BONS

Uma das impressões mais gratas e indeléveis da vida é ter conhecido um homem bom.
Quando evocamos a figura de pessoas que nos marcaram pela sua bondade, sentimos um misto de admiração e agradecimento. Encontramo-las na vida, talvez tenhamos tido a fortuna de conviver com elas e, sempre que as recordamos, brota-nos de dentro o impulso de pensar ou de comentar:
“Esse, sim, era um homem bom!”
Mas se nos perguntam por que dizemos de certa pessoa que é “boa”, possivelmente nos será difícil expressá-lo em poucas palavras. Talvez só consigamos descrever alguns traços dessa bondade que tanto nos toca, dizendo: é alguém que trata bem a todo o mundo, tem um coração grande, é compreensivo, prestativo, solícito..., seus sentimentos são puros e generosos...
Ficaríamos, porém, com a impressão de não termos sabido exprimir cabalmente o que sentimos, da mesma maneira que não poderíamos explicar a luz do sol limitando-nos a descrever a incidência de alguns dos seus raios na folha verde, no azul de uma janela ou no rosto de uma criança.
Em todo o caso, deixaríamos clara uma coisa, e é que consideramos boa uma pessoa que, dotada de especiais qualidades morais, exerceu sobre nós uma influência benfazeja. Pois acontece que a bondade é captada sobretudo pelos seus efeitos. Talvez não saibamos dizer com exatidão o que é, mas certamente sabemos que uma pessoa boa nos faz bem.
Com efeito, a bondade, quando existe, nota-se pela sua irradiação. Este é um ponto essencial para captarmos o que é e o que significa.
Sempre que há alguma irradiação – tanto nos seres físicos como nos espirituais –, é porque há “algo” que projeta o seu influxo. Do nada, nada irradia. Só a matéria incandescente é fonte de claridade e de calor. Da mesma forma, a ação benfazeja de um coração sobre o nosso só pode proceder de uma qualidade interior desse coração. O próprio Cristo fala-nos da bondade como de um tesouro interior do qual podem ser extraídas riquezas que beneficiam os outros: O homem bom tira boas coisas do seu bom tesouro; e o mau homem tira más coisas do seu mau tesouro (Mt 12, 35).
O que é, porém, esse tesouro? Para início de reflexão, e antes de procurarmos uma resposta, muito nos poderá ajudar delimitarmos previamente as diferenças que separam a bondade aparente – falsa bondade – da bondade real.

A BONDADE APARENTE

Todos conhecemos pessoas que estão cercadas de uma auréola de bondade. Têm fama de bons. Parentes e conhecidos costumam referir-se a elas dizendo: “É tão bom!”... Mas, não raro, começam a frase que assim os qualifica com um adjetivo: “Coitado, é tão bom!...”, e acompanham o comentário com um sorriso de condescendência. Logo adivinhamos o que se esconde por trás do adjectivo e do sorriso: uma “bondade” que está unida à falta de firmeza de espírito e de força de caráter. Uma bondade mole e superficial.
Não é que essa “bondade” seja uma “pose” ou uma atitude hipócrita. Não se trata, no caso, de uma pessoa que finja sentir o que não sente. Trata-se de homens ou mulheres que têm bom coração e uma natural inclinação para facilitar a alegria e o bem-estar dos outros. Mas a sua bondade é frágil, inconsistente. Não é autêntica porque se apoia sobre dois pilares falsos: um temperamento complacente e um sentimentalismo brando.
Essas pessoas “bonachonas” – só “bonachonas”, não “boas” – fogem instintivamente de qualquer tipo de conflitos ou estridências. Detestam cordialmente brigas e desavenças. Gostam de agradar a todo o mundo e, por isso, tendem a concordar com tudo, a ceder em tudo. A sua maior aspiração consiste em estar em paz com todos e gozar do apreço geral. Sempre nos darão razão – mesmo que não a tenhamos –, contanto que com isso nos sintamos satisfeitos e não nos criem, nem lhes criemos, perturbações.
O “bondoso superficial” parece compreensivo, mas é apenas tolerante. Não é que “compreenda”, isto é, que entenda profunda e amorosamente os outros, para assim ajudá-los.
Simplesmente, concorda com tudo para ganhar, com a sua condescendência, a estima alheia.
O “bondoso superficial”, o “bonachão”, quer ser amável, mas não ama. Não passa de um fraco, que não sabe dizer “não”. Por isso, os que com ele se relacionam, sabem que, no fundo, não têm um amigo, nem um pai ou uma mãe que os amem na plena acepção da palavra; têm somente um cúmplice muito conveniente.
A criança mimada, que diz “papai é mau” sempre que este a contraria, não se cansa de dizer que a avó é “muito boazinha”, porque lhe consente todos os caprichos.
É claro que tais bonachões não são bons. E não o são precisamente porque não nos fazem bem. A bondade, ou comunica um bem – um valor que aumenta a nossa qualidade moral –, ou não é bondade.

AS TRAIÇÕES SENTIMENTAIS

Os falsos bons, na realidade, passam a vida alimentando com ramos odoríferos a caldeira do nosso egoísmo, sem reparar que, querendo deixar-nos felizes com a sua brandura, nos fazem deslizar cada vez mais para o abismo da nossa infelicidade. É um fato que só o amor e a verdade nos realizam, e o egoísmo nos destrói.
Por sua vez, o bondoso sentimental é ele próprio um egoísta. A sua máxima aspiração é “ficar bem”, “ser agradável”, “ser simpático”. E, em troca de granjear o nosso apreço, não hesita em abençoar a mentira e acobertar o mal.
O filho ou um amigo estão à beira de desmanchar o casamento por motivos fúteis? Jamais passará pela mente do “bonachão” estender-lhes a mão com sacrifício, ajudá-los a reagir, passar um mau bocado para tentar que reconsiderem o mau passo que estão prestes a dar e enfrentem o dever.
Preferirá observar tudo “sem interferir”, e achará por bem comentar docemente: “Deixa, ele tem o direito de ser feliz”. Uma vez consumada a catástrofe, que pode ter consequências irreversíveis – especialmente para os inocentes, para os filhos –, o nosso homem “bom” limitar-se-á a sacudir a cabeça e a comentar: “Vamos torcer para que dê tudo certo”.
É o mesmo que, enganando miseravelmente a sua consciência, deixará passivamente que a filha se envolva com amizades bem pouco recomendáveis, porque não quer atritos e – além do mais – é muito incómodo carregar a etiqueta de “pai antiquado e tirânico”. Por isso, não será nem tirano – no que fará bem – nem pai – no que fará pessimamente. E quando estourarem as consequências lamentáveis da sua omissão, chorará lágrimas mansas e se consolará dizendo: “A juventude actual é difícil, é diferente da juventude dos meus tempos”. Mas a filha já estará moralmente aniquilada.
Os bons sentimentais e vazios são os protagonistas constantes do que poderíamos chamar a “anti-parábola” do bom samaritano.
Na parábola evangélica relatada por São Lucas (Lc 10, 25-37), o bom samaritano encontra estendido na estrada um judeu que acaba de ser assaltado por ladrões e que está ferido e meio morto. Que fazer? O judeu é seu inimigo – pois, como é sabido, judeus e samaritanos se odiavam –, e portanto o problema não parece ser da sua conta. Vencendo, contudo, essas barreiras, decide-se a atendê-lo. E faz tudo para assisti-lo e curá-lo. Primeiro, limpa-lhe as feridas, suavizando-as com óleo e purificando-as com vinho; depois, carrega-o na sua montaria e instala-o numa estalagem, adiantando o dinheiro necessário para que tratem dele. As suas ocupações obrigam-no a afastar-se por umas horas, mas logo volta à hospedaria para certificar-se de que não faltou ao enfermo nenhuma assistência. Cuidou dele em tudo, resume Cristo. Por isso, o bom samaritano fica no Evangelho como a imagem perfeita da bondade movida pelo amor.
Pois bem. Imaginemos – caricaturizando a cena – o que teria feito um samaritano “bonachão”. Não é difícil descrever a “anti-parábola”, pensando em tantos homens “bons” que infelizmente andam pelo mundo. Chega ao pé do ferido e sente-se impressionado. “Coitado!”, exclama, e acrescenta: “Neste mundo acontece cada coisa!” Acocora-se junto dele, dirige-lhe um olhar terno e limita-se a “consolá-lo”: “Dói muito? Vai ver, não há de ser nada”. Nem cogita de intervir no caso: se pegar nele para cuidá-lo, pode “machucá-lo” ou pode “comprometer-se”.
Limita-se, por isso, a dar-lhe uma afetuosa palmadinha, a colocar-lhe um pano bem almofadado debaixo da cabeça e a afastar-se comovido com os seus próprios sentimentos, ao mesmo tempo que murmura baixinho: “Acho que assim vai sentir-se melhor”. Naturalmente o ferido, envolto em tanta “bondade”, morrerá poucas horas depois. É possível que o “bondoso” deixe ainda alguma esmolinha para o enterro.
Ironias à parte, qualquer pessoa lúcida é capaz de compreender que isto é o que fazem connosco os bonachões de que estamos falando.
Francisco Faus [i]




[i] Francisco Faus é licenciado em Direito pela Universidade de Barcelona e Doutor em Direito Canónico pela Universidade de São Tomás de Aquino de Roma. Ordenado sacerdote em 1955, reside em São Paulo, onde exerce uma intensa atividade de atenção espiritual entre estudantes universitários e profissionais. Autor de diversas obras literárias, algumas delas premiadas, já publicou na coleção Temas Cristãos, entre outros, os títulos O valor das dificuldades, O homem bom, Lágrimas de Cristo, lágrimas dos homens, Maria, a mãe de Jesus, A voz da consciência e A paz na família.

Hoy el reto del amor es entrar en una iglesia cinco minutos y dejar a los pies del Sagrario

¿CORREGIR O BORRAR?

El otro día salíamos de Completas, y una de las novicias llevaba en la mano un típex. Era uno de esos que tienen forma de boli, rellenos de líquido corrector. La novicia iba jugando con él y, de repente, se para, me mira y, enseñándome el corrector, me dice:

-¿Sabes la diferencia entre el típex y Cristo?

Yo le contesté que no, así que ella rápidamente me explicó:

-El típex corrige; Cristo borra. 

Ella siguió andando tan tranquila, pero yo me quedé pillada con aquella respuesta. Y es que... ¡tenía toda la razón!

Me puse a darle vueltas a la palabra "corregir", pensando en qué significa. Corregir es, en un texto, hacer modificaciones para eliminar sus faltas y errores. Inmediatamente, me surgió preguntarme qué es "borrar": es hacer desaparecer lo escrito.

Y es verdad: muchas veces, en nuestra vida nos conformamos con corregir las cosas, pero toda la responsabilidad queda en nosotros y, con el paso del tiempo, vuelve a salir, como le pasa al típex, que, al final, se ve debajo lo escrito.

En cambio, si dejas a Cristo que sea Él quien lleve tu vida, si confías en Él, empezarás a vivir de una manera más libre, porque Él tiene todo en sus manos, y lo único que quiere de ti es que seas feliz. Él ha dado su vida y ha resucitado para que tú tengas Vida; por ello, deja a Cristo que borre de tu vida todo aquello que te impide poder vivir feliz.

Hoy el reto del amor es entrar en una iglesia cinco minutos y dejar a los pies del Sagrario esa preocupación que te está impidiendo vivir feliz. Déjale a Cristo que la borre, entrégasela, ponla en la Cruz para que el Padre la vea y Jesús pueda morir por ella, para así resucitar y darte vida en abundancia. ¿Te atreves a entregarle hoy a Cristo esa preocupación para que la borre?


VIVE DE CRISTO

Pequena agenda do cristão

SÁBADO



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Honrar a Santíssima Virgem.

A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da Sua serva, de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, santo é o Seu nome. O Seu Amor se estende de geração em geração sobre os que O temem. Manifestou o poder do Seu braço, derrubou os poderosos do seu trono e exaltou os humildes, aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel Seu servo, lembrado da Sua misericórdia, como tinha prometido a Abraão e à sua descendência para sempre.

Lembrar-me:

Santíssima Virgem Mãe de Deus e minha Mãe.

Minha querida Mãe: Hoje queria oferecer-te um presente que te fosse agradável e que, de algum modo, significasse o amor e o carinho que sinto pela tua excelsa pessoa.
Não encontro, pobre de mim, nada mais que isto: O desejo profundo e sincero de me entregar nas tuas mãos de Mãe para que me leves a Teu Divino Filho Jesus. Sim, protegido pelo teu manto protector, guiado pela tua mão providencial, não me desviarei no caminho da salvação.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?