Páginas

11/02/2017

Fátima: Centenário


Oração diária:


Senhora de Fátima:

Neste ano do Centenário da tua vinda ao nosso País, cheios de confiança vimos pedir-te que continues a olhar com maternal cuidado por todos os portugueses.
No íntimo dos nossos corações instala-se alguma apreensão e incerteza em relação a este nosso País.

Sabes bem que nos referimos às diferenças de opinião que se transformam em desavenças, desunião e afastamento; aos casais desfeitos com todas as graves consequências; à falta de fé e de prática da fé; ao excessivo apego a coisas passageiras deixando de lado o essencial; aos respeitos humanos que se traduzem em indiferença e falta de coragem para arrepiar caminho; às doenças graves que se arrastam e causam tanto sofrimento.
Faz com que todos, sem excepção, nos comportemos como autênticos filhos teus e com a sinceridade, o espírito de compreensão e a humildade necessárias para, com respeito de uns pelos outros, sermos, de facto, unidos na Fé, santos e exemplo para o mundo.

Que nenhum de nós se perca para a salvação eterna.

Como Paulo VI, aqui mesmo em 1967, te repetimos:

Monstra te esse Matrem”, Mostra que és Mãe.

Isto te pedimos, invocando, uma vez mais, ao teu Dulcíssimo Coração, a tua protecção e amparo.


AMA, Fevereiro, 2017

Enamora-te da Santíssima Humanidade de Jesus Cristo.

– Não te dá alegria que tenha querido ser como nós? Agradece a Jesus este cúmulo de bondade. (Forja, 547)

Obrigado, meu Jesus, porque quiseste fazer-te perfeito Homem, com um Coração amante e amabilíssimo, que ama até à morte e sofre; que se enche de júbilo e de dor; que se entusiasma com os caminhos dos homens, e nos mostra o que nos leva ao Céu; que se sujeita heroicamente ao dever, e se guia pela misericórdia; que vela pelos pobres e pelos ricos; que cuida dos pecadores e dos justos...

Obrigado, meu Jesus, e dá-nos um coração à medida do Teu! (Sulco, 813)

Nisto se define a verdadeira devoção ao Coração de Jesus: em conhecer a Deus e conhecermo-nos a nós mesmos, e em olhar para Jesus e recorrer a Ele – que nos anima, nos ensina, nos guia. A única superficialidade que pode haver nesta devoção é a do homem que não é integralmente humano e que, por isso, não consegue aperceber-se da realidade de Deus feito carne.


Cristo na Cruz, com o Coração trespassado de Amor pelos homens, é uma resposta eloquente – as palavras não são necessárias – à pergunta sobre o valor das coisas e das pessoas. (Cristo que passa, nn. 164–165)

Evangelho e comentário

Tempo comum

Nossa Senhora de Lourdes

Evangelho: Mc 8, 1-10

1 Naqueles dias, havendo novamente grande multidão e não tendo de comer, chamando os discípulos disse-lhes: 2 «Tenho compaixão deste povo, porque há já três dias que não se afastam de Mim e não têm que comer. 3 Se os despedir em jejum para as suas casas desfalecerão no caminho, e alguns deles vieram de longe». 4 Os discípulos responderam-Lhe: «Como poderá alguém saciá-los de pão aqui num deserto?». 5 Jesus perguntou: «Quantos pães tendes?». Responderam: «Sete». 6 Então ordenou ao povo que se sentasse no chão. Depois, tomando os sete pães, deu graças, partiu-os e dava-os a Seus discípulo s para que os distribuíssem; e eles os distribuíram pelo povo. 7 Tinham também alguns peixinhos. Ele os abençoou e mandou que fossem distribuidos.8 Comeram, ficaram saciados e dos pedaços que sobejaram recolheram sete cestos. 9 Ora os que comeram eram cerca de quatro mil. Em seguida Jesus despediu-os.10 Entrando logo na barca com os discípulos, passou ao território de Dalmanuta.

Comentário:

«Alguns vieram de longe», diz o Senhor.

Para nós que O temos tão perto dá-nos que pensar como tantas vezes cedemos à tentação de não participar na Missa dominical só porque temos de sair do conforto de nossa casa ou porque está a chover ou...

E se fizemos algum sacrifício o que tem de mais?

Será que O Senhor não o merece?

(ama, comentário sobre MC 8, 1-10 2014.02.15)





Leitura espiritual

A CIDADE DE DEUS

Vol. 1

LIVRO VI

CAPÍTULO VII  

Semelhança e concordância entre a teologia mítica e a teologia civil.

E, pois, à teologia civil que se reduz a teologia fabulosa, teatral, cénica, plena de ignomínias e de torpezas; e a que justificadamente é considerada como inteiramente digna de rejeição e de condenação, mais não é que uma parte da outra tida como digna de ser cultivada e observada; e, como me propus demonstrar, certamente não é uma parte heterogénea, estranha a todo o corpo, a ele indevidamente unida e indevidamente dele dependente — mas antes em perfeita harmonia com o corpo, como um membro a ele adaptado com exactidão.

Que outra coisa, mostram efectivamente essas está­ tuas, formas, idades, sexo e vestuário dos deuses? Se os poetas apresentam um Júpiter barbudo e um Mercúrio imberbe, os pontífices não fazem o mesmo? O enorme pénis1 atribuído a Priapo pelos histriões, não o é também pelos sacerdotes? Apresenta-se este deus nos lugares sagrados, para ser adorado, de forma diferente da que se apresenta nos teatros para provocar a risota? Será que o velho Saturno e o efebo Apoio são personagens dos histriões e não estátuas dos templos?  Porque é que Forculus, que preside às portas, e Limentinus, que preside aos umbrais, são deuses masculinos, ao passo que Cárdea, a guardiã dos gonzos (cardines), que se encontra no meio deles, é fêmea? Não se encontram nos livros referentes às coisas divinas pormenores considerados pelos poetas sérios como indignos dos seus versos? Não é verdade que a Diana do teatro é portadora de armas e a da cidade se apresenta como uma simples donzela? Será que o Apoio que em cena é tocador de cítara, deixa de o ser em Delfos? Estes pormenores são ainda muito honestos em comparação com outros bem torpes. Que ideia fizeram de Júpiter os que colocaram a sua ama no Capitólio? Não vêm eles assim confirmar a teoria de Evémero, que, com a verborreia dum mitólogo, mas com a precisão de um historiador, escreveu que todos estes deuses tinham sido homens, simples mortais? E que mais quiseram senão transformar em galhofa as cerimónias sagradas os que sentaram os Epulões, deuses parasitas de Júpiter, à mesa deste? Com efeito, se um farsante anunciasse que alguns parasitas foram convidados para o banquete de Júpiter, é evidente que se julgaria que o que ele pretendia era fazer rir. Foi Varrão quem o disse, e disse-o, não para fazer troça dos deuses, mas para lhes prestar homenagem. E são os livros que tratam dos assuntos divinos, e não os que tratam dos humanos, que o testemunham; e este testemunho encontra-se, não nas passagens em que escreveu acerca dos jogos cénicos, mas naquelas em que expõe os direitos capitolinos! Varrão vê-se finalmente forçado por todos estes factos a confessar que julgaram os deuses sensíveis aos prazeres humanos precisamente porque os tinham representado com feições humanas.

Aliás, os espíritos malignos não puseram de parte as suas tarefas para confirmarem, zombando das inteligências humanas, estas nocivas ideias. Um exemplo: o guarda de um templo de Hércules, encontrando-se uma vez de folga, em dia de feriado, começou a jogar aos dados consigo mesmo; as suas mãos lançavam alternadamente os dados, uma por Hércules, a outra por si próprio; e o combinado era que, se ganhasse, a si próprio ofereceria uma boa ceia e pagaria a uma amante com os dinheiros do templo — e se a vitória fosse de Hércules, este do seu próprio dinheiro se serviria para os seus prazeres. Mas, uma vez vencido por si próprio, como se o tivesse sido por Hércules, obsequiou-o com a ceia devida à famosa meretriz Larentina. Esta adormeceu no templo e viu-se em sonhos nos braços de Hércules, que lhe disse que o primeiro jovem que encontrasse ao sair do templo lhe daria a recompensa, que devia considerar como se de Hércules fosse recebida. Ao sair, o primeiro com quem se encontrou foi o riquíssimo jovem Tarúcio. Este manteve-a consigo, durante muito tempo, como amante e, por sua morte, instituiu-a sua herdeira. Posta assim na posse de uma avultadíssima fortuna, para não parecer ingrata ao favor divino, declarou o povo romano seu universal herdeiro, julgando que assim praticava uma obra altamente grata aos deuses. Quando ela desapareceu, descobriram o seu testamento, o que, segundo se diz, lhe valeu mesmo as honras divinas.

Se os poetas imaginassem, se os farsantes representassem tais histórias, dir-se-ia, sem dúvida, que elas respeitam à teologia fabulosa e julgar-se-ia preciso eliminá-las da teologia civil por contrárias à sua dignidade. Mas, quando um tão grande mestre atribui estas torpezas, não aos poetas, mas aos povos, não aos comediantes mas aos ritos sagrados, não aos teatros mas aos templos, isto é, não à teologia fabulosa mas à teologia civil — têm os histriões desculpa quando representam nas suas comédias tamanhas desonestidades dos deuses; mas os sacerdotes é que não têm a menor desculpa quando, nas cerimónias pretensamente sagradas, procuram reconhecer aos deuses uma honestidade de que não são dotados.

Juno tem os seus ritos próprios, que se celebram em Samos, ilha da sua predilecção, onde ela foi dada em casamento a Júpiter; Ceres tem os seus ritos próprios, através dos quais se tenta encontrar Prosérpina raptada por Plutão; também Vénus tem os seus e neles se chora Adónis, seu jovem e formosíssimo amante, morto à dentada por um javali; a mãe dos deuses tem ritos próprios em que Átis, o belo adolescente que ela amava e que, por ciúme feminino, ela castrou, é chorado pelos desgraçados da mesma forma mutilados, a que chamam «galos». Se estes ritos são mais disformes que as torpezas cénicas — para quê tantos esforços em separar as ficções dos poetas acerca dos deuses (ficções próprias, claro está, do teatro) da teologia civil instituída, conforme se diz, para a cidade, como se separa o ignóbil e o obsceno do honesto e do decente? O que se deve antes é dar graças aos histriões por pouparem os olhares dos espectadores e por não porem a descoberto nas suas representações todas as ignomínias que se escondem por detrás dos muros dos templos.

Poderá pensar-se algo de bom acerca dos mistérios que se cobrem de trevas, quando os que se desenvolvem em plena luz são já tão abomináveis? Que ritos se praticam na sombra por intermédio desses castrados e invertidos, (molles) é lá com eles! Mas o que não puderam foi manter ocultos esses homens, desgraçada e vergonhosamente efeminados e corrompidos. Vejam se conseguem convencer seja quem for de que, pelo ministério de tais homens, realizam algo de santo, já que não podem negar que tais práticas se encontram entre as suas coisas santas. Ignoramos o que lá se faz, mas sabemos quem o faz. Conhecemos o que se passa em cena, onde nunca apareceu, nem mesmo no coro de meretrizes, um castrado ou um invertido. Todavia, são homens torpes e infames que representam nesses espectáculos — porque pessoas honestas não o poderiam fazer. Que ritos são esses em que a piedade escolhe para ministros seres que até a obscenidade do teatro (thymelica) se recusa a admitir no seu seio?

CAPÍTULO VIII

Interpretações naturais que os doutores pagãos pretendem dar acerca dos seus deuses.

Mas, conforme eles afirmam, tudo isto comporta interpretações fisiológicas, isto é, fundadas em razões naturais. Como se nesta discussão tratássemos da física em vez da teologia, da ciência da natureza em vez da ciência de Deus! Embora o verdadeiro Deus seja Deus por natureza e não por conceito, — todavia, nem toda a natureza é Deus: claro que o homem é natureza, o animal, a árvore, a pedra são natureza, — mas nada disto é Deus.

Mas se, quando se trata das coisas sagradas da mãe dos deuses, o fundamento desta interpretação consiste em considerar a Terra como mãe dos deuses, — para quê continuarmos a nossa investigação, para quê indagarmos o resto? Concebe-se prova mais evidente a favor da opinião dos que pretendem que todos os deuses foram homens? Se nasceram da Terra, pois então a Terra é sua mãe. Ora, em verdadeira teologia, a Terra é obra de Deus e não sua mãe. De resto, seja qual for a maneira de interpretar os mistérios desta deusa, referindo-os à natureza — o que de forma nenhuma é conforme à natureza, mas antes a ela contrário é, que os homens sirvam de mulheres. Esta doença, este crime, esta ignomínia (que só na tortura os homens de hábitos viciosos confessam), toma-se uma profissão na celebração desses mistérios.

Por outro lado, se estes ritos, que se provou serem mais ignóbeis do que as torpezas da cena, encontram a sua justificação e a sua purificação nas interpretações que neles descobrem sinais de factos naturais — porque é que se não consideram também justificadas e purificadas as ficções poéticas? Porque, afinal, também no mesmo sentido muitos as têm interpretado. Assim, a história nefanda e atroz de Saturno devorar seus filhos é interpretada por alguns simbolizando o decurso do tempo que vai consumindo tudo o que gera; ou então, na opinião do próprio Varrão, Saturno significaria as sementes que voltam de novo à terra donde saíram. Outros propõem outras explicações para este caso e semelhantes para outros casos.

E, contudo, chamam fabulosa a esta teologia — e censuram-na a ela e a todas as suas interpretações simbólicas; rejeitam-na, reprovam-na, separam-na tanto da teologia natural (a dos filósofos) como da teologia civil (a da cidade e dos povos) de que estamos a tratar, como merecedora de repúdio, porque as suas ficções são indignas dos deuses. A razão deste repúdio está no facto de que os homens tão argutos e doutos que escreveram sobre a questão entendiam que era preciso reprovar as duas teologias — a fabulosa e a civil; ousavam reprovar a primeira, mas não a segunda; apresentaram, portanto, a fabulosa como digna de condenação e expuseram a outra (a civil) como sua semelhante. Procederam assim, não para que esta fosse mantida com preferência àquela, mas para que se visse que tão censurável era uma como a outra, e, desta maneira, sem prejuízo para os que receavam censurar a teologia civil, este duplo desprezo permitia à teologia chamada natural impor-se aos melhores espíritos. Porque tanto a civil como a fabulosa, ambas são fabulosas e ambas são civis; verificará que ambas são fabulosas quem reparar na vacuidade e na obscenidade de ambas; notará que ambas são civis quem observar que os jogos cénicos que respeitam à fabulosa também se verificam nas festividades dos deuses da cidade e fazem parte do culto público.

Como se pode então atribuir a qualquer destes deuses o poder de concederem a vida eterna, se tanto as estátuas como o seu culto os apresentam nas suas formas, idades, sexo, costumes, casamentos, geração e ritos, tão semelhantes aos deuses fabulosos tão claramente reprovados? Tudo isto mostra que:

ou eles foram homens, em honra dos quais, por causa do teor da sua vida ou da sua morte, se instituíram ritos sagrados e solenidades, introduzindo e fomentando os demónios este erro;

ou se admite, pelo menos, que estes espíritos imundos, aproveitando todas as ocasiões, se insinuaram nas inteligências dos homens para os enganarem.


(cont)

(Revisão da versão portuguesa por ama)


Jesus Cristo e a Igreja – 145

Celibato eclesiástico: História e fundamentos teológicos


V. FUNDAMENTOS TEOLÓGICOS DA DISCIPLINA DO CELIBATO

…/3

A relação sacerdotal com Cristo

Temos de fazer brilhar com nova luz sobre o fundamento da tradição, a essência do sacerdócio católico. O Concílio de Trento, num momento de crise semelhante ao nosso, estabeleceu com os seus ensinamentos e definições sobre os sacramentos da Eucaristia e da Ordem, as bases de uma espiritualidade sacerdotal fortemente referida a Cristo. Um teólogo como M. J. Scheeben soube explicar, face ao racionalismo do século passado, que a Ordenação eleva quem a recebe a uma orgânica unidade sobrenatural com Cristo, e que o carácter indelével impresso pelo sacramento da Ordem habilita o ordenado para participar nas funções sacerdotais de Cristo.

Nos últimos tempos, especialmente desde o Vaticano II em diante, esta relação do sacerdote com Cristo tem sido cada vez mais posta no centro da essência do sacerdócio, e se pode aprofundar e alargar desde essa perspectiva aos ensinamentos bíblicos e às doutrinas teológicas e canónicas sobre o assunto. Tem, assim, adquirido uma nova iluminação teológica a doutrina tradicional do sacerdos alter Christus.

Se São Paulo escreve aos coríntios: “Temos de ser considerados pelos homens como ministros de Cristo e dispensadores dos mistérios de Deus[i]; ou então: “Agimos como embaixadores de Cristo, como se Deus mesmo vos exortasse através de nós. Suplicamos-vos, pois, em nome de Cristo, deixai-vos reconciliar com Deus[ii], essas expressões podem ser consideradas como autênticas ilustrações bíblicas da identificação do sacerdote com Cristo.

(cont)

(revisão da versão portuguesa por ama)




[i] (1 Cor 4, 1)
[ii] (2 Cor 5, 20)

Rezando a un Dios del que no había oído hablar nunca, pudo escapar de Corea del Norte con su hija

Un guardián chino en la frontera con Corea del Norte. Atravesarla no es garantía de haber escapado de la tiranía fundada en 1948 por Kim Il Sung.

Therese Kang Mi-jin, de 45 años de edad, trabaja en Corea del Sur como periodista para Daily NK, un sitio especializado en Corea del Norte, país del que huyó en el año 2009. Fue bautizada en 2010 con el nombre de Therese y su hija en 2011 con el nombre de Cecilia. Esta es la historia de su conversión, recogida por Tempi:

En el corazón de la noche, negra como la pez, una madre y una hija rezaban desesperadamente a un Dios desconocido, en un momento en el que se podía decidir su vida o su muerte. "Te ruego, Dios, ayúdanos a atravesar la frontera haciendo que los guardias caigan en un sueño profundo".

Decidí escapar de Corea del Norte para darle a mi única hija un futuro mejor. Era el año 2009 cuando, con cuarenta años, atravesé la frontera con mi hija de trece años. En Corea del Norte trabajaba en una empresa que comercia con oro cerca de la frontera, mientras que mi hija, en lugar de ir al colegio, trabajaba en un pequeño comercio. Cuando mi marido murió prematuramente tuve que trasladarme cerca de la frontera para buscar un trabajo.

Un día las fuerzas de seguridad me convocaron y un guardia me amenazó diciéndome que no podíamos vivir y trabajar allí puesto que no teníamos autorización. De hecho, en Corea del Norte es muy difícil cambiar la propia residencia, aunque muchas personas se trasladan en secreto para buscar un trabajo. Estaba rodeada de personas sin autorización. Así, cuando el guardia vino a hacerme las preguntas y a ordenarme que obtuviera un permiso de residencia si quería seguir viviendo allí, entendí que sólo quería dinero. Sabía que un montón de gente antes de mí había obtenido ilegalmente un permiso de residencia corrompiendo a un guardia de seguridad. Pero en ese momento pensé en mi pequeña, crecida sin padre y obligada a trabajar desde los once años. No podía dar a ese guardia el dinero ganado tan duramente y que mi hija y yo habíamos ahorrado durante años, superando todo tipo de adversidades.

Mi primera oración
Luché durante mucho tiempo y por esto fui condenada a trabajos forzados. Cuando salí, decidí huir de Corea del Norte. Pero no tenía ni idea de cómo hacerlo. Así, con una mezcla de miedo e inquietud, fui a un chamán para buscar una vaga esperanza. Le pregunté cuál sería el mejor momento para poner en práctica mi plan, del que dependía toda mi vida. El chamán me respondió que no me preocupara demasiado, que continuara mi camino y que me fuera en cualquier momento: "Dios te guiará", me dijo. Añadió también que le preguntara a Dios qué quería yo realmente antes de irme. Entonces no entendí a quién me decía que rezara. Para mi fue chocante y sorprendente oír a un chamán decir este tipo de cosas. No sabía exactamente de qué Dios hablaba, pero es curioso que haya sido él la primera persona en hablarme de Dios en toda mi vida.

De hecho, desde pequeña recibí una educación centrada en la ideología de Kim Il-sung, el único que puede ser venerado en Corea del Norte, y crecí repitiendo que todas las religiones son como la droga. Que el chamán me hablara de Dios era más increíble que mi decisión de huir. Esta es la razón por la que estaba verdaderamente confundida. Pero en el momento de atravesar el río Yalu, en la frontera con China, me encontré pidiendo desesperadamente a Dios que nos salvara, a mi hija y a mí. Dios escuchó mi oración y conseguimos atravesar la frontera sanas y salvas, escondiéndonos en China durante un tiempo.

El tumor y una misteriosa medicina
Pero también en China la vida estaba hecha de inquietud e inseguridad. Mi hija y yo temblábamos cada vez que oíamos las sirenas de los coches de policía en la lejanía. Teníamos miedo de ser capturadas. De hecho, si los "desertores" son descubiertos en China, son repatriados a Corea del Norte. Se dice también que las mujeres norcoreanas que están ilegalmente en China son vendidas como esclavas o prostitutas. Durante nuestra estancia teníamos tanto miedo que rezábamos continuamente a Dios para que no nos abandonara en ese peligro. El miedo sólo desapareció cuando tocamos suelo tailandés.

Tras pasar varios meses en Tailandia llegamos a Corea del Sur. Nos dirigimos a las oficinas del centro educativo estatal para refugiados norcoreanos Hanawon. Aquí conocí a dos religiosas que me encaminaron hacia la fe. Con la gracia de Dios fui bautizada y confirmada en la Iglesia católica, y renací como miembro de un nuevo mundo.

"Confío en Él"
El Señor ha sido mi apoyo y mi consuelo desde que me establecí aquí. Ha aplacado mi rabia y secado mis lágrimas cuando los prejuicios de muchos surcoreanos, que me despreciaban y me daban la espalda, me causaba dolor. Me dio valor y consuelo todas las veces que me encontré en dificultades. Cuando enfermé de cáncer y caí en un profundo estado de frustración, Dios estuvo a mi lado para darme valor, diciéndome que podía superarlo porque ya había superado dificultades mayores para escapar de Corea del Norte y de China. Durante mi larga batalla contra la enfermedad Dios estuvo siempre conmigo: a veces como un amigo con el que desahogarme, otras como una roca sobre la que lanzar mi rabia. Dialogar con Dios ha sido una medicina misteriosa y analéptica que me ha dado fuerzas y me ha hecho madurar.

Si alguien me preguntara por qué doy gracias a Dios y no puedo dejarlo, diría que Dios es el Único que conoce todo de mí y del cual espero la solución a cada uno de mis problemas. Dios vino a mi encuentro de una manera misteriosa y aunque sé que me llevará por caminos desconocidos, confío en Él porque sé que estará siempre conmigo.

ReL17 enero 2017, Traducción de Helena Faccia Serrano (diócesis de Alcalá de Henares).


Pequena agenda do cristão

SÁBADO



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)


Propósito:
Honrar a Santíssima Virgem.

A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da Sua serva, de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, santo é o Seu nome. O Seu Amor se estende de geração em geração sobre os que O temem. Manifestou o poder do Seu braço, derrubou os poderosos do seu trono e exaltou os humildes, aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel Seu servo, lembrado da Sua misericórdia, como tinha prometido a Abraão e à sua descendência para sempre.

Lembrar-me:

Santíssima Virgem Mãe de Deus e minha Mãe.

Minha querida Mãe: Hoje queria oferecer-te um presente que te fosse agradável e que, de algum modo, significasse o amor e o carinho que sinto pela tua excelsa pessoa.
Não encontro, pobre de mim, nada mais que isto: O desejo profundo e sincero de me entregar nas tuas mãos de Mãe para que me leves a Teu Divino Filho Jesus. Sim, protegido pelo teu manto protector, guiado pela tua mão providencial, não me desviarei no caminho da salvação.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?