Páginas

09/01/2016

NUNC COEPI – Índice de publicações em Jan 09

nunc coepi – Índice de publicações em Jan 09

São Josemaria – Textos

Aud (São João Paulo II), São João Paulo II, Sofrimento

AMA - Comentários ao Evangelho Jo 3 22-30, Encíclica Laudato Si (Papa Francisco)

Doutrina (Pecado - Comunhão),Julio de La Vega Hazas

São Tomás de Aquino – Suma Teológica, Suma Teológica - Tratado da Vida de Cristo - Do baptizado de Cristo - Quest 39 Art. 4

AT - Salmos – 68

Estado Islâmico, Guerra, Uso de armas

New Age, Nova Era


Agenda Sábado

Evangelho, comentário, L. espiritual



Tempo de Natal
Epifania


Evangelho: Jo 3, 22-30

22 Depois disto, foi Jesus com os Seus discípulos para a terra da Judeia. Convivia com eles e baptizava. 23 João estava também a baptizar em Enon, junto a Salim, porque havia ali muita água e o povo concorria para ser baptizado. 24 João ainda não tinha sido metido na prisão. 25 Levantou-se uma questão entre os discípulos de João e um judeu acerca da purificação. 26 Foram ter com João e disseram-lhe: «Mestre, O que estava contigo além Jordão, de Quem tu deste testemunho, ei-l'O que está a baptizar e todos vão a Ele». 27 João respondeu: «O homem não pode receber coisa alguma se lhe não for dada do céu. 28 Vós próprios sois testemunhas de que vos disse: Eu não sou o Cristo, mas fui enviado diante d'Ele. 29 O que tem a esposa é o esposo, mas o amigo do esposo, que está ao lado e o ouve, enche-se de gozo com a voz do esposo. Esta é a minha alegria e ela é perfeita. 30 Convém que Ele cresça e eu diminua.

Comentário:

A importância do Baptismo fica bem patente neste trecho de São João.
O anúncio da chegada eminente do Messias começou com o Baptismo de João; a confirmação da Pessoa de Jesus Cristo como esse mesmo Messias, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade confirma-se no Baptismo de Jesus.
A admissão na Igreja Católica instituída por Jesus Cristo começa com o Sacramento do Baptismo e, também, a constituição fundamental do Baptizado em Filho de Deus.

(ama, comentário sobre Jo 3, 22-30 2015.01.10)


Leitura espiritual



CARTA ENCÍCLICA
LAUDATO SI’
DO SANTO PADRE
FRANCISCO
SOBRE O CUIDADO DA CASA COMUM



CAPÍTULO IV

UMA ECOLOGIA INTEGRAL

1. Ecologia ambiental, económica e social

3. Ecologia da vida quotidiana

147. Para se poder falar de autêntico progresso, será preciso verificar que se produza uma melhoria global na qualidade de vida humana; isto implica analisar o espaço onde as pessoas transcorrem a sua existência.
Os ambientes onde vivemos influem sobre a nossa maneira de ver a vida, sentir e agir.
Ao mesmo tempo, no nosso quarto, na nossa casa, no nosso lugar de trabalho e no nosso bairro, usamos o ambiente para exprimir a nossa identidade.
Esforçamo-nos por nos adaptar ao ambiente e, quando este aparece desordenado, caótico ou cheio de poluição visiva e acústica, o excesso de estímulos põe à prova as nossas tentativas de desenvolver uma identidade integrada e feliz.

148. Admirável é a criatividade e generosidade de pessoas e grupos que são capazes de dar a volta às limitações do ambiente, modificando os efeitos adversos dos condicionalismos e aprendendo a orientar a sua existência no meio da desordem e precariedade.
Por exemplo, nalguns lugares onde as fachadas dos edifícios estão muito deterioradas, há pessoas que cuidam com muita dignidade o interior das suas habitações, ou que se sentem bem pela cordialidade e amizade das pessoas.
A vida social positiva e benfazeja dos habitantes enche de luz um ambiente à primeira vista inabitável.
É louvável a ecologia humana que os pobres conseguem desenvolver, no meio de tantas limitações.
A sensação de sufocamento, produzida pelos aglomerados residenciais e pelos espaços com alta densidade populacional, é contrastada se se desenvolvem calorosas relações humanas de vizinhança, se se criam comunidades, se as limitações ambientais são compensadas na interioridade de cada pessoa que se sente inserida numa rede de comunhão e pertença.
Deste modo, qualquer lugar deixa de ser um inferno e torna-se o contexto duma vida digna.

149. Inversamente está provado que a penúria extrema vivida nalguns ambientes privados de harmonia, magnanimidade e possibilidade de integração, facilita o aparecimento de comportamentos desumanos e a manipulação das pessoas por organizações criminosas. Para os habitantes de bairros periféricos muito precários, a experiência diária de passar da superlotação ao anonimato social, que se vive nas grandes cidades, pode provocar uma sensação de desenraizamento que favorece comportamentos anti-sociais e violência.
Todavia tenho a peito reiterar que o amor é mais forte.
Muitas pessoas, nestas condições, são capazes de tecer laços de pertença e convivência que transformam a superlotação numa experiência comunitária, onde se derrubam os muros do eu e superam as barreiras do egoísmo.
Esta experiência de salvação comunitária é o que muitas vezes suscita reacções criativas para melhorar um edifício ou um bairro.[i]

150. Dada a relação entre os espaços urbanizados e o comportamento humano, aqueles que projectam edifícios, bairros, espaços públicos e cidades precisam da contribuição dos vários saberes que permitem compreender os processos, o simbolismo e os comportamentos das pessoas.
Não é suficiente a busca da beleza no projecto, porque tem ainda mais valor servir outro tipo de beleza: a qualidade de vida das pessoas, a sua harmonia com o ambiente, o encontro e ajuda mútua.
Por isso também, é tão importante que o ponto de vista dos habitantes do lugar contribua sempre para a análise da planificação urbanista.

151. É preciso cuidar dos espaços comuns, dos marcos visuais e das estruturas urbanas que melhoram o nosso sentido de pertença, a nossa sensação de enraizamento, o nosso sentimento de «estar em casa» dentro da cidade que nos envolve e une.
É importante que as diferentes partes duma cidade estejam bem integradas e que os habitantes possam ter uma visão de conjunto em vez de se encerrarem num bairro, renunciando a viver a cidade inteira como um espaço próprio partilhado com os outros.
Toda a intervenção na paisagem urbana ou rural deveria considerar que os diferentes elementos do lugar formam um todo, sentido pelos habitantes como um contexto coerente com a sua riqueza de significados.
Assim, os outros deixam de ser estranhos e podemos senti-los como parte de um «nós» que construímos juntos.
Pela mesma razão, tanto no meio urbano como no rural, convém preservar alguns espaços onde se evitem intervenções humanas que os alterem constantemente.

152. A falta de habitação é grave em muitas partes do mundo, tanto nas áreas rurais como nas grandes cidades, nomeadamente porque os orçamentos estatais em geral cobrem apenas uma pequena parte da procura.
E não só os pobres, mas uma grande parte da sociedade encontra sérias dificuldades para ter uma casa própria.
A propriedade da casa tem muita importância para a dignidade das pessoas e o desenvolvimento das famílias.
Trata-se de uma questão central da ecologia humana.
Se num lugar concreto já se desenvolveram aglomerados caóticos de casas precárias, trata-se primariamente de urbanizar estes bairros, não de erradicar e expulsar os habitantes.
Mas, quando os pobres vivem em subúrbios poluídos ou aglomerados perigosos, «no caso de ter de se proceder à sua deslocação, para não acrescentar mais sofrimento ao que já padecem, é necessário fornecer-lhes uma adequada e prévia informação, oferecer-lhes alternativas de alojamentos dignos e envolver directamente os interessados».[ii]
Ao mesmo tempo, a criatividade deveria levar à integração dos bairros precários numa cidade acolhedora:
«Como são belas as cidades que superam a desconfiança doentia e integram os que são diferentes, fazendo desta integração um novo factor de progresso! Como são encantadoras as cidades que, já no seu projecto arquitectónico, estão cheias de espaços que unem, relacionam, favorecem o reconhecimento do outro!»[iii]

153. Nas cidades, a qualidade de vida está largamente relacionada com os transportes, que muitas vezes são causa de grandes tribulações para os habitantes.
Nelas, circulam muitos carros utilizados por uma ou duas pessoas, pelo que o tráfico torna-se intenso, eleva-se o nível de poluição, consomem-se enormes quantidades de energia não-renovável e torna-se necessário a construção de mais estradas e parques de estacionamento que prejudicam o tecido urbano.
Muitos especialistas estão de acordo sobre a necessidade de dar prioridade ao transporte público.
Mas é difícil que algumas medidas consideradas necessárias sejam pacificamente acolhidas pela sociedade, sem uma melhoria substancial do referido transporte, que, em muitas cidades, comporta um tratamento indigno das pessoas devido à superlotação, ao desconforto, ou à reduzida frequência dos serviços e à insegurança.

154. O reconhecimento da dignidade peculiar do ser humano contrasta frequentemente com a vida caótica que têm de fazer as pessoas nas nossas cidades.
Mas isto não deveria levar a esquecer o estado de abandono e desleixo que sofrem também alguns habitantes das áreas rurais, onde não chegam os serviços essenciais e há trabalhadores reduzidos a situações de escravidão, sem direitos nem expectativas duma vida mais dignificante.

155. A ecologia humana implica também algo de muito profundo que é indispensável para se poder criar um ambiente mais dignificante: a relação necessária da vida do ser humano com a lei moral inscrita na sua própria natureza.
Bento XVI dizia que existe uma «ecologia do homem», porque «também o homem possui uma natureza, que deve respeitar e não pode manipular como lhe apetece».[iv]
Nesta linha, é preciso reconhecer que o nosso corpo nos põe em relação directa com o meio ambiente e com os outros seres vivos.
A aceitação do próprio corpo como dom de Deus é necessária para acolher e aceitar o mundo inteiro como dom do Pai e casa comum; pelo contrário, uma lógica de domínio sobre o próprio corpo transforma-se numa lógica, por vezes subtil, de domínio sobre a criação. Aprender a aceitar o próprio corpo, a cuidar dele e a respeitar os seus significados é essencial para uma verdadeira ecologia humana.
Também é necessário ter apreço pelo próprio corpo na sua feminilidade ou masculinidade, para se poder reconhecer a si mesmo no encontro com o outro que é diferente.
Assim, é possível aceitar com alegria o dom específico do outro ou da outra, obra de Deus criador, e enriquecer-se mutuamente.
Portanto, não é salutar um comportamento que pretenda «cancelar a diferença sexual, porque já não sabe confrontar-se com ela».[v]

(cont)





[i] Alguns autores puseram em evidência os valores que muitas vezes se vivem, por exemplo, nas «villas», «chabolas» ou favelas da América Latina: ver Juan Carlos Scannone S.I., «La irrupción del pobre y la lógica de la gratuidad», in Juan Carlos Scannone e Marcelo Perine (eds.), Irrupción del pobre y quehacer filosófico. Hacia una nueva racionalidad (Buenos Aires 1993), 225-230.
[ii] Pontifício Conselho «Justiça e Paz», Compêndio da Doutrina Social da Igreja, 482.
[iii] Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium (24 de Novembro de 2013), 210: AAS 105 (2013), 1107.
[iv] Discurso ao Bundestag, Berlim (22 de Setembro de 2011): AAS 103 (2011), 668; L’Osservatore Romano (ed. portuguesa de 24/IX/2011), 5.
[v] Francisco, Catequese (15 de Abril de 2015): L’Osservatore Romano (ed. portuguesa de 16/IV/2015), 20.

Antigo testamento / Salmos


Salmo 68







1 Que Deus se levante! Sejam espalhados os seus inimigos, fujam dele os seus adversários.
2 Que tu os dissipes assim como o vento leva a fumaça; como a cera se derrete na presença do fogo, assim pereçam os ímpios na presença de Deus.
3 Alegrem-se, porém, os justos! Exultem diante de Deus! Regozijem-se com grande alegria!
4 Cantem a Deus, louvem o seu nome, exaltem aquele que cavalga sobre as nuvens; seu nome é Senhor! Exultem diante dele!
5 Pai para os órfãos e defensor das viúvas é Deus em sua santa habitação.
6 Deus dá um lar aos solitários, liberta os presos para a prosperidade, mas os rebeldes vivem em terra árida.
7 Quando saíste à frente do teu povo, ó Deus, quando marchaste pelo ermo, a terra tremeu, o céu derramou chuva diante de Deus, o Deus do Sinai; diante de Deus, o Deus de Israel.
8 Deste chuvas generosas, ó Deus; refrescaste a tua herança exausta.
9 O teu povo nela se instalou, e da tua bondade, ó Deus, supriste os pobres.
10 O Senhor anunciou a palavra, e muitos mensageiros a proclamavam: "Reis e exércitos fogem em debandada; a dona de casa reparte os despojos.
11 Mesmo quando vocês dormem entre as fogueiras do acampamento, as asas da minha pomba estão recobertas de prata; as suas penas, de ouro reluzente".
12 Quando o Todo-poderoso espalhou os reis, foi como neve no monte Zalmom.
13 Os montes de Basã são majestosos; escarpados são os montes de Basã.
14 Por que, ó montes escarpados, estão com inveja do monte que Deus escolheu para sua habitação, onde o próprio Senhor habitará para sempre?
15 Os carros de Deus são incontáveis, são milhares de milhares; neles o Senhor veio do Sinai para o seu Lugar Santo.
16 Quando subiste em triunfo às alturas, ó Senhor Deus, levaste cativos muitos prisioneiros; recebeste homens como dádivas, até mesmo rebeldes, para estabeleceres morada.
17 Bendito seja o Senhor, Deus, nosso Salvador, que cada dia suporta as nossas cargas.
18 O nosso Deus é um Deus que salva; ele é o Soberano, ele é o Senhor que nos livra da morte.
19 Certamente Deus esmagará a cabeça dos seus inimigos, o crânio cabeludo dos que persistem em seus pecados.
20 "Eu os trarei de Basã", diz o Senhor, "eu os trarei das profundezas do mar, para que encharque os pés no sangue dos inimigos, sangue do qual a língua dos cães terá a sua porção."
21 Já se vê a tua marcha triunfal, ó Deus, a marcha do meu Deus e Rei adentrando o santuário.
22 À frente estão os cantores, depois os músicos; com eles vão as jovens tocando tamborins.
23 Bendigam a Deus na grande congregação! Bendigam o Senhor, descendentes de Israel!
24 Ali está a pequena tribo de Benjamim, a conduzi-los, os príncipes de Judá acompanhados de suas tropas, e os príncipes de Zebulom e Naftali.
25 A vosso favor, manifeste Deus o seu poder! Mostra, ó Deus, o poder que já tens operado para connosco.
26 Por causa do teu templo em Jerusalém, reis te trarão presentes.
27 Repreende a fera entre os juncos, a manada de touros entre os bezerros das nações. Humilhados, tragam barras de prata. Espalha as nações que têm prazer na guerra.
28 Ricos tecidos venham do Egito; a Etiópia corra para Deus de mãos cheias.
29 Cantem a Deus, reinos da terra, louvem o Senhor, aquele que cavalga os céus, os antigos céus. Escutem! Ele troveja com voz poderosa.
30 Proclamem o poder de Deus! Sua majestade está sobre Israel, seu poder está nas altas nuvens.

31 Tu és temível no teu santuário, ó Deus; é o Deus de Israel que dá poder e força ao seu povo. Bendito seja Deus!

Pequena agenda do cristão


SÁBADO



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)


Propósito:
Honrar a Santíssima Virgem.

A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da Sua serva, de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, santo é o Seu nome. O Seu Amor se estende de geração em geração sobre os que O temem. Manifestou o poder do Seu braço, derrubou os poderosos do seu trono e exaltou os humildes, aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel Seu servo, lembrado da Sua misericórdia, como tinha prometido a Abraão e à sua descendência para sempre.

Lembrar-me:

Santíssima Virgem Mãe de Deus e minha Mãe.

Minha querida Mãe: Hoje queria oferecer-te um presente que te fosse agradável e que, de algum modo, significasse o amor e o carinho que sinto pela tua excelsa pessoa.
Não encontro, pobre de mim, nada mais que isto: O desejo profundo e sincero de me entregar nas tuas mãos de Mãe para que me leves a Teu Divino Filho Jesus. Sim, protegido pelo teu manto protector, guiado pela tua mão providencial, não me desviarei no caminho da salvação.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?



Doutrina - 19

Comunhão eucarística

Que pecados nos impedem de comungar?
Posso não ter pecado mortal. Mas o que fazer com os pecados veniais?

…/5

Vale a pena esclarecer algo: não existe penitência verdadeira nem confissão válida sem propósito de emenda.

Isso serve para entender por que algumas pessoas não podem receber a comunhão, já que vivem em uma situação habitual de pecado.


(cont)

julio de la vega hazas


(Revisão da versão portuguesa por ama)

Jesus ainda está à procura de pousada

Jesus nasceu numa gruta em Belém, diz a Escritura, "porque não havia lugar para eles na estalagem". Não me afasto da verdade teológica, se te disser que Jesus ainda está à procura de pousada no teu coração. (Forja, 274)

Não me afasto da mais rigorosa verdade se vos digo que Jesus continua agora a buscar pousada no nosso coração. Temos de Lhe pedir perdão pela nossa cegueira pessoal, pela nossa ingratidão. Temos de Lhe pedir a graça de nunca mais Lhe fechar a porta das nossas almas.
O Senhor não nos oculta que a obediência rendida à vontade de Deus exige renúncia e entrega porque o amor não pede direitos: quer servir. Ele percorreu primeiro o caminho. Jesus, como obedecestes Tu? Usque ad mortem, mortem autem crucis, até à morte e morte de Cruz. É preciso sair de nós mesmos, complicar a vida, perdê-la por amor de Deus e das almas... Tu querias viver e que nada te acontecesse; mas Deus quis outra coisa... Existem duas vontades: a tua vontade deve ser corrigida para se identificar com a vontade de Deus, e não torcida a de Deus para se acomodar à tua.
Com alegria, tenho visto muitas almas que jogaram a vida – como Tu, Senhor, "usque ad mortem"! – para cumprir o que a vontade de Deus lhes pedia, dedicando os seus esforços e o seu trabalho profissional ao serviço da Igreja, pelo bem de todos os homens.

Aprendamos a obedecer, aprendamos a servir. Não há maior fidalguia do que entregar-se voluntariamente ao serviço dos outros. Quando sentimos o orgulho que referve dentro de nós, a soberba que nos leva a pensar que somos super-homens, é o momento de dizer que não, de dizer que o nosso único triunfo há-de ser o da humildade. Assim nos identificaremos com Cristo na Cruz, não aborrecidos ou inquietos, nem com mau humor, mas alegres, porque essa alegria, o esquecimento de nós mesmos, é a melhor prova de amor. (Cristo que passa, 19)

Notícias e outros temas - 2

Resultado de imagem para luta armada3. Que estejam reunidas as condições sérias de êxito.

…/2

Ainda que houvesse êxito inicial, o histórico da política norte-americana de armar grupos violentos contra outros grupos violentos é de reviravoltas funestas (entre as quais o fortalecimento do regime de Saddam Hussein, o surgimento da Al-Qaeda e o poderio do Taliban, todos anteriormente “ajudados” pelos EUA e depois transformados em pesadelos).
As invasões e intervenções dos EUA no Oriente Médio, por fim, têm sido invariavelmente um retumbante fracasso de médio a longo prazo, sendo o Iraque o exemplo mais evidente no momento.

Mais problemático ainda: o Estado Islâmico não é apenas um exército físico e pontualmente localizado, mas uma ideologia capilarmente difusa e capaz de se reestruturar em prazo curto caso não sejam dadas as respostas logística, cibernética e religiosa citadas no ponto anterior.
destruir as bases jihadistas.

(cont)

Fonte: ALETEIA

        (Revisão da versão portuguesa por ama)

Tratado da vida de Cristo 66

Questão 39: Do baptizado de Cristo

Art. 4 — Se Cristo devia ter sido baptizado no Jordão.

 O quarto discute-se assim. — Parece que Cristo não devia ser baptizado no Jordão.


1. — Pois, a verdade deve realizar o que a figurava. Ora, figura do baptismo foi a passagem do Mar Roxo, onde os Egípcios ficaram submersos, assim como os pecados são delidos pelo baptismo. Logo, parece que Cristo devia ter sido baptizado, antes, no mar que no rio Jordão.

2. Demais. — Jordão significa descida. Ora, pelo baptismo nós antes ascendemos que descemos; donde o dizer o Evangelho que depois que Jesus foi baptizado, saiu logo para fora da água. Logo, parece ter sido inconveniente o baptismo de Cristo no Jordão.

3. Demais. — Tendo passado os filhos de Israel, as águas do Jordão tornaram à sua madre, como se lê na Escritura. Ora, os baptizados, longe de retrocederem, marcham para a frente. Logo, não parece ter sido conveniente o baptismo de Cristo no Jordão.

Mas, em contrário, o Evangelho: Jesus foi baptizado por João no Jordão,

Pelo rio Jordão é que os filhos de Israel entraram na terra da promissão. Ora, o baptismo de Cristo tem isto de especial sobre os demais baptismos, que introduz no reino de Deus, simbolizado pela terra da promissão. Donde o dizer a Escritura: Quem não renascer da água e do Espírito Santo não pode entrar no reino de Deus. Ao que também se refere o fato de ter Elias dividido as águas do Jordão, quando foi arrebatado do céu num carro de fogo, segundo lemos na Escritura; assim também aos que passam pela água do baptismo se lhes torna patente a entrada do céu pelo fogo do Espírito Santo. Logo foi conveniente que Cristo tivesse sido baptizado no Jordão.

DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJECÇÃO. - O trânsito do Mar Roxo prefigurou o baptismo, quanto ao delir os pecados, causado pelo baptismo. Mas o trânsito do Jordão, quanto ao abrir as portas do reino celeste, que é o mais principal efeito do baptismo, causado só por Cristo. Logo, foi conveniente que Cristo tivesse sido baptizado no Jordão e não no mar.

RESPOSTA À SEGUNDA. — O baptismo é uma ascensão pelo progresso na graça; pois, exige o descida da humildade, segundo aquilo da Escritura: Aos humildes dá a graça. E a esse descida é que deve ser referido o nome de Jordão.

RESPOSTA À TERCEIRA. — Como diz Agostinho, assim como antes as águas do Jordão retrocederam, assim também o baptismo de Cristo faz retrocederem os pecados. - Ou ainda, essa descida das águas significava que, contrariamente a ele, o rio das bênçãos cresceria para o alto.

Nota: Revisão da versão portuguesa por ama.