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15/10/2012

Leitura espiritual para 15 Out 2012


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.


Para ver, clicar SFF.

Vida de Maria (I) - A VOZ DOS SANTOS


«Este é um mistério de amor. A razão humana não o consegue compreender. Só a fé pode explicar como é que uma criatura foi elevada a tão grande dignidade, até se tornar o centro amoroso em que convergem as complacências da Trindade. Sabemos que é um segredo divino. Mas, por se tratar da nossa Mãe, sentimo-nos capazes de o compreender melhor – se é possível falar assim – do que outras verdades da fé.»

«Os teólogos formularam com frequência um argumento para tentar compreender de algum modo o significado desse cúmulo de graças de que Maria se encontra revestida, e que culmina com a Assunção aos Céus. Dizem: convinha; Deus podia fazê-lo; e por isso o fez. É a explicação mais clara das razões que levaram Cristo a conceder a sua Mãe todos os privilégios, desde o primeiro instante da sua Imaculada Conceição. Ficou livre do poder de Satanás; é formosa – tota pulchra! – limpa, pura na alma e no corpo». (S. Josemaría, Cristo que passa, 171)

«Como gostam os homens de que Ihes recordem o seu parentesco com personagens da literatura, da política, do exército, da Igreja!... - Canta diante da Virgem Imaculada, recordando-Lhe: Ave, Maria, Filha de Deus Pai; Ave, Maria, Mãe de Deus Filho; Ave, Maria, Esposa de Deus Espírito Santo... Mais do que tu, só Deus! (S. Josemaria, Caminho, 496)

«Talvez agora algum de vós possa pensar que o dia normal, o habitual ir e vir da nossa vida, não se presta muito para manter o coração numa criatura tão pura como Nossa Senhora. Convidar-vos-ia a reflectir um pouco. Que procuramos sempre, mesmo sem dar especial atenção, em tudo o que fazemos? Quando nos move o amor de Deus e trabalhamos com rectidão de intenção, procuramos o que é bom, o que é limpo, o que dá paz à consciência e felicidade à alma. Também cometemos muitos erros? Sim, mas precisamente reconhecer esses erros é descobrir com maior clareza que a nossa meta é esta: uma felicidade que não seja passageira, mas sim profunda, serena, humana e sobrenatural.

Existe uma criatura que conseguiu nesta terra essa felicidade, porque é a obra-prima de Deus: a Nossa Mãe Santíssima, Maria. Ela vive e protege-nos; está junto do Pai e do Filho e do Espírito Santo, em corpo e alma. É a mesma que nasceu na Palestina, que se entregou ao Senhor desde menina, que recebeu a anunciação do Arcanjo Gabriel, que deu à luz o Nosso Salvador, que esteve junto d'Ele ao pé da Cruz.

N'Ela tornam-se realidade todos os ideais, mas não devemos concluir que a sua sublimidade e a sua grandeza a apresentem para nós inacessível e distante É a cheia de graça, a soma de todas as perfeições: e é Mãe. Com o seu poder diante de Deus alcançar-nos-á o que lhe pedirmos; como Mãe, quer-no-lo conceder. E, também como Mãe, entende e compreende as nossas fraquezas, anima-nos, desculpa-nos, facilita o caminho, tem sempre o remédio preparado, mesmo quando parece que já nada é possível». (S. Josemaria, Amigos de Deus, 292)

Não há trabalhos de pouca categoria

                                                             
Textos de S. Josemaria Escrivá

 http://www.opusdei.pt/art.php?p=13979     © Gabinete de Inform. do Opus Dei na Internet

No serviço de Deus, não há trabalhos de pouca categoria: todos são de muita importância. – A categoria do trabalho depende do nível espiritual de quem o realiza. (Forja, 618)
Compreendem porque é que uma alma deixa de saborear a paz e a serenidade quando se afasta do seu fim, quando se esquece de que Deus a criou para a santidade? Esforcem-se por nunca perder este ponto de mira sobrenatural, nem sequer nos momentos de diversão ou de descanso, tão necessários como o trabalho na vida de cada um.
Bem podem chegar ao cume da vossa actividade profissional, alcançar os triunfos mais retumbantes, como fruto da livre iniciativa com que exercem as actividades temporais; mas se abandonarem o sentido sobrenatural que tem de presidir todo o nosso trabalho humano, enganaram-se lamentavelmente no caminho.
 (…) Mas voltemos ao nosso tema. Dizia-lhes que bem podem alcançar os êxitos mais espectaculares no terreno profissional, na actuação pública, nos afazeres profissionais, mas se se descuidarem interiormente e se afastarem de Nosso Senhor, o fim será um fracasso rotundo. Perante Deus, que é o que conta em última análise, quem luta por comportar-se como um cristão autêntico, é que consegue a vitória: não existe uma solução intermédia. Por isso vocês conhecem tantas pessoas que deviam sentir-se muito felizes, ao julgar a sua situação de um ponto de vista humano e, no entanto, arrastam uma existência inquieta, azeda; parece que vendem alegria a granel, mas aprofunda-se um pouco nas suas almas e fica a descoberto um sabor acre, mais amargo que o fel. Isto não há-de acontecer a nenhum de nós, se deveras tratarmos de cumprir constantemente a Vontade de Deus, de dar-lhe glória, de louvá-lo e de espalhar o seu reinado entre todas as criaturas. (Amigos de Deus, nn. 10-12)


Luta ascética e mística 4


O Senhor, tem sempre um verdadeiro empenho em que no desenvolvimento da sua vida espiritual, ninguém saiba donde se encontra, entre outras varias razões, dizendo vulgarmente, para que a ninguém se lhe suba à cabeça. E assim podemos estar seguros de que nenhum santo canonizado, suspeitou nem por assomo que depois da sua morte ia subir aos altares e se o demónio lhe sugeriu esta ideia para o ensoberbecer, seguro que Ele a desejou só como um mau pensamento, sabendo perfeitamente onde estava a origem da ideia. E quanto aos que em vida conheceram um santo canonizado, muitas vezes ficaram surpreendidos, pois aos seus olhos, desde logo que era uma boa pessoa, mas talvez não para tanto. E é que à vida espiritual, se chama também vida interior, é a nossa intimidade com o Senhor e se a rompemos perdemos o seu encanto. Na obra de Pemán, O divino impaciente, Ignacio de Loyola ao despedir em Lisboa Francisco Javier que parte para as Índias orientais, dá-lhe uns últimos conselhos e lhe -lhe: “A grandes desafios, vais Javier e não há perigo mais certo, do que este, de que arrebatado pelo afã de sucesso, se te derrame por fora o que deves de levar dentro”. A nossa vida interior é um tesouro que o Senhor, no grande amor que nos tem, compartilha-a intimamente connosco. E se nas intimidades de amores humanos somos reservados e não nos damos conta a ninguém de nada atraiçoando o nosso amor humano, com quanto mais razão, estamos obrigados a não atraiçoar o nosso Amado celestial.

(JUAN DO CARMELO, trad AMA)

Evangelho do dia e comentário








   T. Comum – XXVIII Semana





Stª. Teresa de Jesus – Doutora da Igreja
Evangelho: Lc 11, 29-32

29 Concorrendo as multidões, começou a dizer: «Esta geração é uma geração perversa; pede um sinal, mas não lhe será dado outro sinal, senão o sinal do profeta Jonas. 30 Porque, assim como Jonas foi sinal para os ninivitas, assim o Filho do Homem será um sinal para esta geração. 31 A rainha do meio-dia levantar-se-á no dia do juízo contra os homens desta geração, e condená-los-á, porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão; e aqui está Quem é mais do que Salomão. 32 Os ninivitas levantar-se-ão no dia do juízo contra esta geração, e condená-la-ão, porque fizeram penitência com a pregação de Jonas; e aqui está Quem é mais do que Jonas!

Comentário:

De facto os sinais de Deus, ou melhor, os sinais que Deus nos faz ver, não são visíveis com o olho nu dos preconceituosos, impuros e insatisfeitos.
Têm a visão turva e não conseguem, realmente, ver.
Quem acredita em Jesus Cristo não precisa de nenhum sinal específico que lhe confirme que a sua fé é verdadeira e justa.
O sinal que lhe basta é a presença de Jesus na sua alma e os doces eflúvios que o Espírito santo lhe vai inspirando de como proceder.

(ama, comentário sobre Lc 11, 29-32, 2010.08.10)

Tratado sobre a conservação e o governo das coisas 24


Questão 108: Da ordenação dos anjos por hierarquias e ordens.