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09/02/2012

Leitura Espiritual para 09 Fev 2012

Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.



Para ver texto completo para hoje, clicar abaixo

Evangelho do dia e comentário













T. Comum – V Semana



Evangelho: Mc 7, 24-30

24 Partindo dali, foi Jesus para os confins de Tiro e de Sidónia. Tendo entrado numa casa, não queria que ninguém o soubesse, mas não pôde ocultar-Se, 25 pois logo uma mulher, cuja filha estava possessa do espírito imundo, logo que ouviu falar d'Ele, foi lançar-se a Seus pés. 26 Era uma mulher gentia, de origem sirofenícia. Suplicava-lhe que expulsasse da sua filha o demónio. 27 Jesus disse-lhe: «Deixa que primeiro sejam fartos os filhos, porque não está certo tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cães». 28 Mas ela respondeu-Lhe: «Assim é, Senhor, mas também os cachorrinhos comem, debaixo da mesa, das migalhas que caem dos filhos». 29 Ele disse-lhe: «Por esta palavra que disseste, vai, que o demónio saiu da tua filha». 30 Voltando para casa, encontrou a menina deitada na cama, e o demónio tinha saído dela.

Comentário:

O pão dos filhos!
Claro que, eles, estão em primeiro lugar nas preocupações que por eles sentimos e na assistência que lhes devemos prestar.
Mas esta evidência que é natural e legítima não deve nem pode fazer com que desprezemos os outros e que não estejamos igualmente atentos às suas necessidades que está ao nosso alcance resolver ou, de alguma forma minimizar.

(ama, comentário sobre MC 7, 24-30, 2011.02.10)

Pensamentos inspirados à procura de Deus

Tantos pedidos, tantas súplicas!
Coloca-me no teu coração, e tudo o mais virá por acréscimo.
jma

Fenómenos sobrenaturais 1


Deus surpreende-nos:

os fenómenos sobrenaturais

Há algumas décadas pôs-se em moda entre certa corrente «moder-nista» de teólogos católicos e protestantes a prática de «desmitificar» as Sagradas Escrituras. Tal significava desprezar tudo o que de sobrenatural Bíblia apresentava; quer dizer, aquilo que a razão humana não conseguia entender devia interpretar-se como «mito» e, portanto, como não histórico. Evidentemente que, com semelhante invenção a única coisa que se conseguiu foi converter Deus em escravo das próprias leis naturais que Ele criou, incapaz, portanto, de manifestar a Sua omnipotência. Assim, fenómenos como o esplendor no rosto de Moisés (cfr. Ex 34, 29-35) ou a força de Sansão (cfr. Jue 13-16) deviam considerar-se meras lendas.
Mas a verdade é que Deus não só fez o que a Bíblia diz que fez em tempos do Antigo Testamento, mas também, a partir do Novo, Ele faz isso e muito mais. Provas? A vida de numerosos varões e mulheres de Deus ao longo da era cristã.

DIANA R. GARCIA B., trad AMA.

A dignidade humana 1

Conta, Peso e Medida
O que significa dignidade?


Dignidade é grandeza, excelência; é uma qualidade ou bondade superior pela que algo ou alguém goza de especial valor ou estima.







Ideasrapidas, trad AMA

OS CONSELHEIROS/COLABORADORES DO PAPA

Nos primórdios da Igreja, os conselheiros do Papa são escolhidos entre os romanos. De facto, muitos são os documentos que nos falam do Presbyterium (= conjunto de presbíteros e diáconos) de Roma, que aconselha e colabora com o Papa. Mais ainda, nessa altura todo o clero romano se sentia colaborador directo do Papa e, eventualmente, até os Bispos de passagem por Roma.

Mais tarde, pelo VI século, o grupo restringe-se unicamente aos presbíteros “titulorum” (ou cardeais), isto é, aos detentores dos “títulos” das principais igrejas de Roma, e aos sete diáconos das regiões em que S. Fabião (+ 250) tinha dividido Roma.

A partir do IV século, começam a realizar-se Sínodos ou Concílios, sempre em Roma, para tratamento de questões de particular importância. Tratam sobretudo de questões relacionadas com a fé e a disciplina eclesiástica. Participam neles os bispos da província eclesiástica e eventuais hóspedes, os presbíteros “titulados” e os diáconos regionais.

Sobretudo a partir de Nicolau II (1059) e de Alexandre III (1179), as funções exercidas pelo Presbyterium e pelos Sínodos ou Concílios passam para um novo órgão consultivo: o Consistorium, composto unicamente por cardeais.

Nos séculos posteriores (XII e XIII) regista-se uma forte centralização pontifícia. Ora o aumento de assuntos a tratar e a necessidade de um cardinalato inteiramente disponível incitam o papado a não permitir a residência dos cardeais nas suas dioceses após a recepção do cardinalato. Sabemos que, entre 1198 e 1276, foram criados 81 cardeais, dos quais apenas três eram “exteriores”, isto é, não residentes na Cúria Romana. E sabemos que a maioria deles pertencia à Península Itálica.

Já no passado se recorrera muitas vezes à formação de especiais comissões cardinalícias, fora do Consistório, a fim de se estudarem peculiares questões com a ajuda de prelados particularmente competentes. Tais comissões, uma vez conseguida a autonomia em relação ao Consistório, constituíram os precedentes das Congregações. E assim surgiram: a Sacra Romana e Universal Inquisição (ano 1542), a Congregação para a execução dos decretos do Concílio de Trento (1564), a Congregação do Índice (1571), a Congregação dos Bispos (1572). À frente de cada Congregação, um cardeal.

Mas as movimentações na Cúria Romana não se ficaram por aí. Ainda no séc. XVI o Papa Sisto V multiplicaria abundantemente o número das Congregações. Cada uma deveria ser composta por cinco ou três Cardeais e cada uma tinha o seu próprio campo de acção, no âmbito da administração da Igreja, ou no âmbito da administração temporal do estado e da Igreja, ou em matérias mistas.

Entretanto, Sisto V não deixou de reunir o Consistório, ao qual submetia as questões mais importantes, quer de carácter eclesiástico, quer de carácter político e administrativo.

Dito doutra forma: com o andar do tempo, os cardeais não servem apenas para aconselhar o Papa ou para elegerem um novo Papa. Mais do que isso, ajudam o Papa em todas as tarefas, da administração à jurisdição, da pastoral ao governo temporal…

O Papa Paulo VI (estamos já no séc. XX) reformula a Cúria Romana através da Constituição Regimini Ecclesiae Universae [= REU] datada de 15 de agosto de 1967. Por detrás desse documento está o labor do Concílio Vaticano II e concretamente o Decreto Christus Dominus. Por entre as novidades introduzidas pela REU contam-se: a inclusão de Bispos diocesanos como membros nas Congregações Romanas; uma maior internacionalização da Cúria romana; uma maior ligação entre os Ordinários diocesanos e a Cúria Romana.

Para elucidarmos este fenómeno da internacionalização da Cúria romana, consideremos, à laia de exemplo, os seguintes dados: na eleição do Papa João XXIII, em 1958, participaram 17 cardeais italianos, num total de 51, o que significa um peso percentual italiano na ordem dos 33,3%; na eleição do Papa Paulo VI (em 1963), participaram 29 cardeais italianos, num total de 80 eleitores, o que significa um peso percentual italiano da ordem dos 36,25%; já na eleição do Papa João Paulo I participaram 111 cardeais, dos quais apenas 26 eram italianos (o peso percentual italiano é agora de apenas 23,42%).

Actualmente, o corpo cardinalício é composto por 192 elementos (contando os eleitores e os não eleitores). Desses, apenas 45 são italianos, ou seja, 23,44%.

Neste momento, regozijamo-nos por, no Colégio Cardinalício, contarmos com três ilustres lusitanos: o cardeal D. José Saraiva Martins, o cardeal D. José Policarpo e o recentemente eleito cardeal D. Manuel Monteiro de Castro.

cónego josé paulo abreu, arquidiocese de Braga, professor da Faculdade de Teologia-UCP

INFORMAÇÕES MUITO BREVES [De vez em quando] 2012.02.08

Vai perseverantemente ao Sacrário

Textos de São Josemaria Escrivá

Vai perseverantemente ao Sacrário, fisicamente ou com o coração, para te sentires seguro, para te sentires sereno: mas também para te sentires amado... e para amar! (Forja, 837)

Copio umas palavras de um sacerdote, dirigidas aos que o seguiam no seu empreendimento apostólico: "Quando contemplardes a Sagrada Hóstia exposta na custódia sobre o altar, olhai que amor, que ternura a de Cristo. Explico-o pelo amor que vos tenho; se pudesse estar longe trabalhando e, ao mesmo tempo, junto de cada um de vós, com que gosto o faria!
Mas Cristo, Ele sim, pode fazê-lo! E Ele, que nos ama com um amor infinitamente superior ao que podem albergar todos os corações da Terra, ficou para que possamos unir-nos sempre à sua Humanidade Santíssima e para nos ajudar, para nos consolar, para nos fortalecer, para que sejamos fiéis". (Forja, 838)

As manifestações externas de amor devem nascer do coração e prolongar-se com o testemunho da conduta cristã. Se fomos renovados com a recepção do Corpo do Senhor, temos de o manifestar com obras. Que os nossos pensamentos sejam sinceros: de paz, de entrega, de serviço. Que as nossas palavras sejam verdadeiras, claras, oportunas; que saibam consolar e ajudar, que saibam sobretudo levar aos outros a luz de Deus. Que as nossas acções sejam coerentes, eficazes, acertadas: que tenham esse bonus odor Christi , o bom odor de Cristo, por recordarem o seu modo de Se comportar e de viver. (Cristo que passa, 156)

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

Pour que tu m'aimes encore

Céline Dion - Pour que tu m'aimes encore 

Live in Las Vegas


Selecção JMA

Tratado sobre a Obra dos Seis Dias 12

Questão 45: Do modo da emanação das coisas, do primeiro princípio.

Art. 3 – Se a criação é alguma coisa na criatura.

(I Sent., dist. XL. Q. 1, a. 1, ad 1, II, dist. I q. 1, a. 2, ad 4, 5; II Cont., Gent., cap. XVIII; De Pot., q. 3, a. 3).

O terceiro discute-se assim. – Parece que a criação não é alguma coisa na criatura.

1. – Pois, assim como a criação, em acepção passiva, é atribuída à criatura, assim, em acepção activa, é atribuída ao Criador. Mas a criação, em acepção activa, não é alguma coisa no Criador, porque então se seguiria que em Deus há algo temporal. Logo, a criação, em acepção passiva, não é alguma coisa na criatura.

2. Demais. – Não há meio-termo entre o Criador e a criatura. Ora, criação exprime um meio-termo entre ambos, pois não é Criador por não ser eterna; nem criatura, porque então seria necessário, pela mesma razão, admitir outra criação pela qual ela fosse criada, e assim ao infinito. Logo, a criação não é alguma coisa.

3. Demais. – Se a criação é alguma coisa, além da substância criada, é necessário seja acidente desta. Ora, todo acidente está num sujeito. Logo, a coisa criada seria o sujeito da criação e assim se identificariam o sujeito e o termo da criação, o que é impossível. Porque o sujeito é anterior ao acidente e o conserva; porém o termo é posterior à acção ou à paixão da qual é termo e, desde que existe, cessa a acção ou a paixão. Logo, a criação mesma não é alguma coisa.

Mas, em contrário. – Fazer-se alguma coisa, em toda a sua substância, é mais do que só pela sua forma substancial ou acidental. Ora, a geração pura e simples ou condicionada, pela qual alguma coisa se faz, na forma substancial ou acidental, é algo no ser gerado. Logo, com a maioria de razão a criação, pela qual alguma coisa se faz em toda a sua substância, é algo no criado.


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