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03/01/2012

Leitura Espiritual para 03 Jan 2012

Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado pelo P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.




Para ver texto completo para hoje, clicar abaixo

Livres para construir o futuro 1

Ser livres não é apenas um direito: implica uma responsabilidade, que deve levar os cristãos a envolverem-se nos problemas da sociedade, contribuindo com soluções plurais para os problemas de cada época. Publica-se um artigo sobre a liberdade e a responsabilidade social do cristão.

Quero-os rebeldes, livres de todas os laços, porque os quero – Cristo quer-nos! – filhos de Deus [i]. São Josemaria empenhou-se incansavelmente em estimular em todas as pessoas com quem contactava a terem a valentia de serem livres, com o risco e a responsabilidade que isso implica, e a defender ou a viver essa liberdade, que foi de facto ganha por Cristo para todos os homens, sem esperar que lhes seja concedida por outros, especialmente, no âmbito político, pelo poder constituído.

Essa é uma das chaves para entender a grandeza da vida corrente; nela cada homem e cada mulher deve crescer dia a dia naquilo que é o núcleo da sua dignidade: na liberdade pessoal dos filhos de Deus.

© 2011, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet 2011.07.06


[i] Amigos de Deus, n. 38. 

Ante o apostolado: Eu… não sirvo… 3

O Maligno nos dirá que somos incapazes, e, no fundo, crescerá o espírito de soberba. Penas nos resta confiar em que o Senhor actuará por através de nós, pondo nós o melhor de nós mesmos.
Nós, praticamente todos os dias, estamos sob a tentação de desconfiar da eficácia do nosso apostolado, devido à evidência das nossas fragilidades e misérias. Todos carregamos com o nosso próprio "aguilhão da carne", que a nossa vaidade e orgulho julga incompatível com o poder do Espírito que opera em nós. No dia em que aceitarmos que Deus se serve - e necessita – das nossas debilidades e incompetências para exercer o seu poder como protagonista do apostolado, a fim de que ninguém se auto atribua mas sim ao Senhor, nesse dia começamos a ser verdadeiramente apóstolos e a pôr a nossa confiança em Deus. O Senhor da graça não necessita de instrumentos "superdotados", mas sim de seguidores que reconhecem humildemente a sua própria pequenez, e que confiam o poder de Deus que se revela nela.
Com humildade, afrontemos a tarefa encomendada. Rezemos muito encomendando ao Senhor o apostolado e os seus frutos. E pela nossa parte, façamos tudo o que esteja ao nosso alcance para o fazer bem, com delicadeza, com entrega e sacrifício, e além disso, na medida do possível, capacitando-nos sempre mais e melhor para desenvolver bem o trabalho apostólico.

(javier sánchez martínez [i], trad ama)




[i] Javier Sánchez Martínez, sacerdote de la diócesis de Córdoba, ordenado el 26 de junio de 1999. Ha ejercido el ministerio sacerdotal en varias parroquias, en el Centro de Orientación Familiar de Lucena (Córdoba) y como capellán de Monasterios. Ha predicado retiros, tandas anuales de Ejercicios espirituales a seglares y religiosas e impartido diversos cursillos de formación litúrgica; asimismo ha publicado artículos en distintas as revistas y colaborado en radio y TV locales. Es vicario parroquial de la Asunción y de Santa Clara en Palma del Río (Córdoba) y está terminando la licenciatura en Teología en la Facultad de San Dámaso (Madrid)"

Evangelho do dia e comentário


Natal II Semana



03 de Janeiro Santíssimo Nome de Jesus

Evangelho: Jo 1, 29-34

29 No dia seguinte João viu Jesus, que vinha ter com ele, e disse: «Eis o Cordeiro de Deus, eis O que tira o pecado do mundo. 30 Este é Aquele de Quem eu disse: Depois de mim vem um homem que é superior a mim, porque era antes de mim, 31 eu não O conhecia, mas vim baptizar em água, para Ele ser reconhecido em Israel». 32 João deu este testemunho: «Vi o Espírito descer do céu em forma de pomba e repousou sobre Ele. 33 Eu não O conhecia, mas O que me mandou baptizar em água, disse-me: Aquele sobre quem vires descer e repousar o Espírito, esse é O que baptiza no Espírito Santo. 34 Eu O vi, e dei testemunho de que Ele é o Filho de Deus».

Comentário:

Há, neste trecho do Evangelho de S. João, uma passagem que envolve algum mistério: 
«O que me mandou baptizar em água, disse-me». 

Quem é este que deu a João o encargo de baptizar e anunciar o Reino de Deus?

Só pode ser alguém que Deus enviou directamente a João com as instruções do que tinha a fazer, como, onde e quando e uma clara indicação de como reconheceria o Messias que iria anunciar.

Por aqui se vê a singularidade da história da salvação humana, se por um lado, João, “dá um pouco nas vistas” devido ao seu comportamento de asceta, à forma como se vestia e vivia, sobre Jesus é o silêncio mais absoluto e, isto, durante trinta longos anos.

Ou seja, percebemos que os primos – Jesus e João – não se conheciam pessoalmente e que, se por um lado se compreende que João deveria ter ficado órfão bastante novo – não esqueçamos que os seus pais eram de idade avançada quando do seu nascimento – logo, entregue a si mesmo e responsável pela sua própria vida de eremita o que não deixaria de chamar a atenção e, como costume, conquistar prosélitos, Jesus viveu no seio de uma família normalíssima, com a maior descrição e anonimato, nada fazendo que chamasse a atenção de quem quer que fosse.

Porque será que o Evangelho não fala nesse “emissário” de Deus a João?

De facto não é importante que o faça porque, embora a figura do Baptista seja fulcral na história da salvação humana, o Salvador é Jesus Cristo que, a partir do momento do Seu baptismo, assume definitivamente a missão para a qual veio ao mundo.

(ama, comentário sobre Jo 1, 29-34, 2011.12.05)

Porquê Deus se esconde? 3

Um Deus poderoso, que renega a cruz e o amor, que pela força do poder domina o homem, não é realmente um Deus: é demónio transfigurado em Deus. Não é de estranhar que Jesus chamasse “Satanás” a Pedro quando este resistiu a que o Senhor viajasse par Jerusalém para ser crucificado (Mt 16, 23).  
Falando de física, Hegel ensinava que a luz se manifesta como tal na medida em que se distingue da escuridão. Porque há escuridão, há luz. O ensino hegeliano é também válido no espiritual. É imprescindível a escuridão para poder ver a luz. A nossa escuridão – o pecado, a terrível miséria humana que há em nós - permite procurar e viver  a luz de Deus.  Felix culpa.
Só porque podemos dizer não a Deus podemos ser abraçados por Ele. Paradoxo doloroso? Sem dúvida. Mas quereríamos um Deus cuja luz nos abrasasse? Sim, é verdade, tudo seria mais fácil. Todo o fácil que o demónio quereria. Mas Deus nega-se a tal.
Quando pedimos que Deus se nos revele com a claridade do dia, quando exigimos a Deus que se torne presente na nossa vida como se não o estivesse já ou quando lhe atiramos à cara o seu silencio, a sua ausência aparente, estamos reproduzindo sem o sabe a petição do tentador.  
Tal como no deserto Deus deixa-se tentar por nós. Tal como naquela ocasião Deus não cai na tentação. Para nosso bem e para maior desespero do príncipe deste mundo.

(carlos jariod borrego [i], trad  ama)


[i] Profesor de filosofía de un Instituto de Toledo y profesor invitado de teoría educativa en el instituto de ciencias religiosas de la misma ciudad. Interesado por la educación, ha presidido la Federación toledana de CONCAPA durante cuatro años y es cofundador y presidente de la asociación toledana de profesores Educación y Persona.

Servir o Senhor no mundo

Textos de São Josemaria Escrivá

Repara bem: há muitos homens e mulheres no mundo, e nem a um só deles o Mestre deixa de chamar. Chama-os a uma vida cristã, a uma vida de santidade, a uma vida de eleição, a uma vida eterna. (Forja, 13)

Permiti-me que volte de novo à naturalidade, à simplicidade da vida de Jesus, que já vos tenho feito considerar tantas vezes. Esses anos ocultos do Senhor não são coisa sem significado, nem uma simples preparação dos anos que viriam depois, os da sua vida púbica. Desde 1928 compreendi claramente que Deus deseja que os cristãos tomem exemplo de toda a vida do Senhor. Entendi especialmente a sua vida escondida, a sua vida de trabalho corrente no meio dos homens: o Senhor quer que muitas almas encontrem o seu caminho nos anos de vida calada e sem brilho. Obedecer à vontade de Deus, portanto, é sempre sair do nosso egoísmo; mas não tem por que se traduzir no afastamento das circunstâncias ordinárias da vida dos homens, iguais a nós pelo seu estado, pela sua profissão, pela sua situação na sociedade.
Sonho – e o sonho já se tornou realidade – com multidões de filhos de Deus santificando-se na sua vida de cidadãos correntes, compartilhando ideais, anseios e esforços com as outras pessoas. Preciso de lhes gritar esta verdade divina: se permaneceis no meio do mundo, não é porque Deus se tenha esquecido de vós; não é porque o Senhor vos não tenha chamado; convidou-vos a permanecer nas actividades e nas ansiedades da Terra, porque vos fez saber que a vossa vocação humana, a vossa profissão, as vossas qualidades não só não são alheias aos seus desígnios divinos, mas que Ele as santificou como oferenda gratíssima ao Pai! (Cristo que passa, 20).

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

A evolução do evolucionismo 3

O que é a árvore da vida?

Não caso da teoria da evolução, afirma-se que todos os organismos vivos estão relacionados com um antepassado comum, do qual descendem. Esse parentesco universal das espécies pode dessenhar-se na árvore da vida, cuja verdade é uma conclusão científica que supera qualquer dúvida razoável. Ainda que jamais se tenha visto ou demonstrado, há bons argumentos para imaginar os passos desde celeula originária até ao tubarão, à lebre ou ao pintassilgo. Chama-se evolução a todo esse processo de transformação, ainda que se deva reconhecer que é por uma etiqueta num processo sumamente obscuro, cujo primeiro capítulo é precisamente a misteriosa aparição da vida.

(jose ramón ayllón, trad. ama)