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27/03/2011

Sobre a família 4

continuação

À primeira vista não é fácil entender o que pode significar “fazer-se amigo dos filhos”. A amizade supõe-se entre pares, entre iguais, e essa igualdade contrasta com a assimetria natural da relação paterno-filial. 
É sempre muito mais o que os filhos recebem dos pais do que o que eventualmente podem chegar a dar-lhes. Nunca será possível saldar a dívida que têm para com eles. Os pais não costumam pensar que se sacrificam pelos filhos quando de facto o fazem; não vêm como privação o que para os seus filhos é oferta. Reparam pouco nas suas próprias necessidades ou, melhor, convertem em próprias as necessidades dos filhos. Chegariam a dar a vida por eles e, de facto, habitualmente estão a dá-la sem que disso se apercebam. É muito difícil encontrar uma gratuidade maior entre pessoas. [i]
Cont/


[i] J.M. Barrio e J.M. Martín
© 2011, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

'O básico para educar' e 'Papel de pai’ 2

Observando

continuação

Papel de pai

Qual é hoje o papel de um pai ou de uma mãe? Parece claro que para poder desempenhar uma função falta saber o que é que há que fazer. Penso que o principal que os pais devem fazer é transmitir aos seus filhos aquilo que lhes sirva para construir a sua vida sobre algo sólido.
Se na vida dos homens não há uma base sobre a qual construir, o que se vá construindo será muito débil. Para poder transmitir uns valores tem que haver uma tradição, por sua vez temos que ter recebido algo e penso que esse é o grande drama de muitos pais de hoje: não aceitam o recebido ou, simplesmente, não o receberão.
Cont/
aníbal cuevas, in FLUVIUM, trad ama

TEXTOS DE S. JOSEMARIA ESCRIVÁ

“Deus ama quem dá com alegria”


Sofres! – Pois olha: "Ele" não tem o coração mais pequeno do que o nosso. – Sofres? É porque convém. (Caminho, 230)

Advirto-te que as grandes penitências são compatíveis também com as quedas espalhafatosas, provocadas pela soberba. Em contrapartida, com esse desejo contínuo de agradar a Deus nas pequenas batalhas pessoais – como sorrir quando não se tem vontade: asseguro-vos, aliás, que em certas ocasiões torna-se mais custoso um sorriso do que uma hora de cilício – é difícil alimentar o orgulho, a ridícula ingenuidade de nos considerarmos heróis notáveis: ver-nos-emos como uma criança que apenas consegue oferecer ninharias ao seu pai, que as recebe, no entanto, com imensa alegria.

Então, um cristão há-de ser sempre mortificado? Sim, mas por amor. (…) Talvez até agora não nos tivéssemos sentido urgidos a seguir tão de perto os passos de Cristo. Talvez não nos tivéssemos apercebido de que podemos unir ao seu sacrifício reparador as nossas pequenas renúncias: pelos nossos pecados, pelos pecados dos homens de todas as épocas, por esse trabalho malvado de Lúcifer que continua a opor a Deus o seu non serviam! Como nos atreveremos a clamar sem hipocrisia: Senhor, doem-me as ofensas que ferem o teu Coração amabilíssimo, se não nos decidimos a privar-nos de uma ninharia ou a oferecer um sacrifício minúsculo em honra do seu Amor? A penitência – verdadeiro desagravo – lança-nos pelo caminho da entrega, da caridade. Entrega para reparar e caridade para ajudar os outros, como Cristo nos ajudou a nós.

De agora em diante, tende pressa de amar. O amor impedir-nos-á a queixa e o protesto. Porque com frequência suportamos a contrariedade, sim; mas lamentamo-nos; e então, além de desperdiçar a graça de Deus, cortamos-lhe as mãos para futuros pedidos. Hilarem enim datorem diligit Deus. Deus ama o que dá com alegria, com a espontaneidade que nasce de um coração enamorado, sem os espalhafatos de quem se entrega como se prestasse um favor. (Amigos de Deus, nn. 139–140)

http://www.opusdei.pt/art.php?p=13969
© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

Diálogos apostólicos

Diálogos


Desculpa mas não concordo contigo quando dizes que simplifico tudo!

Não será, antes, o caso de seres tu a veres impossibilidades onde elas não existem?













AMA, 2011.03.27

Vaticano: Homossexualidade


Observando

Negar dimensão moral da sexualidade mina a liberdade O representante permanente da Santa Sé junto da ONU, em Genebra, condenou ontem a violência verbal que os cristãos sofrem a propósito da sua opinião sobre a homossexualidade.
O Arcebispo Silvano Tomasi recordou que a Igreja Católica considera que as relações sexuais são um dom de Deus que apenas devem ter lugar no contexto de um casamento heterossexual.
Contudo, quem expressa esta opinião sujeita-se a um “padrão preocupante”.
“Quando expressam as suas crenças morais sobre a natureza humana são estigmatizados ou, pior, vilipendiados e processados”, afirmou Tomasi.
O representante da Igreja Católica defendeu a dignidade de cada ser humano, condenando a violência levada a cabo contra pessoas por causa da sua orientação sexual. “Mas os estados podem, e devem reguar comportamentos, incluindo comportamentos sexuais”, disse Tomasi.

Pag 1, 2011.03.24

Temas para a Quaresma 19


Tempo de Quaresma

Continuação

Estas duas citações são meramente exemplos do que pode – e talvez deva – surgir durante o exame. Há livros e opúsculos que servem de ajuda e guia – se assim o desejar-mos – para melhor conseguir o objectivo mas, o que realmente convém e é imprescindível é a sinceridade – selvagem – nesse mergulhar dentro de nós mesmos com a alma e o coração abertos e dispostos ao confronto interior entre aquilo que pensamos ser e o que somos de facto, o que deveríamos ter feito e realmente fizemos e, também, tudo quanto tínhamos obrigação ter levado a cabo e, por razões sem razão, deixamos de fazer.

Cont./

ama, 2011.03.27

São José: Exemplo de virtudes

Quem me dera poder inculcar em mim, um pouco que fosse da tua maravilhosa humildade, meu Pai e Senhor, São José.

Permanentemente disponível, sempre presente e, no entanto tão discreto, quase apagado, sempre em segundo lugar.
Sabes bem que o teu Filho Adoptivo e a tua esposa, são as figuras centrais de toda uma saga maravilhosa dos planos de Deus.
A ti foi-te reservado o lugar importantíssimo de vigiar e prover o sustento e a defesa da pequena família.
Sendo no entanto a Primeira Família - o Filho de Deus e a Mãe de Deus - o lugar que te está reservado é sem dúvida tão importante que dificilmente poderia ser preenchido por qualquer homem que não tivesse em si a Graça de Deus.
E tu, homem simples, encarregas-te desta tarefa sublime, assumes esta responsabilidade extraordinária, tomas integralmente a peito o teu papel sem um momento nem de dúvida nem de orgulho.

Não sei qual será a maior virtude: se a confiança plena perante tão grande tarefa, se a humildade perfeita face a tão extraordinária honra.
Julgo que ambas são enormes, extraordinárias, mas apraz-me pensar que, talvez a primeira, a confiança, seja, apesar de tudo, a mais notável.

Qual o ser humano, homem que por mais virtudes que pudesse ter, não se retrairia, não ficaria aterrado com a noticia dada por um Anjo do Senhor, que iria ser o guardião da Mãe de Deus, seu esposo perante o mundo, e o pai adoptivo do próprio Filho de Deus, Salvador dos homens?
Que poderia pensar um espírito por mais nobre e rico de graça?
Que perguntas faria ao anjo?
Que temores se instalariam no seu espírito?
Não rezam os Evangelhos que São José tenha feito qualquer pergunta ao Anjo do Senhor nem a ninguém.

A Virgem Maria, pergunta: Como será isso, se não conheço varão. ?([1])

Quer saber o que se passa, deseja conhecer a vontade do Senhor a seu respeito.

Evidentemente, para dizer que sim: Faça-se segundo a Tua palavra. ([2])

São José não tem nada a perguntar.

Não temas receber a Maria como tua esposa. O filho que espera é obra do Espírito Santo. Hás-de pôr-lhe o nome de Jesus. Pega na tua família e vai para o Egipto, até que eu te avise.([3])

E, depois: Pega na tua família e regressa à tua terra. ([4])

E, a isto tudo, que é muito e muitíssimo grave e importante, José não pergunta, nem hesita.
Pura e simplesmente faz como lhe mandam.
Não se preocupa saber como será, que acontecerá, como e de que viverão.
Compete-lhe fazer o melhor que pode e sabe, trabalha para angariar o sustento dos seus, enfim, evitar na medida do possível, qualquer sobressalto ou perigo para a sua família.
Faz, e faz o melhor que pode e com confiança absoluta que, assim, cumpre exactamente o que Deus espera dele.

Não é ele quem pergunta a Jesus, no templo, onde estava, porque tinha desaparecido sem dizer nada.
Deixa essa tarefa para Sua Mãe Santíssima.
Ele, José, não faz perguntas. Confia apenas de maneira total, absoluta e faz o que tem a fazer.

Queiras tu, meu pai e senhor, incutir em mim a confiança no Senhor meu Deus e o fervor do cumprimento da Sua vontade Santíssima.
Ajuda-me a conquistar essas virtudes que tão bem viveste.

AMA, meditações, 1999


[1] cfr. Lc. 1, 34
[2] cfr. Lc. 1, 38
[3] cfr. Mt. 2, 13-18
[4] cfr. Mt. 2, 19-23

Pensamentos inspirados



À procura de Deus



O pecado repetido, torna-nos "impermeáveis" ao amor de Deus.


jma, 2011.03.27

Esmola



Reflectindo



Todos os cristãos podem exercitar-se na esmola, não só os ricos e abastados, mas inclusive os de posição média e ainda os pobres; deste modo, os que são desiguais pela sua capacidade de dar esmola são semelhantes no amor e afecto com que a dão.



(S. leão magno, Liturgia das Horas, Segunda leitura de Quinta-feira depois de Cinzas).

Doutrina - E se já não nos queremos?

Conta, peso e medida




Pois amem-se: fomentem o seu amor, enamorem-se de novo, estreiem de novo o seu noivado , cortejem o seu marido, a sua mulher... 

É o amor da sua vida. Uma mulher dizia: "O meu marido é o melhor de todos os meus maridos".









(ideasrapidas, trad ama)


2011.03.27

Evangelho do dia e comentário

Quaresma - III Semana

Evangelho: Jo 4, 5-42

5 Chegou, pois, a uma cidade da Samaria chamada Sicar, junto da herdade que Jacob deu a seu filho José. 6 Estava lá o poço de Jacob. Fatigado da viagem, Jesus sentou-Se sobre a borda do poço. Era quase a hora sexta. 7 Veio uma mulher da Samaria tirar água. Jesus disse-lhe: «Dá-Me de beber». 8 Os Seus discípulos tinham ido à cidade comprar mantimentos.9 Disse-Lhe, então, a mulher: «Como, sendo Tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou samaritana?». Com efeito, os judeus não se dão com os samaritanos. 10 Jesus responderam: «Se tu conhecesses o dom de Deus, e Quem é que te diz: “Dá-Me de beber”, certamente Lhe pedirias e Ele te daria de uma água viva». 11 A mulher disse-Lhe: «Senhor, Tu não tens com que a tirar e o poço é fundo; donde tens, pois, essa água viva? 12 És Tu, porventura, maior do que o nosso pai Jacob que nos deu este poço, do qual ele mesmo bebeu, e os seus filhos e os seus gados?». 13 Jesus respondeu: «Todo aquele que bebe desta água tornará a ter sede,14 mas aquele que beber da água que Eu lhe der, jamais terá sede: a água que Eu lhe der virá a ser nele uma fonte de água que jorra para a vida eterna». 15 A mulher disse-Lhe: «Senhor, dá-me dessa água, para eu não ter mais sede, nem ter de vir aqui tirá-la».16 Jesus disse-lhe: «Vai, chama o teu marido e vem cá». 17 A mulher respondeu-Lhe: «Não tenho marido». Jesus replicou: «Disseste bem: não tenho marido; 18 porque tiveste cinco maridos e o que agora tens, não é o teu marido; isto disseste com verdade». 19 A mulher disse-Lhe: «Senhor, vejo que és profeta. 20 Nossos pais adoraram sobre este monte e vós dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar». 21 Jesus disse-lhe: «Mulher, acredita-Me que é chegada a hora em que não adorareis o Pai nem neste monte nem em Jerusalém. 22 Vós adorais o que não conheceis, nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus. 23 Mas vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade, porque é destes adoradores que o Pai deseja. 24 Deus é espírito, e em espírito e verdade é que O devem adorar os que O adoram». 25 A mulher disse-Lhe: «Eu sei que deve vir o Messias, que se chama Cristo; quando, pois, Ele vier, nos manifestará todas as coisas». 26 Jesus disse-lhe: «Sou Eu, que estou a falar contigo». 27 Nisto chegaram os Seus discípulos, e admiraram-se de que estivesse a falar com uma mulher. Nenhum, contudo, Lhe disse: «Que é o que queres?», ou: «Por que falas com ela?». 28 A mulher, então, deixou a bilha, foi à cidade e disse àquela gente: 29 «Vinde ver um homem que me disse tudo o que eu fiz; será este, porventura, o Cristo?». 30 Eles saíram da cidade e foram ter com Jesus. 31 Entretanto, os Seus discípulos instavam com Ele, dizendo: «Mestre, come». 32 Mas Ele respondeu-lhes: «Eu tenho um alimento para comer que vós não sabeis». 33 Pelo que diziam entre si os discípulos: «Será que alguém Lhe trouxe de comer?». 34 Jesus disse-lhes: «A Minha comida é fazer a vontade d'Aquele que Me enviou e realizar a Sua obra. 35 «Não dizeis vós que “ainda há quatro meses até à ceifa”? Mas Eu digo-vos: Levantai os olhos e vede os campos que já estão brancos para a ceifa! 36 O que ceifa recebe recompensa e junta o fruto para a vida eterna, para que assim o que semeia, como o que ceifa, se regozijem juntamente. 37 Porque nisto se verifica o ditado: Um é o que semeia, e outro o que ceifa. 38 Eu enviei-vos a ceifar o que vós não trabalhastes; outros trabalharam e vós recolheis o fruto dos seus trabalhos». 39 Muitos samaritanos daquela cidade acreditaram em Jesus por causa da palavra daquela mulher que dava este testemunho: «Ele disse-me tudo o que fiz!». 40 Vindo, pois, ter com Jesus os samaritanos, pediram-Lhe que ficasse com eles. Ficou lá dois dias. 41 Muitos mais acreditaram n'Ele em virtude da Sua palavra. 42 E diziam à mulher: «Já não é pela tua palavra que acreditamos n'Ele, mas porque nós próprios O ouvimos e sabemos que Ele é verdadeiramente o Salvador do mundo!».

Comentário:

É notável a confiança dos discípulos no Mestre. Estranham a insólita cena com que se deparam – Jesus falando com uma mulher Samaritana – mas não fazem perguntas.
O resultado, imediato, desta confiança é assistirem a algo ainda mais insólito: os samaritanos vêm ter com Jesus e pedem-lhe para ficar com eles e, durante dois dias, é-lhes dado ver como Jesus, que não faz acepção de pessoas, os ensina e doutrina de tal forma que o Evangelho confirma que «Muitos mais acreditaram n'Ele em virtude da Sua palavra.»

Todas as almas interessam no apostolado e todas as ocasiões são boas para o fazer, mesmo quando, aparentemente, talvez não seja adequado, a ocasião propícia ou a pessoa a mais indicada.

(ama, comentário sobre Jo 4, 5-42, 2011.02.28)