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19/09/2010

Textos de Reflexão 19 de Setembro

Domingo 19 Set
                                                                                                             
Evangelho: Lc 16, 10-13

10 Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito.11 Se, pois, não fostes fiéis nas riquezas iníquas, quem vos confiará as verdadeiras? 12 E se não fostes fiéis no alheio, quem vos dará o que é vosso? 13 Nenhum servo pode servir a dois senhores, porque, ou odiará um e amará o outro, ou se afeiçoará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro».
Comentário:

A actualidade deste Evangelho é, diria, gritante. Verificamos que a fidelidade e a justiça são inseparáveis e dependem uma da outra.
Para se ser fiel à sua condição de cristão não se pode entrar numa espiral de excessivo apego aos bens, a sua procura desenfreada ou, a acumulação desmedida de proventos porque estas práticas geram inevitavelmente situações injustiça.
Mesmo os proventos adquiridos com o trabalho honesto e competente quando ultrapassam os limites do razoável, do equilíbrio entre as várias camadas da sociedade, geram situações injustas de repartição de bens.
Além disso o coração fica com que embotado e incapaz de reconhecer essa situação porque a pessoa conclui que lhe é devido o que obtém.

(ama, comentário sobre Lc 16, 10-13, 2010.07.30)

Tema: Alegria dos filhos de Deus

A condição do gozo autêntico é sempre a mesma: que queiramos viver para Deus e, por Deus, para os outros. Digamos ao Senhor que sim, que queremos, que não desejamos mais que servir com alegria. Se procurais comportar-vos assim, a vossa paz interior e o vosso sorriso, o vosso garbo e o vosso bom humor, serão luz poderosa de que Deus se servirá para atrair muitas almas para Si. Dai testemunho da alegria cristã, descobri a quantos vos rodeiam qual é o vosso segredo: estais alegres porque sois filhos de Deus, porque O cuidais, porque lutais por ser melhores e por ajudar os demais e porque quando se quebra o gozo da vossa alma acudis com prontidão ao Sacramento da alegria, no qual recuperais o sentido da vossa fraternidade com todos os homens. 

(Álvaro do Portillo, Homília no Jubileu da Juventude, 1984.04.12)

Doutrina: CCIC – 404: Que outras coisas requer uma autêntica convivência humana?
                   CIC 1886-1889; 1895-1896

Requer o respeito da justiça, a justa hierarquia de valores e a subordinação das dimensões materiais e instintivas às superiores e espirituais. Em especial, onde o pecado perverte o clima social, é necessário apelar à conversão dos corações e à graça de Deus, para obter mudanças sociais que estejam realmente ao serviço de cada pessoa e de toda a pessoa. A caridade, que exige e torna capaz da prática da justiça, é o maior mandamento social.

Tema para breve reflexão - 2010.09.19

Auto – estima

Nunca me agradou a ingenuidade e a veemência com que alguns falam da auto-estima. Mas sim estou de acordo em que se trata de um problema crescente nos nossos dias. Educar-se a si mesmo é algo parecido com educar a outro. Para educar a outro há que exigir-lhe (se não, sairá um mimado insofrido), mas também há que tratá-lo com afecto, há que vê-lo com bons olhos. Da mesma forma que, para educar-se a si mesmo também há que exigir-se, mas ào mesmo tempo há que tratar-se a si mesmo com afecto, e ver-se com bons olhos. Todavia, há demasiada gente que se maltrata a si mesma, que recrimina áspera e reiteradamente os seus próprios erros, que se julga a si mesma com demasiada dureza e se considera incapaz da superar os seus erros e defeitos.
É verdade que, os que não recordam os seus fracassos do passado, estão predispostos a repeti-los. Mas há que saber fazê-lo com equilíbrio e sensatez. Porque o fracasso pode ter um valor frutífero, tal como pode haver êxitos estéreis. Um fracasso frutífero é o que conduz a novas percepções e ideias que aumentam a experiência e o saber.
É muito famosa aquela história de Thomas Watson, o legendário fundador da IBM, que chamou ao seu gabinete um executivo da empresa que acabava de perder dez milhões de dólares numa arriscada operação. O jovem estava muito assustado e pensava que ia ser despedido de modo fulminante. Todavia, Watson disse-lhe: "Acabamos de gastar dez milhões de dólares na sua formação, esperamos que saiba aproveitá-los".
Não se pode viver obcecado pelas sombras e assustando-se com elas. Fracassos todos temos, todos os dias. O mal é quando se considera que o potro da sua vida é impossível de dominar, quando atira a toalha em vez de se fixar em quais são as verdadeiras causas dos seus cansaços e inibições. Se examinamos as coisas com cuidado, talvez concluamos que, como Alexandre, temos de tomar as rédeas daquela decisão e manter o olhar de voltado para o ideal que ilumina a nossa vida. (
Alfonso Alguilló in FLUVIUM, 23.10.2008)